Friday, June 1, 2012 11:17:41 PM
GuerraDosElementos
Capítulo 07: Irmãos Isao
Opening 1 -Keep It Real – One Ok Rock
- O mais interessante desses núcleos, é que eles são retiráveis em cirurgias... Imagina só o que o mestre faz com eles? – Ele deu um sorriso assustador.
Não era uma notícia comum. O Garoto algemado por um momento deixou escorrer uma lágrima de seu rosto – ou era suor, pois suava frio-. Os outros também arregalaram os olhos, e diante da situação já sabiam o que fazer.
Sem dizer nenhuma palavra, Renato, Gohu e Laís tiraram as algemas e a fita da boca dos sequestrados.
- O que diabos vocês estão fazendo?! – Perguntou o careca.
- Ah, me desculpe. Não vamos deixar que vocês façam isso. – Laís olhou com ódio o homem.
- Hu, hu, hu. To começando a achar que todos os servos aqui deveriam ser hipnotizados. – O cabeludo
debochou. – E vocês pretendem fugir da gente?! Não darão sequer um passo, agora que estão na presença
dos Irmãos Isao.
- Não pretendemos fugir. – Renato sorriu. – Não somos nós que iremos fugir quando essa luta acabar.
- Garoto abusado... Vamos, Jin! Vamos mostrar a esses garotos a ira dos irmãos Isao! – O careca gritou e correu na direção deles e o outro homem também.
Renato e os outros se prepararam para lutar. O careca, que se chamava Jiro foi o que chegou primeiro ao encontro dos garotos. Renato atacou-lhe com um soco no estomago e um chute no pescoço, mas aqueles golpes não faziam muita diferença. O usuário tentou uma rasteira, mas o adversário pulou, e, no ar, acertou um chute no nariz do garoto.
Laís desembainhou sua espada e avançou no adversário. Tentou vários golpes, mas o careca desviou de todos, mostrando sua imensa rapidez. A usuária de ar percebeu que seus ataques perdiam o impacto sem motivo, e que sentia dores como pequenas picadas enquanto atacava. Jiro então deu um soco certeiro na boca da garota, que foi arremessada longe da mesma forma que Renato.
Enquanto Júlia e Gohu tentavam juntos atacar Jiro, Renato e Laís se levantavam depois de ter batido nuns dos velhos armários que ficavam no final do cômodo. Ambos perceberam que seus braços tinham alguns cortes.
- Que diabos é isso?
- Eu não sei... São cortes pequenos, mas doem e dificultam o nosso ataque.
Um silêncio tomou o local. Enquanto isso acontecia, Júlia e Gohu foram arremessados para o outro canto da parede. O outro garoto criou um pouco de água e a transformou em pequenos fragmentos de gelo, em seguida os lançou contra o inimigo. Só alguns acertaram, causando cortes no homem.
O garoto também não durou muito tempo, foi arremessado longe, com um corte ainda mais profundo do que o dos outros.
- Ei, Renato... –Chamou Laís.
- Que foi?
- Já reparou que o outro cara sumiu?
- A-Ah... Não tinha reparado...
- Com esses cortes vai ser difícil atacar assim...
- To indo. – Renato correu a toda velocidade na direção do inimigo, segurando uma bola de fogo na mão.
Laís saiu atrás de Renato, voando devagar, na mesma velocidade em que ele corria. O garoto lançou a bola de fogo, mas Jiro esquivou. Começou uma série de socos e chutes enquanto a usuária de ar apenas observava.
A garota parou. Por um momento, parou de se importar com o som da luta ou mesmo com o que acontecia nela. Só prestou a atenção na energia emitida pelos que estavam dentro do lugar.
Sendo guiada pela Energia Elemental de cada um, focou-se na luta de Renato e Jiro. Fechou os olhos, e mesmo assim podia acompanhar a luta. Via um vulto branco e um vermelho se movendo lentamente, era a energia dos dois que lutavam. Tudo estava tranquilo, parecia uma luta normal até ela sentir a energia de outra pessoa chegando.
Era branca, logo era outro usuário de ar. Avançou rapidamente – em comparação aos movimentos dos outros – e agressivamente na direção de Renato. Antes que fosse possível realizar um ataque, Laís interceptou-o com toda a força e velocidade chutando o homem.
