Dando prosseguimento com a série Amor, aproveitarei o gancho com a série inacabada Maldade. Quando falamos de Amor, muitas vezes carregamos a mente de bondade, de compaixão, de carinho, de romantismo, de afagos, de prazer, de sorrisos, de flores etc. Mas isso também seria um anestésico para não pensarmos que o "pacote Amor" vem com anexos, com suporte à Maldade, à tristeza, às lágrimas - que nem sempre são de alegria - às dores e tudo o mais que, a priori, seria-lhe contrário. Mas aqui não haveria dualidade: Amor e Maldade seriam complementos?!
Se não são complementos, ao menos são reflexos, causando em nós o mesmo que olhar num espelho - que não seja somente para se admirar ou para ver se tem algo grudado no dente - e pensar porque as palavras na camiseta estão ao contrário, pq o direito parece esquerdo e o esquerdo direito. Os reflexos podem parecer cópias, mas são apenas cópias e não o mesmo... Estar "em Amor", estar "em Maldade", para mudar de um lado para o outro, bastam alguns segundos, alguns pensamentos, um detalhe notado na outra pessoa - de preferência algo que não notara antes e que um acesso de raiva lhe faz o favor de explicitar. Coisas que se atribuem umas as outras: a maldade atribui ao amor sua existência e o ele faz o mesmo contra ela.
É isso mesmo, diretamente, sem muitos rodeios, podemos estar felizes da vida com o que juramos ser o amor das nossas vidas, e logo em seguida perceber que todo aquele amor, só faz encher sua vida, só faz aborrecer seus pensamentos - ou mesmo manter seus pensamentos aprisionados em outro ser, como se esse tivesse o controle remoto dos seus dias e das suas vontades - "pedindo" que não olhemos mais para nada, deixemos de prestar atenção em nós mesmos, em nossos compromissos, só para nos dedicarmos a Ele, o Todo Poderoso Amor... isso já não é maldade demais para um ser vivo?!
Seria o Amor Maldade??? E a Maldade seria uma espécie de amor próprio super-desenvolvido????
No post sobre maldade (por favor, voltar alguns dias e conferir) dediquei linhas e linhas sobre o que poderia ou não levar uma pessoa a cometer a maldade ou o ato mau. O que nos levaria então a amar, quando se quer queremos amar a nós mesmos?
Queria falar de amor hoje; falei durante muitos posts, mas sempre de forma, digamos, mais "direcionada", hj quero fazer isso de forma um pouco mais livre... De início, lembrei-me de uma passagem de Shakespeare, em Sonho de Uma Noite de Verão (para quem não conhece e também para quem uma busca no google poderia atrapalhar a leitura desse post, distraindo-o, adianto que é uma famosa comédia do autor, onde misturam-se fantasias, delírios, paixões, com o dia a dia de pessoas de classes diferentes):
O Amor não vê com os olhos, mas com a mente: por isso é alado, e cego, e tão potente. Nunca deu provas de apurado gosto; cego e de asas: emblema de desgosto. Eterna criança: eis como é apelidado, por ser sempre na escolha malogrado. Como os meninos quebram juramentos, perjura o Amor a todos os momentos.
Fatidicamente, Shakespeare, mais uma vez é feliz em suas reflexões sobre o amor, sempre com umas pitadas de ironia, fez-se mestre em sua sutileza e ao mesmo tempo pontiaguda forma de escrita. O Amor é mesmo algo por demasiado estranho e algo pelo qual muitas vezes lutamos em duas vias opostas: fugir dele ou buscar por ele, eis aí mais um dilema para o dramaturgo. Ser ou não ser adépto do amor, eis a questão! Como se fosse como se candidatar a ele - não que não possamos fazer isso, mas torna-se ainda mais difícil querer escolher quando participar de suas "artes" - ou votar nele, ou apostar em suas vinda segura e despretenciosa... Ele, o Amor, é mesmo figura disforme à vezes, vem com asas, vem sem olhos - ou mesmo confunde esses órgãos com outros do corpo -, outras vezes vem intelectualizado demais e termina na ignorância de ser muito cheio de si mesmo... Nem discutirei hj as formas do Amor... hj é apenas ensaio, amanhã pode surgir outro e novas idéias sobre Ele... é, como ele mesmo, de repente, sem muita lógica, brilhante e sem avisar das artimanhas... amanhã pode surgir um outro amor e outro post sobre esse amor; e se não for amanhã, que seja depois de amanhã...
