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Blog do Matt.

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Guerra dos Elementos Capítulo 28 e 29

Capítulo 28 e 29: Não Morra! (Parte 1 e 2)

Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls



- M-Meu irmão... Bem... Eu tenho um irmão?
- Pois é.
- Mas... Mas eu vivi tantos anos da minha vida sozinha... – Levantou-se do banco em que estava sentada – Ele não podia nem ter ido me visitar? Você não sabe o que eu passei! Isso é infantilidade da parte dele... Sentir dor? Desde quando alguém deseja isso para alguém que... Espera, “ama”?
- Ele te amava, Laís.
- Você não podia ter me contado? Gohu, eu procurei por anos algo sobre minha família, e você estava bem ao meu lado, podendo me dar detalhe por detalhe desde que eu era uma pré-adolescente!
- Você era muito nova para entender, e...
- Sério... Chega, então. Se meu ‘irmãozinho’ não entende a diferença entre a mentira e a vida real... Talvez eu nem deva conhecê-lo. – Saiu do lugar, com raiva.
- Eu preciso voltar pra perto do rei. – Disse Gohu.
- Meu deus, você é um merda.
- NÃO USE A SITUAÇÃO PRA ME XINGAR! QUE DROGA, RENATO!

Renato deu umas risadas, enquanto Júlia fez o que qualquer amiga deveria fazer.

- Eu vou atrás da Laís. Ela precisa conversar com alguém. – E foi na mesma direção.
- Eu estou indo, também. – Desapontado consigo mesmo, Gohu foi dando as costas.
- Ei. Relaxe. Laís não está errada, mas ela faria o mesmo que você. Era um grande amigo, não?
- O maior de todos.

Renato sorriu, enquanto Gohu acenou para todos no lugar. Nem viram o tempo passar e já haviam limpado a arena. A luta de Kioshi e Ramiro havia sido anunciada, e nenhum deles parecia abatido. Aquele que ainda não tinha matado ninguém sorriu para os amigos.

- Ei, Kioshi. – Adgons mantinha-se frio quando o amigo se virou. – Vê se não morre.
- Haha, pode deixar.

Já na arena, a luta começou.

O usuário de ar preparou uma grande camada de ar nas mãos, enquanto Ramiro fizera seu fogo em volta do corpo. O outro parou e analisou, tentando entender o significado daquela chama em volta do indivíduo.
Bom, se fosse algo muito usado até então se mostrando de grande importância, os usuários poderiam ter-lhe contado sobre Clark.

- Prepare-se. – Disse o usuário de ar.

Rapidamente ambos apareceram no centro da arena trocando golpes, ninguém melhor que ninguém. Um chute na nuca levou o usuário de fogo, que revidou com um soco na boca do estômago. Kioshi acertou uma joelhada na barriga do adversário, que rebateu uma canelada no rosto.

Preparou uma bola de fogo na mão, mas uma de ar a desfez. O usuário de ar estendeu as duas mãos fechadas, e como socos duas grandes pressões de vento empurraram um lutador para trás, e outro para frente.

Ramiro rolou no chão, mas recuperou a postura rapidamente. Isso é, o suficiente para desviar do veloz soco que seu oponente tentara. Tentou observar com exatidão o caminho percorrido pelo inimigo e o que o fizera conseguir desviar. Sem dúvida alguma era um golpe que poderia ser melhor aproveitado.

É rápido!, pensaram ambos.

Mais rápido ainda foi quando o usuário de fogo preparou uma chama em cada uma das mãos e as usara como impulso para voar. Foi até o outro lado da arena, o lugar de onde Kioshi tinha vindo voando, este ainda estava na metade do campo.

Tocou os pés no chão e pronunciou algo nada agradável.

- User's Accel!

Ligeiramente foi até o usuário de ar e repetiu o movimento. Um soco – desta vez flamejante- no rosto, mas como esperado Kioshi foi esperto e desviou. Nem tão esperto, afinal. Pois esquivara da mesma forma que o oponente.

Enquanto tentava se safar por baixo, deixou-se ser acertado por um chamejante chute no braço.
Quase por outro também, se não fosse usuário de ar e começasse a voar na hora H. Estava ofegante no ar, enquanto passava a mão no braço. Percebeu que sua manga estava bastante chamuscada e deu alguns tapinhas nela para evitar algo grande com o pouco fogo que sobrara.

