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Manny Calavera

About everything that entertains me.

Flashforward

We are scientists Lloyd - we're supposed to be the last bastion of rational thought, of verifiable, reproducible, irrefutable proof, and yet we're our own worst enemies.

Quando ouvi falar da ideia por detrás da série Flashfoward, fiquei curiosa em conhecer mais. Tudo o que seja relacionado com viagens no tempo põe-me logo a ronronar como uma perdida. Infelizmente ainda não tive oportunidade de conhecer a série, seus intérpretes e história, mas os teasers apontam o escritor Robert J. Sawyer como a "sopa primordial". Uma breve pesquisa, uma compra e três dias depois tinha o livro Flashfoward nas minhas patas.

Sem qualquer aviso, todos os seres humanos na Terra e arredores desmaiam durante dois minutos. Aviões despenham-se, carros perdem o controlo, pessoas caem de escadas abaixo, milhões conhecem a morte durante este fenómeno. Embora a causa seja desconhecida, o efeito é imediatamente constatado: os sobreviventes viajaram 21 anos para o futuro.

O epicentro da acção é constituído pelo comportamento de um conjunto limitado de pessoas, contudo as ramificações que tal acontecimento poderia engendrar são, na minha opinião, muito bem explorados pelo autor. Antes de me envolver com o livro teria aceitado olhar por essa janela temporal sem considerar, mas conforme avançava nas páginas apercebi-me das terríveis consequências que tal revelação pode acartar. Saber que não vamos estar com "aquela" pessoa, que não atingimos os nossos objectivos ou mesmo que não vamos estar vivos...Sabendo o futuro, é possível aproveitar o presente? E será esse futuro imutável?

Embora envolva conceitos físicos como o principio de exclusão de Pauli e o espaço de Minkowski, a narrativa nunca é enfadonha e aprisiona a atenção do leitor. A roldana mais dentada da acção não tem um brilho particularmente difícil de descobrir, o encanto reside nos pequenos detalhes da sua implementação. Sendo um livro de ficção científica, necessariamente o cepticismo tem um lugar reservado mas senti que o final tem um certo surrealismo que não me pareceu enquadrar bem com o caminho mais down to earth percorrido até então.

A adaptação televisiva eleva o nome Robert J. Sawyer, isto quando o mesmo já é bem conhecido no género literário. Vencedor do prémio Nebula para livro do ano com a obra The Terminal Experiment e finalista em dois prémios Hugo e outro Nebula, sem dúvida que Flashfoward irá conquistar muitos fãs ao autor. Para já, fiquei curiosa P:

1984

De facto, se todos tivessem igual acesso ao lazer e à segurança, a grande maioria dos seres humanos, que normalmente vive embrutecidos pelo pobreza, instruir-se-iam e aprenderiam a pensar pela sua própria cabeça; a partir daí, cedo ou tarde concluiriam que a minoria privilegiada não desempenhava qualquer função, e acabariam com ela.

Espantoso, obrigatório, deslumbrante, tenebroso, realista, futurista e muitas outras sensações descrevem este romance...

1984 mostra um mundo onde uma entidade inexpugnável controla toda uma nação. George Orwell descreve o digladiar constante de uma personagem com a realidade com o rodeia, enquanto tenta não sibilar qualquer traço que o denuncie. Numa sociedade em que tudo é monitorizado, o passado constantemente renovado de forma a que o Big Brother (a entidade) tenha sempre razão, o sexo catalogado como indecoroso e as emoções humanas perdidas (também) por aplicação de uma nova linguagem de expressão, o pensamento crítico e a opinião pessoal são coisas que não devem existir.

Não consigo, mesmo que quisesse, tentar falar mais do livro... Parece que cada pormenor que possa tartamudear no meio desta pequena descrição vá estragar ou não fazer justiça a esta incrível obra. Muito se pode dizer dos subterfúgios políticos, das relações entre personagens, as filosofias labutadas pela sociedade controladora, significado individual e outros assuntos que este livro toca, mas o que ficará mais presente na minha memória é a destruição do ser humano... Sim do, não de um.