Mas como causar nos corações humanos a amizade, se tão contrário a si é o mesmo amor...
??? (Grande Camões, permita-me a inclusão das três interrogações, pois tb me questiono sobre tal "enigma" da "tentativa de vida a dois".)
E quando vc diz "amor!" e a resposta é "oi amor, o que vc disse?"
Posso sorrir nas profundezas do meu eu E chorar diante dos olhos mais pretenciosos Posso inverter tudo isso só para me divertir Ou mesmo posso assim ser para mostrar-se a quem me tem bem
Novos caminhos posso trilhar ou mesmo imaginar tê-los Novas formas de amar, de respirar um perfume de alguém Novas estratégias para não errar, Errar e conceber meu erro natural; Mostrar-me um tremendo idiota só para lhe conquistar, Simplesmente não ser tão idiota assim só para deixar você ir...
Posso ser eu mesmo nos dias normais e nas folgas também? Posso só agradar você para no fundo me agradar, Mas, vindo de mim isso não importa muito, Sou insatisfeito comigo mesmo, Sou arteiro e debochado Para acreditar que basta ser seu para você ser minha...
A minha fé desbotou! O que fazer para dela tirar mais cores? Talvez meu brilho venha de outro lugar, De outra atmosfera De outra forma de pensar; Tentarei explicar Uma, duas, um milhão de vezes E você não irá acreditar; São coisas demais para acrescentar E você pode não ter mais tempo para isso, Pode não ter mais espaço; Então vamos nos afastar e o espaço entre nós será suficiente, Suficientemente estratégico para manter o controle...
Não sou um descontrolado, Não sou, não sou... Não sou mesmo um desastre diante dos fatos forjados, Mas um investigador da minha própria alma, Dos meus próprios mistérios, Então, poupe-me dos seus, Poupe-me das dúvidas mais simples, Deixe-me apenas com as mais complexas...
Deixe-me comigo... Deixe-me com o meu maior desafio... Ser eu mesmo...
Hoje é sexta!!! dificilmente me alegrava tanto esse dia da semana, nunca liguei muito para essa coisa de final de semana... isso mesmo, deveria ser muito chato, correção, sou muito chato mesmo, mas isso não significa que era quadradão que detestava sair ou curtir os dias do final da semana. Apenas não era para mim um dia "sagrado", algo pelo qual esperei a semana inteira... Mas muitas coisas mudam, ou melhor, nossas opiniões sobre as coisas mudam hehehehe e hj me vejo numa espectativa de chegada da sexta-feira, não pela farra desse dia tão associado à boemia, mas até mesmo para correr para casa e tentar relaxar... tudo bem que isso nem sempre ocorre, ao chegar em casa, eis que pode surgir aquele consertinho, aquela arrumação da casa e até mesmo um trabalhinho extra - esse realmente pode ser bem vindo, com graninha extra.
É pessoal, hj é sexta! o que programaram para esse dia? para onde irão? para que esperaram tanto? pensem, pensem, pensem! O que os atrai tanto nesse dia? haveria uma necessidade humana para com os finais de semana, em especial para com a sexta-feira? Isso tudo se parece com as clássicas questões: Para aonde vamos? Por que estamos aqui? Para quê? E por que não? Porque não haveria algo que ligasse diretamente o ser humano moderno a esses dias "sagrados". Diria de antemão que para mim isso é algo muito mais cultural que essencialmente humano, de natureza. Mas cabe uma reflexão sobre!
Bom, não estragarei a sexta-feira de vcs com muitos questionamentos, os principais já foram feitos aqui. Agora vamos curtir nossa sexta! (Curtirei a minha hehehehe). Até breve.