- Você pegou leve, hein.
- Que nada. Por que acabar tão cedo com a diversão?
- Pff. – Respirou um pouco. – Mas agora entendi, Ramiro. Você é um copiador.

Um silêncio pairou o local.

- “Copiador”? – Um sorriso apareceu em seu rosto, em seguida se formando uma enorme e estúpida gargalhada. – Sai dessa, cara. Copiador? Melhor dizendo, eu sou um adaptador. Eu ensino as pessoas a não cometerem erros patéticos como esse e acabo crescendo também.
- Nossa, quando você fala nem parece um assassino. Mas é só às vezes, não fique triste.
- Assassino? Não, por favor, isso é crime! Soa muito mal quando fala.
- Soa muito mal matar pessoas.
- Eu faço o bem! Pessoas fracas têm mesmo é que morrer. O mundo é dos fortes! [...] Ei, Kioshi. Sabe que existe vida extraterrestre, não sabe?
- Mas é claro, a julgar pela quantidade de galáxias é quase impossível que só nós vivamos.
- Então! É isso! Quando tivermos contatos com eles, devemos ser mais fortes do que todos!
- [...]Sério...? Quer dizer... Só por isso?
- Não, não. – Sorriu, enquanto preparou as duas chamas surgiram em sua mão e ele rapidamente apareceu em
frente ao inimigo. – Danem-se os extraterrestres.

Kioshi voou rapidamente em outra direção, embora fosse seguido. Olhando para trás em algumas ocasiões pôde perceber um erro fatal: as mãos do oponente estavam ocupadas enquanto voava, logo teria dificuldades em desviar de ataques.

Ainda voando, com as mãos para trás, mandou várias rajadas de ar que foram desviadas sem muita dificuldade. A velocidade do usuário de fogo aumentou junto com as chamas em suas mãos, e logo ficara à frente do oponente na suposta corrida que travavam.

Os fogos que saiam das mãos do jovem para que pudesse voar aumentaram cada vez mais, até se dissiparem e formarem rajadas que foram na direção do opositor. Estava quase desviando, quando se lembrou que se tratava de um “adaptador”.

Criou uma barreira de ar que o protegeu das duas rajadas de chama e de mais duas que vinham em seguida, mas continuou voando enquanto se resguardava. O usuário de fogo por sinal gostara da rapidez em aprender da parte do adversário, mas virou o rosto quando teve que contornar a arena.

Aproveitou que estavam numa “curva”. Usou os ensinamentos de seu mestre sobre aproveitar o campo em que estiver e surgiu na frente do oponente. Tentou um soco, desviado. Um chute, desviado. Outro, passou longe. O usuário de fogo tentou revidar um chute, mas o de ar segurou sua mão. Kioshi abriu a boca e fez algo muito inesperado.

Gritou com todas as forças, ao mesmo tempo saindo de sua boca uma rajada de vento da largura de seus lábios Que desfizera as chamas nas mãos do oponente, que foi caindo da grande altura. Durante o caminho tentou diferentes vezes retomar o fogo, mas a ventania ocorrida na velocidade em que caia sempre o desfazia.

Centímetros antes de se chocar contra o chão foi atingido por um soco misto à uma camada de ar, e a julgar pela violência e pelo movimento do feitor havia sido formado num giro.

Eu não diria que foi salvo. Bom, mesmo que pudesse morrer com aquela distância, ele se machucou seriamente quando foi arremessado metros longe. Quando finalmente perdeu a velocidade rolou mais algumas
vezes e parou de bruços.

Kioshi apoiou as mãos nos joelhos e realmente quase caiu. Começou a bufar de cansaço até porque a sequencia de movimentos não era para qualquer um. Antes de se recuperar por completo seu oponente estava se levantando, o que não era boa notícia.

Ramiro bateu um pouco as roupas sujas e limpou seu rosto, agora sério.

- Talvez você não seja tão fraco assim.
- Quiçá.
- Pois bem. – Reparou que o oponente já havia se recuperado. – Acho que posso começar a usar mais força. – Seu corpo foi envolvido por fogo, que se dissipou numa pequena explosão e pôs fogo no chão. – Trinta e cinco por cento, eu acho.
- Um blefe. – Pensou Kioshi, realmente preocupado. – De fato não estava usando toda a sua força, mas...
Se ele estava usando menos de trinta e cinco por cento até pouco tempo atrás, bom, ele seria um monstro se fosse assim... Por outro lado, Ramiro não parece do tipo que blefa.
- User's Accel!

