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Guerra dos Elementos Capítulo 30 e 31
Saturday, March 23, 2013 4:35:37 PM
Capítulo 30 e 31: Noventa e Nove Por Cento
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Eu gostaria de dizer que aquilo não havia acontecido, mas havia. Kioshi estava morto. O torneio tinha que seguir, e assim foi. Mas antes alguém precisava receber uma notícia.
- Eu não sei Júlia... Isso é tão injusto!
- Eu te entendo. Você tem toda razão.
- Como... Você sabe, como alguém faz isso com a própria irmã?
Júlia iria argumentar quando um estrondo gigantesco pairou o lugar. Ambas se lembraram da luta que estava acontecendo e precisavam correr o mais rápido possível. Longe da forma em que estavam para conseguirem escutar esse barulho algo realmente havia acontecido.
- Vamos.
Andaram o mais rápido possível na direção da arena, mas repetindo, estavam longe demais. Quando chegaram viram Roney, Renato e Taco. Pararam por um tempo, tentaram raciocinar. A usuária de água levou as mãos à boca enquanto a de ar caiu de joelhos.
- Não... Isso não...
- Ele se recusou a desistir. Até o último minuto. – Renato manteve o sério semblante.
Sejamos sinceros, os presentes mal conheciam Kioshi, todavia era um colega e essa amizade parecia ser levada para fora do torneio. Não só isso, como sabiam que o orgulho do jovem com certeza havia sido quebrado o orgulho do rapaz ao ser derrotado por aquele monstro, e o orgulho de uma boa pessoa não deve ser quebrado.
Laís cerrou os punhos. Viu que seu problema era relativamente pequeno ao que realmente estava acontecendo, e se culpou ainda mais por não estar presente durante a luta devido às próprias adversidades. Diferente de Júlia não deixou nenhuma lágrima derramar, pois achava aquilo sinônimo de maturidade e que nada iria melhorar com aquilo.
Se levantou.
- Renato, Taco... Prestem bem atenção.
Os citados moveram os olhares à amiga.
- Aproveitem bem essa luta de vocês. Nem fiquem animados por lutarem contra Ramiro, porque a última a lutar com ele serei eu.
Renato deu um sorriso, enquanto seus olhos eram tampados pela franja. A confiança da amiga o encorajara.
- Ei, ei. Não se esqueça da final. Vou te enfrentar por lá e vamos decidir quem é mais forte.
A usuária de ar fez que sim com a cabeça, a franja também cobrindo os olhos.
- Sua espada. – O usuário de fogo entregou a lâmina negra em mãos. – Deixou-a aqui quando foi embora.
Laís a colocou de volta num banco ao lado do amigo.
- Não a quero. Um presente de alguém que eu realmente desgosto... Além do que, se não conseguir vencer Ramiro com as minhas próprias forças significa que eu sou mais fraca do que ele. E eu nem quero deixar isso passar pela minha cabeça.
- Laís. – Chamou Júlia. – Tem certeza? Contra aquele monstro qualquer ajuda é necessária.
Calligher fechou os olhos por alguns segundos. Quando voltaram a se abrir estavam determinados como nunca.
- Júlia... – Suspirou. – Após tudo isso, não faz meu estilo dizer que “era para acontecer”... Mas a dor que eu tive que sentir me ensinou uma coisa. Eu tenho pelo o que lutar. Para que coisas como essas não voltem a acontecer... Vou lutar pra defender meus amigos. Até o dia em que eu morrer.
- Falou bonito. – Taco forçou um sorriso.
- Só não ficarei para trás. – Renato riu de boca fechada.
Aquele momento bonitinho de toda obra fora interrompido quando de repente todos os telões anunciaram uma explosão e a voz do narrador soou com pavor. Talvez estivesse alto demais, algumas pessoas até tamparam os ouvidos. A voz do narrador anunciou:
- Atenção, senhoras e senhores! Neste momento a cidade de Carrey está sofrendo uma espécie de ataque terrorista! O famoso Masked Hatter está presente e parece o resultado de todo a confusão! Centenas de pessoas já foram mortas, ele diz que quer falar com o rei!
De onde estava Matt se levantou. Foi seguido por Hatsu e Azami (aqueles que haviam argumentado sobre a primeira missão dos usuários), Mario, Gohu e mais três pessoas, todas de terno: Uma mulher de cabeço liso negro e preso num coque. Tinha óculos atrás dos olhos verdes e, erhm... Belas curvas. O outro era um homem negro com um bigode loiro, devia medir 1,91 e era muito musculoso.
Por último, aquele que mais assustou: um jovem de quatorze anos e 1,65 de altura. Parecia meio perdido, ou era só o efeito daquele cabelo rebelde negro com diversas mechas vinho que ia até um pouco abaixo do ombro. O misterioso olho também era vinho. Bom, em geral, só parecia uma criança revoltada com a vida.
Não aparentava alguém da elite do ar ou quem sabe mais.
- Nossa Matt, parece que não pode mais ficar. – Disse o rei da areia. Um homem moreno com um cabelo curto e muito ondulado, até onde parecia. Os olhos cor de mel enormes assustavam.
- Pois é, foi mal ai. A gente se vê um dia desses.
O rei da areia rangeu os dentes pela forma com que Matt falara.
- Matt. – Chamou o adolescente. – Matt. Matt. Matt. Matt. Matt.
- Oi. – O rei pareceu mais irritado que nunca. – O que foi Nan?
- Depois de batermos no cara da mascara podemos ir à um parque de diversões?
- Parque de diversões? Após parar um ataque terrorista? É estranho! E espera você não é meio velho pra isso?
- Parque de diversões!
- Velho! – Matt pareceu tão maduro quanto o garoto.
O garoto pareceu rosnar.
- Certo, certo. E, aliás, Nan, você não vai com a gente hoje.
- Não é justo! Mas por quê?- O garoto um biquinho enquanto sorria de lado e apontava para o homem que o batera. – Deixa o Yuuk aqui, ele é velho.
“Yuuk” fingiu não ouvir.
- Não, não. Não é por idade. É que... – Cochichou no ouvido do garoto. – Você quer ir à um parque de diversões, não é mesmo?
- SIM!
- O que acha de... Esperar, assim, bem próximo da área de espera dos lutadores... E quando acontecer alguma coisa ruim você interfere e ajuda uma amiga minha?
- Ei Matt... Eu odeio quando você fala em enigmas – Fez bico de novo – Eu nunca sei quando é a hora de agir...
- Parque de diversões
- Fechado! – Apertou a mão do rei e mais uma vez fez bico. – Foi bom fazer negócio com você.
- Mas vai lá garoto!
- Ok! – Virou de costa, mas girou um pouco a cabeça, cerrando os olhos. – Me dê uma dica.
- Hummm... Não deixe ninguém morrer.
- Isso serve! – Saiu correndo.
Os outros andaram em direção à saída do estádio.
- Por que mandou o garoto ficar? – Perguntou Hatsu.
- Se encaixa perfeitamente nos meus planos. Eu quero que ele conheça uma pessoa, não quero que essa pessoa morra... Todavia está tudo tranquilo agora.
- Erhm... Rei... – A mulher de terno começou. – Carrey é a cidade para onde foi aquele participante, não é?
- Exatamente. E como eles não ligaram até agora... Acredito que estejam mortos.
A mulher se espantou. Pessoas que ainda estavam no torneio Heikin Heishi não poderiam se locomover a essa velocidade, era impossível que fosse o tal Ramiro. Enquanto andavam rapidamente, Mario se manteve sério e frio como gelo. Não parecia que ele era o responsável por Ramiro ainda estar solto e Kioshi morto.
Ao chegar à porta do estádio todos seguiram andando, exceto Mario e Gohu.
- Pode voltar Gohu. Você nem é da elite... Não está pronto para esse tipo de missão. Volte.
- C-Certo.
Quando eles desapareceram de vista, Gohu se perguntou algo intrigante.
- Depois de andar tanto... Por que não disseram que eu estava liberado enquanto estávamos dentro do
estádio?! Tá, tá... De qualquer forma... Acho que irei ver a Laís... É, acho que sim.
Dentro do estádio a luta de Taco e Renato tinha acabado de começar. O usuário de fogo fez duas esferas de chamas em suas mãos e se posicionou de forma estranha. A perna esquerda na frente, a direita atrás.
Taco avançou com as duas lanças de gelo e desviou de duas esferas de fogo, tendo a segunda não exigido esforço algum para ser esquivada. Renato deu alguns passos para trás enquanto o adversário avançava, mas nenhuma de suas esferas fora efetiva.
Quando John se aproximou demais e o usuário de fogo já não tinha mais escolhas, o mesmo projetou um escudo redondo feito de chama, derretendo assim a ponta da lança do usuário de água, que reagiu com a ama da esquerda, também derretida por outro escudo idêntico.
Ambos permaneceram quietos enquanto o som da flama queimando ecoava pelo lugar. Os escudos desapareceram e ao mesmo tempo Taco formou novamente a ponta das lanças feitas de gelo, mas havia algo estranho. As defesas do usuário de fogo não haviam sido destruídas... Estava mais para “evaporadas”.
Quando o usuário de água percebeu tentou olhar para cima, o que foi de fato um erro grave. Nesse meio tempo fora surpreendido por um soco no rosto; Renato de fato não estava brincando. Por sorte o usuário de água havia refeito as pontas das lanças e as fincou no chão enquanto caia. Segurando em ambas, girou todo seu corpo em 360 graus resultando em um chute na cabeça do adversário e uma breve visão do que havia em cima da luta: uma grande esfera de fogo.
- Agora eu entendi. – Disse John. – Suas esferas não estavam me acertando porque é assim que você queria. Essa gigantesca bola de fogo aqui em cima é a junção dos golpes que deveriam ser falhados.
- Exato. – Renato sentou-se no chão e sorriu. –Você é esperto, né.
- [...] Os usuários de água são geralmente divididos em dois grupos: aqueles que usam mais a água em estado líquido e os que usam em sólido. O primeiro grupo costuma quase nunca conseguir usar, mesmo que um pouco o gelo, sendo que o segundo consegue obviamente usa o básico da água líquida, caso contrário nem teriam conseguido ser tornar usuários. [...] Normalmente se eu jogasse uma quantidade superior de água eu poderei apagar seu fogo, mas se por acaso você se opusesse a mim e vencesse, o meu golpe seria evaporado. Todavia eu também posso usar gelo, embora nesse caso seja preferível o líquido.
- Faz todo o sentido, mas onde vai arrumar toda essa quantidade de água? É uma gigantesca esfera.
- Como você com certeza sabe, os usuários de fogo são teoricamente os únicos capazes de criar seus elementos do nada. Terra, areia, água e mesmo ar teriam que retirar de algum lugar que tivesse aquilo que procuram. Confere?
- Confere.
- Mas como a Júlia, existem usuários de água que conseguem retirar a água do próprio ar, deixando assim a água quase tão fácil de se usar quanto o fogo. Além disso, existem usuários especializados no gelo como eu que conseguem retirar a água e formar gelo, o que levaria muito tempo, exceto com treinamento.
- Você não esteve preguiçoso durante esse tempo, haha.
- Ah, é ai onde eu queria chegar. Durante o tempo em que treinei desde a derrota de Yoshihiro, meu mestre disse que eu era o usuário de água com o maior talento que ele conheceu. – Enquanto as palavras não faziam o mínimo sentido para Renato, ambos foram emergidos em fumaça, tendo o usuário de fogo perdido o oponente de vista – Eu posso não ser um herdeiro como você e a Laís, mas tenho técnicas legais também.
Renato tinha que quase o corpo inteiro estava coberto pela fria fumaça quando percebeu a realidade: aquilo em que estava emerso era água em estado gasoso, ou seja, estava ferrado.
- Um terceiro grupo! – Gritou Renato. – Eu ouvi falar em um terceiro grupo de usuários de água... Aqueles que conseguem dominar também o estado gasoso! Isso é incrível, mas mesmo assim Taco, não acredito que seja uma arma muito ofensiva!
- De fato. – Ouviu a voz, mas não conseguiu saber de onde vinha. – Em geral, empregar o estado gasoso não melhoraria tanta coisa assim, mas existem dois fatores importes e você irá senti-los na pele. Combinado?
- Bom... A culpa é minha por ser um pouco ignorante, né?
- Primeiro...
O usuário de fogo viu brevemente uma silhueta em sua frente, mas não foi tão rápido: Foi acertado fortemente por uma espécie de bastão. Parecia ser a lâmina do adversário, mas o mesmo deveria ter retirado a lamina para não causar ferimentos letais. Eram amigos, apesar de tudo.
- O gás me proporciona capacidade de me camuflar por ele e te atacar sem que você veja. – Continuou John.
- Isso é interessante, mas não significa que você também está imune? – Correu para frente sem a mínima noção do que estava fazendo, somente jogando na sorte.
- Errado. – Acertou Renato na nuca com o bastão gelado.
O usuário de fogo caiu e demorou para se levantar, ao mesmo tempo em que Taco começou:
- Você está dentro de um campo de fumaça que eu mesmo fiz. Eu sinto o gás, sei de tudo que se passa aqui dentro. Se você der um passo, eu saberei. É assim que funciona.
- Ei, você está apelando.
- Segundo e último. Esse é o que sem dúvidas o fará perder.
Na área de espera, Júlia e Laís assistiam apreensivas a luta.
Surgiu um garoto de cabelo liso até o ombro. Eu diria que era bastante feminino, pois era escorrido sem estar repicado, o que não era a moda do momento. Sobrancelhas grossas e negras assim como o cabelo. A pele era pálida, o que fazia um belo contraste.
- Ei, esse Renato é amigo de vocês?
- É-É – Respondeu Júlia – Ele e Taco.
- Quem?
- D-Digo... John.
- Ah, entendo. Isso é bom, pelo menos sabem que ele não morrerá.
Ambas olharam friamente para o recém-chegado.
- Ah, desculpe-me. Meu nome é Kenichi, muito prazer.
- Oi. – Disseram em uníssono, muito friamente.
- Ei, você! – Apontou para Roney. – Você já foi eliminado, não deveria ir embora?
- Fazer o que né? – O usuário de areia não soube o que fazer, portanto deu umas risadas.
- Aaaaaaaaaah – Júlia parecia tensa – Por que eles se trancaram numa cúpula de fumaça? Eu quero saber o que está acontecendo lá dentro!
- Eu não diria que é uma cúpula. Ei Júlia... Isso é gás, não é? Um campo de gás que o Taco criou.
- O Taco já sabe fazer gás? Ah meu deus, fui ultrapassada de novo!
- Ei, ei. Parece que o campo se desfez.
Na luta, toda a fumaça era empurrada para longe de Taco em todas as direções. Em questão de segundos todo o gás que estava sendo empurrado se transformou em gelo, não só formando um campo disso como congelando Renato até o pescoço.
- Eu posso transformar qualquer estado em qualquer estado. Assim posso congelar qualquer coisa que esteja envolvida em água ou gás. É a arma perfeita.
Renato forçava para sair de onde estava, mas parecia impossível. O jogo estava perdido.
- Bom, por favor desista. Não há mais jeitos de você me vencer, considerando que eu congelei aquela sua esfera de fogo que estava no ar. Eu não diria que é uma esfera, já que ela se estilhaçou em muitos pedaços quando caiu no chão.
- Ah, entendi porque não pude usar.
John se aproximou com as duas lanças e sorriu. Um sorriso verdadeiro.
- Foi uma boa luta. Mas está na hora, Renato. Parece que eu fui o melhor candidato à ir para a final.
- Erhm... – Começou o narrador. – Devido às condições do lutador Renato, iniciaremos a contagem.
- Não. – Renato sorriu de cabeça baixa. – Eu prometi que não iria usar esse poder, mas observe cara... É o que eu vou usar contra a Laís na final!
Das costas do usuário surgiram duas asas de anjo, porém feitas de fogo. A partir dessas o gelo que envolvia Durward derreteu e de seus pés tudo aquilo que estava congelado foi incendiado. O usuário de água olhou em volta, estava realmente encurralado.
Como última alternativa, Taco tentou mais uma vez criar gás, mas foi envolvido por uma espécie de tufão de chama muito próximo ao seu corpo que levou todo o gás. O usuário de fogo fez seu elemento em mãos e apontou para o oponente:
- Por favor, desista.
John se acalmou.
- É, parece que eu perdi. Eu desisto. – Sorriu.
- E A VITÓRIA É DE RENATO!
O público aplaudiu de pé a luta dos dois, enquanto Renato desfez sua asa.
- Estou impressionado, Taco. Controlar o gás... Você é realmente talentoso.
- Obrigado!
Enquanto isso, o rei e aqueles que o acompanhavam acabavam de pousar em Carrey. Assim que as hélices pararam o telefone de Mario tocou, quando o mesmo atendeu foi obrigado a passar para Matt.
- Matt falando. [...] Certo, certo. Faremos isso. – Desligou. – Era um dos nossos homens daqui de Carrey. Eles identificaram três corpos próximos a um furgão destruído, tendo esse furgão a marca do reino do ar.
- Você acha que... – Mario não precisou de se esforçar para ser falso.
- Eu tenho certeza, afinal eles pararam de fazer contato faz um tempo. Clare, volte ao torneio. Ramiro será preso.
- Sim senhor. – A mulher entrou no helicóptero e após um tempo voou em direção ao torneio.