Antes de mais nada vamos dar uma olhada numa definição do termo merchandising para não criarmos confusão aqui. Desde já esclareço aos mais radicais, aos "revolucionários" de plantão que embora eu seja educador e acredite realmente que educação não é precisa ser mercadoria para ser comercializada em prateleiras, como tal tb me vejo com um sujeito que se esforça, que busca sobreviver nesse mundo capitalista do qual para mim seria estupidez dizer que posso simplesmente abrir a porta e descer dele a hora que eu quiser. Estou nele, não posso mentir isso para mim mesmo, mas não preciso concordar com tudo que nele vejo e vivencio, sendo assim admito que partilho de muitas coisas do tal capitalismo (sempre tomo cuidado ao usar tal termo para não parecer que sou um pseudo-revolucionário como tantos que vejo por aí), coisas que já se tornaram quase que inevitáveis: como seria evitar totalmente o capitalismo e ter de calçar um sapato produzido nesse regime? ou ter de usar um celular que é fabricado por uma grande empresa que se estabelece em um país mais pobre e paga salários pouco justo, negando direitos aos seus funcionários, com esses próprios sendo incapazes de comprar esse mesmo aparelho que possuem? Digo isso, pois já ouvi muito desses mesmos "revolucionários" que dizem que os EUA são o grande vilão, que o capitalismo é uma grande praga, que não partilham - prestem bem atenção a esse termo - desse regime disseminador de desigualdades e no final param na esquina, atendem seu celular de última geração, pedem uma coca-cola no bar e usam tênis All Star - afinal, usar tênis dessa marca é sinônimo de rebeldia contra o sistema; é algo "underground"... ??????? Bastam as interrogações sem muitas palavras mesmo...
Deixando um pouco de lado os "revolucionários" de carteirinha (deve ser da UNE hehehe... opa! não era para falar... foi mal...), vamos à minha divulgação aqui no blog. Pessoal, não estou vendendo educação, mas sou educador e preciso ser recompensado pelos meus esforços... correto? afinal, quando o médico recebe pelo tratamento realizado com sucesso será que ele está vendendo vida? ou o engenheiro que constrói a casa ou apartamento onde vc mora, ele está vendendo "lar-doce-lar" ou ele precisa ser recompensado pelo trabalho que irá lhe proporcionar aquele conforto, aquele aconchego? poderia enumerar tantos outros casos em que vc paga por serviços, por trabalho... logo, por que não considerar o ato de educar um trabalho? será que os educadores como eu precisam sempre ser vistos como os "caridosos", os "apaixonados"... bom, gostar da minha profissão gosto sim... opa! o que disse aí? profissão!!! isso mesmo, sou profissional que tal pensar que é justo que me paguem (e de preferência bem) pelo que faço, pelo meu ato, pelo que poderá trazer "conforto", "realizações", "prestígio", "sobrevivência" etc. para o sujeito que me "contrata" para tal?
Então, pessoal, ofereço aulas particulares de Filosofia, Interpretação e Produção Textual (tão exigidas nos concursos, no vestibular, nas grandes coorporações tb etc.), Retória e Oratória (para alguns profissionais tais como advogados, empreendedores, políticos dentre outros que precisam desfrutar a "arte-do-bem-falar". Não ficam de fora disciplinas da área de humanas, tais como História e Geografia, tudo organizado de acordo com suas necessidades, dificuldades, sem aquela enrolação de alguns cursinhos, discutiremos e planejaremos a melhor forma de vc se direcionar aos estudos nessas áreas. Podemos também montar grupos de estudos com no máximo 5 alunos. Divulguem a idéia entre seus amigos de faculdade, de escola ou de cursinho. Podem entrar em contato comigo no blog, pelo e-mail ao_jc@hotmail.com (tb MSN) e pelo telefone (21) 7852-5939. Ofereço esses cursos na cidade do Rio de Janeiro e proximidades (Baixada, Zona Norte).
Grato pela força, quero prosseguir passando meu conhecimento adiante e sobrevivendo da minha profissão também, afinal, lembrem-se: sou um profissional! Em breve divulgo aqui o endereço do meu novo site sobre essa modalidade de estudos.