Estava explicado. A razão dos cortes que apareciam nos braços dos garotos eram resultados dos golpes der Jin, que se escondia com toda a velocidade e os atrapalhava durante a luta contra seu irmão.
- Luta à vontade Renato, problema resolvido por aqui.
- Valeu!
- Humm... Parece que você descobriu o meu segredo, mas será que pode me interceptar a tempo da próxima?
Laís não respondeu. Em poucos segundos Jin sumiu, mas reapareceu quando sua oponente cortou seu peito com a espada antes de chegar ao destino.
- Você... É boa... – Disse Jin com seu peito à sua barriga cortado verticalmente. – Parece que vou precisar acabar com você primeiro pra depois atrapalhar a luta deles.
- Por favor né, não diga como se você fosse me vencer.
- Me acompanhe.
Ambos sumiram, começaram a lutar o ar, trocando socos e chutes tão rápidos que não podiam ser vistos por qualquer um. Laís acompanhava Jin facilmente, seja a um milímetro mais perto ou o outro lado da sala. Um nível altíssimo de luta.
Enquanto isso, Júlia, Gohu e o outro garoto ajudavam Renato a lutar contra Jiro. Sem nenhuma interrupção, foi fácil nocauteá-lo. No final o careca era só um fracote.
Na luta de Laís, Jin cometeu um grande erro. Ao tentar locomover-se na esperança de deixar a oponente cansada alguma hora. Ele foi para baixo, mas foi lento demais. Laís socou lhe com toda a força, e o homem caiu violentamente, quebrando o chão. Ficou inconsciente.
Olharam para o homem gordo que fumava um charuto, sentado na cadeira durante toda a luta. Seu olhar passou uma impressão ainda mais vigarista quando a luta acabou. Bateu palmas.
- Bravo! Bravo! São crianças muito talentosas! Jamais algum intruso conseguiu passar pelos meus homens!
Então, eu gostaria de saber... O que acham de se tornarem meus novos subordinados?!
Vários cacos de gelo furaram peito do homem, que caiu no chão sem poder gritar.
- D-Desculpe... É que se aceitassem, eu teria de lutar com vocês de qualquer forma... – Disse o garoto.
- Você ta certo. – Disse Gohu. – Agora, garoto, você pode fugir se quiser. Você vai ou não vai com a gente até o final?
O jovem usuário de água demorou para responder.
- Aceito.
- A propósito, eu sou Gohu, ele é o Renato, ela é a Júlia e ela a Laís. Qual seu nome?
- Me chamo John, mas podem me chamar de Taco.
- Certo. Dark, pra onde vamos agora?
- Bom... Há duas entradas para lugares diferentes... A primeira está num quadrado no teto, é só puxar pela maçaneta e uma escada vai descer. Vocês sobem, e vão para o próximo andar. A outra entrada está atrás daquele armário de madeira ali, é uma porta e leva pra outra sala. Eu iria sugerir que vocês se separassem, mas façam como quiserem.
- Certo. Renato e Laís subam, Taco, Júlia e eu vamos dar um jeito nessa sala aqui.
- Gohu, pode subir também, a gente da conta dessa sala aqui. Certo?
Taco fez sinal positivo com a cabeça.
- Tudo bem. Vamos.
Laís puxou a maçaneta de um quadrado formado no teto, uma escada que parecia ser segurada pelo mesmo desceu, e os três começaram a subir. Enquanto isso, Taco e Júlia entraram na outra sala.
Tinham várias camas e alguns objetos estranhos como seringas, facas e etc. Os que estavam ali dentro eram médicos e, atrás de todo aquele hospital havia uma cela enorme onde um garoto desmaiado estava sendo tirado. Todos no lugar pararam e prestaram atenção somente nos que acabaram de chegar.
Fim do Capítulo 07.
Ending 1 -L.M.C. – Ah Há!
-Escritório do Matt-
- Wow! Esse foi um capítulo bem grande! Então, pelo que parece a ação começou! No próximo capítulo, as duas salas: Os cirurgiões da prisão e a hipnotizadora! A luta de Laís, Gohu e Renato contra uma mulher muito estranha e a luta de Taco e Júlia contra esses médicos malucos! Não percam, vocês vão adorar!