Enquanto isso, Adgons – que apareceu misteriosamente – nocauteou Kenichi em poucos minutos. Voltou à área de espera e pareceu não querer conversa. A razão de continuar no torneio era óbvia para os usuários: Vingança. Se Laís ganhasse a próxima luta, ele provavelmente desistiria.
O tempo passou e com ele o intervalo para as semifinais. Laís, Ramiro, Renato e Adgons eram os semifinalistas e a primeira luta foi a mais esperada para Gohu – já presente –, Júlia, Taco e Renato.
Laís se levantou determinada.
- Ei. – Chamou o amigo usuário de fogo. – Tem certeza de que não quer usar a espada?
- Absoluta. Não faz meu estilo.
- Eu posso fazer uma de gelo, se quiser. – John sorriu e Laís também.
- Não, obrigada. Eu vou sem armas desta vez. – Virou-se.
- Ei, Laís.
A garota olhou novamente para os amigos.
- Boa sorte.
Em Carrey, Matt, Mario e Yuuk derrotavam pessoas mascaradas uma por uma, mas nenhuma delas era o verdadeiro Masked Hatter. Com o passar do tempo e muitos assassinatos silenciosos acontecendo, o assistente resolveu começar o assunto:
- E no fim Nan sequer foi necessário naquele lugar, não é?
- Na verdade não. Eu calculei bem cada parte do que vai acontecer hoje. Não posso deixar que Laís morra.
- Ah, eu imaginei. Mas só a Clare por lá irá dar conta, não é?
- Acredito que ela não chegue a tempo.
- E a propósito, que desconfiança nessa sua futura aluna, hein?
- Não é desconfiança. Eu preciso mesmo que ela conheça Nan, mas... Eu calculei bem, e caso Laís não use sua espada...
Laís e Ramiro estavam um de frente para o outro, a jovem séria e o outro sorridente. O juiz anunciou a luta e a usuária fez duas esferas de ar na sua mão, por outro lado o usuário de fogo não pareceu muito preparado.
- Então existem noventa e nove por cento de chances de que ela morra nessa luta. – Matt continuou.
Com a derrota de Laís quase declarada antes da luta começar, quais segredos aguardam a batalha mais esperada do torneio? Clare chegará à tempo de interromper o torneio? Nan irá interromper a luta? E por último, a usuária de ar terá proveito de um por cento? Conclusões nos próximos capítulos!
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 30 e 31.
Capítulo 32: Lutando à sério!
Como um feixe de luz, as chances de Laís parecem aumentar.
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Eu gostaria de dizer que aquilo não havia acontecido, mas havia. Kioshi estava morto. O torneio tinha que seguir, e assim foi. Mas antes alguém precisava receber uma notícia.
- Eu não sei Júlia... Isso é tão injusto!
- Eu te entendo. Você tem toda razão.
- Como... Você sabe, como alguém faz isso com a própria irmã?
Júlia iria argumentar quando um estrondo gigantesco pairou o lugar. Ambas se lembraram da luta que estava acontecendo e precisavam correr o mais rápido possível. Longe da forma em que estavam para conseguirem escutar esse barulho algo realmente havia acontecido.
- Vamos.
Andaram o mais rápido possível na direção da arena, mas repetindo, estavam longe demais. Quando chegaram viram Roney, Renato e Taco. Pararam por um tempo, tentaram raciocinar. A usuária de água levou as mãos à boca enquanto a de ar caiu de joelhos.
- Não... Isso não...
- Ele se recusou a desistir. Até o último minuto. – Renato manteve o sério semblante.
Sejamos sinceros, os presentes mal conheciam Kioshi, todavia era um colega e essa amizade parecia ser levada para fora do torneio. Não só isso, como sabiam que o orgulho do jovem com certeza havia sido quebrado o orgulho do rapaz ao ser derrotado por aquele monstro, e o orgulho de uma boa pessoa não deve ser quebrado.
Laís cerrou os punhos. Viu que seu problema era relativamente pequeno ao que realmente estava acontecendo, e se culpou ainda mais por não estar presente durante a luta devido às próprias adversidades. Diferente de Júlia não deixou nenhuma lágrima derramar, pois achava aquilo sinônimo de maturidade e que nada iria melhorar com aquilo.
Se levantou.
- Renato, Taco... Prestem bem atenção.
Os citados moveram os olhares à amiga.
- Aproveitem bem essa luta de vocês. Nem fiquem animados por lutarem contra Ramiro, porque a última a lutar com ele serei eu.
Renato deu um sorriso, enquanto seus olhos eram tampados pela franja. A confiança da amiga o encorajara.
- Ei, ei. Não se esqueça da final. Vou te enfrentar por lá e vamos decidir quem é mais forte.
A usuária de ar fez que sim com a cabeça, a franja também cobrindo os olhos.
- Sua espada. – O usuário de fogo entregou a lâmina negra em mãos. – Deixou-a aqui quando foi embora.
Laís a colocou de volta num banco ao lado do amigo.
- Não a quero. Um presente de alguém que eu realmente desgosto... Além do que, se não conseguir vencer Ramiro com as minhas próprias forças significa que eu sou mais fraca do que ele. E eu nem quero deixar isso passar pela minha cabeça.
- Laís. – Chamou Júlia. – Tem certeza? Contra aquele monstro qualquer ajuda é necessária.
Calligher fechou os olhos por alguns segundos. Quando voltaram a se abrir estavam determinados como nunca.
- Júlia... – Suspirou. – Após tudo isso, não faz meu estilo dizer que “era para acontecer”... Mas a dor que eu tive que sentir me ensinou uma coisa. Eu tenho pelo o que lutar. Para que coisas como essas não voltem a acontecer... Vou lutar pra defender meus amigos. Até o dia em que eu morrer.
- Falou bonito. – Taco forçou um sorriso.
- Só não ficarei para trás. – Renato riu de boca fechada.
Aquele momento bonitinho de toda obra fora interrompido quando de repente todos os telões anunciaram uma explosão e a voz do narrador soou com pavor. Talvez estivesse alto demais, algumas pessoas até tamparam os ouvidos. A voz do narrador anunciou:
- Atenção, senhoras e senhores! Neste momento a cidade de Carrey está sofrendo uma espécie de ataque terrorista! O famoso Masked Hatter está presente e parece o resultado de todo a confusão! Centenas de pessoas já foram mortas, ele diz que quer falar com o rei!
De onde estava Matt se levantou. Foi seguido por Hatsu e Azami (aqueles que haviam argumentado sobre a primeira missão dos usuários), Mario, Gohu e mais três pessoas, todas de terno: Uma mulher de cabeço liso negro e preso num coque. Tinha óculos atrás dos olhos verdes e, erhm... Belas curvas. O outro era um homem negro com um bigode loiro, devia medir 1,91 e era muito musculoso.
Por último, aquele que mais assustou: um jovem de quatorze anos e 1,65 de altura. Parecia meio perdido, ou era só o efeito daquele cabelo rebelde negro com diversas mechas vinho que ia até um pouco abaixo do ombro. O misterioso olho também era vinho. Bom, em geral, só parecia uma criança revoltada com a vida.
Não aparentava alguém da elite do ar ou quem sabe mais.
- Nossa Matt, parece que não pode mais ficar. – Disse o rei da areia. Um homem moreno com um cabelo curto e muito ondulado, até onde parecia. Os olhos cor de mel enormes assustavam.
- Pois é, foi mal ai. A gente se vê um dia desses.
O rei da areia rangeu os dentes pela forma com que Matt falara.
- Matt. – Chamou o adolescente. – Matt. Matt. Matt. Matt. Matt.
- Oi. – O rei pareceu mais irritado que nunca. – O que foi Nan?
- Depois de batermos no cara da mascara podemos ir à um parque de diversões?
- Parque de diversões? Após parar um ataque terrorista? É estranho! E espera você não é meio velho pra isso?
- Parque de diversões!
- Velho! – Matt pareceu tão maduro quanto o garoto.
O garoto pareceu rosnar.
- Certo, certo. E, aliás, Nan, você não vai com a gente hoje.
- Não é justo! Mas por quê?- O garoto um biquinho enquanto sorria de lado e apontava para o homem que o batera. – Deixa o Yuuk aqui, ele é velho.
“Yuuk” fingiu não ouvir.
- Não, não. Não é por idade. É que... – Cochichou no ouvido do garoto. – Você quer ir à um parque de diversões, não é mesmo?
- SIM!
- O que acha de... Esperar, assim, bem próximo da área de espera dos lutadores... E quando acontecer alguma coisa ruim você interfere e ajuda uma amiga minha?
- Ei Matt... Eu odeio quando você fala em enigmas – Fez bico de novo – Eu nunca sei quando é a hora de agir...
- Parque de diversões
- Fechado! – Apertou a mão do rei e mais uma vez fez bico. – Foi bom fazer negócio com você.
- Mas vai lá garoto!
- Ok! – Virou de costa, mas girou um pouco a cabeça, cerrando os olhos. – Me dê uma dica.
- Hummm... Não deixe ninguém morrer.
- Isso serve! – Saiu correndo.
Os outros andaram em direção à saída do estádio.
- Por que mandou o garoto ficar? – Perguntou Hatsu.
- Se encaixa perfeitamente nos meus planos. Eu quero que ele conheça uma pessoa, não quero que essa pessoa morra... Todavia está tudo tranquilo agora.
- Erhm... Rei... – A mulher de terno começou. – Carrey é a cidade para onde foi aquele participante, não é?
- Exatamente. E como eles não ligaram até agora... Acredito que estejam mortos.
A mulher se espantou. Pessoas que ainda estavam no torneio Heikin Heishi não poderiam se locomover a essa velocidade, era impossível que fosse o tal Ramiro. Enquanto andavam rapidamente, Mario se manteve sério e frio como gelo. Não parecia que ele era o responsável por Ramiro ainda estar solto e Kioshi morto.
Ao chegar à porta do estádio todos seguiram andando, exceto Mario e Gohu.
- Pode voltar Gohu. Você nem é da elite... Não está pronto para esse tipo de missão. Volte.
- C-Certo.
Quando eles desapareceram de vista, Gohu se perguntou algo intrigante.
- Depois de andar tanto... Por que não disseram que eu estava liberado enquanto estávamos dentro do
estádio?! Tá, tá... De qualquer forma... Acho que irei ver a Laís... É, acho que sim.
Dentro do estádio a luta de Taco e Renato tinha acabado de começar. O usuário de fogo fez duas esferas de chamas em suas mãos e se posicionou de forma estranha. A perna esquerda na frente, a direita atrás.
Taco avançou com as duas lanças de gelo e desviou de duas esferas de fogo, tendo a segunda não exigido esforço algum para ser esquivada. Renato deu alguns passos para trás enquanto o adversário avançava, mas nenhuma de suas esferas fora efetiva.
Quando John se aproximou demais e o usuário de fogo já não tinha mais escolhas, o mesmo projetou um escudo redondo feito de chama, derretendo assim a ponta da lança do usuário de água, que reagiu com a ama da esquerda, também derretida por outro escudo idêntico.
Ambos permaneceram quietos enquanto o som da flama queimando ecoava pelo lugar. Os escudos desapareceram e ao mesmo tempo Taco formou novamente a ponta das lanças feitas de gelo, mas havia algo estranho. As defesas do usuário de fogo não haviam sido destruídas... Estava mais para “evaporadas”.
Quando o usuário de água percebeu tentou olhar para cima, o que foi de fato um erro grave. Nesse meio tempo fora surpreendido por um soco no rosto; Renato de fato não estava brincando. Por sorte o usuário de água havia refeito as pontas das lanças e as fincou no chão enquanto caia. Segurando em ambas, girou todo seu corpo em 360 graus resultando em um chute na cabeça do adversário e uma breve visão do que havia em cima da luta: uma grande esfera de fogo.
- Agora eu entendi. – Disse John. – Suas esferas não estavam me acertando porque é assim que você queria. Essa gigantesca bola de fogo aqui em cima é a junção dos golpes que deveriam ser falhados.
- Exato. – Renato sentou-se no chão e sorriu. –Você é esperto, né.
- [...] Os usuários de água são geralmente divididos em dois grupos: aqueles que usam mais a água em estado líquido e os que usam em sólido. O primeiro grupo costuma quase nunca conseguir usar, mesmo que um pouco o gelo, sendo que o segundo consegue obviamente usa o básico da água líquida, caso contrário nem teriam conseguido ser tornar usuários. [...] Normalmente se eu jogasse uma quantidade superior de água eu poderei apagar seu fogo, mas se por acaso você se opusesse a mim e vencesse, o meu golpe seria evaporado. Todavia eu também posso usar gelo, embora nesse caso seja preferível o líquido.
- Faz todo o sentido, mas onde vai arrumar toda essa quantidade de água? É uma gigantesca esfera.
- Como você com certeza sabe, os usuários de fogo são teoricamente os únicos capazes de criar seus elementos do nada. Terra, areia, água e mesmo ar teriam que retirar de algum lugar que tivesse aquilo que procuram. Confere?
- Confere.
- Mas como a Júlia, existem usuários de água que conseguem retirar a água do próprio ar, deixando assim a água quase tão fácil de se usar quanto o fogo. Além disso, existem usuários especializados no gelo como eu que conseguem retirar a água e formar gelo, o que levaria muito tempo, exceto com treinamento.
- Você não esteve preguiçoso durante esse tempo, haha.
- Ah, é ai onde eu queria chegar. Durante o tempo em que treinei desde a derrota de Yoshihiro, meu mestre disse que eu era o usuário de água com o maior talento que ele conheceu. – Enquanto as palavras não faziam o mínimo sentido para Renato, ambos foram emergidos em fumaça, tendo o usuário de fogo perdido o oponente de vista – Eu posso não ser um herdeiro como você e a Laís, mas tenho técnicas legais também.
Renato tinha que quase o corpo inteiro estava coberto pela fria fumaça quando percebeu a realidade: aquilo em que estava emerso era água em estado gasoso, ou seja, estava ferrado.
- Um terceiro grupo! – Gritou Renato. – Eu ouvi falar em um terceiro grupo de usuários de água... Aqueles que conseguem dominar também o estado gasoso! Isso é incrível, mas mesmo assim Taco, não acredito que seja uma arma muito ofensiva!
- De fato. – Ouviu a voz, mas não conseguiu saber de onde vinha. – Em geral, empregar o estado gasoso não melhoraria tanta coisa assim, mas existem dois fatores importes e você irá senti-los na pele. Combinado?
- Bom... A culpa é minha por ser um pouco ignorante, né?
- Primeiro...
O usuário de fogo viu brevemente uma silhueta em sua frente, mas não foi tão rápido: Foi acertado fortemente por uma espécie de bastão. Parecia ser a lâmina do adversário, mas o mesmo deveria ter retirado a lamina para não causar ferimentos letais. Eram amigos, apesar de tudo.
- O gás me proporciona capacidade de me camuflar por ele e te atacar sem que você veja. – Continuou John.
- Isso é interessante, mas não significa que você também está imune? – Correu para frente sem a mínima noção do que estava fazendo, somente jogando na sorte.
- Errado. – Acertou Renato na nuca com o bastão gelado.
O usuário de fogo caiu e demorou para se levantar, ao mesmo tempo em que Taco começou:
- Você está dentro de um campo de fumaça que eu mesmo fiz. Eu sinto o gás, sei de tudo que se passa aqui dentro. Se você der um passo, eu saberei. É assim que funciona.
- Ei, você está apelando.
- Segundo e último. Esse é o que sem dúvidas o fará perder.
Na área de espera, Júlia e Laís assistiam apreensivas a luta.
Surgiu um garoto de cabelo liso até o ombro. Eu diria que era bastante feminino, pois era escorrido sem estar repicado, o que não era a moda do momento. Sobrancelhas grossas e negras assim como o cabelo. A pele era pálida, o que fazia um belo contraste.
- Ei, esse Renato é amigo de vocês?
- É-É – Respondeu Júlia – Ele e Taco.
- Quem?
- D-Digo... John.
- Ah, entendo. Isso é bom, pelo menos sabem que ele não morrerá.
Ambas olharam friamente para o recém-chegado.
- Ah, desculpe-me. Meu nome é Kenichi, muito prazer.
- Oi. – Disseram em uníssono, muito friamente.
- Ei, você! – Apontou para Roney. – Você já foi eliminado, não deveria ir embora?
- Fazer o que né? – O usuário de areia não soube o que fazer, portanto deu umas risadas.
- Aaaaaaaaaah – Júlia parecia tensa – Por que eles se trancaram numa cúpula de fumaça? Eu quero saber o que está acontecendo lá dentro!
- Eu não diria que é uma cúpula. Ei Júlia... Isso é gás, não é? Um campo de gás que o Taco criou.
- O Taco já sabe fazer gás? Ah meu deus, fui ultrapassada de novo!
- Ei, ei. Parece que o campo se desfez.
Na luta, toda a fumaça era empurrada para longe de Taco em todas as direções. Em questão de segundos todo o gás que estava sendo empurrado se transformou em gelo, não só formando um campo disso como congelando Renato até o pescoço.
- Eu posso transformar qualquer estado em qualquer estado. Assim posso congelar qualquer coisa que esteja envolvida em água ou gás. É a arma perfeita.
Renato forçava para sair de onde estava, mas parecia impossível. O jogo estava perdido.
- Bom, por favor desista. Não há mais jeitos de você me vencer, considerando que eu congelei aquela sua esfera de fogo que estava no ar. Eu não diria que é uma esfera, já que ela se estilhaçou em muitos pedaços quando caiu no chão.