Como sempre demorei a postar novamente. Seria isso falta de criatividade? Falta de ânimo mmesmo, de tempo hábil para escrever coisas que realmente valham à pena? Perderia-me nos fatores mais esdrúxulos e talvez nem assim encontraria "desculpas"... opa! respostas para explicar tal fato - és já um fato não escrever com a mesma empolgação que antes, o que não me taxa como menos capaz agora que antes, pelo contrário, creio que, como muitas coisas e m nossa vida terrena, esteja caminhando rumo a uma melhoria... Sendo assim, hj me proponho a concluir, ou melhor, prosseguir com os posts inacabados (como, por exemplo, o dedicado à Maldade). O de hj pode ser dedicado aos meus dias atuais, minhas semanas mais recentes. Claro, apenas uma introdução que pedirá alguns outros posts. Vamos então!
Meus dias atuais tem se mostrado em "perfeito" caos, "simétrico" paradoxo; passo por momentos de alegrias por algumas conquistas, por alguns projetos sendo encaminhados ou mesmo por idéias voltarem a surgir em minha mente, no entanto, de carona vem uma daquelas sensações das mais depressivas, quando vc olha pela janelo do ônibus e tenta enxergar sua vida lá fora, na verdade o que vê são pessoas e mais pessoas andando pelas ruas e transpirando suas próprias vidas, suas agonias, seu status, seu consumo, sua vaidade... e então quando penso em voltar para mim e olhar novamente para dentro desse ser que vos escreve dou de cara com os outros tentando fazer parte da minha vida... e no final das contas eles acabam fazendo parte e então percebo que realmente olhar para o lado de fora pode me mostrar minha vida, pois somente eu posso ter aquela visão pela janela - compreendem que quero dizer que somente eu posso ter e experimentar aquela sensação, aquela estética (já mostrei muitas vezes aqui minha concepção de estética), ter provocado em mim mesmo tais sentimentos... sendo assim, me faço ainda mais na visão que tenho dos outros do que na visão que possuem de mim; não desprezaria jamais o que os outros vêem de mim, mas preciso ter em mente que o que "penso que eles pensam de mim" é por demasiado importante para me compreender, se tiver sensibilidade para analisar isso... Tentarei explicar melhor...
Seria algo mais parecido com as impressões - quase fotografias sensitivas - que tiro de quem passa, de quem observo pelas ruas e as ruas do Centro do Rio são ótimas para isso, em sua multidão de andarilhos do mercado. Seria eu projeção dos outros em minha própria mente? Confuso?? ou melhor, seria eu projeção do que capto de mim nos outros, das semelhanças, das diferenças, dos juízos de valor, dos flertes, das angustias etc.
Pois bem, nas últimas semanas tenho captado tais "ondas" sentimentais com muito mais frequência. talvez, esteja mais passível a mim mesmo ou pelo menos ao meu redor...
É ainda mais difícil explicar a maneira paradoxal com a qual acabo projetando meu futuro num presente tão angustiante assim. Consigo ainda pensar em realizar mudanças, em produzir algo de útil e gratificante para mim mesmo (é uma grande exigência a mim mesmo pensar em algo novo, em algo digno de ser passado aos outros, digno de ter tempo injetado nele.
Creio que isso está se tornando ainda mais confuso para explanar nesse post, logo deixarei para o próximo que deve surgir mais tarde ao chegar em casa...
Depois aproveitarei para annunciar aqui tb meus "bicos". Isso mesmo! preciso sobreviver, logo trabalhos extras são sempre benvindos. Abraço a todos.
Olá pessoal, creio que muitos de vocês já passaram pelo desarranjo de buscar algo novo para fazer, de criar novas perspectivas, traçar novos planos e elaborar novos projetos para vida. Atualmente enfrento outro desses momentos de vida, busco formar novas idéias e até mesmo resgatar algumas de tempo atrás; por alguns dias, até meses me senti "esvaziado" de idéias, hj (re)encontro formas de recriá-las e ao mesmo tempo percebo o quanto esse processo nos ajudar a ver mais longe na vida, a enxergar que ainda há vida dentro e fora de nós. Há vida nas paredes do quarto que parecem nos abraçar em momentos de solidão, de tristeza; há vida na esquina vazia - ou que parece vazia, mas que um cachorro de rua ou mesmo um mendigo, nos fazem o favor de mostrar que são vida -, no ônibus lotado que vc pega pela manhã cedo para ir ao trabalho... Gente! há vida ainda em muitas coisas! então, por que morrer dentro de si? Confesso que às vezes "morrer em si" significa renovar-se... e já que a questão é recomeçar a vida, extrair novas idéias da mente, nesse momento bato a poeira que trouxe da minha cova e recomeço a andar em um bom ritmo...