- Cena Cortada – “Irmãos”
- Garoto abusado... Vamos, Jin! Vamos mostrar a esses garotos a ira dos irmãos Isao!
- Espera ai, espera ai! Vocês são irmãos? – Renato não entendeu.
- Ah, que saco! Sempre isso!
- É sério, por que... Um é careca e o outro...
- Qual a piada da vez? Pareço com a menina de que filme de terror? Não tem mais graça, sério!
Renato, Gohu, Laís e Júlia deram umas risadas.
- Que droga hein?!
Capítulo 08: A arte do Hipnotismo
Friday, May 25, 2012 10:15:31 PM
GuerraDosElementos
Capítulo 06: Núcleo Elemental
Opening 1 -Keep It Real – One Ok Rock
Renato não sabia a razão disso ou se Dark era confiável, mas desceu ao solo. Olhou em volta e percebeu que estava numa espécie de prisão de segurança máxima cercada com arame farpado, e era enorme. Bem no centro desse lugar imenso estava uma grande base, na qual Júlia seria levada.
Viu o carro pousando a muitos metros dele, e se escondeu atrás de uma rocha que o cobria por inteiro enquanto agachado. Os dois homens saíram do carro, levando Júlia – que há essa hora quase chorava de tão desesperada - à força pelo braço. Outro carro chegou, neste apenas uma mulher levava um garoto à base.
Laís e Gohu caíram bem atrás de Renato.
- Você... É bem pesado...
- Me respeita!
- Fiquem quietos! Eles devem ter percebido...
Os três se esconderam atrás da rocha, mas foi inevitável. Um dos homens que segurava a Júlia andou na direção dos três, e se aproximava cada vez mais. Já era tarde, os três se levantaram e encararam o homem que estava vindo.
- Então... A gente luta né? Ou vamos nos deixar ser presos? – Gohu levantou as sobrancelhas, sem escolha.
- Nocauteiem-nos, peguem suas roupas e se infiltrem no lugar. Vão agir como se fossem eles mesmos. – Dark sugeriu.
- Parece bom.
Nem esperaram o homem ir até eles, os três avançaram com tamanha velocidade que surpreenderam o adversário. Laís deu-lhe um chute na boca, puxou rapidamente sua espada e bateu com o lado sem fio no nariz do homem, o quebrado. Terminou com um soco no rosto que arremessou o oponente longe e o fazendo desmaiar.
- Fire Wings! – Renato voou rapidamente na direção do homem que segurava Júlia com um soco no rosto, arremessando-o longe. O homem se encontrava no chão, desmaiado após bater com a cabeça.
Gohu por sua vez chutou a cabeça da mulher e lançou também diversas pedras na adversária, que caiu quando levou um belo soco no rosto.
Pegaram os corpos e se trocaram atrás de rochas. Em poucos minutos já estavam exatamente iguais aos homens de branco. O garoto que havia sido levado pela mulher estava tremendo, mas infelizmente não puderam soltá-lo, deveriam seguir o plano. Sem retirar a fita ou as algemas de qualquer um dos sequestrados, eles seguiram.
- Dêem a volta e entrem pelo portão que está do outro lado. – Disse Dark.
- Tudo bem, eu posso até fazer isso, mas quem é que o cara que está nos dando ordens? – Indagou Renato.
- Ah, eu tinha medo que você perguntasse isso... Há dois anos eu ensinei o Dark a controlar o elemento dele, por isso nos conhecemos. Ao que parece ele nos seguiu até aqui e colocou rastreadores nas nossas roupas, tem um mapa completo dessa cidade e também hackeou nossa comunicação pra poder nos ajudar, não é?
- Exato, Gohu! Eu preciso ter meu papel na história, então serei a ajuda de vocês nesse caso!
- E-Estamos recebendo ordens de um garoto? – Renato fez uma cara tediosa – Maldito...
Laís deu algumas risadas e em seguida eles fizeram como Dark disse. Chegaram no portão sem nenhum problema. Era tão simples como imaginado, duas portas grandes no que parecia ser a frente daquela base imensa pintada de preto. Esperaram Dark dizer algo, mas isso não aconteceu. O que os usuários tinham que fazer era óbvio e não precisava de comando nenhum.