- Ah, entendi porque não pude usar.
John se aproximou com as duas lanças e sorriu. Um sorriso verdadeiro.
- Foi uma boa luta. Mas está na hora, Renato. Parece que eu fui o melhor candidato à ir para a final.
- Erhm... – Começou o narrador. – Devido às condições do lutador Renato, iniciaremos a contagem.
- Não. – Renato sorriu de cabeça baixa. – Eu prometi que não iria usar esse poder, mas observe cara... É o que eu vou usar contra a Laís na final!
Das costas do usuário surgiram duas asas de anjo, porém feitas de fogo. A partir dessas o gelo que envolvia Durward derreteu e de seus pés tudo aquilo que estava congelado foi incendiado. O usuário de água olhou em volta, estava realmente encurralado.
Como última alternativa, Taco tentou mais uma vez criar gás, mas foi envolvido por uma espécie de tufão de chama muito próximo ao seu corpo que levou todo o gás. O usuário de fogo fez seu elemento em mãos e apontou para o oponente:
- Por favor, desista.
John se acalmou.
- É, parece que eu perdi. Eu desisto. – Sorriu.
- E A VITÓRIA É DE RENATO!
O público aplaudiu de pé a luta dos dois, enquanto Renato desfez sua asa.
- Estou impressionado, Taco. Controlar o gás... Você é realmente talentoso.
- Obrigado!
Enquanto isso, o rei e aqueles que o acompanhavam acabavam de pousar em Carrey. Assim que as hélices pararam o telefone de Mario tocou, quando o mesmo atendeu foi obrigado a passar para Matt.
- Matt falando. [...] Certo, certo. Faremos isso. – Desligou. – Era um dos nossos homens daqui de Carrey. Eles identificaram três corpos próximos a um furgão destruído, tendo esse furgão a marca do reino do ar.
- Você acha que... – Mario não precisou de se esforçar para ser falso.
- Eu tenho certeza, afinal eles pararam de fazer contato faz um tempo. Clare, volte ao torneio. Ramiro será preso.
- Sim senhor. – A mulher entrou no helicóptero e após um tempo voou em direção ao torneio.
Enquanto isso, Adgons – que apareceu misteriosamente – nocauteou Kenichi em poucos minutos. Voltou à área de espera e pareceu não querer conversa. A razão de continuar no torneio era óbvia para os usuários: Vingança. Se Laís ganhasse a próxima luta, ele provavelmente desistiria.
O tempo passou e com ele o intervalo para as semifinais. Laís, Ramiro, Renato e Adgons eram os semifinalistas e a primeira luta foi a mais esperada para Gohu – já presente –, Júlia, Taco e Renato.
Laís se levantou determinada.
- Ei. – Chamou o amigo usuário de fogo. – Tem certeza de que não quer usar a espada?
- Absoluta. Não faz meu estilo.
- Eu posso fazer uma de gelo, se quiser. – John sorriu e Laís também.
- Não, obrigada. Eu vou sem armas desta vez. – Virou-se.
- Ei, Laís.
A garota olhou novamente para os amigos.
- Boa sorte.
Em Carrey, Matt, Mario e Yuuk derrotavam pessoas mascaradas uma por uma, mas nenhuma delas era o verdadeiro Masked Hatter. Com o passar do tempo e muitos assassinatos silenciosos acontecendo, o assistente resolveu começar o assunto:
- E no fim Nan sequer foi necessário naquele lugar, não é?
- Na verdade não. Eu calculei bem cada parte do que vai acontecer hoje. Não posso deixar que Laís morra.
- Ah, eu imaginei. Mas só a Clare por lá irá dar conta, não é?
- Acredito que ela não chegue a tempo.
- E a propósito, que desconfiança nessa sua futura aluna, hein?
- Não é desconfiança. Eu preciso mesmo que ela conheça Nan, mas... Eu calculei bem, e caso Laís não use sua espada...
Laís e Ramiro estavam um de frente para o outro, a jovem séria e o outro sorridente. O juiz anunciou a luta e a usuária fez duas esferas de ar na sua mão, por outro lado o usuário de fogo não pareceu muito preparado.
- Então existem noventa e nove por cento de chances de que ela morra nessa luta. – Matt continuou.
Com a derrota de Laís quase declarada antes da luta começar, quais segredos aguardam a batalha mais esperada do torneio? Clare chegará à tempo de interromper o torneio? Nan irá interromper a luta? E por último, a usuária de ar terá proveito de um por cento? Conclusões nos próximos capítulos!
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 30 e 31.
Capítulo 32: Lutando à sério!
Como um feixe de luz, as chances de Laís parecem aumentar.
Guerra dos Elementos Capítulo 28 e 29
Saturday, February 23, 2013 11:58:23 PM
Capítulo 28 e 29: Não Morra! (Parte 1 e 2)
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
- M-Meu irmão... Bem... Eu tenho um irmão?
- Pois é.
- Mas... Mas eu vivi tantos anos da minha vida sozinha... – Levantou-se do banco em que estava sentada – Ele não podia nem ter ido me visitar? Você não sabe o que eu passei! Isso é infantilidade da parte dele... Sentir dor? Desde quando alguém deseja isso para alguém que... Espera, “ama”?
- Ele te amava, Laís.
- Você não podia ter me contado? Gohu, eu procurei por anos algo sobre minha família, e você estava bem ao meu lado, podendo me dar detalhe por detalhe desde que eu era uma pré-adolescente!
- Você era muito nova para entender, e...
- Sério... Chega, então. Se meu ‘irmãozinho’ não entende a diferença entre a mentira e a vida real... Talvez eu nem deva conhecê-lo. – Saiu do lugar, com raiva.
- Eu preciso voltar pra perto do rei. – Disse Gohu.
- Meu deus, você é um merda.
- NÃO USE A SITUAÇÃO PRA ME XINGAR! QUE DROGA, RENATO!
Renato deu umas risadas, enquanto Júlia fez o que qualquer amiga deveria fazer.
- Eu vou atrás da Laís. Ela precisa conversar com alguém. – E foi na mesma direção.
- Eu estou indo, também. – Desapontado consigo mesmo, Gohu foi dando as costas.
- Ei. Relaxe. Laís não está errada, mas ela faria o mesmo que você. Era um grande amigo, não?
- O maior de todos.
Renato sorriu, enquanto Gohu acenou para todos no lugar. Nem viram o tempo passar e já haviam limpado a arena. A luta de Kioshi e Ramiro havia sido anunciada, e nenhum deles parecia abatido. Aquele que ainda não tinha matado ninguém sorriu para os amigos.
- Ei, Kioshi. – Adgons mantinha-se frio quando o amigo se virou. – Vê se não morre.
- Haha, pode deixar.
Já na arena, a luta começou.
O usuário de ar preparou uma grande camada de ar nas mãos, enquanto Ramiro fizera seu fogo em volta do corpo. O outro parou e analisou, tentando entender o significado daquela chama em volta do indivíduo.
Bom, se fosse algo muito usado até então se mostrando de grande importância, os usuários poderiam ter-lhe contado sobre Clark.
- Prepare-se. – Disse o usuário de ar.
Rapidamente ambos apareceram no centro da arena trocando golpes, ninguém melhor que ninguém. Um chute na nuca levou o usuário de fogo, que revidou com um soco na boca do estômago. Kioshi acertou uma joelhada na barriga do adversário, que rebateu uma canelada no rosto.
Preparou uma bola de fogo na mão, mas uma de ar a desfez. O usuário de ar estendeu as duas mãos fechadas, e como socos duas grandes pressões de vento empurraram um lutador para trás, e outro para frente.
Ramiro rolou no chão, mas recuperou a postura rapidamente. Isso é, o suficiente para desviar do veloz soco que seu oponente tentara. Tentou observar com exatidão o caminho percorrido pelo inimigo e o que o fizera conseguir desviar. Sem dúvida alguma era um golpe que poderia ser melhor aproveitado.
É rápido!, pensaram ambos.
Mais rápido ainda foi quando o usuário de fogo preparou uma chama em cada uma das mãos e as usara como impulso para voar. Foi até o outro lado da arena, o lugar de onde Kioshi tinha vindo voando, este ainda estava na metade do campo.
Tocou os pés no chão e pronunciou algo nada agradável.
- User's Accel!
Ligeiramente foi até o usuário de ar e repetiu o movimento. Um soco – desta vez flamejante- no rosto, mas como esperado Kioshi foi esperto e desviou. Nem tão esperto, afinal. Pois esquivara da mesma forma que o oponente.
Enquanto tentava se safar por baixo, deixou-se ser acertado por um chamejante chute no braço.
Quase por outro também, se não fosse usuário de ar e começasse a voar na hora H. Estava ofegante no ar, enquanto passava a mão no braço. Percebeu que sua manga estava bastante chamuscada e deu alguns tapinhas nela para evitar algo grande com o pouco fogo que sobrara.
- Você pegou leve, hein.
- Que nada. Por que acabar tão cedo com a diversão?
- Pff. – Respirou um pouco. – Mas agora entendi, Ramiro. Você é um copiador.
Um silêncio pairou o local.
- “Copiador”? – Um sorriso apareceu em seu rosto, em seguida se formando uma enorme e estúpida gargalhada. – Sai dessa, cara. Copiador? Melhor dizendo, eu sou um adaptador. Eu ensino as pessoas a não cometerem erros patéticos como esse e acabo crescendo também.
- Nossa, quando você fala nem parece um assassino. Mas é só às vezes, não fique triste.
- Assassino? Não, por favor, isso é crime! Soa muito mal quando fala.
- Soa muito mal matar pessoas.
- Eu faço o bem! Pessoas fracas têm mesmo é que morrer. O mundo é dos fortes! [...] Ei, Kioshi. Sabe que existe vida extraterrestre, não sabe?
- Mas é claro, a julgar pela quantidade de galáxias é quase impossível que só nós vivamos.
- Então! É isso! Quando tivermos contatos com eles, devemos ser mais fortes do que todos!
- [...]Sério...? Quer dizer... Só por isso?
- Não, não. – Sorriu, enquanto preparou as duas chamas surgiram em sua mão e ele rapidamente apareceu em
frente ao inimigo. – Danem-se os extraterrestres.
Kioshi voou rapidamente em outra direção, embora fosse seguido. Olhando para trás em algumas ocasiões pôde perceber um erro fatal: as mãos do oponente estavam ocupadas enquanto voava, logo teria dificuldades em desviar de ataques.
Ainda voando, com as mãos para trás, mandou várias rajadas de ar que foram desviadas sem muita dificuldade. A velocidade do usuário de fogo aumentou junto com as chamas em suas mãos, e logo ficara à frente do oponente na suposta corrida que travavam.
Os fogos que saiam das mãos do jovem para que pudesse voar aumentaram cada vez mais, até se dissiparem e formarem rajadas que foram na direção do opositor. Estava quase desviando, quando se lembrou que se tratava de um “adaptador”.
Criou uma barreira de ar que o protegeu das duas rajadas de chama e de mais duas que vinham em seguida, mas continuou voando enquanto se resguardava. O usuário de fogo por sinal gostara da rapidez em aprender da parte do adversário, mas virou o rosto quando teve que contornar a arena.
Aproveitou que estavam numa “curva”. Usou os ensinamentos de seu mestre sobre aproveitar o campo em que estiver e surgiu na frente do oponente. Tentou um soco, desviado. Um chute, desviado. Outro, passou longe. O usuário de fogo tentou revidar um chute, mas o de ar segurou sua mão. Kioshi abriu a boca e fez algo muito inesperado.
Gritou com todas as forças, ao mesmo tempo saindo de sua boca uma rajada de vento da largura de seus lábios Que desfizera as chamas nas mãos do oponente, que foi caindo da grande altura. Durante o caminho tentou diferentes vezes retomar o fogo, mas a ventania ocorrida na velocidade em que caia sempre o desfazia.
Centímetros antes de se chocar contra o chão foi atingido por um soco misto à uma camada de ar, e a julgar pela violência e pelo movimento do feitor havia sido formado num giro.
Eu não diria que foi salvo. Bom, mesmo que pudesse morrer com aquela distância, ele se machucou seriamente quando foi arremessado metros longe. Quando finalmente perdeu a velocidade rolou mais algumas
vezes e parou de bruços.
Kioshi apoiou as mãos nos joelhos e realmente quase caiu. Começou a bufar de cansaço até porque a sequencia de movimentos não era para qualquer um. Antes de se recuperar por completo seu oponente estava se levantando, o que não era boa notícia.
Ramiro bateu um pouco as roupas sujas e limpou seu rosto, agora sério.
- Talvez você não seja tão fraco assim.
- Quiçá.
- Pois bem. – Reparou que o oponente já havia se recuperado. – Acho que posso começar a usar mais força. – Seu corpo foi envolvido por fogo, que se dissipou numa pequena explosão e pôs fogo no chão. – Trinta e cinco por cento, eu acho.
- Um blefe. – Pensou Kioshi, realmente preocupado. – De fato não estava usando toda a sua força, mas...
Se ele estava usando menos de trinta e cinco por cento até pouco tempo atrás, bom, ele seria um monstro se fosse assim... Por outro lado, Ramiro não parece do tipo que blefa.
- User's Accel!
Num movimento rápido o usuário de fogo apareceu na frente do oponente, que lançou uma esfera de ar contra o chão e aproveitou o impulso para voar. No céu, foi seguido e desta vez o jovem parecia mais rápido.
Kioshi tentou desviar de diversas bolas de ar ao mesmo tempo em que pensava em como o inimigo, agora mais veloz, conseguia fazer isso. Numa vez em que fora quase atingido percebeu que as esferas eram lançadas pela boca.
Um problema para o usuário de ar, pois a fraqueza do contrário tinha sido superada em tão pouco tempo. Pensou em como vencê-lo, mas não havia nenhuma solução a ser tomada por meio de simples raciocínio no momento.
Canalizou sua força no braço esquerdo, de onde saíra uma rajada de ar com imensa potência e tamanho, ainda que tenha sido desviada. Bufou um pouco, estava longe de desistir. A luta mal tinha começado, afinal.
Um sorriso surgiu na boca do usuário de fogo, até porque quem não iria sorrir enquanto estivesse liderando completamente a luta? Kioshi pensou bem, sabia que era melhor do que o inimigo em combate aéreo e pior no chão. Com um tempo Ramiro também percebeu que acabaria por levar prejuízo.
Ou não.
Com enorme velocidade surgiu bem em frente ao oponente e começou uma sessão de bolas de fogo vindas da boca e dificilmente desviadas. O usuário de ar começou a acertar diversos chutes no pescoço do inimigo, que nem se mexeu. Num último golpe com mais força foi arremessado direto na área de água.
- Pff... – Kioshi sorriu um pouco. – Isso foi ótimo.
O usuário de fogo nadou até a borda e saiu desesperado em um só pulo, tossindo e cuspindo um pouco de água. Parou para olhar para o céu.
Ainda no ar Kioshi foi abrindo os braços. De cada mão ia surgindo uma esfera de vento, que por sinal rodava muito rápido. As esferas foram crescendo cada vez mais, enquanto Ramiro fazia a água em sua roupa e corpo evaporar.
- EI, RAMIRO! – Disse ao mesmo tempo em que a roupa do oponente se tornou seca. – TOOOOMA ISSOO! –
Juntou as duas mãos e consequentemente as duas esferas. – Ventania Incessante!
Não preciso nem dizer o que saiu das mãos do usuário de ar naquele momento. Uma rajada de vento tão forte e tão grande embora Ramiro não tivesse saído do lugar. À medida que o golpe se aproximava o jovem formou uma chama em cada mão.
Quando a imensa ventania – diria que em forma de raio – chegou, o usuário de fogo usou as duas chamas em suas mãos para criar uma barreira. Foi usando cada vez mais força, mas sua proteção era menor do que o ataque que estava levando. Finalmente cedeu quando o amparo se desfez.
O golpe fez um grande estrago, destruindo tudo à volta do usuário de fogo ao mesmo tempo em que era feito um estrondo enorme. Quando tudo acabou, já era possível ver um sorriso no rosto de Renato e daqueles que assistiam.
Kioshi relaxou os músculos e pousou no chão bem perto da área de terra. O estrago havia levantado bastante poeira, mas era impossível que o jovem tivesse sobrevivido a um golpe tão forte. Não precisava ser assim, foi o que o usuário de ar pensou.
Bom, agora que tudo havia acabado o torneio iria se tornar sadio uma vez mais. Renato se tornou tranquilo e se livrou de toda aquela tensão que o pressionava desde o primeiro embate contra Ramiro.
O lutador riu, mas não de uma forma ruim. Riu por estar tranquilo, por tudo aquilo ter terminado e ele ter sido vitorioso. Pois ninguém mais iria morrer naquela competição.
- Ei, ei, ei. Qual o sentido da graça?
O usuário de ar se tornou aterrorizado pela presença do inimigo, pois um ataque de tamanha magnitude não podia fazer menos do que lesionar seriamente, e nem assim Ramiro estava. Apenas havia sacado sua espada e a única parte intacta no chão era a que cabiam seus dois pés.
- C-Como? Você não podia estar... Tão, tão...
- Ileso? Não, por favor. Não me subestime.
- Olha o que meu golpe fez! Olhe à sua volta! Você recebeu o golpe então por quê...?
- Recebi o golpe? Acha mesmo?
- Mas eu o vi cedendo!
- Você não conseguiu acompanhar, provavelmente. Na última hora, eu...