Num movimento rápido o usuário de fogo apareceu na frente do oponente, que lançou uma esfera de ar contra o chão e aproveitou o impulso para voar. No céu, foi seguido e desta vez o jovem parecia mais rápido.

Kioshi tentou desviar de diversas bolas de ar ao mesmo tempo em que pensava em como o inimigo, agora mais veloz, conseguia fazer isso. Numa vez em que fora quase atingido percebeu que as esferas eram lançadas pela boca.

Um problema para o usuário de ar, pois a fraqueza do contrário tinha sido superada em tão pouco tempo. Pensou em como vencê-lo, mas não havia nenhuma solução a ser tomada por meio de simples raciocínio no momento.

Canalizou sua força no braço esquerdo, de onde saíra uma rajada de ar com imensa potência e tamanho, ainda que tenha sido desviada. Bufou um pouco, estava longe de desistir. A luta mal tinha começado, afinal.

Um sorriso surgiu na boca do usuário de fogo, até porque quem não iria sorrir enquanto estivesse liderando completamente a luta? Kioshi pensou bem, sabia que era melhor do que o inimigo em combate aéreo e pior no chão. Com um tempo Ramiro também percebeu que acabaria por levar prejuízo.
Ou não.

Com enorme velocidade surgiu bem em frente ao oponente e começou uma sessão de bolas de fogo vindas da boca e dificilmente desviadas. O usuário de ar começou a acertar diversos chutes no pescoço do inimigo, que nem se mexeu. Num último golpe com mais força foi arremessado direto na área de água.

- Pff... – Kioshi sorriu um pouco. – Isso foi ótimo.

O usuário de fogo nadou até a borda e saiu desesperado em um só pulo, tossindo e cuspindo um pouco de água. Parou para olhar para o céu.

Ainda no ar Kioshi foi abrindo os braços. De cada mão ia surgindo uma esfera de vento, que por sinal rodava muito rápido. As esferas foram crescendo cada vez mais, enquanto Ramiro fazia a água em sua roupa e corpo evaporar.

- EI, RAMIRO! – Disse ao mesmo tempo em que a roupa do oponente se tornou seca. – TOOOOMA ISSOO! –
Juntou as duas mãos e consequentemente as duas esferas. – Ventania Incessante!

Não preciso nem dizer o que saiu das mãos do usuário de ar naquele momento. Uma rajada de vento tão forte e tão grande embora Ramiro não tivesse saído do lugar. À medida que o golpe se aproximava o jovem formou uma chama em cada mão.

Quando a imensa ventania – diria que em forma de raio – chegou, o usuário de fogo usou as duas chamas em suas mãos para criar uma barreira. Foi usando cada vez mais força, mas sua proteção era menor do que o ataque que estava levando. Finalmente cedeu quando o amparo se desfez.

O golpe fez um grande estrago, destruindo tudo à volta do usuário de fogo ao mesmo tempo em que era feito um estrondo enorme. Quando tudo acabou, já era possível ver um sorriso no rosto de Renato e daqueles que assistiam.

Kioshi relaxou os músculos e pousou no chão bem perto da área de terra. O estrago havia levantado bastante poeira, mas era impossível que o jovem tivesse sobrevivido a um golpe tão forte. Não precisava ser assim, foi o que o usuário de ar pensou.

Bom, agora que tudo havia acabado o torneio iria se tornar sadio uma vez mais. Renato se tornou tranquilo e se livrou de toda aquela tensão que o pressionava desde o primeiro embate contra Ramiro.
O lutador riu, mas não de uma forma ruim. Riu por estar tranquilo, por tudo aquilo ter terminado e ele ter sido vitorioso. Pois ninguém mais iria morrer naquela competição.

- Ei, ei, ei. Qual o sentido da graça?

O usuário de ar se tornou aterrorizado pela presença do inimigo, pois um ataque de tamanha magnitude não podia fazer menos do que lesionar seriamente, e nem assim Ramiro estava. Apenas havia sacado sua espada e a única parte intacta no chão era a que cabiam seus dois pés.

- C-Como? Você não podia estar... Tão, tão...
- Ileso? Não, por favor. Não me subestime.
- Olha o que meu golpe fez! Olhe à sua volta! Você recebeu o golpe então por quê...?
- Recebi o golpe? Acha mesmo?
- Mas eu o vi cedendo!
- Você não conseguiu acompanhar, provavelmente. Na última hora, eu...