Abriram uma das portas.
O lugar era cheio de escadas para o andar de cima e o de baixo, era ainda maior do que parecia ser. O andar onde estavam era somente para circular, só havia um pequeno espaço entre as escadas que não era ocupado com nada.
Não havia ninguém lá, no andar de baixo apenas um lugar enorme e vazio, o andar de cima não era possível enxergar.
- Andem e peguem qualquer uma dessas escadas.
Andaram e subiram naquelas escadas de metal. Por um tempo não estavam em nenhum dos dois andares, e não enxergavam nada. Subiram mais um pouco e entraram numa sala enorme. Tinha muitos armários e gavetas, mas isso não era importante comparado ao que tinha atrás dos usuários.
Dois homens estavam encostados na parede enquanto um sentava numa cadeira atrás de uma mesa larga de metal (ao que parece tudo naquele lugar era feito daquele material) e olhavam diretamente para os que acabaram de chegar.
- Vocês foram rápidos. – Disse um dos encostados na parede. Era extremamente magro e tinha um cabelo longo (ia até as costas) e liso, não era possível ver o rosto dele. Vestia-se com calça, sapato e camisa social, levando um colete branco por cima. – Muito bom para novatos.
- O-Obrigada. – Laís gaguejou.
- Entreguem-nos os corpos, vamos levá-los ao mestre. – Disse o outro. Era careca e também era magricelo. Vestia-se com uma camisa de gola alta e uma calça branca, tinha tênis de mola.
- C-Claro... – Gohu se assustou. – Mas, vocês poderiam dizer o que acontecem com os... Corpos?
Pareceu uma pergunta idiota, mas Gohu se safou.
- Vocês não sabem? – Disse o careca. – Ah, claro, vocês são novatos. Vejamos uma forma simples de explicar... Vocês sabem como usam elementos no combate? Isso é graças ao seu Núcleo Elemental. São duas partes no seu corpo repletas de energia, sendo uma delas a que você usa normalmente, e a segunda a que você usa caso a primeira seja danificada. Você não aproveita todo o seu núcleo, mas os que mais aproveitam são os que sabem controlar vários elementos. Sabe como? Seu núcleo, 99% das vezes é compatível com mais de um elemento, você só tem naturalmente o mais forte. Com um pouco de treinamento, você consegue liberar outros elementos. O mais interessante desses núcleos, é que eles são retiráveis em cirurgias... Imagina só o que o mestre faz com eles? – Ele deu um sorriso assustador.
Fim do Capítulo 06.
Ending 1 -L.M.C. – Ah Há!
-Escritório do Matt-
- Haha! Então, o que acharam desse capítulo? Meio morninho, não? Deixando claro algo desse capítulo, os carros voadores são construídos de forma especial, com esses núcleos incluídos na construção. No próximo capítulo ganhamos mais um pouco de ação, numa resistência dos usuários! A luta é difícil, mas não deve ser impossível! Enfim, é isso, até a próxima, gente!
- Cena Cortada – “O empregado”
- E-Estamos recebendo ordens de um garoto? Eu não vou.
- Vai sim. – Disse Gohu.
- Não vou.
- Vai sim.
- Não vou.
- Vai sim.
- Não vou.
- VOCÊ É MEU EMPREGADO, E EU DIGO QUE VOCÊ VAI!
- Empre... – Renato fez uma cara tediosa. – Maldito...
Capítulo 07: Irmãos Isao
Tuesday, May 22, 2012 9:02:21 PM
Parabéns manolo, tudo de bom pra ti hoje e sempre \o\
Aqui teu bolo:

\ÕÕÕ/
Monday, May 21, 2012 12:25:07 AM
Eae manolada! TO fazendo esse post enm homenagem à fic do Taco!
Leiam por favor, chama Do Princípio Ao Éden, link:
http://my.opera.com/tacofuder/blog/2012/05/19/do-principio-ao-eden-primeiro-capituloFlw gente
Saturday, May 19, 2012 6:18:32 PM
Ultimamente isso tem me irritado um pouco. O que tá acontecendo é que muita gente ai ta se achando Otaku por ver uns cinco animes e.e
Já não bastasse isso - bem, se fosse só isso que se foda -, o pessoal acha que falando palavras em japonês e ":3" vão se tornar os otakuzõesentendam se puderem, mas gente, IRRITA MUITO UM JAPA BOY/GIRL exagerado, e quanto mais exagerado mais chato.