Quando a imensa ventania – diria que em forma de raio – chegou, o usuário de fogo usou as duas chamas em suas mãos para criar uma barreira. Foi usando cada vez mais força, mas sua proteção era menor do que o ataque que estava levando. Desfez o amparo e numa fração de segundos puxou a espada da bainha que ficava nas costas.
Usando-a com exatidão, Ramiro conseguiu evitar que o golpe o atingisse parando a espada e transformando o golpe em dois quando se chocavam. Mesmo que perdesse um pouco da potência quando se encontrava com a arma, o ataque ainda arrasava o chão em volta do usuário de fogo.
Ramiro deu umas risadas debochadas, fingindo contê-las.
- Ah, cara! É tão cômico quando vocês acham que vencem! Essa cara de paisagem... Esses... – Uma gargalhada veio em seguida. – Você é tão patético, Kioshi!
O usuário de ar fechou a guarda.
- Você parece se achar bastante engraçado. Vou começar a usar meu poder todo, então. – Mentiu, pois sua força havia caído pela metade.
- Poder todo, é? Ok, ok. Isso me lembra algo que tinha de te dizer.
O jovem prestou um pouco a atenção, mas não abaixou a guarda.
- Eu estava errado. Pra te derrotar, preciso de... – Parou para pensar. – Quarenta. É, quarenta por cento dá conta de você.
O usuário de fogo então cometeu algo diferente do que fazia anteriormente. Ao invés de aparecer com toda sua velocidade na frente do oponente, para tentar dar-lhe medo simplesmente foi andando. O tempo em que gastaria seria o bastante para o usuário de ar pensar no que fazer.
- Droga. – Kioshi pensou. – Esse cara não está cansado, mas eu estou um caco.
Enquanto pensava, o oponente já havia guardado a espada. Andando com uma calmaria enorme, o jovem nem parecia estar preparado para lutar. Foi ai que por acaso Kioshi pensou em algo muito estúpido.
- Já sei! Ele com certeza está imaginando que eu vou esperar ele chegar aqui e fazer algum tipo de armadilha... Então irei surpreendê-lo!
Sumiu de onde estava e reapareceu quando foi acertado por um soco enquanto estava no ar. Antes de cair, o usuário de fogo ainda acertou uma joelhada na barriga com a naturalidade de quem está fazendo algo completamente normal.
O usuário de ar caiu no chão e cuspiu um pouco de sangue. Quando tentou levantar foi pisado bem nas costas, e não foi nenhum pé normal. Ramiro estava usando a habilidade de cercar seu corpo com fogo. O jovem gritou e voltou ao chão enquanto era massacrado.
- Todo o seu poder?! O que é isso? Nem um décimo de antes de me acertar aquele golpe. Ou tentar.
- Cala a sua boca. – Tossiu. - Você é patético.
- Ahahaha! – Mandou o pé para um lado e para o outro nas costas do oponente. – Já sei, você gastou uma parte colossal de sua energia naquele ataque de merda, é isso? Mas tão fraco?
- E-Eu já disse... Para calar sua boca...
- Ok, vamos ver se aprendeu.
Chutou a barriga do oponente e pegou sua blusa enquanto estava no ar. Olhou seu rosto com desprezo e o jogou para cima. Enquanto era arremessado o garoto sentiu algo diferente. Quando caiu, esse sentimento se tornou em uma das piores dores que já sentira. Foi olhando aos poucos para o braço e não teve uma bela visão.
O antebraço estava decepado completamente.
- Kioshi. – Disse em voz baixa Adgons enquanto contorcia as sobrancelhas.
- Droga! – Renato estava atento na luta, ainda que se perguntasse onde estava Laís.
O grito de Kioshi foi, além de alto, triste. Entre alguns gemidos lutava para que nenhuma lágrima saísse de seu olho, mas não era qualquer um que conseguia isso após ter o antebraço decepado. O usuário de fogo desta vez foi respeitoso, não teve nenhum sorriso no rosto. Sacou sua espada e a mesma começou a pegar fogo.
A voz do usuário de ar chegou a parecer a de uma criança enquanto gritava. Seu olho vermelho, assim como ele mesmo. Toda a força do mundo para não chorar.
Ramiro lançou a espada flamejante contra o chão, e à medida que o perfurara perdera o fogo e incendiara todo o chão à volta de Kioshi. O jovem mal podia se mexer e já seria atingido. O outro andou até o oponente.
- Poder total, né.
Não obteve resposta.
- Vamos acabar com isso logo, Kioshi. – Pegou na blusa do inimigo e o levantou.
- Desista. – Pediu Adgons, mesmo sabendo que não seria ouvido
Ramiro fez uma linha de fogo em volta de sua mão.
- Vamos, Kioshi.
Encostou a mão no coração do oponente.
- Desista logo. - Adgons pareceu sério.
- V-Vejo você... – Kioshi sorriu.
- Como é?
- Pode ter certeza que vou revidar essa surra quando te encontrar no inferno.
- Nos vemos lá então.
E com a mão envolvida a fogo Ramiro furou o coração do oponente, que morreu imediatamente. O usuário de fogo andou até sua espada e a recolheu, levando consigo toda a chama que esta misteriosamente trouxera. Deu alguns passos.
Os olhos de Adgons se arregalaram quase ao mesmo tempo em que o jovem sumira. Imediatamente Renato e Taco pronunciaram em uníssono:
- User's Accel.
Os três apareceram centímetros à frente de Ramiro. Adgons estava sendo segurado por John e Renato, que sabiam o que estavam fazendo. Se tentasse algo contra Ramiro, o jovem seria desclassificado e não poderia exercer uma vingança justa, ao menos era o que Kioshi deveria querer.
Durante aqueles minutos a frieza de Adgons desabou. Tornou-se alguém imperativo e manhoso.
- Ei, temos uma festa? – O assassino sorriu.
- V-Você... VOCÊ MATOU O KIOSHI! – Tremeu o usuário de terra. – EU VOU TE DEVOLVER ISSO!
- Eu quero só ver.
- Adgons, pare! – Alertou Renato. – Estará tudo acabado se encostar-se a ele... Não é assim que deve terminar! Encerre esse torneio com dignidade, pelo menos!
- Você tem mais o que se preocupar. – Taco olhou para ele e depois para Kioshi no chão.
Roney também tentou entrar, mas foi impedido pelos seguranças.
- Isso vale para você e para seus amigos. O próximo que passar deste portão será banido.
O usuário de terra parou de fazer força e foi consequentemente largado pelos colegas. Correu até o amigo falecido e se ajoelhou próximo a ele. Tocou o ferimento enquanto finalmente deixou uma lágrima escapar.
- Você... Devia ter desistido. – Abraçou-o e começou a soluçar.
Naquela ocasião, podemos dizer que todo o país se calou.
- Você disse que não morreria! – Agarrou-se á blusa de Kioshi – Eu disse que você não podia morrer! EU
NÃO TENHO MAIS NINGUÉM! – Parou de falar por um tempo, pois o choro não permitia que continuasse – Meu amigo...
Renato queria ir ajudá-lo, mas se sentiu travado. Não sabia o que fazer direito, não sabia se amparar o colega era certo. Decidiu fazer nada, porém seus olhos foram desviados para o outro usuário de fogo e sua gargalhada estúpida.
- É um ótimo show! Alguém ai tem um lenço? Eu juro que estou quase chorando!
- Volte! – Gritou Adgons. – Levanta daí! Você não pode estar morto! – Jogou a cabeça para cima, chorando feito uma criança ao ver que seu amigo não se levantaria.
- Renato. – Chamou Taco. – Nós devemos ir. Há um processo a ser feito quando alguém é morto. Adgons tem que dar informações para os médicos e policiais, encontrar os familiares... Nós devemos ir.
- Sim. – Deu de costas e se recolheu junto ao seu triste olhar.
Já estavam quase voltando quando Ramiro o chamou.
- Ei, Renato!
O usuário de fogo se virou.
- Laís é a próxima.
Renato não pôde nem desfazer seu semblante de decepção, mas deu um pequeno sorriso olhando para baixo.
- Não é como se você pudesse fazê-lo, né.
A luta intensa acabou com a morte de Kioshi. Adgons se encontra aos prantos aos pés de seu amigo que não mais voltará. Mas isso exige uma vingança, e tudo será cobrado em breve. Adeus Kioshi, usuário de ar de honra.
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 28 e 29.
Capítulo 30 e 31: Noventa e nove por cento
Taco e Renato lutam, mas algo parece incomodar Matt...
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
- M-Meu irmão... Bem... Eu tenho um irmão?
- Pois é.
- Mas... Mas eu vivi tantos anos da minha vida sozinha... – Levantou-se do banco em que estava sentada – Ele não podia nem ter ido me visitar? Você não sabe o que eu passei! Isso é infantilidade da parte dele... Sentir dor? Desde quando alguém deseja isso para alguém que... Espera, “ama”?
- Ele te amava, Laís.
- Você não podia ter me contado? Gohu, eu procurei por anos algo sobre minha família, e você estava bem ao meu lado, podendo me dar detalhe por detalhe desde que eu era uma pré-adolescente!
- Você era muito nova para entender, e...
- Sério... Chega, então. Se meu ‘irmãozinho’ não entende a diferença entre a mentira e a vida real... Talvez eu nem deva conhecê-lo. – Saiu do lugar, com raiva.
- Eu preciso voltar pra perto do rei. – Disse Gohu.
- Meu deus, você é um merda.
- NÃO USE A SITUAÇÃO PRA ME XINGAR! QUE DROGA, RENATO!
Renato deu umas risadas, enquanto Júlia fez o que qualquer amiga deveria fazer.
- Eu vou atrás da Laís. Ela precisa conversar com alguém. – E foi na mesma direção.
- Eu estou indo, também. – Desapontado consigo mesmo, Gohu foi dando as costas.
- Ei. Relaxe. Laís não está errada, mas ela faria o mesmo que você. Era um grande amigo, não?
- O maior de todos.
Renato sorriu, enquanto Gohu acenou para todos no lugar. Nem viram o tempo passar e já haviam limpado a arena. A luta de Kioshi e Ramiro havia sido anunciada, e nenhum deles parecia abatido. Aquele que ainda não tinha matado ninguém sorriu para os amigos.
- Ei, Kioshi. – Adgons mantinha-se frio quando o amigo se virou. – Vê se não morre.
- Haha, pode deixar.
Já na arena, a luta começou.
O usuário de ar preparou uma grande camada de ar nas mãos, enquanto Ramiro fizera seu fogo em volta do corpo. O outro parou e analisou, tentando entender o significado daquela chama em volta do indivíduo.
Bom, se fosse algo muito usado até então se mostrando de grande importância, os usuários poderiam ter-lhe contado sobre Clark.
- Prepare-se. – Disse o usuário de ar.
Rapidamente ambos apareceram no centro da arena trocando golpes, ninguém melhor que ninguém. Um chute na nuca levou o usuário de fogo, que revidou com um soco na boca do estômago. Kioshi acertou uma joelhada na barriga do adversário, que rebateu uma canelada no rosto.
Preparou uma bola de fogo na mão, mas uma de ar a desfez. O usuário de ar estendeu as duas mãos fechadas, e como socos duas grandes pressões de vento empurraram um lutador para trás, e outro para frente.
Ramiro rolou no chão, mas recuperou a postura rapidamente. Isso é, o suficiente para desviar do veloz soco que seu oponente tentara. Tentou observar com exatidão o caminho percorrido pelo inimigo e o que o fizera conseguir desviar. Sem dúvida alguma era um golpe que poderia ser melhor aproveitado.
É rápido!, pensaram ambos.
Mais rápido ainda foi quando o usuário de fogo preparou uma chama em cada uma das mãos e as usara como impulso para voar. Foi até o outro lado da arena, o lugar de onde Kioshi tinha vindo voando, este ainda estava na metade do campo.
Tocou os pés no chão e pronunciou algo nada agradável.
- User's Accel!
Ligeiramente foi até o usuário de ar e repetiu o movimento. Um soco – desta vez flamejante- no rosto, mas como esperado Kioshi foi esperto e desviou. Nem tão esperto, afinal. Pois esquivara da mesma forma que o oponente.
Enquanto tentava se safar por baixo, deixou-se ser acertado por um chamejante chute no braço.
Quase por outro também, se não fosse usuário de ar e começasse a voar na hora H. Estava ofegante no ar, enquanto passava a mão no braço. Percebeu que sua manga estava bastante chamuscada e deu alguns tapinhas nela para evitar algo grande com o pouco fogo que sobrara.
- Você pegou leve, hein.
- Que nada. Por que acabar tão cedo com a diversão?
- Pff. – Respirou um pouco. – Mas agora entendi, Ramiro. Você é um copiador.
Um silêncio pairou o local.
- “Copiador”? – Um sorriso apareceu em seu rosto, em seguida se formando uma enorme e estúpida gargalhada. – Sai dessa, cara. Copiador? Melhor dizendo, eu sou um adaptador. Eu ensino as pessoas a não cometerem erros patéticos como esse e acabo crescendo também.
- Nossa, quando você fala nem parece um assassino. Mas é só às vezes, não fique triste.
- Assassino? Não, por favor, isso é crime! Soa muito mal quando fala.
- Soa muito mal matar pessoas.
- Eu faço o bem! Pessoas fracas têm mesmo é que morrer. O mundo é dos fortes! [...] Ei, Kioshi. Sabe que existe vida extraterrestre, não sabe?
- Mas é claro, a julgar pela quantidade de galáxias é quase impossível que só nós vivamos.
- Então! É isso! Quando tivermos contatos com eles, devemos ser mais fortes do que todos!
- [...]Sério...? Quer dizer... Só por isso?
- Não, não. – Sorriu, enquanto preparou as duas chamas surgiram em sua mão e ele rapidamente apareceu em
frente ao inimigo. – Danem-se os extraterrestres.
Kioshi voou rapidamente em outra direção, embora fosse seguido. Olhando para trás em algumas ocasiões pôde perceber um erro fatal: as mãos do oponente estavam ocupadas enquanto voava, logo teria dificuldades em desviar de ataques.
Ainda voando, com as mãos para trás, mandou várias rajadas de ar que foram desviadas sem muita dificuldade. A velocidade do usuário de fogo aumentou junto com as chamas em suas mãos, e logo ficara à frente do oponente na suposta corrida que travavam.
Os fogos que saiam das mãos do jovem para que pudesse voar aumentaram cada vez mais, até se dissiparem e formarem rajadas que foram na direção do opositor. Estava quase desviando, quando se lembrou que se tratava de um “adaptador”.
Criou uma barreira de ar que o protegeu das duas rajadas de chama e de mais duas que vinham em seguida, mas continuou voando enquanto se resguardava. O usuário de fogo por sinal gostara da rapidez em aprender da parte do adversário, mas virou o rosto quando teve que contornar a arena.
Aproveitou que estavam numa “curva”. Usou os ensinamentos de seu mestre sobre aproveitar o campo em que estiver e surgiu na frente do oponente. Tentou um soco, desviado. Um chute, desviado. Outro, passou longe. O usuário de fogo tentou revidar um chute, mas o de ar segurou sua mão. Kioshi abriu a boca e fez algo muito inesperado.
Gritou com todas as forças, ao mesmo tempo saindo de sua boca uma rajada de vento da largura de seus lábios Que desfizera as chamas nas mãos do oponente, que foi caindo da grande altura. Durante o caminho tentou diferentes vezes retomar o fogo, mas a ventania ocorrida na velocidade em que caia sempre o desfazia.
Centímetros antes de se chocar contra o chão foi atingido por um soco misto à uma camada de ar, e a julgar pela violência e pelo movimento do feitor havia sido formado num giro.
Eu não diria que foi salvo. Bom, mesmo que pudesse morrer com aquela distância, ele se machucou seriamente quando foi arremessado metros longe. Quando finalmente perdeu a velocidade rolou mais algumas
vezes e parou de bruços.
Kioshi apoiou as mãos nos joelhos e realmente quase caiu. Começou a bufar de cansaço até porque a sequencia de movimentos não era para qualquer um. Antes de se recuperar por completo seu oponente estava se levantando, o que não era boa notícia.
Ramiro bateu um pouco as roupas sujas e limpou seu rosto, agora sério.
- Talvez você não seja tão fraco assim.
- Quiçá.
- Pois bem. – Reparou que o oponente já havia se recuperado. – Acho que posso começar a usar mais força. – Seu corpo foi envolvido por fogo, que se dissipou numa pequena explosão e pôs fogo no chão. – Trinta e cinco por cento, eu acho.
- Um blefe. – Pensou Kioshi, realmente preocupado. – De fato não estava usando toda a sua força, mas...
Se ele estava usando menos de trinta e cinco por cento até pouco tempo atrás, bom, ele seria um monstro se fosse assim... Por outro lado, Ramiro não parece do tipo que blefa.
- User's Accel!
Num movimento rápido o usuário de fogo apareceu na frente do oponente, que lançou uma esfera de ar contra o chão e aproveitou o impulso para voar. No céu, foi seguido e desta vez o jovem parecia mais rápido.
Kioshi tentou desviar de diversas bolas de ar ao mesmo tempo em que pensava em como o inimigo, agora mais veloz, conseguia fazer isso. Numa vez em que fora quase atingido percebeu que as esferas eram lançadas pela boca.
Um problema para o usuário de ar, pois a fraqueza do contrário tinha sido superada em tão pouco tempo. Pensou em como vencê-lo, mas não havia nenhuma solução a ser tomada por meio de simples raciocínio no momento.