Quando a imensa ventania – diria que em forma de raio – chegou, o usuário de fogo usou as duas chamas em suas mãos para criar uma barreira. Foi usando cada vez mais força, mas sua proteção era menor do que o ataque que estava levando. Desfez o amparo e numa fração de segundos puxou a espada da bainha que ficava nas costas.

Usando-a com exatidão, Ramiro conseguiu evitar que o golpe o atingisse parando a espada e transformando o golpe em dois quando se chocavam. Mesmo que perdesse um pouco da potência quando se encontrava com a arma, o ataque ainda arrasava o chão em volta do usuário de fogo.


Ramiro deu umas risadas debochadas, fingindo contê-las.

- Ah, cara! É tão cômico quando vocês acham que vencem! Essa cara de paisagem... Esses... – Uma gargalhada veio em seguida. – Você é tão patético, Kioshi!

O usuário de ar fechou a guarda.

- Você parece se achar bastante engraçado. Vou começar a usar meu poder todo, então. – Mentiu, pois sua força havia caído pela metade.

- Poder todo, é? Ok, ok. Isso me lembra algo que tinha de te dizer.

O jovem prestou um pouco a atenção, mas não abaixou a guarda.

- Eu estava errado. Pra te derrotar, preciso de... – Parou para pensar. – Quarenta. É, quarenta por cento dá conta de você.

O usuário de fogo então cometeu algo diferente do que fazia anteriormente. Ao invés de aparecer com toda sua velocidade na frente do oponente, para tentar dar-lhe medo simplesmente foi andando. O tempo em que gastaria seria o bastante para o usuário de ar pensar no que fazer.

- Droga. – Kioshi pensou. – Esse cara não está cansado, mas eu estou um caco.
Enquanto pensava, o oponente já havia guardado a espada. Andando com uma calmaria enorme, o jovem nem parecia estar preparado para lutar. Foi ai que por acaso Kioshi pensou em algo muito estúpido.

- Já sei! Ele com certeza está imaginando que eu vou esperar ele chegar aqui e fazer algum tipo de armadilha... Então irei surpreendê-lo!

Sumiu de onde estava e reapareceu quando foi acertado por um soco enquanto estava no ar. Antes de cair, o usuário de fogo ainda acertou uma joelhada na barriga com a naturalidade de quem está fazendo algo completamente normal.

O usuário de ar caiu no chão e cuspiu um pouco de sangue. Quando tentou levantar foi pisado bem nas costas, e não foi nenhum pé normal. Ramiro estava usando a habilidade de cercar seu corpo com fogo. O jovem gritou e voltou ao chão enquanto era massacrado.

- Todo o seu poder?! O que é isso? Nem um décimo de antes de me acertar aquele golpe. Ou tentar.
- Cala a sua boca. – Tossiu. - Você é patético.
- Ahahaha! – Mandou o pé para um lado e para o outro nas costas do oponente. – Já sei, você gastou uma parte colossal de sua energia naquele ataque de merda, é isso? Mas tão fraco?
- E-Eu já disse... Para calar sua boca...
- Ok, vamos ver se aprendeu.

Chutou a barriga do oponente e pegou sua blusa enquanto estava no ar. Olhou seu rosto com desprezo e o jogou para cima. Enquanto era arremessado o garoto sentiu algo diferente. Quando caiu, esse sentimento se tornou em uma das piores dores que já sentira. Foi olhando aos poucos para o braço e não teve uma bela visão.

O antebraço estava decepado completamente.

- Kioshi. – Disse em voz baixa Adgons enquanto contorcia as sobrancelhas.
- Droga! – Renato estava atento na luta, ainda que se perguntasse onde estava Laís.

O grito de Kioshi foi, além de alto, triste. Entre alguns gemidos lutava para que nenhuma lágrima saísse de seu olho, mas não era qualquer um que conseguia isso após ter o antebraço decepado. O usuário de fogo desta vez foi respeitoso, não teve nenhum sorriso no rosto. Sacou sua espada e a mesma começou a pegar fogo.

A voz do usuário de ar chegou a parecer a de uma criança enquanto gritava. Seu olho vermelho, assim como ele mesmo. Toda a força do mundo para não chorar.

Ramiro lançou a espada flamejante contra o chão, e à medida que o perfurara perdera o fogo e incendiara todo o chão à volta de Kioshi. O jovem mal podia se mexer e já seria atingido. O outro andou até o oponente.

