Confusão do dia
Thursday, November 27, 2008 8:12:46 PM
Meus dias atuais tem se mostrado em "perfeito" caos, "simétrico" paradoxo; passo por momentos de alegrias por algumas conquistas, por alguns projetos sendo encaminhados ou mesmo por idéias voltarem a surgir em minha mente, no entanto, de carona vem uma daquelas sensações das mais depressivas, quando vc olha pela janelo do ônibus e tenta enxergar sua vida lá fora, na verdade o que vê são pessoas e mais pessoas andando pelas ruas e transpirando suas próprias vidas, suas agonias, seu status, seu consumo, sua vaidade... e então quando penso em voltar para mim e olhar novamente para dentro desse ser que vos escreve dou de cara com os outros tentando fazer parte da minha vida... e no final das contas eles acabam fazendo parte e então percebo que realmente olhar para o lado de fora pode me mostrar minha vida, pois somente eu posso ter aquela visão pela janela - compreendem que quero dizer que somente eu posso ter e experimentar aquela sensação, aquela estética (já mostrei muitas vezes aqui minha concepção de estética), ter provocado em mim mesmo tais sentimentos... sendo assim, me faço ainda mais na visão que tenho dos outros do que na visão que possuem de mim; não desprezaria jamais o que os outros vêem de mim, mas preciso ter em mente que o que "penso que eles pensam de mim" é por demasiado importante para me compreender, se tiver sensibilidade para analisar isso... Tentarei explicar melhor...
Seria algo mais parecido com as impressões - quase fotografias sensitivas - que tiro de quem passa, de quem observo pelas ruas e as ruas do Centro do Rio são ótimas para isso, em sua multidão de andarilhos do mercado. Seria eu projeção dos outros em minha própria mente? Confuso?? ou melhor, seria eu projeção do que capto de mim nos outros, das semelhanças, das diferenças, dos juízos de valor, dos flertes, das angustias etc.
Pois bem, nas últimas semanas tenho captado tais "ondas" sentimentais com muito mais frequência. talvez, esteja mais passível a mim mesmo ou pelo menos ao meu redor...
É ainda mais difícil explicar a maneira paradoxal com a qual acabo projetando meu futuro num presente tão angustiante assim. Consigo ainda pensar em realizar mudanças, em produzir algo de útil e gratificante para mim mesmo (é uma grande exigência a mim mesmo pensar em algo novo, em algo digno de ser passado aos outros, digno de ter tempo injetado nele.
Creio que isso está se tornando ainda mais confuso para explanar nesse post, logo deixarei para o próximo que deve surgir mais tarde ao chegar em casa...
Depois aproveitarei para annunciar aqui tb meus "bicos". Isso mesmo! preciso sobreviver, logo trabalhos extras são sempre benvindos. Abraço a todos.