Canalizou sua força no braço esquerdo, de onde saíra uma rajada de ar com imensa potência e tamanho, ainda que tenha sido desviada. Bufou um pouco, estava longe de desistir. A luta mal tinha começado, afinal.
Um sorriso surgiu na boca do usuário de fogo, até porque quem não iria sorrir enquanto estivesse liderando completamente a luta? Kioshi pensou bem, sabia que era melhor do que o inimigo em combate aéreo e pior no chão. Com um tempo Ramiro também percebeu que acabaria por levar prejuízo.
Ou não.
Com enorme velocidade surgiu bem em frente ao oponente e começou uma sessão de bolas de fogo vindas da boca e dificilmente desviadas. O usuário de ar começou a acertar diversos chutes no pescoço do inimigo, que nem se mexeu. Num último golpe com mais força foi arremessado direto na área de água.
- Pff... – Kioshi sorriu um pouco. – Isso foi ótimo.
O usuário de fogo nadou até a borda e saiu desesperado em um só pulo, tossindo e cuspindo um pouco de água. Parou para olhar para o céu.
Ainda no ar Kioshi foi abrindo os braços. De cada mão ia surgindo uma esfera de vento, que por sinal rodava muito rápido. As esferas foram crescendo cada vez mais, enquanto Ramiro fazia a água em sua roupa e corpo evaporar.
- EI, RAMIRO! – Disse ao mesmo tempo em que a roupa do oponente se tornou seca. – TOOOOMA ISSOO! –
Juntou as duas mãos e consequentemente as duas esferas. – Ventania Incessante!
Não preciso nem dizer o que saiu das mãos do usuário de ar naquele momento. Uma rajada de vento tão forte e tão grande embora Ramiro não tivesse saído do lugar. À medida que o golpe se aproximava o jovem formou uma chama em cada mão.
Quando a imensa ventania – diria que em forma de raio – chegou, o usuário de fogo usou as duas chamas em suas mãos para criar uma barreira. Foi usando cada vez mais força, mas sua proteção era menor do que o ataque que estava levando. Finalmente cedeu quando o amparo se desfez.
O golpe fez um grande estrago, destruindo tudo à volta do usuário de fogo ao mesmo tempo em que era feito um estrondo enorme. Quando tudo acabou, já era possível ver um sorriso no rosto de Renato e daqueles que assistiam.
Kioshi relaxou os músculos e pousou no chão bem perto da área de terra. O estrago havia levantado bastante poeira, mas era impossível que o jovem tivesse sobrevivido a um golpe tão forte. Não precisava ser assim, foi o que o usuário de ar pensou.
Bom, agora que tudo havia acabado o torneio iria se tornar sadio uma vez mais. Renato se tornou tranquilo e se livrou de toda aquela tensão que o pressionava desde o primeiro embate contra Ramiro.
O lutador riu, mas não de uma forma ruim. Riu por estar tranquilo, por tudo aquilo ter terminado e ele ter sido vitorioso. Pois ninguém mais iria morrer naquela competição.
- Ei, ei, ei. Qual o sentido da graça?
O usuário de ar se tornou aterrorizado pela presença do inimigo, pois um ataque de tamanha magnitude não podia fazer menos do que lesionar seriamente, e nem assim Ramiro estava. Apenas havia sacado sua espada e a única parte intacta no chão era a que cabiam seus dois pés.
- C-Como? Você não podia estar... Tão, tão...
- Ileso? Não, por favor. Não me subestime.
- Olha o que meu golpe fez! Olhe à sua volta! Você recebeu o golpe então por quê...?
- Recebi o golpe? Acha mesmo?
- Mas eu o vi cedendo!
- Você não conseguiu acompanhar, provavelmente. Na última hora, eu...
Quando a imensa ventania – diria que em forma de raio – chegou, o usuário de fogo usou as duas chamas em suas mãos para criar uma barreira. Foi usando cada vez mais força, mas sua proteção era menor do que o ataque que estava levando. Desfez o amparo e numa fração de segundos puxou a espada da bainha que ficava nas costas.
Usando-a com exatidão, Ramiro conseguiu evitar que o golpe o atingisse parando a espada e transformando o golpe em dois quando se chocavam. Mesmo que perdesse um pouco da potência quando se encontrava com a arma, o ataque ainda arrasava o chão em volta do usuário de fogo.
Ramiro deu umas risadas debochadas, fingindo contê-las.
- Ah, cara! É tão cômico quando vocês acham que vencem! Essa cara de paisagem... Esses... – Uma gargalhada veio em seguida. – Você é tão patético, Kioshi!
O usuário de ar fechou a guarda.
- Você parece se achar bastante engraçado. Vou começar a usar meu poder todo, então. – Mentiu, pois sua força havia caído pela metade.
- Poder todo, é? Ok, ok. Isso me lembra algo que tinha de te dizer.
O jovem prestou um pouco a atenção, mas não abaixou a guarda.
- Eu estava errado. Pra te derrotar, preciso de... – Parou para pensar. – Quarenta. É, quarenta por cento dá conta de você.
O usuário de fogo então cometeu algo diferente do que fazia anteriormente. Ao invés de aparecer com toda sua velocidade na frente do oponente, para tentar dar-lhe medo simplesmente foi andando. O tempo em que gastaria seria o bastante para o usuário de ar pensar no que fazer.
- Droga. – Kioshi pensou. – Esse cara não está cansado, mas eu estou um caco.
Enquanto pensava, o oponente já havia guardado a espada. Andando com uma calmaria enorme, o jovem nem parecia estar preparado para lutar. Foi ai que por acaso Kioshi pensou em algo muito estúpido.
- Já sei! Ele com certeza está imaginando que eu vou esperar ele chegar aqui e fazer algum tipo de armadilha... Então irei surpreendê-lo!
Sumiu de onde estava e reapareceu quando foi acertado por um soco enquanto estava no ar. Antes de cair, o usuário de fogo ainda acertou uma joelhada na barriga com a naturalidade de quem está fazendo algo completamente normal.
O usuário de ar caiu no chão e cuspiu um pouco de sangue. Quando tentou levantar foi pisado bem nas costas, e não foi nenhum pé normal. Ramiro estava usando a habilidade de cercar seu corpo com fogo. O jovem gritou e voltou ao chão enquanto era massacrado.
- Todo o seu poder?! O que é isso? Nem um décimo de antes de me acertar aquele golpe. Ou tentar.
- Cala a sua boca. – Tossiu. - Você é patético.
- Ahahaha! – Mandou o pé para um lado e para o outro nas costas do oponente. – Já sei, você gastou uma parte colossal de sua energia naquele ataque de merda, é isso? Mas tão fraco?
- E-Eu já disse... Para calar sua boca...
- Ok, vamos ver se aprendeu.
Chutou a barriga do oponente e pegou sua blusa enquanto estava no ar. Olhou seu rosto com desprezo e o jogou para cima. Enquanto era arremessado o garoto sentiu algo diferente. Quando caiu, esse sentimento se tornou em uma das piores dores que já sentira. Foi olhando aos poucos para o braço e não teve uma bela visão.
O antebraço estava decepado completamente.
- Kioshi. – Disse em voz baixa Adgons enquanto contorcia as sobrancelhas.
- Droga! – Renato estava atento na luta, ainda que se perguntasse onde estava Laís.
O grito de Kioshi foi, além de alto, triste. Entre alguns gemidos lutava para que nenhuma lágrima saísse de seu olho, mas não era qualquer um que conseguia isso após ter o antebraço decepado. O usuário de fogo desta vez foi respeitoso, não teve nenhum sorriso no rosto. Sacou sua espada e a mesma começou a pegar fogo.
A voz do usuário de ar chegou a parecer a de uma criança enquanto gritava. Seu olho vermelho, assim como ele mesmo. Toda a força do mundo para não chorar.
Ramiro lançou a espada flamejante contra o chão, e à medida que o perfurara perdera o fogo e incendiara todo o chão à volta de Kioshi. O jovem mal podia se mexer e já seria atingido. O outro andou até o oponente.
- Poder total, né.
Não obteve resposta.
- Vamos acabar com isso logo, Kioshi. – Pegou na blusa do inimigo e o levantou.
- Desista. – Pediu Adgons, mesmo sabendo que não seria ouvido
Ramiro fez uma linha de fogo em volta de sua mão.
- Vamos, Kioshi.
Encostou a mão no coração do oponente.
- Desista logo. - Adgons pareceu sério.
- V-Vejo você... – Kioshi sorriu.
- Como é?
- Pode ter certeza que vou revidar essa surra quando te encontrar no inferno.
- Nos vemos lá então.
E com a mão envolvida a fogo Ramiro furou o coração do oponente, que morreu imediatamente. O usuário de fogo andou até sua espada e a recolheu, levando consigo toda a chama que esta misteriosamente trouxera. Deu alguns passos.
Os olhos de Adgons se arregalaram quase ao mesmo tempo em que o jovem sumira. Imediatamente Renato e Taco pronunciaram em uníssono:
- User's Accel.
Os três apareceram centímetros à frente de Ramiro. Adgons estava sendo segurado por John e Renato, que sabiam o que estavam fazendo. Se tentasse algo contra Ramiro, o jovem seria desclassificado e não poderia exercer uma vingança justa, ao menos era o que Kioshi deveria querer.
Durante aqueles minutos a frieza de Adgons desabou. Tornou-se alguém imperativo e manhoso.
- Ei, temos uma festa? – O assassino sorriu.
- V-Você... VOCÊ MATOU O KIOSHI! – Tremeu o usuário de terra. – EU VOU TE DEVOLVER ISSO!
- Eu quero só ver.
- Adgons, pare! – Alertou Renato. – Estará tudo acabado se encostar-se a ele... Não é assim que deve terminar! Encerre esse torneio com dignidade, pelo menos!
- Você tem mais o que se preocupar. – Taco olhou para ele e depois para Kioshi no chão.
Roney também tentou entrar, mas foi impedido pelos seguranças.
- Isso vale para você e para seus amigos. O próximo que passar deste portão será banido.
O usuário de terra parou de fazer força e foi consequentemente largado pelos colegas. Correu até o amigo falecido e se ajoelhou próximo a ele. Tocou o ferimento enquanto finalmente deixou uma lágrima escapar.
- Você... Devia ter desistido. – Abraçou-o e começou a soluçar.
Naquela ocasião, podemos dizer que todo o país se calou.
- Você disse que não morreria! – Agarrou-se á blusa de Kioshi – Eu disse que você não podia morrer! EU
NÃO TENHO MAIS NINGUÉM! – Parou de falar por um tempo, pois o choro não permitia que continuasse – Meu amigo...
Renato queria ir ajudá-lo, mas se sentiu travado. Não sabia o que fazer direito, não sabia se amparar o colega era certo. Decidiu fazer nada, porém seus olhos foram desviados para o outro usuário de fogo e sua gargalhada estúpida.
- É um ótimo show! Alguém ai tem um lenço? Eu juro que estou quase chorando!
- Volte! – Gritou Adgons. – Levanta daí! Você não pode estar morto! – Jogou a cabeça para cima, chorando feito uma criança ao ver que seu amigo não se levantaria.
- Renato. – Chamou Taco. – Nós devemos ir. Há um processo a ser feito quando alguém é morto. Adgons tem que dar informações para os médicos e policiais, encontrar os familiares... Nós devemos ir.
- Sim. – Deu de costas e se recolheu junto ao seu triste olhar.
Já estavam quase voltando quando Ramiro o chamou.
- Ei, Renato!
O usuário de fogo se virou.
- Laís é a próxima.
Renato não pôde nem desfazer seu semblante de decepção, mas deu um pequeno sorriso olhando para baixo.
- Não é como se você pudesse fazê-lo, né.
A luta intensa acabou com a morte de Kioshi. Adgons se encontra aos prantos aos pés de seu amigo que não mais voltará. Mas isso exige uma vingança, e tudo será cobrado em breve. Adeus Kioshi, usuário de ar de honra.
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 28 e 29.
Capítulo 30 e 31: Noventa e nove por cento
Taco e Renato lutam, mas algo parece incomodar Matt...
Guerra dos Elementos Capítulo 27
Tuesday, January 22, 2013 9:37:38 PM
Capítulo 27: Herança (Parte 3).
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Triste era o dia em que ele tinha que se despedir. Aqueles colegas que realmente não o importava já tinham sido deixados para trás, mas seu melhor amigo e sua irmã eram até então as pessoas mais importantes de sua vida, e não poderia levá-los.
O jovem tinha aquele dia inteiro para pensar e só partiria à noite. Decidiu dedicá-lo ao seu bem mais precioso: sua irmã. Embora tão pequena fosse capaz de preencher todo o amor naquela alma que não seria nada sem esse sentimento.
Podia-se dizer que sua casa temporária era num bairro fantasma, já que ninguém mais morava lá e o resto dos prédios estava em ruínas. Pensando por um lado, era um ótimo lugar para se esconder, exatamente o que fazia.
Naquele fatídico dia o jovem se dedicou à sua irmã todo o tempo, fez todas as suas vontades e brincou do que ela quisesse. Tudo para que nenhuma lagrima fosse escorrida daqueles miúdos olhos azuis. Mas foram.
O estrondo de um círculo gigante sendo feito na parede a fez chorar e gritar de susto, enquanto o garoto a colocou no berço.
- Você. – Olhou para o garoto que fizera o buraco na parede.
- Stefan, meu amigo! Vim pra te matar!
- Ah, sim. – Stefan tirou o óculos, deixando seus olhos azuis anda mais realçados. - Kalel, eu devo te lembrar que você já tentou isso e não conseguiu?
- Você sabe o que está em jogo! Sabe o que meu mestre dará a quem conseguir te matar!
- E por esse prêmio você continua tentando me matar sem um pingo de estratégia? [...] Pois bem, vamos sair daqui e lutar num lugar melhor.
- Me obrigue.
- Ok. – Stefan ergueu a mão na direção do buraco feito na parede e consequentemente na do oponente e usando a pressão do ar o empurrou na direção de todos os outros prédios atrás e quebrou cada um deles até um ponto que não era possível enxergá-lo.
Kalel havia caído numa parte da cidade em que havia ainda mais prédios, porém com o comércio centralizado. Bateu um pouco a roupa e o cabelo olhando na direção em que fora empurrado. A propósito ele tinha o cabelo bem curto e escuro num tom de azul. Seus olhos eram acinzentados e ele era novo, incrivelmente novo. Tinha apenas 1,40 e ainda era baixo para sua idade: dez anos.
Stefan beijou a testa de sua irmã que ainda chorava e a colocou no berço.
- Desculpe... Eu já volto.
O usuário de ar apareceu a uns vinte metros do jovem oponente, que estava sorrindo.
- Já chegou? É rápido, bem rápido. O que eu poderia esperar do segundo homem mais veloz do mundo?
- Segundo, é?
- Masked Demon é o primeiro.
- Haha, é claro. Seu chefe, né? E qual a verdadeira identidade dele?
- Acha que eu diria?
Kalel foi empurrado por uma pressão de ar que o fizera ficar preso numa cratera na parede. Se não tivesse pulado e desviado no último momento teria sido atingido por um belo chute. Ainda no ar lançou duas esferas de fogo no oponente, que se protegeu com um campo de ar.
Stefan tentou um chute, mas o garoto se protegeu – muito mal protegido – com o braço, embora o impacto o fizesse sair do lugar. Outro chute o jogou longe, enquanto o mais velho preparou duas esferas de ar e as lançou no usuário de fogo.
A criança conseguiu se desviar dos dois enquanto era arremessada, conseguindo parar de pé e erguer as mãos.
- Múltiplos fragmentos do inferno!
De cada um dos dedos da mão direita saiu uma pequena rajada de fogo. O usuário de ar sacou uma espada negra de sua bainha e cortou cada um dos fragmentos deixando-os fracos e sem alvo. Sua espada tinha um C escrito bem onde ficava a lâmina.
- Ok, criança. Vamos acabar com isso.
Uma rajada de ar saiu do sabre sem que o usuário usasse força. Num piscar de olhos Stefan parou na frente do oponente e tentou cortá-lo, mas o mesmo desviou pulando para trás. Mais um monte de cortes foi desviado por sorte, exceto o último. Fora um corte raso na diagonal no tórax do garoto.
Kalel parou um pouco e observou o corte em seu peito. Antes de conseguir tocá-lo foi jogado longe por uma rajada de ar que nem soube de onde vinha e bateu com a cabeça na lateral de um prédio. Enxergava mal, pois estava tudo embaçado e não conseguia subir a cabeça para ver algo que não os pés do inimigo se aproximando.
Stefan pegou a cabeça do oponente e por ela o levantou para que ficassem do mesmo tamanho.
- Você luta bem para uma criança. Não se preocupe com o corte, foi raso.
- Seu merda... Para de enrolar com isso e me mata.
- Ta ai algo que eu nunca diria na sua idade. Fica tranquilo, não vou te matar. Não mato crianças.
- Será que da pra parar de falar da minha idade?
Stefan deixou o garoto cair e lhe acertou um soco no rosto. Quando chegou ao chão Kalel sentiu-se amarrado em todas as partes do corpo, mas não via corda alguma. Começou a tentar se mexer, sem sucesso.