Sem dúvida um dos melhores livros que já tive debaixo das minhas patas. É duploextrabom :wink:

O Deus das Moscas

O braço de Roger estava condicionado por uma civilização que nada sabia dele e que estava em ruínas

Ter como enredo a vida dos sobreviventes de um desastre de avião numa ilha não é algo original nos dias de hoje. Mas em 1955, William Golding imaginou o que seria se todos os sobreviventes fossem crianças...

Considerado um dos 100 melhor livros ingleses pela revista Times, O Deus das Moscas mostra como o lado mais selvagem do ser humano desperta quando este não tem regras que o prendem. É uma leitura fascinante, o retrato de uma máquina que perde a sua lógica.

Não posso dizer que o achei fácil de mastigar, o autor descreve minuciosamente a ilha dedicando muito texto a pintar a paisagem que imaginou de forma a transmiti-la fielmente ao leitor. Claro que embeleza e confere ao conto uma poalha de misticidade, mas por vezes senti-me fustigada com a descrição.

Não obstante, é com um entusiasmo quase indecoroso que somos testemunhas do nascimento e morte da sociedade erguida pelas crianças, observando as leis mais básicas a serem puídas e a pequena jaula que encerra o instinto primordial do homem a ser olvidada. Cada personagem e objecto acarta uma característica que identificamos na nossa urbanidade, podíamos despender horas a discutir o papel de cada um, e isso só o torna ainda mais assustador. Serão os humanos realmente animais à espera de serem libertos?

Still Funny!

Sempre gostei dos vídeos do website Game Trailers. Tem de tudo, desde programas super informativos, a altamente críticos, um podcast hilariante, casa do não menos excelente Screwattack, enfim tem pérolas para todos os tipo de jogadores. Ao contrário de outros website que são uns vendidos de primeira. Sim, é deste que estou a falar.

Podia falar das retrospectivas, nas quais se contam a excelente cronologia da saga de Zelda ou a elaborada sobre Final Fantasy, as curtas antologias, mas hoje venho falar do último GT Countdown, o programa que elege 10 jogos entre uma categoria.

A última escolha recaiu sob Jogos Humorísticos e apesar do primeiro lugar ser mais que óbvio (será sempre uma referência na biblioteca da N64), contam-se também algumas surpresas e, claro, Grim Fandango tem o seu lugar. Senti uma matiz de orgulho, nostalgia e uma vontade irresistível de mais uma vez lisonjear este jogo. E é esse o único motivo deste post P:

You can't hide from the Grim Reaper. Especially when he's got a gun.

- Manny Calavera

Apresentação de Fúria Divina

Só um post rápido para informar (ou relembrar) que hoje é o lançamento do novo livro de José Rodrigues dos Santos intitulado Fúria Divina. Ao que parece este novo romance aborda a problemática do Islão e os meus bigodes dizem-me que vamos de novo seguir as pisadas de Tomás Noronha numa história de cifras, uma bela mulher estrangeira (Deus proíba que o pobre rapaz se cruze com uma simples portuguesa!) e um problema mais terra a terra :wink:
Não vou dizer que sou uma grande fã do autor, mas também não desgosto das suas obras como já referi aqui no blog. Sou uma fã moderada quanto muito P: Contava não reencontrar a fórmula de Sétimo Selo, Fórmula de Deus e O Codex 632, embora o ingrediente de "romance informativo" seja o que dê mais gosto e me cative mais. Com a A Vida no Sopro o autor pareceu-me mais à vontade com o cenário e a história que queria contar, senti que a narrativa fluía melhor. Já para não falar do excelente A Ilha das Trevas em que se sente a proximidade do autor com as suas palavras.
Hoje às 17 horas podemos ver o autor na companhia de Abdullah Yusuf, um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda, que ajudou na concepção do livro :eyes:, no centro comercial Colombo. Vou até lá arranjar a minha cópia de Fúria Divina, um autógrafo e quem sabe uma foto :lol:
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