Naruto e Death Note são as modinhas do momento, ou seja, a galera acha que se ver os dois já tem meio caminho andado e PUTA QUE PARIU vocês não tem mais nada pra fazer não porra?
No final esses putos se tornam posers por acharem que basta ver uns seis animes e dizer palavras e sufixos japoneses. Ai irrita jovem.
"Nyaaah Matt-kun! Você diz isso mas diz que é otaku tambééém :3"
Vai tomar no cu!Não sou otaku e nunca disse que era.
"Nossa Matt, que post inútil."
Fechar aba é a serventia da casa.
Perdoem a minha crise, realmente fiquei irritadinho, mas achei que deveria postar isso.
Então, fechando o post: Pra você, o que é otaku?
P.S: Não mandei indireta pra ninguém do My Opera com esse post, mas se a carapuça serviu é só colocar ^^
Friday, May 18, 2012 11:00:55 PM
Capítulo 05: Isca
Opening 1 -Keep It Real – One Ok Rock
Relembrando: O plano dos usuários era o seguinte: Júlia sairia pela rua à noite, recebendo cobertura dos outros três. Quando fosse raptada, eles a seguiriam e veriam o que está acontecendo e a razão de tantos desaparecimentos.
O plano começou bem. Júlia preferiu sair andando com uma esfera de água em sua mão. Seguiu em frente, não tinha nenhum caminho certo. Enquanto isso, Gohu dava assistência a acompanhando a algumas quadras atrás. Laís também a acompanhava, dando longos saltos pelos telhados. Procurava sempre ficar o mais longe possível, mas também ter uma boa visão da garota. Já Renato estava sentado na cobertura de um edifício um pouco alto que ficava perto da casa da velha.
Todos estavam com fones de ouvido e microfones para se comunicarem. A razão do usuário de fogo estar sentado na cobertura de um prédio era que ele se encarregaria da velocidade, Gohu e Laís lhe diriam caso o sequestrador ou assassino – ou seja lá o que ele for – voasse rápido ou sumisse. As Fire Wings eram rápidas, mas gastavam energia.
A garota continuou andando. Bem devagar, seria bom economizar tempo e ficar o mais próximo possível de Renato e naquele lugar claro que seria bom para Gohu e Laís avistarem com nitidez.
Chegou um ponto em que a rua não tinha mais a iluminação de postes, somente a lua que não era o suficiente numa noite tão escura. Sem saber o que fazer, a garota ficou parada. Era melhor não avançar, não queria que seu plano desandasse. Sua esfera de água se desfez, causando um pequeno ruído ao cair no chão.
Imediatamente ela viu uma sombra mover-se com imensa rapidez, e parecia vir do céu. Procurou, olhando pra cima, mas pelo canto do seu olho percebeu que o mesmo vulto passara bem perto da mesma. Sentiu-se desconfortável, teve vontade de gritar. Antes que pudesse o fazer ou resistir, foi algemada e sua boca foi coberta por um tipo de fita, mas não uma comum. Era mais grossa e parecia ser feita de metal – embora colasse como qualquer outra -. As algemas também não eram normais, nem pelo formato nem pela sensação que a garota sentira ao ser presa por elas.
Após um tempo, Júlia pôde perceber que as algemas inutilizavam o poder da garota.
Viu ao seu lado dois homens vestidos de branco. Tinham uma camisa com gola que e uma calça lisa, uma bota e uma boina, tudo era branco. Pareciam ser de algum tipo de exército, era o que sua roupa deixava transparecer.
O coração de Laís disparou. Até aquele momento estava tudo muito bem, mas a situação era diferente quando você vê o inimigo. Olhou para Gohu que estava há uma boa distancia de onde estava, mas pôde entender que ele também olhara para ela. Percebeu que sua mão tremia, mas já não sabia se era de excitação ou medo. Levou-a até o microfone e sussurrou, o inimigo mordeu a isca.