- Não vou te matar, mas você ainda tem o que se ferrar. Está preso em cordas feitas de energia Elemental e eles não vão sair até eu me afastar de você, bem... O suficiente para ir embora dessa cidade. Você quer aquele prêmio, né? Então faz o seguinte: diga ao seu mestre que matou á mim e a minha irmã. Nunca mais vai nos ver. Isso é claro se a sua amiguinha deixar. Vê se ela te ajuda a ir embora.
- Vai se arrepender por me deixar vivo!
O usuário de ar saiu do lugar numa fração de segundos.
- “Amiguinha”?
Do teto do prédio em que estava encostado pulou uma menina. Devia ter uns nove anos, era loira e o cabelo preso com Maria-Chiquinha. Bem magra e com os olhos azuis, vestia uma roupa tão cheia de detalhes que não caberia nesse capítulo.
- Ah, Kat! Que bom que está aqui!
- É Kattelin pra você, novato. Tentou fazer merda de novo?
- Sabe o quanto eu quero aquele prêmio! Espera... AQUELE PRÊMIO! EU GANHEI! ELE DISSE QUE EU POSSO... EU GANHEI! AHAHAHAHAHAHAAH! EU SOU O VENCEDOR, O VENCEDOR! [...]Não vai contar nada, vai?
- Tsc. Ele disse que não ia aparecer mais, não tenho motivo para ferrar com o que você ganhou. E a propósito você já me salvou uma vez. Fica assim.
- Isso, isso! Agora me tira daqui Kat!
- Kattelin
- Me tira daqui Kattelin!
- Por favor.
- Por favor me tira daqui Kattelin!
- Não. – Ela saiu andando. – Você já ganhou o prêmio, se vira pra sair daí.
- O QUE?!
O dia passou rapidamente e já era hora de Stefan partir. Estava na fronteira da cidade abandonada com sua irmã no coloco e conversando com seu amigo. Vestia algo diferente, estava completamente coberto.
- Por favor, cuide bem dela Gohu.
- Sim, como se fosse minha filha.
- Não, não. – Sorriu. – Você sabe que não deve criá-la e sim deixá-la num orfanato. Eu conto com que você cumpra seu próprio sonho de ensinar as crianças a usarem elementos e assim ensiná-la quando ela tiver idade.
- É claro. Mas Stef, por que um orfanato?
- Ela tem que se tornar mais forte. Tendo do bom e do melhor não conhecerá a verdadeira dor.
- Você sempre foi duro demais. Mas, sério... Tem necessidade de partir?
- Eu já cumpri o que tinha que fazer. Não sou forte o suficiente para deter o Masked Demon e agora que Ian Carlotto está morto e eu e minha irmã seremos dados como mortos... Acho que só me resta treinar e mostrar que serei um mascarado melhor que o Masked Demon. [...] A propósito, entregue isso à ela – Ele deu uma espada.
- Parece a sua espada, só que não é preta.
- Exato. É minha herança. Por favor, não diga nada a ela. O verdadeiro poder desse sabre será revelado quando ela realmente precisar, então não atrasemos as coisas.
- Tsc. Ok, mas... Você nunca deu um nome à sua irmã.
- Ela sempre foi chamada de Quarta Calligher e coisas parecidas, mas eu e meus pais demos um nome a ela. Pode chamá-la de Laís.
Uma cena de treze anos atrás, na Segunda Guerra dos Elementos foi revelada junto com o irmão de Laís. Quem será Masked Demon? O que será Stefan que dizer com “Ian Carlotto está morto”? Pelo torneio, Laís liberou o poder real de sua espada, mas no que é baseada a sua vingança? Quem eram aqueles que os caçavam?
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 27.
Capítulo 28 e 29: Não Morra!
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Triste era o dia em que ele tinha que se despedir. Aqueles colegas que realmente não o importava já tinham sido deixados para trás, mas seu melhor amigo e sua irmã eram até então as pessoas mais importantes de sua vida, e não poderia levá-los.
O jovem tinha aquele dia inteiro para pensar e só partiria à noite. Decidiu dedicá-lo ao seu bem mais precioso: sua irmã. Embora tão pequena fosse capaz de preencher todo o amor naquela alma que não seria nada sem esse sentimento.
Podia-se dizer que sua casa temporária era num bairro fantasma, já que ninguém mais morava lá e o resto dos prédios estava em ruínas. Pensando por um lado, era um ótimo lugar para se esconder, exatamente o que fazia.
Naquele fatídico dia o jovem se dedicou à sua irmã todo o tempo, fez todas as suas vontades e brincou do que ela quisesse. Tudo para que nenhuma lagrima fosse escorrida daqueles miúdos olhos azuis. Mas foram.
O estrondo de um círculo gigante sendo feito na parede a fez chorar e gritar de susto, enquanto o garoto a colocou no berço.
- Você. – Olhou para o garoto que fizera o buraco na parede.
- Stefan, meu amigo! Vim pra te matar!
- Ah, sim. – Stefan tirou o óculos, deixando seus olhos azuis anda mais realçados. - Kalel, eu devo te lembrar que você já tentou isso e não conseguiu?
- Você sabe o que está em jogo! Sabe o que meu mestre dará a quem conseguir te matar!
- E por esse prêmio você continua tentando me matar sem um pingo de estratégia? [...] Pois bem, vamos sair daqui e lutar num lugar melhor.
- Me obrigue.
- Ok. – Stefan ergueu a mão na direção do buraco feito na parede e consequentemente na do oponente e usando a pressão do ar o empurrou na direção de todos os outros prédios atrás e quebrou cada um deles até um ponto que não era possível enxergá-lo.
Kalel havia caído numa parte da cidade em que havia ainda mais prédios, porém com o comércio centralizado. Bateu um pouco a roupa e o cabelo olhando na direção em que fora empurrado. A propósito ele tinha o cabelo bem curto e escuro num tom de azul. Seus olhos eram acinzentados e ele era novo, incrivelmente novo. Tinha apenas 1,40 e ainda era baixo para sua idade: dez anos.
Stefan beijou a testa de sua irmã que ainda chorava e a colocou no berço.
- Desculpe... Eu já volto.
O usuário de ar apareceu a uns vinte metros do jovem oponente, que estava sorrindo.
- Já chegou? É rápido, bem rápido. O que eu poderia esperar do segundo homem mais veloz do mundo?
- Segundo, é?
- Masked Demon é o primeiro.
- Haha, é claro. Seu chefe, né? E qual a verdadeira identidade dele?
- Acha que eu diria?
Kalel foi empurrado por uma pressão de ar que o fizera ficar preso numa cratera na parede. Se não tivesse pulado e desviado no último momento teria sido atingido por um belo chute. Ainda no ar lançou duas esferas de fogo no oponente, que se protegeu com um campo de ar.
Stefan tentou um chute, mas o garoto se protegeu – muito mal protegido – com o braço, embora o impacto o fizesse sair do lugar. Outro chute o jogou longe, enquanto o mais velho preparou duas esferas de ar e as lançou no usuário de fogo.
A criança conseguiu se desviar dos dois enquanto era arremessada, conseguindo parar de pé e erguer as mãos.
- Múltiplos fragmentos do inferno!
De cada um dos dedos da mão direita saiu uma pequena rajada de fogo. O usuário de ar sacou uma espada negra de sua bainha e cortou cada um dos fragmentos deixando-os fracos e sem alvo. Sua espada tinha um C escrito bem onde ficava a lâmina.
- Ok, criança. Vamos acabar com isso.
Uma rajada de ar saiu do sabre sem que o usuário usasse força. Num piscar de olhos Stefan parou na frente do oponente e tentou cortá-lo, mas o mesmo desviou pulando para trás. Mais um monte de cortes foi desviado por sorte, exceto o último. Fora um corte raso na diagonal no tórax do garoto.
Kalel parou um pouco e observou o corte em seu peito. Antes de conseguir tocá-lo foi jogado longe por uma rajada de ar que nem soube de onde vinha e bateu com a cabeça na lateral de um prédio. Enxergava mal, pois estava tudo embaçado e não conseguia subir a cabeça para ver algo que não os pés do inimigo se aproximando.
Stefan pegou a cabeça do oponente e por ela o levantou para que ficassem do mesmo tamanho.
- Você luta bem para uma criança. Não se preocupe com o corte, foi raso.
- Seu merda... Para de enrolar com isso e me mata.
- Ta ai algo que eu nunca diria na sua idade. Fica tranquilo, não vou te matar. Não mato crianças.
- Será que da pra parar de falar da minha idade?
Stefan deixou o garoto cair e lhe acertou um soco no rosto. Quando chegou ao chão Kalel sentiu-se amarrado em todas as partes do corpo, mas não via corda alguma. Começou a tentar se mexer, sem sucesso.
- Não vou te matar, mas você ainda tem o que se ferrar. Está preso em cordas feitas de energia Elemental e eles não vão sair até eu me afastar de você, bem... O suficiente para ir embora dessa cidade. Você quer aquele prêmio, né? Então faz o seguinte: diga ao seu mestre que matou á mim e a minha irmã. Nunca mais vai nos ver. Isso é claro se a sua amiguinha deixar. Vê se ela te ajuda a ir embora.
- Vai se arrepender por me deixar vivo!
O usuário de ar saiu do lugar numa fração de segundos.
- “Amiguinha”?
Do teto do prédio em que estava encostado pulou uma menina. Devia ter uns nove anos, era loira e o cabelo preso com Maria-Chiquinha. Bem magra e com os olhos azuis, vestia uma roupa tão cheia de detalhes que não caberia nesse capítulo.
- Ah, Kat! Que bom que está aqui!
- É Kattelin pra você, novato. Tentou fazer merda de novo?
- Sabe o quanto eu quero aquele prêmio! Espera... AQUELE PRÊMIO! EU GANHEI! ELE DISSE QUE EU POSSO... EU GANHEI! AHAHAHAHAHAHAAH! EU SOU O VENCEDOR, O VENCEDOR! [...]Não vai contar nada, vai?
- Tsc. Ele disse que não ia aparecer mais, não tenho motivo para ferrar com o que você ganhou. E a propósito você já me salvou uma vez. Fica assim.
- Isso, isso! Agora me tira daqui Kat!
- Kattelin
- Me tira daqui Kattelin!
- Por favor.
- Por favor me tira daqui Kattelin!
- Não. – Ela saiu andando. – Você já ganhou o prêmio, se vira pra sair daí.
- O QUE?!
O dia passou rapidamente e já era hora de Stefan partir. Estava na fronteira da cidade abandonada com sua irmã no coloco e conversando com seu amigo. Vestia algo diferente, estava completamente coberto.
- Por favor, cuide bem dela Gohu.
- Sim, como se fosse minha filha.
- Não, não. – Sorriu. – Você sabe que não deve criá-la e sim deixá-la num orfanato. Eu conto com que você cumpra seu próprio sonho de ensinar as crianças a usarem elementos e assim ensiná-la quando ela tiver idade.
- É claro. Mas Stef, por que um orfanato?
- Ela tem que se tornar mais forte. Tendo do bom e do melhor não conhecerá a verdadeira dor.
- Você sempre foi duro demais. Mas, sério... Tem necessidade de partir?
- Eu já cumpri o que tinha que fazer. Não sou forte o suficiente para deter o Masked Demon e agora que Ian Carlotto está morto e eu e minha irmã seremos dados como mortos... Acho que só me resta treinar e mostrar que serei um mascarado melhor que o Masked Demon. [...] A propósito, entregue isso à ela – Ele deu uma espada.
- Parece a sua espada, só que não é preta.
- Exato. É minha herança. Por favor, não diga nada a ela. O verdadeiro poder desse sabre será revelado quando ela realmente precisar, então não atrasemos as coisas.
- Tsc. Ok, mas... Você nunca deu um nome à sua irmã.
- Ela sempre foi chamada de Quarta Calligher e coisas parecidas, mas eu e meus pais demos um nome a ela. Pode chamá-la de Laís.
Uma cena de treze anos atrás, na Segunda Guerra dos Elementos foi revelada junto com o irmão de Laís. Quem será Masked Demon? O que será Stefan que dizer com “Ian Carlotto está morto”? Pelo torneio, Laís liberou o poder real de sua espada, mas no que é baseada a sua vingança? Quem eram aqueles que os caçavam?
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 27.
Capítulo 28 e 29: Não Morra!
Guerra dos Elementos Capítulo 26
Thursday, January 17, 2013 11:57:08 PM
Capítulo 26: Segue o Torneio.
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Anteriormente em Guerra dos Elementos Epi e dois soldados do reino do ar foram exterminados por Ramiro numa estrada, e com suas últimas forças um dos soldados tentou ligar em vão para Mario, que declarou não fazer nada a respeito. O torneio seguirá, mas o que acontecerá com Laís e os outros?
Taco chegou ao corredor com o braço enfaixado; antes de qualquer cumprimento tirou a faixa e ficou só com a tala. Não queriam, mas os quatro olharam para ele com pena, já seu olhar tinha um pouco de raiva.
- Desfaçam logo esses olhos. É só um pulso quebrado.
- Mas... – Laís se tornou cabisbaixa. – O que mais vai acontecer? Quantos mais ele vai machucar e matar?
- Vamos mudar isso. Já conseguimos salvar Epi. – Júlia tentou animar.
- Será mesmo?
Os momentos seguintes não foram nada animados, um silêncio triste passou pelo lugar. Voltaram para a sala de espera até o narrador fazer aquelas irritantes frases empolgadas enquanto incrivelmente o público ia a loucura.
A luta de Roney e Laís foi finalmente anunciada e ambos foram para a arena.
A usuária de ar foi lentamente puxando a espada de sua bainha, que agora ficava na cintura.
- Sabe, eu estava empolgada pra isso.
- Nem brinca. Vai ser um prazer lutar contigo.
- Podem começar!
Ouviu-se um som semelhante a um estouro e uma esfera de ar explodiu; já não era mais capaz ver Laís onde estava. Se Roney não fosse tão perceptivo teria sido atingido por um corte da oponente, que estava logo atrás.
Enquanto ainda estava no ar – do pulo que dera – transformou apenas por precaução suas costas em areia, mas incrivelmente a oponente tentou um corte nas costas antes de perceber o ato. Sorriu, estava com sorte. Por outro lado Laís estranhou o ato do adversário em usar a herança. Não sabia o que ele estava fazendo, mas não devia se importar no momento. Ela deveria testar seus poderes com o mais forte possívelm.
Tentou um chute giratório contra a usuária de ar, mas a mesma desviou facilmente. Mas uns três socos no rosto e desses ela não conseguira se esquivar. O jovem tentou uma rasteira, mas a oponente pulou e aproveitou o movimento para jogá-lo para longe com uma voadora de dois pés – Roney não era algum tipo de fenômeno para perceber o movimento inimigo com tanta velocidade e ainda por cima transformar alguma parte de seu corpo imediatamente.
Afastaram-se por um tempo, ambos um pouco ofegantes.
- E não é que você tem uma bela habilidade no mano a mano?
- Pelo amor de deus Laís, não me subestime.
- Vejamos.
Guardou a espada e voou rapidamente na direção do adversário. Quando já estava próxima mudou sua posição no último momento, estando de pé na frente do alvo com as duas mãos erguidas. Lançou rajadas de ar fortes o suficiente para jogar Roney longe.
A jovem não desistiu, acompanhando-o enquanto era levado. Durante o tempo em que se manteve ao lado do oponente sacou sua espada e tentou um corte, mas aquele braço se tornou areia imediatamente.
Roney caiu no chão e rolou enquanto Laís parou no ar e como sempre permitiu que seu oponente se levantasse. Tocou os pés ao chão enquanto escutou uma tosse.
- Asmático?
- Como? Sério, você está brincando comigo. – Já estava de pé. – Ok vejamos se isso será o suficiente.
De repente Roney foi ficando menor e mais magro em toda parte do corpo. A usuária de ar só foi perceber que as costas do oponente havia se tornado areia quando um tipo estranho de lança mísseis também feito de areia se juntou ao seu corpo.
Aquela coisa esquisita com duas aberturas presa nas costas de Roney imediatamente começou a lançar esferas de areia, um por cada furo. Laís cruzou os braços se defendendo do primeiro, mas quando o segundo atingiu suas pernas ela foi jogada no ar e caiu bruscamente no chão.
Se imediatamente não tivesse tocado o solo e o usado como impulso para um pulo extremamente alto – ela permanecia deitada de bruços no ar – teria sido acertada em cheio por duas esferas de areia. Movimentou-se para cair de pé, mas virou de lado assim que tocou o chão e posteriormente de costas para não ser atingida.
Ainda de costas deu um pulo alto e bateu com a perna em uma esfera de areia (e usando um ar cortante para partir no meio a esfera que vinha logo atrás), realizando assim uma “bicicleta”. Enquanto voava na direção do oponente e se esquivava pensou em coisas importantes.
Roney não precisava de nenhuma munição. Não conseguiu pensar em nenhum pagamento que ele tivesse feito para conseguir lançar todas aquelas bolas de areia consecutivamente. Exceto, é claro, pela forma como emagrecera e se tornara mais baixo. Sentiu como se uma lâmpada tivesse surgido em cima de sua cabeça.
Conseguiu desviar de todas as esferas no caminho e quando ficou de frente para Roney lhe acertou um soco que, cá entre nós, nem ela acreditava que tinha dado. Chegou a sentir os ossos do oponente de tão magro que ele estava. O usuário de areia caiu no chão.
Enquanto permanecia de bruços o tipo de lança-bola-de-areia foi se desfazendo e ele foi retomando seu tamanho e ganhando mais peso. Infelizmente não levantou por um tempo, enquanto Laís não o atacou em momento algum.