- Poder total, né.

Não obteve resposta.

- Vamos acabar com isso logo, Kioshi. – Pegou na blusa do inimigo e o levantou.
- Desista. – Pediu Adgons, mesmo sabendo que não seria ouvido

Ramiro fez uma linha de fogo em volta de sua mão.

- Vamos, Kioshi.

Encostou a mão no coração do oponente.

- Desista logo. - Adgons pareceu sério.
- V-Vejo você... – Kioshi sorriu.
- Como é?
- Pode ter certeza que vou revidar essa surra quando te encontrar no inferno.
- Nos vemos lá então.

E com a mão envolvida a fogo Ramiro furou o coração do oponente, que morreu imediatamente. O usuário de fogo andou até sua espada e a recolheu, levando consigo toda a chama que esta misteriosamente trouxera. Deu alguns passos.

Os olhos de Adgons se arregalaram quase ao mesmo tempo em que o jovem sumira. Imediatamente Renato e Taco pronunciaram em uníssono:

- User's Accel.

Os três apareceram centímetros à frente de Ramiro. Adgons estava sendo segurado por John e Renato, que sabiam o que estavam fazendo. Se tentasse algo contra Ramiro, o jovem seria desclassificado e não poderia exercer uma vingança justa, ao menos era o que Kioshi deveria querer.

Durante aqueles minutos a frieza de Adgons desabou. Tornou-se alguém imperativo e manhoso.

- Ei, temos uma festa? – O assassino sorriu.
- V-Você... VOCÊ MATOU O KIOSHI! – Tremeu o usuário de terra. – EU VOU TE DEVOLVER ISSO!
- Eu quero só ver.
- Adgons, pare! – Alertou Renato. – Estará tudo acabado se encostar-se a ele... Não é assim que deve terminar! Encerre esse torneio com dignidade, pelo menos!
- Você tem mais o que se preocupar. – Taco olhou para ele e depois para Kioshi no chão.

Roney também tentou entrar, mas foi impedido pelos seguranças.

- Isso vale para você e para seus amigos. O próximo que passar deste portão será banido.

O usuário de terra parou de fazer força e foi consequentemente largado pelos colegas. Correu até o amigo falecido e se ajoelhou próximo a ele. Tocou o ferimento enquanto finalmente deixou uma lágrima escapar.

- Você... Devia ter desistido. – Abraçou-o e começou a soluçar.

Naquela ocasião, podemos dizer que todo o país se calou.

- Você disse que não morreria! – Agarrou-se á blusa de Kioshi – Eu disse que você não podia morrer! EU
NÃO TENHO MAIS NINGUÉM! – Parou de falar por um tempo, pois o choro não permitia que continuasse – Meu amigo...

Renato queria ir ajudá-lo, mas se sentiu travado. Não sabia o que fazer direito, não sabia se amparar o colega era certo. Decidiu fazer nada, porém seus olhos foram desviados para o outro usuário de fogo e sua gargalhada estúpida.

- É um ótimo show! Alguém ai tem um lenço? Eu juro que estou quase chorando!
- Volte! – Gritou Adgons. – Levanta daí! Você não pode estar morto! – Jogou a cabeça para cima, chorando feito uma criança ao ver que seu amigo não se levantaria.
- Renato. – Chamou Taco. – Nós devemos ir. Há um processo a ser feito quando alguém é morto. Adgons tem que dar informações para os médicos e policiais, encontrar os familiares... Nós devemos ir.
- Sim. – Deu de costas e se recolheu junto ao seu triste olhar.

Já estavam quase voltando quando Ramiro o chamou.

- Ei, Renato!

O usuário de fogo se virou.

- Laís é a próxima.

Renato não pôde nem desfazer seu semblante de decepção, mas deu um pequeno sorriso olhando para baixo.

- Não é como se você pudesse fazê-lo, né.

A luta intensa acabou com a morte de Kioshi. Adgons se encontra aos prantos aos pés de seu amigo que não mais voltará. Mas isso exige uma vingança, e tudo será cobrado em breve. Adeus Kioshi, usuário de ar de honra.


Ending 2 –One Ok Rock – No Scared

Fim do Capítulo 28 e 29.


Capítulo 30 e 31: Noventa e nove por cento


Taco e Renato lutam, mas algo parece incomodar Matt...