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Acontece que sou assim. Preciso de registar as coisas para sentir que as compreendo plenamente
Já se passou algum tempo desde que li algo do ambíguo Murakami e, depreende-se pela reverência que não escondo, percorrer um novo conto deste exímio escritor começa a ser um exercício amiúde. Não obstante, seria um erro aproximar-me de cada obra com certezas inexpugnáveis de que iria encontrar a mesma panóplia de admiração.
Norwegian Wood veicula no fiapo entre a vida e a morte percorrido pelo complexo personagem Watanabe que (pela minha experiência, entenda-se) é o mais "documentado" do autor. Sente-se uma estranha melancolia impressa em cada página, o que confere um pulsar lento ao coração da narrativa.
O romance é retratado como uma autobiografia de Watanabe nos seus tempos de estudante com algumas inusitadas revelações. O leitor é convidado a acompanhar o personagem pouco depois do suicídio do seu melhor amigo, o que o aproxima da namorada do defunto, a frágil e doce Naoko. Watanabe é um estudante apático que vê eclodir dentro de si um sentimento idílico por Naoko, prisioneira de um turbilhão de pensamentos e gestos singulares que os separa. Enquanto aguarda a reciprocidade de intenções, Watanabe testemunha a sua vida, essa mistura de actos sexuais descomprometidos, rebeldias estudantis derruídas pelo seu pensamento crítico e amizades que tentam despertá-lo.
Para mim, Norwegian Wood é sinónimo de calma e brandura. Essas sensações tingem as palavras com ígnea vontade e conseguem olvidar a matiz sobrenatural e fantástica desprovida neste conto de Murakami. Pode não corresponder à estabelecida assinatura do autor, mas também é bom conhecermos outras facetas, ou não?
Já não é a primeira vez que ao visitar o websiteThe Design Inspiration deparo-me com um colectivo de arte relacionado com videojogos que simplesmente não posso deixar passar ao lado.
São iguais na sua essência, diferentes no estilo e até há algumas que não têm especial ênfase nas suas qualidades mais...corporais. São raras mas há Há muitas visões interessantes, como esta por exemplo que me faz lembrar a Kim Possible
Visitem aqui o artigo original e, claro, a página dos autores. A Lara que aqui apresento foi elaborada por Ostercy
Só uma pequena homenagem ao Sr. que tantas boas memórias nos enriqueceu.
Como elogiar a sua obra que tantos momentos preenche o meu dia a dia...Desde cada salto dado por Mário a cada aventura vivida com Link, como fazer jus a todo esse monólito de infância que ainda hoje respira e brilha graças à imaginação deste visionário...
Ouvi dizer que por vezes falar pouco é dizer muito, por isso só lhe vou dizer Arigatou.
A ideia de fazer um filme sobre a saga de Zelda não é de todo mau pensada. Contudo a Lei de Sturgeon neste caso quase se arredonda aos 99%, isto porque nunca uma adaptação cinematográfica irá agradar a todos os fãs. Alguns irão elogiar o ambiente, o guarda roupa, a similaridade com a história original ou então a ousadia de fazer algo radical.
O trailer da IGN, uma mentira em comemoração do 1 de Abril, foi durante muito tempo a melhor promessa/garantia que a saga pode graciosamente ser transcrita para o ecrã. A música, o mudo Link (como ele deve ser diga-se de passagem) e todas as pequenas reencarnações que só os fãs podem reconhecer ao longo de 3 minutos engendram na minha mente um ímpeto quase invencível de me envolver rapidamente com um jogo Zelda.
Através do websiteZelda Dungeon soube que um colectivo de fãs decidiu redarguir a todo esse "como seria". The Hero of Time é um filme de fãs para fãs. Já passou em 3 locais diferentes e prepara-se para a sua estreia online no dia 14 Dezembro através do website Daily Motion!!