- Vamos começar a contagem! 10, 9, 8, 7, 6... – Enquanto dizia, Roney voltara ao normal no chão.
Laís sentiu uma mão pegar em seu tornozelo.
- 5, 4...
Roney plantou bananeira no chão com apenas uma mão e fez a oponente cair, já que estava segurando em sua perna enquanto subia. Sem pensar duas vezes pulou e rodopiou no ar, dando um chute perigoso que fora esquivado no último momento.
Laís usou o chão como impulso para voar e a seguir pousar no chão.
- Você descobriu o segredo da minha técnica, haha.
- Pessoas não costumam parecer uma criança que passa fome enquanto utilizam seus golpes.
- Isso é algo que preciso melhorar.
- Hm. Mas e ai, como não tem munição?
Roney sorriu como se estivesse completamente confortável com a situação.
- Cada herança não tem somente uma técnica especial, ela te ajuda em outras. A minha, por exemplo, não só me dá completa liberdade para tornar meu corpo areia, mas também me ajuda nesse golpe. Eu diminuo certas partes do meu corpo para formar aquele canhão em minhas costas, e como um preço a mais minha herança gera energia Elemental e a transforma em areia. Incrível, não?
A jovem parou por um tempo, não sabia que energia Elemental podia ser transformada em elementos. Sorriu, não ficava contente naquele torneio fazia algum tempo.
- Sim, sim. Incrível. Mas teimoso, por que está usando a herança? Sabe que não é aconselhável.
- Ah, isso. Vou te explicar no fim da luta.
- Hm. – Não entendeu o que ele queria dizer.
Voltando ao que realmente interessava, Laís brandiu sua espada e correu na direção do oponente, que se preparou. Quando chegou perto arremessou sua espada em frente e deu a volta pela direita, mas por sorte o usuário de areia se moveu para a esquerda.
Pegou sua espada ainda em movimentou e tentou arremessá-la de novo, dessa vez o jovem desviou com um pequeno movimento; a usuária de ar tentou avançar e surpreendê-lo, mas Roney segurou em sua blusa e a jogou longe, aproveitando para acertá-la diversas vezes antes de cair no chão.
Cair no chão? Não, ela não teve essa sorte. Foi exatamente na área de água, e bem fundo por sinal. Cada vez mais fundo ela lembrou várias coisas em sua vida. Da promessa que fizera sobre acabar com Ramiro, dos seus amigos, ah, do que eles estavam passando.
Roney tentou pular e ajudá-la, mas teve a pior dor que já sentira em toda sua vida, bem na barriga. Talvez oincrível soco de Laís tivesse quebrado algum osso enquanto ele estava mais magro e fraco. Só sabia que tinha caído no chão e que teria dificuldades mesmo pra se levantar.
Laís se deitou na terra abaixo d’água, mas não tinha a mesma sorte que Adgons. Ela dominava ar, e isso não tinha debaixo d’água. Com seus olhos quase fechados viu sua espada caindo ao seu lado. A espada que Gohu lhe dera... Ela sempre guardou com muito carinho. Tocou-a pensando que seria a última vez.
- NÃO!
Renato se levantou da cadeira com uma expressão de terror e os olhos vermelhos, correndo até o portão, enquanto Júlia – chorando como louca –, Taco e Kioshi.
O que viram de perto foi incrível. Um jato enorme de água jogou Roney longe, tendo o resto da água contida na área sendo jogada para todos os outros lados.
Voando sobre a abertura que antes continha toda a água estava Laís, completamente molhada, sem óculos e com um toque diferente. Sua espada agora era completamente preta e bem maior. Ela a segurava com um sorriso no rosto.
Laís consegue sobreviver misteriosamente, e sua espada tem uma estranha mudança. Qual será o motivo dela ter conseguido sair viva da área de água?
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 26.
Capítulo 27: Herança (Parte 3).
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Anteriormente em Guerra dos Elementos Epi e dois soldados do reino do ar foram exterminados por Ramiro numa estrada, e com suas últimas forças um dos soldados tentou ligar em vão para Mario, que declarou não fazer nada a respeito. O torneio seguirá, mas o que acontecerá com Laís e os outros?
Taco chegou ao corredor com o braço enfaixado; antes de qualquer cumprimento tirou a faixa e ficou só com a tala. Não queriam, mas os quatro olharam para ele com pena, já seu olhar tinha um pouco de raiva.
- Desfaçam logo esses olhos. É só um pulso quebrado.
- Mas... – Laís se tornou cabisbaixa. – O que mais vai acontecer? Quantos mais ele vai machucar e matar?
- Vamos mudar isso. Já conseguimos salvar Epi. – Júlia tentou animar.
- Será mesmo?
Os momentos seguintes não foram nada animados, um silêncio triste passou pelo lugar. Voltaram para a sala de espera até o narrador fazer aquelas irritantes frases empolgadas enquanto incrivelmente o público ia a loucura.
A luta de Roney e Laís foi finalmente anunciada e ambos foram para a arena.
A usuária de ar foi lentamente puxando a espada de sua bainha, que agora ficava na cintura.
- Sabe, eu estava empolgada pra isso.
- Nem brinca. Vai ser um prazer lutar contigo.
- Podem começar!
Ouviu-se um som semelhante a um estouro e uma esfera de ar explodiu; já não era mais capaz ver Laís onde estava. Se Roney não fosse tão perceptivo teria sido atingido por um corte da oponente, que estava logo atrás.
Enquanto ainda estava no ar – do pulo que dera – transformou apenas por precaução suas costas em areia, mas incrivelmente a oponente tentou um corte nas costas antes de perceber o ato. Sorriu, estava com sorte. Por outro lado Laís estranhou o ato do adversário em usar a herança. Não sabia o que ele estava fazendo, mas não devia se importar no momento. Ela deveria testar seus poderes com o mais forte possívelm.
Tentou um chute giratório contra a usuária de ar, mas a mesma desviou facilmente. Mas uns três socos no rosto e desses ela não conseguira se esquivar. O jovem tentou uma rasteira, mas a oponente pulou e aproveitou o movimento para jogá-lo para longe com uma voadora de dois pés – Roney não era algum tipo de fenômeno para perceber o movimento inimigo com tanta velocidade e ainda por cima transformar alguma parte de seu corpo imediatamente.
Afastaram-se por um tempo, ambos um pouco ofegantes.
- E não é que você tem uma bela habilidade no mano a mano?
- Pelo amor de deus Laís, não me subestime.
- Vejamos.
Guardou a espada e voou rapidamente na direção do adversário. Quando já estava próxima mudou sua posição no último momento, estando de pé na frente do alvo com as duas mãos erguidas. Lançou rajadas de ar fortes o suficiente para jogar Roney longe.
A jovem não desistiu, acompanhando-o enquanto era levado. Durante o tempo em que se manteve ao lado do oponente sacou sua espada e tentou um corte, mas aquele braço se tornou areia imediatamente.
Roney caiu no chão e rolou enquanto Laís parou no ar e como sempre permitiu que seu oponente se levantasse. Tocou os pés ao chão enquanto escutou uma tosse.
- Asmático?
- Como? Sério, você está brincando comigo. – Já estava de pé. – Ok vejamos se isso será o suficiente.
De repente Roney foi ficando menor e mais magro em toda parte do corpo. A usuária de ar só foi perceber que as costas do oponente havia se tornado areia quando um tipo estranho de lança mísseis também feito de areia se juntou ao seu corpo.
Aquela coisa esquisita com duas aberturas presa nas costas de Roney imediatamente começou a lançar esferas de areia, um por cada furo. Laís cruzou os braços se defendendo do primeiro, mas quando o segundo atingiu suas pernas ela foi jogada no ar e caiu bruscamente no chão.
Se imediatamente não tivesse tocado o solo e o usado como impulso para um pulo extremamente alto – ela permanecia deitada de bruços no ar – teria sido acertada em cheio por duas esferas de areia. Movimentou-se para cair de pé, mas virou de lado assim que tocou o chão e posteriormente de costas para não ser atingida.
Ainda de costas deu um pulo alto e bateu com a perna em uma esfera de areia (e usando um ar cortante para partir no meio a esfera que vinha logo atrás), realizando assim uma “bicicleta”. Enquanto voava na direção do oponente e se esquivava pensou em coisas importantes.
Roney não precisava de nenhuma munição. Não conseguiu pensar em nenhum pagamento que ele tivesse feito para conseguir lançar todas aquelas bolas de areia consecutivamente. Exceto, é claro, pela forma como emagrecera e se tornara mais baixo. Sentiu como se uma lâmpada tivesse surgido em cima de sua cabeça.
Conseguiu desviar de todas as esferas no caminho e quando ficou de frente para Roney lhe acertou um soco que, cá entre nós, nem ela acreditava que tinha dado. Chegou a sentir os ossos do oponente de tão magro que ele estava. O usuário de areia caiu no chão.
Enquanto permanecia de bruços o tipo de lança-bola-de-areia foi se desfazendo e ele foi retomando seu tamanho e ganhando mais peso. Infelizmente não levantou por um tempo, enquanto Laís não o atacou em momento algum.
- Vamos começar a contagem! 10, 9, 8, 7, 6... – Enquanto dizia, Roney voltara ao normal no chão.
Laís sentiu uma mão pegar em seu tornozelo.
- 5, 4...
Roney plantou bananeira no chão com apenas uma mão e fez a oponente cair, já que estava segurando em sua perna enquanto subia. Sem pensar duas vezes pulou e rodopiou no ar, dando um chute perigoso que fora esquivado no último momento.
Laís usou o chão como impulso para voar e a seguir pousar no chão.
- Você descobriu o segredo da minha técnica, haha.
- Pessoas não costumam parecer uma criança que passa fome enquanto utilizam seus golpes.
- Isso é algo que preciso melhorar.
- Hm. Mas e ai, como não tem munição?
Roney sorriu como se estivesse completamente confortável com a situação.
- Cada herança não tem somente uma técnica especial, ela te ajuda em outras. A minha, por exemplo, não só me dá completa liberdade para tornar meu corpo areia, mas também me ajuda nesse golpe. Eu diminuo certas partes do meu corpo para formar aquele canhão em minhas costas, e como um preço a mais minha herança gera energia Elemental e a transforma em areia. Incrível, não?
A jovem parou por um tempo, não sabia que energia Elemental podia ser transformada em elementos. Sorriu, não ficava contente naquele torneio fazia algum tempo.
- Sim, sim. Incrível. Mas teimoso, por que está usando a herança? Sabe que não é aconselhável.
- Ah, isso. Vou te explicar no fim da luta.
- Hm. – Não entendeu o que ele queria dizer.
Voltando ao que realmente interessava, Laís brandiu sua espada e correu na direção do oponente, que se preparou. Quando chegou perto arremessou sua espada em frente e deu a volta pela direita, mas por sorte o usuário de areia se moveu para a esquerda.
Pegou sua espada ainda em movimentou e tentou arremessá-la de novo, dessa vez o jovem desviou com um pequeno movimento; a usuária de ar tentou avançar e surpreendê-lo, mas Roney segurou em sua blusa e a jogou longe, aproveitando para acertá-la diversas vezes antes de cair no chão.
Cair no chão? Não, ela não teve essa sorte. Foi exatamente na área de água, e bem fundo por sinal. Cada vez mais fundo ela lembrou várias coisas em sua vida. Da promessa que fizera sobre acabar com Ramiro, dos seus amigos, ah, do que eles estavam passando.
Roney tentou pular e ajudá-la, mas teve a pior dor que já sentira em toda sua vida, bem na barriga. Talvez o
Laís se deitou na terra abaixo d’água, mas não tinha a mesma sorte que Adgons. Ela dominava ar, e isso não tinha debaixo d’água. Com seus olhos quase fechados viu sua espada caindo ao seu lado. A espada que Gohu lhe dera... Ela sempre guardou com muito carinho. Tocou-a pensando que seria a última vez.
- NÃO!
Renato se levantou da cadeira com uma expressão de terror e os olhos vermelhos, correndo até o portão, enquanto Júlia – chorando como louca –, Taco e Kioshi.
O que viram de perto foi incrível. Um jato enorme de água jogou Roney longe, tendo o resto da água contida na área sendo jogada para todos os outros lados.
Voando sobre a abertura que antes continha toda a água estava Laís, completamente molhada, sem óculos e com um toque diferente. Sua espada agora era completamente preta e bem maior. Ela a segurava com um sorriso no rosto.
Laís consegue sobreviver misteriosamente, e sua espada tem uma estranha mudança. Qual será o motivo dela ter conseguido sair viva da área de água?
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 26.
Capítulo 27: Herança (Parte 3).
Guerra dos Elementos Capítulo 25
Saturday, December 22, 2012 10:29:17 PM
Capítulo 25: A Calmaria.
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Taco conseguiu passar para as quartas de finais com muita dificuldade, já que seu pulso havia sido quebrado por Ramiro. Enquanto isso Júlia disse algo preocupante, e esperamos que ela esteja errada.
- O que quer dizer? Eu corro risco disso também?
- Primeiro eu tenho que saber algo. Roney, você usa a sua herança há quanto tempo?
- Pouco mais de seis meses.
- Uma vez Renato me disse que usa faz um ano. Então, Laís, você disse que ele realmente parecia um demônio, né?
- Sim, quer dizer... O corpo dele começou a se mexer estranhamente, como se algo estivesse o controlando.
- Já Roney não foi tão exagerado. Então eu só posso dizer... Algo me diz que quanto mais você usa a herança, mais algo quer possuir seu corpo.
- O que?! Isso é besteira!
- Jura que essa é a primeira vez que perde a consciência enquanto luta?
- N-Não... Não exatamente.
- Certo. Laís, eu entendo mais do que qualquer outro que é necessária a herança para lutar contra Ramiro, mas pelo menos contra o Roney não use, é melhor até termos certeza. Digo porque quero seu bem.
- Eu entendo.
Mais alguns minutos de calmaria enquanto aconteciam duas lutas sem o mínimo interesse de nenhum deles. Júlia havia amenizado um pouco o pulso de Taco – obviamente ela não podia reconstituí-lo, mas coisas como desinchar e diminuir a dor eram fáceis de fazer-, já que a cura só viria quando acabasse a rodada e até lá, segundo ele seu drama seu braço iria cair.
Gohu havia sido liberado por Matt por um tempo, mas devia voltar para lá. Segundo o mesmo era um lugar cheio de esnobes que só queriam saber das próprias vontades e tratavam os outros como lixo. O rei do ar também estava notavelmente desconfortável.
Laís passou o resto do tempo imaginando como deveria lutar. Quais técnicas usaria ou como se movimentaria pela arena a julgar pelas habilidades do oponente. O golpe curioso que usara contra Júlia poderia dificultar as coisas.
- Me diz Júlia... – Roney não tirou os olhos do televisor. – O que realmente aconteceu sobre o Epi e o Ramiro?
- Hum...
Voltemos ao tempo para dizer o que realmente aconteceu.
- Tenho contatos no reino da terra, no reino do ar e no reino do fogo, lugar do qual eu vim. Pude até mesmo falar com o rei do fogo por um tempo.
Renato caiu de joelhos, e posteriormente com o resto do corpo, batendo o rosto com toda a força no chão.
Perdeu todos os sentidos, enquanto seus amigos tentavam levantá-lo. Todos o ajudavam a levantar, mas o esforço fora feito simplesmente para não deixá-lo no chão.
Todos o sentaram de frente para a janela, mas ele não acordava de forma alguma. Ainda tinham vários minutos para decidir o que fazer.
- Gente. – Júlia se levantou do banco em que estava. – Eu preciso ir à um lugar. Falar com alguém.
- Ah, certo. Pode ir. – Laís sorriu.
Júlia saiu correndo pela direção oposta à que vieram. Correu como nunca por aqueles corredores à procura de uma porta com seguranças, e foi exatamente o que achou. Dois homens negros acima do peso com dois metros vestidos com smokings guardavam a porta. Eram idênticos, até o pouco cabelo e a barba mal feita.
- Por favor, eu preciso falar com alguém. [...] Vou entrar.
Os guardar a impediram de passar pela porta, ainda olhando para frente.
- Droga... GOHU! SENHOR MATT! GOHU!
Gohu abriu a porta, assustado.
- Precisamos conversar.
- Ah, Júlia. Bom, ok.
- Olha, é a Júlia! Deixe-a entrar! – Matt acenou. – E não me chame de senhor. Ainda sou jovem.
Júlia passou encarando os dois guardas com um sorriso vitorioso. Não são tão fortes agora, né?
A usuária de água se sentou de frente para Gohu. Após uma longa conversa sobre o que Ramiro de fato era capaz de fazer, o usuário de fogo concordou plenamente. Só havia uma adversidade.
- Eu faria tudo a meu alcance, mas levá-lo para fora não está.
- Ah meu deus... O que faremos?
- Eu posso emprestar uns dois homens e uma vã pra levá-lo para Carrey.
- Carrey? Ótimo, vai servir!Muito obrigado re-
- Matt. Meu nome não é rei. Isso seria mau gosto da parte da minha mãe.
- Ah, claro. Muito obrigado... Matt.
- E então conseguimos levá-lo para longe. – Disse Júlia à Roney.
- Ah, isso é incrível. Mas há algo que eu realmente quero saber. Você perdeu de propósito a luta?
- [...] Olha, eu não estou dizendo que eu não perderia para você se tivesse continuado a luta, mas Ramiro poderia sair de onde estava a qualquer momento. Quando a luta começou a demorar eu dediquei meu tempo final à analisar seu estado diferente e só.
