A estética

Refletindo sobre o que nos fascina...

Amor e Maldade

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Dando prosseguimento com a série Amor, aproveitarei o gancho com a série inacabada Maldade.
Quando falamos de Amor, muitas vezes carregamos a mente de bondade, de compaixão, de carinho, de romantismo, de afagos, de prazer, de sorrisos, de flores etc. Mas isso também seria um anestésico para não pensarmos que o "pacote Amor" vem com anexos, com suporte à Maldade, à tristeza, às lágrimas - que nem sempre são de alegria - às dores e tudo o mais que, a priori, seria-lhe contrário. Mas aqui não haveria dualidade: Amor e Maldade seriam complementos?!

Se não são complementos, ao menos são reflexos, causando em nós o mesmo que olhar num espelho - que não seja somente para se admirar ou para ver se tem algo grudado no dente - e pensar porque as palavras na camiseta estão ao contrário, pq o direito parece esquerdo e o esquerdo direito. Os reflexos podem parecer cópias, mas são apenas cópias e não o mesmo... Estar "em Amor", estar "em Maldade", para mudar de um lado para o outro, bastam alguns segundos, alguns pensamentos, um detalhe notado na outra pessoa - de preferência algo que não notara antes e que um acesso de raiva lhe faz o favor de explicitar. Coisas que se atribuem umas as outras: a maldade atribui ao amor sua existência e o ele faz o mesmo contra ela.

É isso mesmo, diretamente, sem muitos rodeios, podemos estar felizes da vida com o que juramos ser o amor das nossas vidas, e logo em seguida perceber que todo aquele amor, só faz encher sua vida, só faz aborrecer seus pensamentos - ou mesmo manter seus pensamentos aprisionados em outro ser, como se esse tivesse o controle remoto dos seus dias e das suas vontades - "pedindo" que não olhemos mais para nada, deixemos de prestar atenção em nós mesmos, em nossos compromissos, só para nos dedicarmos a Ele, o Todo Poderoso Amor... isso já não é maldade demais para um ser vivo?!

Seria o Amor Maldade??? E a Maldade seria uma espécie de amor próprio super-desenvolvido????

No post sobre maldade (por favor, voltar alguns dias e conferir) dediquei linhas e linhas sobre o que poderia ou não levar uma pessoa a cometer a maldade ou o ato mau. O que nos levaria então a amar, quando se quer queremos amar a nós mesmos?

Continuamos depois...

Oi Amor! O que vc disse?Entrevista minha à Revista Africa e Africanidades

Comments

Dayanne Figueirêdodaday Saturday, January 31, 2009 1:18:16 AM

Fascinante o seu blog! Gostei mesmo, me identifiquei.
Com mais tempo irei ler todas as suas obras.
Está adicionado.

P.S.: Obrigada pela visita.
smile

Enluna Saturday, February 28, 2009 7:45:24 PM

A priori o amor remete ao bem porém, empiricamente o egoísmo inerente ao amor carnal e o egocentrismo implícito na essência do ser humano acabam abrindo os canais da maldade da angústia, do sofrimento e da dor. Isto se dá sobretudo quando o amor não é correspondido ou mesmo quando este não atende às nossas expectativas. O que nos sugere a produção de novas séries como: amor e ego;amor e perda.
Sendo assim, não creio que amor e maldade sejam complementares e sim que o mal que muitas vezes suscede o amor é uma consequência do desânimo que sempre se manifesta após uma perda ou uma derrota.
Guardemos o amor para quem realmente mereça receber.

Enluna Saturday, February 28, 2009 7:46:41 PM

Julio, a resposta foi do Mário

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