Renato ouviu o que Laís disse e não pôde conter um sorriso. Segurava-se para não parecer uma criança alegre ao ganhar o brinquedo que queria. Sua respiração ficou trêmula e cochichou de acordo com a mesma, entendido.
Um dos homens vestidos de branco sussurrou nos ouvidos de Júlia:
- Você está presa, não faça nenhum barulho. Venha comigo.
Pelo bem do plano Júlia obedeceu, sendo levada com muita agressividade pelos homens de branco. Eles seguiram por mais uns quinhentos metros, sem dizer sequer uma palavra. Só o pequeno som dos passos apressados e discretos ecoava em toda a rua.
Era uma rua deserta. Só o que havia no lugar era um enorme lote abandonado, a não ser por um carro branco estacionado nele. Foram até o automóvel e jogaram a usuária no banco de trás. Na frente ficavam os dois homens.
- Entraram num carro. – Laís comunicou.
O que qualquer pessoa normal iria esperar era que o carro saísse do lugar e começasse a percorrer a
cidade até chegar ao objetivo, mas não foi o que aconteceu. O carro arrancou já a cerca de cem quilômetros por hora, fazendo quase nenhum barulho. Depois de andar um pouco e aumentar a velocidade, ele simplesmente decolou e voou pelos céus – já com menos velocidade -.
- O-O carro... Voou... Rua 79, voando a oeste. – Comunicou Gohu.
- Finalmente. – Renato se levantou e pôs as mãos na coluna. – Fire Wings! – As asas de fogo surgiram em suas costas e o garoto levantou vôo. – Espera, o carro voou?
Laís foi até o prédio onde Gohu estava, ambos um pouco assustados pelo carro voador.
- Vamos, eu vou te levar pelo ar.
Laís voou um pouco devagar devido ao peso que sentia ao carregar Gohu. O usuário da terra estava bem entediado e se sentia completamente inútil naquela ocasião. Voaram por mais pouco tempo até verem Renato passar bem ao lado deles voando a toda velocidade. A garota tentou ir mais rápido.
Foi uma perseguição difícil. Laís fazendo o que podia pra carregar Gohu no céu enquanto Renato voava a toda velocidade atrás do carro. Sabe-se lá como o automóvel subiu ainda mais, já nas nuvens, Renato tinha muita dificuldade para enxergá-los.
- Como está ai? – Perguntou Laís.
- Não sei, os perdi de vista. Quer dizer... Acho que sei onde eles estão, mas não consigo vê-los.
- Assim fica tudo mais difícil.
- O alvo está a cerca de setenta e sete metros do Renato, se movendo numa velocidade de cento e trinta quilômetros por hora. – Uma voz um pouco fina disse, e os três escutaram pelos fones.
- Mas o que... Quem disse isso?! – Perguntou Renato.
- Parece um garoto...
Gohu arregalou os olhos:
- Essa não... Dark é você? Por favor, diga que não...
- Hehe! Não se preocupe Gohu! Coloquei um rastreador em cada um de vocês e estou num local seguro monitorando tudo pelo meu notebook!
- O que diabos você ta fazendo aqui Dark?!
- Nem vem, vocês vão precisar da minha ajuda. Afinal, posso lhes ser útil com os meus dados. Agora,
Renato, Diminua a velocidade e desça ao solo se não quiser ser pego. Ande devagar e se esconda quando o carro pousar.
Renato não sabia a razão disso ou se Dark era confiável, mas desceu ao solo. Olhou em volta e percebeu que estava numa espécie de prisão de segurança máxima cercada com arame farpado, mas era enorme. E bem no centro desse lugar imenso estava uma grande base, na qual Júlia seria levada.
Fim do Capítulo 05.
Ending 1 -L.M.C. – Ah Há!
-Escritório do Matt-
- Olá! Bom, parece que mais uma pessoa apareceu. Mas espera ai... O QUE DIABOS É UM CARRO VOADOR? É UMA HISTÓRIA FUTURÍSTICA? Vocês devem ter pensando... A resposta pra esse acaso absurdo está no próximo capítulo, assim como os dados que Dark tem e quem ele é. Laís, Renato, Gohu! Entrem na base e descubram o que realmente está havendo! Próximo capítulo:
Capítulo 06: Núcleo Elemental
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