- Droga. Você está me devendo uma luta, Júlia.
- Ok, isso é uma promessa que posso cumprir.
Mais um pouco e finalmente foi a luta de Adgons. Juntou-se ao seu oponente Haruko, um jovem de cabelo azul marinho e olhos castanhos de somente um metro e sessenta de altura. Parecia uma criança perto do jovem de mais de um metro e noventa.
O juiz anunciou o inicio da luta, enquanto Adgons pulou para cima do oponente. Golpes rápidos com sua marreta foram quase impossíveis de se esquivar, mas o garoto de cabelos azuis também era muito rápido.
O usuário de terra foi andando na direção do oponente, que se dirigia a área de água enquanto escapava dos golpes do ruivo. Inesperadamente pulou de costas para o fundo da água na área em que estava.
Adgons parou e observou o ato imprevisto por alguns momentos. Deixou seu sua marreta no chão e mergulhou em seguida. Seus amigos se assustaram, já que ele era um usuário de terra e não de água.
As câmeras não haviam sido mudadas para dentro d’água por algum defeito. Haruko podia afastar a água de sua boca assim podendo respirar, mas o usuário de terra não. Trocaram golpes debaixo d’água, mas o oxigênio de Adgons estava acabando.
Tentou subir por si só, mas seu adversário segurara seu pé e o mandara para o fundo, onde era mais difícil mesmo enxergar. Foi perdendo os sentidos e caiu onde acabava a área. Passou lentamente a mão no chão onde estava. Era terra.
Por fora só o que viram foi uma enorme estaca de pedra surgindo da água e ambos os lutadores sendo arremessados para fora. Num movimento incrivelmente rápido Adgons pegou sua marreta no chão e a bateu nas costas do oponente, ainda no ar.
Haruko caiu deitado no chão e Adgons conseguiu parar de pé. O usuário de água conseguiu se levantar em pouco tempo, mas fora derrubado pela marreta do adversário. Nem foi o suficiente para se estabilizar e já levou um belo murro no rosto, em seguida vários outros socos e chutes. O usuário de terra nocauteou o oponente com uma joelhada no rosto.
- E o vencedor é Adgons Nakamura! Com o fim das oitavas de finais, iremos dar um tempo até o início da próxima fase. Aproveitem para comprar alimentos e objetos vendidos aqui!
Durante o intervalo Taco estava sendo tratado, Kioshi e Adgons haviam saído para conversar, enquanto Laís, Renato, Júlia e Gohu fizeram o mesmo. Encontraram-se no mesmo corredor da rodada passada, dessa
vez somente os quatro.
- Nós quatro. – Renato olhou para o céu cinza que a janela mostrava. – De novo.
- Esse Ramiro é realmente um demônio. Eu espero que ele não chegue a tempo da luta.
- Não vai acontecer. Enquanto lutava comigo e com o Taco... Ele voou de uma forma estranha.
- Ótimo. – Renato tinha um tom debochado. – O que ele não sabe fazer?
Laís se levantou do chão.
- O que importa agora é que nosso colega vai lutar com ele. Tenho medo do que possa acontecer.
- Ou ele ganha, ou ele morre. Está mais próximo da segunda opção.
- Não seja tão pessimista, Renato! A gente ainda não sabe do que ele é capaz. – Tentou animá-lo, mas
Júlia é quem estava sendo otimista.
- Se ele não conseguir, eu prometo. Quem vai acabar com o Ramiro serei eu.
Os olhares foram dirigidos a Laís, que agora tinha uma promessa difícil a cumprir. Enquanto isso, MUITO longe de onde estavam os quatro guerreiros Adgons e Kioshi conversavam. Nenhum dos dois parecia alegre.
- Sabe... É difícil ver a morte tão próxima a você.
- Kioshi, vê se não morre. Ainda não paguei a divida que tenho contigo.
- Você sabe que não quero vingança.
- [...] Sério, não morre. Já perdi alguém antes.
- E eu também. Mas caso eu morra... Não tente me vingar.
- Sabe como eu sou. – O usuário de terra se levantou, tinha o semblante frio como uma pedra de gelo. –
Não prometo o que não posso cumprir.
Na fronteira da cidade vizinha um furgão preto atravessava a estrada a 150 km por hora. Um dos motoristas dirigia numa boa, tranquilo apesar da velocidade. Isso, é claro, até ver um jovem quase esquizofrênicos voando pelo retrovisor.
Tentou acelerar, mas o carro rodou na rodovia e capotou; o pneu havia sido derretido. As duas portas da frente se abriram enquanto uma de trás deslizou. Saíram de lá três homens, entre eles Epi o lutador Punk que matara um jovem na última rodada.
Ramiro deu uma risada escandalosa e moveu sua mão na direção à Epi. Segundos depois os três homens estavam no chão banhados em sangue, enquanto o carro pegava fogo. O que estava na carona era o único vivo, e com suas últimas forças ligou o celular.
- Pois não.
- Cof, cof. Quem fala?
- Mario, o assistente do rei do ar. – O homem fumava um cigarro no corredor.
- Por favor, Mario... Entregue essa mensagem aos reis: O torneio precisa ser parado. Aquele lutador é um monstro, eu acho que ele matou meu amigo e o outro participante... Cof, cof... E eu também estou quase morrendo... Por favor, cancele o torneio...
- Certo, iremos mandar médicos o mais rápido para ai, prenderemos Ramiro e cancelaremos o torneio.
- Obrigado.
Mario desligou o telefone ao mesmo tempo em que o carro explodiu e queimou os três corpos.
- Mas é claro que eu não vou dizer nada.
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 25.
Capítulo 26: Segue o Torneio.
Opening 2 – Ganimata Girl – Nico Touches The Walls
Taco conseguiu passar para as quartas de finais com muita dificuldade, já que seu pulso havia sido quebrado por Ramiro. Enquanto isso Júlia disse algo preocupante, e esperamos que ela esteja errada.
- O que quer dizer? Eu corro risco disso também?
- Primeiro eu tenho que saber algo. Roney, você usa a sua herança há quanto tempo?
- Pouco mais de seis meses.
- Uma vez Renato me disse que usa faz um ano. Então, Laís, você disse que ele realmente parecia um demônio, né?
- Sim, quer dizer... O corpo dele começou a se mexer estranhamente, como se algo estivesse o controlando.
- Já Roney não foi tão exagerado. Então eu só posso dizer... Algo me diz que quanto mais você usa a herança, mais algo quer possuir seu corpo.
- O que?! Isso é besteira!
- Jura que essa é a primeira vez que perde a consciência enquanto luta?
- N-Não... Não exatamente.
- Certo. Laís, eu entendo mais do que qualquer outro que é necessária a herança para lutar contra Ramiro, mas pelo menos contra o Roney não use, é melhor até termos certeza. Digo porque quero seu bem.
- Eu entendo.
Mais alguns minutos de calmaria enquanto aconteciam duas lutas sem o mínimo interesse de nenhum deles. Júlia havia amenizado um pouco o pulso de Taco – obviamente ela não podia reconstituí-lo, mas coisas como desinchar e diminuir a dor eram fáceis de fazer-, já que a cura só viria quando acabasse a rodada e até lá, segundo ele seu drama seu braço iria cair.
Gohu havia sido liberado por Matt por um tempo, mas devia voltar para lá. Segundo o mesmo era um lugar cheio de esnobes que só queriam saber das próprias vontades e tratavam os outros como lixo. O rei do ar também estava notavelmente desconfortável.
Laís passou o resto do tempo imaginando como deveria lutar. Quais técnicas usaria ou como se movimentaria pela arena a julgar pelas habilidades do oponente. O golpe curioso que usara contra Júlia poderia dificultar as coisas.
- Me diz Júlia... – Roney não tirou os olhos do televisor. – O que realmente aconteceu sobre o Epi e o Ramiro?
- Hum...
Voltemos ao tempo para dizer o que realmente aconteceu.
- Tenho contatos no reino da terra, no reino do ar e no reino do fogo, lugar do qual eu vim. Pude até mesmo falar com o rei do fogo por um tempo.
Renato caiu de joelhos, e posteriormente com o resto do corpo, batendo o rosto com toda a força no chão.
Perdeu todos os sentidos, enquanto seus amigos tentavam levantá-lo. Todos o ajudavam a levantar, mas o esforço fora feito simplesmente para não deixá-lo no chão.
Todos o sentaram de frente para a janela, mas ele não acordava de forma alguma. Ainda tinham vários minutos para decidir o que fazer.
- Gente. – Júlia se levantou do banco em que estava. – Eu preciso ir à um lugar. Falar com alguém.
- Ah, certo. Pode ir. – Laís sorriu.
Júlia saiu correndo pela direção oposta à que vieram. Correu como nunca por aqueles corredores à procura de uma porta com seguranças, e foi exatamente o que achou. Dois homens negros acima do peso com dois metros vestidos com smokings guardavam a porta. Eram idênticos, até o pouco cabelo e a barba mal feita.
- Por favor, eu preciso falar com alguém. [...] Vou entrar.
Os guardar a impediram de passar pela porta, ainda olhando para frente.
- Droga... GOHU! SENHOR MATT! GOHU!
Gohu abriu a porta, assustado.
- Precisamos conversar.
- Ah, Júlia. Bom, ok.
- Olha, é a Júlia! Deixe-a entrar! – Matt acenou. – E não me chame de senhor. Ainda sou jovem.
Júlia passou encarando os dois guardas com um sorriso vitorioso. Não são tão fortes agora, né?
A usuária de água se sentou de frente para Gohu. Após uma longa conversa sobre o que Ramiro de fato era capaz de fazer, o usuário de fogo concordou plenamente. Só havia uma adversidade.
- Eu faria tudo a meu alcance, mas levá-lo para fora não está.
- Ah meu deus... O que faremos?
- Eu posso emprestar uns dois homens e uma vã pra levá-lo para Carrey.
- Carrey? Ótimo, vai servir!Muito obrigado re-
- Matt. Meu nome não é rei. Isso seria mau gosto da parte da minha mãe.
- Ah, claro. Muito obrigado... Matt.
- E então conseguimos levá-lo para longe. – Disse Júlia à Roney.
- Ah, isso é incrível. Mas há algo que eu realmente quero saber. Você perdeu de propósito a luta?
- [...] Olha, eu não estou dizendo que eu não perderia para você se tivesse continuado a luta, mas Ramiro poderia sair de onde estava a qualquer momento. Quando a luta começou a demorar eu dediquei meu tempo final à analisar seu estado diferente e só.
- Droga. Você está me devendo uma luta, Júlia.
- Ok, isso é uma promessa que posso cumprir.
Mais um pouco e finalmente foi a luta de Adgons. Juntou-se ao seu oponente Haruko, um jovem de cabelo azul marinho e olhos castanhos de somente um metro e sessenta de altura. Parecia uma criança perto do jovem de mais de um metro e noventa.
O juiz anunciou o inicio da luta, enquanto Adgons pulou para cima do oponente. Golpes rápidos com sua marreta foram quase impossíveis de se esquivar, mas o garoto de cabelos azuis também era muito rápido.
O usuário de terra foi andando na direção do oponente, que se dirigia a área de água enquanto escapava dos golpes do ruivo. Inesperadamente pulou de costas para o fundo da água na área em que estava.
Adgons parou e observou o ato imprevisto por alguns momentos. Deixou seu sua marreta no chão e mergulhou em seguida. Seus amigos se assustaram, já que ele era um usuário de terra e não de água.
As câmeras não haviam sido mudadas para dentro d’água por algum defeito. Haruko podia afastar a água de sua boca assim podendo respirar, mas o usuário de terra não. Trocaram golpes debaixo d’água, mas o oxigênio de Adgons estava acabando.
Tentou subir por si só, mas seu adversário segurara seu pé e o mandara para o fundo, onde era mais difícil mesmo enxergar. Foi perdendo os sentidos e caiu onde acabava a área. Passou lentamente a mão no chão onde estava. Era terra.
Por fora só o que viram foi uma enorme estaca de pedra surgindo da água e ambos os lutadores sendo arremessados para fora. Num movimento incrivelmente rápido Adgons pegou sua marreta no chão e a bateu nas costas do oponente, ainda no ar.
Haruko caiu deitado no chão e Adgons conseguiu parar de pé. O usuário de água conseguiu se levantar em pouco tempo, mas fora derrubado pela marreta do adversário. Nem foi o suficiente para se estabilizar e já levou um belo murro no rosto, em seguida vários outros socos e chutes. O usuário de terra nocauteou o oponente com uma joelhada no rosto.
- E o vencedor é Adgons Nakamura! Com o fim das oitavas de finais, iremos dar um tempo até o início da próxima fase. Aproveitem para comprar alimentos e objetos vendidos aqui!
Durante o intervalo Taco estava sendo tratado, Kioshi e Adgons haviam saído para conversar, enquanto Laís, Renato, Júlia e Gohu fizeram o mesmo. Encontraram-se no mesmo corredor da rodada passada, dessa
vez somente os quatro.
- Nós quatro. – Renato olhou para o céu cinza que a janela mostrava. – De novo.
- Esse Ramiro é realmente um demônio. Eu espero que ele não chegue a tempo da luta.
- Não vai acontecer. Enquanto lutava comigo e com o Taco... Ele voou de uma forma estranha.
- Ótimo. – Renato tinha um tom debochado. – O que ele não sabe fazer?
Laís se levantou do chão.
- O que importa agora é que nosso colega vai lutar com ele. Tenho medo do que possa acontecer.
- Ou ele ganha, ou ele morre. Está mais próximo da segunda opção.
- Não seja tão pessimista, Renato! A gente ainda não sabe do que ele é capaz. – Tentou animá-lo, mas
Júlia é quem estava sendo otimista.
- Se ele não conseguir, eu prometo. Quem vai acabar com o Ramiro serei eu.
Os olhares foram dirigidos a Laís, que agora tinha uma promessa difícil a cumprir. Enquanto isso, MUITO longe de onde estavam os quatro guerreiros Adgons e Kioshi conversavam. Nenhum dos dois parecia alegre.
- Sabe... É difícil ver a morte tão próxima a você.
- Kioshi, vê se não morre. Ainda não paguei a divida que tenho contigo.
- Você sabe que não quero vingança.
- [...] Sério, não morre. Já perdi alguém antes.
- E eu também. Mas caso eu morra... Não tente me vingar.
- Sabe como eu sou. – O usuário de terra se levantou, tinha o semblante frio como uma pedra de gelo. –
Não prometo o que não posso cumprir.
Na fronteira da cidade vizinha um furgão preto atravessava a estrada a 150 km por hora. Um dos motoristas dirigia numa boa, tranquilo apesar da velocidade. Isso, é claro, até ver um jovem quase esquizofrênicos voando pelo retrovisor.
Tentou acelerar, mas o carro rodou na rodovia e capotou; o pneu havia sido derretido. As duas portas da frente se abriram enquanto uma de trás deslizou. Saíram de lá três homens, entre eles Epi o lutador Punk que matara um jovem na última rodada.
Ramiro deu uma risada escandalosa e moveu sua mão na direção à Epi. Segundos depois os três homens estavam no chão banhados em sangue, enquanto o carro pegava fogo. O que estava na carona era o único vivo, e com suas últimas forças ligou o celular.
- Pois não.
- Cof, cof. Quem fala?
- Mario, o assistente do rei do ar. – O homem fumava um cigarro no corredor.
- Por favor, Mario... Entregue essa mensagem aos reis: O torneio precisa ser parado. Aquele lutador é um monstro, eu acho que ele matou meu amigo e o outro participante... Cof, cof... E eu também estou quase morrendo... Por favor, cancele o torneio...
- Certo, iremos mandar médicos o mais rápido para ai, prenderemos Ramiro e cancelaremos o torneio.
- Obrigado.
Mario desligou o telefone ao mesmo tempo em que o carro explodiu e queimou os três corpos.
- Mas é claro que eu não vou dizer nada.
Ending 2 –One Ok Rock – No Scared
Fim do Capítulo 25.
Capítulo 26: Segue o Torneio.
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Quem ganharia na luta:
- Chuck Norris
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- CM Punk
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Guerra dos Elementos - Sumário
- 01 - Laís Calligher
- 02 - Renato G. Durward
- 03 - Nova Missão
- 04 - Reino da Terra
- 05 - Isca
- 06 - Núcleo Elemental
- 07 - Irmãos Isao
- 08 - A arte do Hipnotismo
- 09 - Akihiko Yoshihiro
- 10 e 11 - Herança (Parte 1 e 2)
- 12 - Eu Me Arrependo
- Especial 01 - O Ser Intocável
- 13 - Proposta
- 14 - Torneio Heikin Heishi
- 15 - Roney Edwards
- 16 - Cosplay Bizarro
- 17 - Sem Piedade
- 18 - Velho Conhecido
- 19 - Adgons Nakamura
- 20 - O verdadeiro Air Pressure
- 21 - Pequeno e Esforçado Peixe
- 22 - Sobre o Que é Mesmo Honroso
- 23 - Plano Obscuro
- 24 - Ira Avassaladora
- 25 - A Calmaria
- 26 - Segue o Torneio.
- 27 - Herança (Parte 3).
- 28 e 29 - Não Morra! (Parte 1 e 2)
- 30 e 31 - Noventa e Nove Por Cento (Pt. 1 e 2)
- 32 - Lutando à Sério!