De volta, conforme havia dito... espero que tenham gostado do post anterior, os comentários ainda podem surgir, desde já sou grato à minha linda maninha pelo comentário - sempre muito construtiva em suas palavras - e pela deixa para esse próximo post... Vamos lá, vamos pensar mais sobre o que seria essa tal maldade e, como Little Girl expõe: seria essa tal maldade humana fruto de uma essência podre? O que ela propõe aqui inclusive vai contra o que o filósofo Rousseau defendeu: que o ser humano seria puro em sua essência e a sociedade que se encarregaria de corrompê-lo. A priori, muitos podem injetar: mas se é a sociedade que o corrompe a mesma também possui o poder de "repurificá-lo", haja vista que esse, tendo nascido não escapa da condição de sujeito de uma sociedade.
O que expus resumidamente acima, a partir das colocações de Little Girl e de Rousseau, serve para pensarmos na tal maldade como um construto social, algo que nasce e cresce na sociedade, com isso, podemos também supor que nenhum de nós, considerando-se sujeito de uma sociedade - pode ser que alguns não se achem membros dela, mesmo o sendo -, estaria livre da maldade, ou de cometê-la ou de senti-la; isso mesmo, não creio - aqui firmo minha opnião sobre a problemática discutida - que exista um ser humano isento de qualquer espécie de maldade ou de qualquer categoria dela, para tornar mais claro. Abaixo farei o que já deveria ter feito: definir algumas subdivisões ou categorias de maldade, pois assim levaremos melhor nossa discussão. Por hora pensem que nem toda maldade possui a mesma proporção de efeitos, existiriam níveis que a tornasse mais intensa, mais grave ou menos em termos de efeito.
Vamos à maldade com vcs hehehehe ou melhor, vamos às maldades propriamente ditas.
Teríamos na base a maldade como termo genérico dado à forma como o ser humano comete atos, dirige palavras de modo a provocar danos, dor, sofrimento, injúria etc. em outros. Em suas ramificações, existiriam as maldades divididas em: maldades intencionais, geralmente associadas às pessoas que as cometem com total "dedicação" a elas, ou seja, que praticam a maldade de forma premeditada; houve uma intenção inicial de agir daquela forma, de causar aquele dano ou algo parecido; é a maldade do tirano, do assassino, mas seu os efeitos pós podem não ser os mesmos na mente de um psicopata (deixo os maiores detalhes acerca dessa classe de indivíduos para os estudiosos do assunto, apenas apresento aqui minhas considerações), que pode planejar a maldade, verificar os efeitos e não se comover ou perceber que tenha sido ele mesmo que produziu tal mal, que aquilo tenha sido algo que surgiu de seu íntimo - pode ter sido algo que cometeu por causa "do mundo", por causa de uma força externa que guiou seus atos, uma sociedade brutal pode ser o motivo de o levar a atos brutais; "o mundo me criou assim", seria um subterfúgio para alguém assim.
