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Refugiado da Caverna de Platão

Saga Bíblica e deus de Papiro



Parte II

Elias, grande mito do cristianismo , confronta Acab por “ter feito mal ao Senhor” pelo “crime” da idolatria. Elias neste confronto, que nos lembra um típico filme de faroeste americano, exige que todos os profetas de Baal (um deus babilônico cujo nome significa “O senhor”) e do poste sagrado (ídolos de madeira) se reunissem no monte carmelo para uma disputa de “vontades sagradas”.

Como poderíamos adivinhar, YHWH enviou imediatemente um grande fogo dos céus (Livro dos Reis) para consumir a oferta de Elias. Vendo isso, as testemunhas reunidas prostaram-se. YHWH é o senhor. Ele é
poderoso mesmo. Se teve algum mérito Elias em desafiar os que rivalizavam com ele era de demonstrar o quanto seu deus Javé é ciumento, rancoroso e egocêntrico mais do que os outros. Mas isso procede vindo de um deus que envia duas ursas para matar 42 crianças a pedido de seu servo Elias por ter sentido tão aviltado, tão ofendido na sua mais profunda honra por terem-no chamado de …calvo!

Javé é um exemplo de deus desagregador. Era um deus penoso de se servir. Tanto é que muitos judeus, ficaram satisfeitos certa vez em ter a possibilidade de destroná-lo com certa facilidade ou reconhecendo a divindade de Baal, o deus dos fenícios. Isto seria procedente uma vez que os judeus e fenícios eram povos irmãos. Baal era um deus que vivia entre flores, plantas e nas montanhas. Sua história oferecia campo largo à fantasia. Havia tantos atrativos para a conversão ao culto de Baal que mesmo os mais simples pastores de ovelhas judeus poderiam ser grandes líderes espirituais do culto à Baal.

Só quando conceitos de trindade, anjos, arcanjos e santos dentre outras entidades foram se formando em torno do cristianismo é que foi tornando o cristianismo como uma estrutura monoteísta.

Como os profetoas judeus encontravam-se em terras mais sólidas do que os primeiros papas, o velho testamnto tornou-se ao longo de mutas passagens,nada mais que um realtóri sobre a luta dos doutrinadores contra todos os ‘Baais’ uma luta que quase nunca tinham vitoriosos e sim como um acordo das partes dos adoradores de Baal e Javé.

A principal decadência do império do norte ou de Israel além da subserviência do rei do império do norte foi a traição de Oséias, rei de Israel. Oséias além de sua vassalagem procurava fazer alianças com o Egito, um outro império rival da Assíria. Salmanasar então aprisionou o rei e aniquilou completamente o reino do norte.

Pelo menos em israel não podemos dizer que houveram heróis nem a desculpa de que aquele povo do norte adoravam somente os “deuses estrangeiros” cujo povo ficou completamente perdido devido ao deslocamento da cidade de samaria em seus lugares. O profeta Isaías foi um homem ressentido pela superioridade do reino de Israel por isso sua “maldição” à este reino.

Em Judá, o reino do sul, não existe nenhuma indicação arqueológica até o século VIIIaC (idade do bronze) de que essa pequena e bastante isolada área montanhosa representasse algum interesse particular. Sua populaçaõ era insignficante; suas cidades eram poucas e pequenas.
Israel tão execrada por judá por “adorarem deuses estrangeiros” não era nenhuma vilã da história. Foi Israel e não Judá, que estabeleceu e conduziu a diplomacia e o comércio.

Quando os dois reinos entrava em conflito, Judá ficava em geral, na defensiva, forçado a pedir ajuda a poderes vizinhos. Entenda-se: Assíria e Egito. Justamente os adoradores de “deuses estrangeiros”. Está tudo no livro dos Reis.

Fábulas e histórias recontadas para enaltecer acontecimentos inversossímeis e heróis de papiro. Sargão II (Não faltam registros arqueológicos para confirmarem a existência do rei da Assíria, um dos impérios mais poderosos da época) definia Judá assim:
“Fica muito longe”.

Ezequias, um outro herói, rei de judá (Está no livro Crônicas) e sua revolta desastrosa para libertar Israel, não estava a altura nem de longe de Senaqerib, o rei Assírio a época.

Fontes assírias, frias e descritivas como era de costume, sobre a devastação provocada por Senaqerib em Judá:

“Quanto a Ezequias, o judaico, ele não se submeteu ao meu jugo. Eu (Senaqerib) montei cerco em 46 das suas cidades fortificadas e fortes murados, e em incontáveis pequenas aldeias.(…) a tudo conquistei. Eu expulsei 200.150 pessoas, jovens e velhos, homens e pequeno além da conta e a tudo considerei como pilhagem de guerra. Ele mesmo (Ezequiel) o fiz prisioneiro em jerusalém, na sua residência real, como um pássaro numa gaiola.(…) ” (Tadmor, H. Philistia under Assyrian rule_”Filisteus Debaixo de Leis Assírias”)

Como disse, voltaria a falar de josias, o temeroso a seu deus, aquele que fará com que todo homem subjugue-se somente a Javé. Nada mais além dele e nada debaixo dele. Nenhum rito de adoração pode ser levantado ou louvado a não ser por Javé.

Josias, um idelista da unificação dos povos judeus, acabou com os rituais sacrificatórios realizados pelos sacerdotes que conduziam essas cerimônias nos lugares elevados e santuários espalhados por toda a região de judá. Ele erradicou os santuários dos cultos estrangeiros, em particular aqueles que tinham sido instalados sob o patrocínio real em jerusalém. (Está no livro dos Reis)

A vida de Josias teve trágico fim. Um fim ridículo para um herói. Necau o faraó que sucedeu Psamético I assassina Josias na cidade de Meggido quando o Egito decide intervir do lado dos assírios marchando para o norte. Josias morre com uma flecha cravada no pescoço. Essa é a gratidão por seu deus rancoroso e ciumento por Josias ter eliminado à força culto diferente de seu deus.

Se fôssemos levar em conta a existência de panteões pelos eventos dos atores e suas crenças, seríamos forçados a admitir que os deuses egípcios são melhores pois vingaram com a morte de Josias o aprisionamento de Oséias por Salmansar da Assíria, ou são melhores por intervir nos planos de unificação dos dois reinos por Josias com a morte deste. O grande movimento de reforma desmoronou com a morte do último rei da dinastia davídica.



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