Um poema sem nome (darei ele a alguém)
Saturday, December 27, 2008 1:05:11 PM
Posso sorrir nas profundezas do meu eu
E chorar diante dos olhos mais pretenciosos
Posso inverter tudo isso só para me divertir
Ou mesmo posso assim ser para mostrar-se a quem me tem bem
Novos caminhos posso trilhar ou mesmo imaginar tê-los
Novas formas de amar, de respirar um perfume de alguém
Novas estratégias para não errar,
Errar e conceber meu erro natural;
Mostrar-me um tremendo idiota só para lhe conquistar,
Simplesmente não ser tão idiota assim só para deixar você ir...
Posso ser eu mesmo nos dias normais e nas folgas também?
Posso só agradar você para no fundo me agradar,
Mas, vindo de mim isso não importa muito,
Sou insatisfeito comigo mesmo,
Sou arteiro e debochado
Para acreditar que basta ser seu para você ser minha...
A minha fé desbotou!
O que fazer para dela tirar mais cores?
Talvez meu brilho venha de outro lugar,
De outra atmosfera
De outra forma de pensar;
Tentarei explicar
Uma, duas, um milhão de vezes
E você não irá acreditar;
São coisas demais para acrescentar
E você pode não ter mais tempo para isso,
Pode não ter mais espaço;
Então vamos nos afastar e o espaço entre nós será suficiente,
Suficientemente estratégico para manter o controle...
Não sou um descontrolado,
Não sou, não sou...
Não sou mesmo um desastre diante dos fatos forjados,
Mas um investigador da minha própria alma,
Dos meus próprios mistérios,
Então, poupe-me dos seus,
Poupe-me das dúvidas mais simples,
Deixe-me apenas com as mais complexas...
Deixe-me comigo...
Deixe-me com o meu maior desafio...
Ser eu mesmo...
(JC Almeida)