A maldade vista como componente da vida humana, pode ser compreendida como uma maldade "simples", uma maldade que surge e ocorre de forma sutil, principalmente em pessoas vistas como "sem maldade", uma ação pouco pensada, uma ação motivada por um sentimento de mágoa (por ter recebido maldade de outros) pode desencadear uma maldade sutil. A maldade do dia a dia, é aquela que parece desconsiderável, mas não para nós aqui nessa discussão, logo seria aquela que despercebidamente se realiza e não por isso tenha efeitos além dessa proporção. Uma maldade sutil é capaz de causar danos tão devastadores como uma maldade intencional. As maldades sutis surgem no cotidiano entre amigos, familiares, amantes, pessoas que se relacionam com freqüência e geralmente em momentos de confusão, de pequenos atritos ou mesmo naquelas famosas "brincadeirinhas" - que quase sempre deixam gosto diferente em que as recebe -; isso mesmo, uma "brincadeirinha de mal-gosto" pode causar grandes desastres. Imaginem - para ilustrarmos melhor - a situação em que vc se encontra num momento de aborrecimento, de tristeza por algo que lhe tenha ocorrido há alguns dias atrás, chega alguém com quem se relaciona conforma especifiquei acima e lança mal de um descaso para com sua situação, mesmo sabendo que vc não passa bem? quanto a sua primeira reação é algo que não posso dizer aqui, mas arrisco dizer que uma delas pode ser o questionamento "poxa, não era isso que queria ouvir ou que precisava ouvir, não teve graça alguma, pensei que fulano estaria do meu lado nesse momento". isso se torna maldade, uma maldade sutil, saída de lugar que acreditávamos não sair, mas não deixa de ser maldade, mas por isso julgamso essa pessoa má? muitas vezes temos muitos motivos para afirmar que essa pessoa não é má, mas que foi infeliz em suas colocações; logo, essa pessoa, mesmo sendo um símbolo de bondade para nós escapou da maldade? é justamente aí que entra o argumento de que nós, seres humanos, não estamos livre de todo o tipo de maldade, isso aplico tb aos que se dizem eternamente devotos de algum credo ou religião que prea a não-violência, não à maldade, uma regra de ouro (de não fazer ao outro o que não desejas que seja feito contigo) não obtem efeito sobre todos os seres humanos e todos os momentos de sua vida. A maldade tb precisa ser vista como algo contextual e tb situado em ânimos, em momentos de espirito, em outras palavras, não basta realmente estar em um meio social, em um determinado tempo para ser mal, mas um estado de espírito pode trazer-lhe a maldade como conduta, ainda que por instantes e seguida de arrependimento.
O arrependimento tb merece nossa consideração, mas deixarei isso para um próximo post, quando discutirei mais as possíveis causas e efeitos das maldades, por hora mantenham na mente que ele será muito importante para compreendermos essa problemática que me propus aqui a discutir. Perceberam por hora o que quis dizer com a existência de maldades? é exatamente propor divisões para não parecer que joguei tudo num saco só. Temos a priori duas categorias de maldade: a intencional e a sutil. Com certeza, muitos podem estar nesse momento dizendo que não possuem maldade alguma, principalmente os mais "devotos" (tb não discutirei isso aqui, mas já tive muitos embates com pessoas que por se acharem religiosas pensam estar além das coisas humanas, "além do mundo"), mas volto a dizer não escapamos dela, no entanto tb não creio que sejamos mãos em nosssa essência, creio que seriam almas humanas demais para investigar e garantir que realmente todas nascem num padrão e buscam outro, admito minha falta de conhecimento sobre tal assunto. Poderíamos tb, como Rousseau, dizer o contrário, que nascemos bonzinhos e a sociedade - que é produto e meio nosso - nos corrompe (para isso teríamos de dizer "como os 'bonzinhos' criam algo que os tornam mãos pelas suas próprias atitudes e palavras?"). Logo, para mim, não haveria um padrão para o nascimento das almas humanas: não nasceríamos nem puros nem completamente corrompidos; quanto a buscar padrões, concordo nesse ponto, pois se percebemos que nossa sociedade está voltada para o mal, pretendemos que ela se incline toda para o lado do bem.
Os padrões humanos, os quais encontramos em vários cantos de nossas vidas, também merecerá consideração aqui, mais adiante, pois não quero cansar os que mme lêem com textos tão longos, vamos pescando as idéias pelos comentários e juntando à discussão. Então, Little Girl, a partir de seu comentário teci esse post e espero que continue nos presenteando com suas reflexões.
Ficarei por aqui, voltarei em breve, pois gostei desse assunto para prosseguir. Não imaginam o quanto me faz bem voltar a escrever aqui e o quanto o que aqui se produz se torna material de estudos para mim. Forte abraço e até breve. Comentem, Comentem e Comentem! hehehehe
É meus amigos, realmente bastante tempo, agora que vi na data do último post que deixei mesmo a poeira invadir esse espaço (esse negócio de poeira tb está na hora de mudar, vou usar outro termo a partir de hj). Mas como espero que sejam compreensivos comigo e muitos aqui tb são "blogueiros" até mais bem preparados que eu devem saber que esses atrasos ocorrem. Talvez não tenha sido falta assunto, mas os assuntos desse período parecem ter ficado dentro de mim e não queriam de forma alguma saltar ao monitor ou mesmo ao papel.
Enfim, hj volto com a intenção de resgatar minha criatividade. Nem mesmo eu me compreendia mais, tão afastado da produção de algo novo, da escrita, da discussão pública e até de assuntos acadêmicos. Os acadêmicos é que o digam, pois mesmo depois de ter me formado (sou um pedagogo, para quem não sabe ainda, que se envolveu com discussões de filosofia, ética, formação de professores, tecnologia na educação, dentre outros assuntos, andei publicando algumas coisas e participando de alguns eventos, mas por cerca de quase dois anos - me formei em 2006 e mantive meu vínculo com a UFRJ para estudar mais, mudar de curso, participar de eventos etc. - fique num certo estado de inércia, talvez o melhor termo seria letargia, pois mais parecia morto que outra coisa, imerso em mim, sem produzir coisas mais significatvas, sem estudar como antes, sem me dedicar de verdade à produção de conhecimento, não passei em nenhum concurso público dentre outras tragédias... mas preciso e irei voltar ao ânimo de antes, para tal, conto com vcs, meus caros leitores e comentadores, precisarei reiniciar minha carreira "blogueiro" com discussões e com temas interessante que podem ser sugeridos por vcs... Hoje abrirei aquele espaço para minha mente expôr reflexões livres sobre determinado assunto e, a partir de seus comentários, prosseguir ou até mudar a direção da prosa. Vamos então refletir sobre o que nos fascina?! Let's go!
Opa! só para mostrar que realmente é uma nova fase e um retorno legítimo, dêem uma olhada no visual novo do blog. O hardware tb foi atualizado hehehehe... postarei em breve fotos do brinquedo novo e comentários do processo de instalação de sistema operacional (se alguns não sabem uso Linux, somente em casos extremos uso RuWindows) e alguns softwares.
Outro dia tb retomei a escrita de um romance que estou já há uns anos tentando escrever, pois é incrível, vc possui tantas idéias e na hora de escrever um romance que nem deveria ser tão difícil assim se torna uma guerra interna, mas dessa vez vai!
Algumas idéias mais surgiram, devido aos problemas que enfrentei nos últimos meses - os quais nem relatarei aqui em detalhes, mas quem tem coração e quem já o abriu ao amor consegue imaginar o que se sente quando nem as palavras surgem e quando as lágrimas e silêncio não são de alegria - e vieram em forma de novas possíveis produções. Além do romance ao qual me dedido, tenho projeto de cursos preparátorios e profissionalizantes (aceito contribuições, colaboradores e parcerias; pretendo atuar na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro e estou à procura de um espaço até o final do ano, esse espaço pode vir em forma de parceria, trocamos trabalho e divulgação por acomodações, negociamos a "estadia" etc.). Ah! e tb tento aprender a programar hehehehe e irei aprender, ainda este ano.
Certo dia desses, naqueles momentos de reflexão "passageira" - diria mesmo de um passageiro no ônibus - estava eu no coletivo a pensar e pensar e pensar sobre a vida, como costumava fazer, com aprofundamento. Eis que me veio uma idéia tão simples que tão complexa se mostrou ser: "por que algumas pessoas são tão más? ou melhor, pq algumas conseguem ser assim e não se darem conta do que fazem com os outros, dos efeitos de seus atos e palavras?" Talvez esteja aí uma grande problemática a ser estudada: a maldade humana. Algo que já deve ter sido estudado e investigado por muitos pensadores ao longo da história, mas que para mim retornou atualmente como mais uma espécie de "mal do século", creio que nem seja do século, pode ser apenas do período - mas creio que não é da estação -, mas vivemos no contexto atual uma maldade que vem com o desprezo, com a futilidade, com o passageiro; pouco irá importar se não afetar somente a quem lançar ela (a maldade).
Essa idéia da maldade que tenho agora, é algo intimamente ligado ao amor; o amor, para mim é algo intenso ao ponto de ser um misto de muitos sentimentos, nele passamos do ódio à adoração em poucos minutos; passamos da fé à total descresnça em outros poucos tempos. A maldade não está e fora desse amor, nem mesmo nas brincadeiras e na ironia com o que é bom ou mal: é uma maldade deixamos o companheiro ou a companheira só; é maldade não darmos bola ou recebermos bola daquela pessoa que tanto admiramos e é maldade tantas outras situações que surgem entre beijos e discussões de amor. Muitas vezes perdemos nossa confiança nas pessoas, justamente por absorvermos elas de um jeito e, cegos pelos sentimentos mais contraditórios, e se mostram de outra forma... pretendo continuar a discussão sobre maldade - da forma como a contextualizei aqui - mais tarde, preciso fazer outras coisas nesse momento, mas continuarei a refletir enquanto isso... me veio à cabeça agora a música Losing My Religion do R.E.M. seria legal que ouvissem ou assistissem ao vídeo clipe.
Um abraço. Até mais. Comentem, por favor. Sugestões são bem-vindas. Abaixo, segue o vídeo.
Durante muitos anos me questionei se estava no mundo errado, se realmente deveria estar aqui, onde muito pareciam não me querer, se deveria sair, ir para bem longe, fazer algo novo, ou acabar fazendo o mesmo que os demais para não ser mais tão E.T. Mas de que me importaria sair para um lugar que nem sabia onde? como saber se o mundo além desse mundo é mesmo melhor que esse aqui ou se ele sequer existe. A sensação de estar no lugar errado assola a muitos - sabia que nã oestava sozinho nessa - transforma as mentes em campos de guerra. A minha mente que o diga. Mas aos poucos, muitas coisas foram mudando, já não mais era aquela vontade de sair correndo desse mundo ou de pedir a ele que parasse de girar tanto até que eu ficasse tonto... fui começando a ver que eu poderia não ser tão deslocado assim ou que não dava mais para crer que num mundo tão grande como esse, onde as diferenças são visíveis as pessoas ainda insistissem em não reconhecer que diferença existe e está em todos os lugares, mas pode sim ser motivo de negociação de respeito aos demais...
Mas como montar uma estratégia de fugo... opa! fuga não mais, mas de remodelagem do meio... mas que meio seria esse? estaria eu realmente em um meio? creio que sim, creio que não vivia e nem vivo em outra Terra, mas talvez em outra dimensão de pensamentos como alguns outros que descubro a cada dia espalhados por aí... é mesmo, esse mundo que parecia tão pouco hospitaleiro carrega algumas ordas de sujeitos que não se enquadram no "comum" e por isso sofrem o "esquisito", o "estranho", o "espertalhão", o "metido", o "superiorzinho de nada" etc. etc.
Parece mais um prisma coerto de luz que uma explicação sobre algo nessa vida. É isso mesmo, aqui não pretendo explicar nada aos que não conseguiram ainda entender o que esto ua dizer, não me nego a dar explicações, mas quem passa pelo que falo aqui ou quem ao menos tem sensibilidade suficiente para captar essa angustia pela qual nós passamos em mitos momentos de nossa vida, conseguirá com certeza comentar e complementar o que aqui se escreve...
Parece tudo confuso? realmente, precisa sê-lo então, precisa ficar confuso para vencer a própria confusão...
Hoje realmente tento virar a mesa, ao invez de me sentir como o deslocado, acabo observando os deslocamentos dos "comuns" por aqui e por aí, os modernos acabam mostrando tanto atraso enquanto os atrasados evidenciam tanta modernidade. Eis aqui nossa reflexão de hj...
Forte abrço a todos. No próximo post prometo ser mais calmo e didático.