Bambeando na Corda Bamba

onde os animes e mangás são a estrela do picadeiro

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Natsuyuki Rendezvous #2 em - VADIA!



Até onde sabemos Natsuyuki é uma obra calma que pela sua curta duração em mangá deve ter pouco conteúdo. Mesmo sabendo disso é uma sensação estranha ver o tão pouco que aconteceu neste episódio e como ao mesmo tempo o relacionamento dos personagens andou bastante. Não chegou a lugar algum, mas em comparação com romances de shoujos e shounens é como se ele tivesse corrido uma maratona.

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Sakamichi no Apollon


Definitivamente gay.

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Base Secreta desmistificada.

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Ano Hana foi uma série que eu gostei bastante. Eu vendo imagens da série quando estreou me fez ter a impressão de que sabia do que se tratava. Realmente uma boa parte da minha percepção estava correta, mas a série acabou me surpreendendo positivamente sendo muito mais. Apesar dos pesares de toda série, Ano Hana teve personagens com um comportamento muito bom, na verdade Ano Hana é um anime sem história, dirigido pelos personagens e todos eles fazem muito bem seu trabalho de interagir com os outros e fazer a série andar.
Não me estendendo muito, foi uma série bem marcante para todos que assistiram. Agora na temporada de listas dos melhores e mais queridos animes do ano, é certo ver Ano Hana na maioria delas.
Compartilho da opinião geral de todos, mas como aqueles que leram minha resenha sobre a série aqui no subete devem saber, não me agrada a forma como a série tenta forçar um drama maior do que o que tem. E pensando nisso venho corrigir uma grande injustiça que eu percebi sobre Ano Hana.

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A inocência é perecível.

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Um dos animes mais cuti cuti, oh que fofura que existem, sem ser retardado, apesar de um pouco autista, é a série Aria.
É um dos animes que eu mais gosto, puro amor que eu tenho por essa série.

Não é difícil imaginar apenas olhando para algumas imagens aleatórias que Aria tem um conjunto de personagens adoráveis. Isso é verdade. E naturalmente, cada um tem uma personagem que gosta mais.
No mundo de Aria, uma das personagens mais adoradas é a Alicia Florence, tutora da protagonista Akari, que por acaso é minha personagem preferida de toda a série.
A Alicia não tem entre os espectadores admiradores tão apaixonados quanto as pessoas de Nova Veneza, onde a história acontece, e particularmente eu estou entre aqueles que não dão a mínima para ela.
Mas não sem motivo...

...minha indiferença pela Alicia é inversamente proporcional a minha adoração pela Akari, então eu deveria começar explicando porque eu gosto tanto dela.

Ela é inocente e pura.



Sim, isso é extremamente clichê e tosco, mas é essa a principal razão.

A Akari é o expoente máximo da personagem pura e inocente, sempre alegre e simpática.
Foi estabelecido que ela É assim, e nos episódios nos vemos como uma personagem tão idealizada interagem com outros tipos de pessoa. E essa interação entre a Akari e pessoas conhecidas e desconhecidas é o diferencial de Aria.
Por mais que a Akari seja especial, ela não é tratada assim, é tratada apenas como mais uma das pessoas que vivem em Nova Veneza, ao mesmo tempo em que não é Nova Veneza quem se deslumbra com a nova habitante, é a Akari que se deslumbra com a cidade e seus habitantes por todas as três temporadas.
Por mais que a Akari seja perfeita, não é ela quem dá contribuições para as pessoas que encontra, em primeiro lugar ela quer aprender mais com a cidade e com as pessoas que conhece. É uma relação de partilha.
A forma como isso é mostrado é bem natural.
Há um episódio no meio da série em que as amigas Alice e Aika discutem qual o mistério da Akari para ela conhecer tantas pessoas, em cada esquina ter alguém com quem ela pode parar para conversar.
Alice e Aika são um caso a parte. A primeira aparentemente evita compartilhar, e a segunda procura desesperadamente o que partilhar. Isso muda ao longo da série, e no caso da Akari, o segredo desse mistério dele é o equilíbrio. Ela está o tempo todo com seu coração aberto, o que permite ela ver tudo com olhar de interesse e satisfação, ao mesmo tempo em que as pessoas não podem evitar de notar seu jeito e ser contaminados por ele.

Porém, isso só é possível por algo muito específico: inocência.




A Akari é jovem, e naturalmente inocente. Inocente e pura, como eu já disse antes.
E por esse motivo que eu não consigo gostar muito da Alicia e fico desconfortável com ela.

A Alicia é a Undine mais famosa e querida de Nova Veneza, por ser uma pessoa carismática e simpática.
Isso é verdade, não mérito dela, só que ao contrário do carisma da Akari que é irresistível e contagiante, o da Alicia não. Isso acontece porque a Alicia é adulta. Esse pequeno detalhe faz toda a diferença entre ela e a Akari.

Há um episódio em que a Alicia sai para andar a esmo com a Akari.
Ela caminham, falam bobagens, cumprimentam algumas pessoas, fazem um boneco de neve e depois vão para casa.
Começa com um dia monótono e sem vida, e evolui para um dia de pequenos momentos e alegrias.
A Alicia ensina para a Akari a lição de sempre inspirar o bem. Por mais que tenha tinhas ruins a Alicia diz que não vale a pena se estressar com isso, não é algo que dá para evitar, então ela não se lamenta e continua na dela. Ela sempre sorri o que impede as pessoas ao seu redor de serem afetadas pelo que está incomodando ela. E naturalmente com o tempo, a coisa ruim passa, ou então ela esquece ela por ter encontrado algo mais agradável.
Eu entendo perfeitamente o que ela quer dizer e a escolha dela, mas isso me deixa inquieto e me dá a sensação de que ela é falsa.
Entendo os motivos, mas não gosto reação dela.
Ela força uma falsa felicidade nas pessoas.
Ao falar com as pessoas ela coloca um sorriso forçado e procura algo de bom uma conversa casual.
Não é uma atitude natural dela, é uma atitude que veio da experiência. Enquanto que a Akari faz isso naturalmente e inconscientemente, ela faz de forma voluntária. A Alicia já sabe previamente que o mundo e as pessoas estão repletas de maravilhas e PROCURA por essas maravilhas, de forma que ela nunca é surpreendida. "Arara, aqui está algo maravilho".

Pode ser difícil ver a diferença entre isso dos sempre surpresos "Hahi!" da Akari, mas é uma diferença bem grande.
A Akari não procura pelas surpresas que o mundo e as pessoas tem a oferecer, ela simplesmente as encontra.



A Akari se permite sofrer com as coisas ruins. Ela fica triste e demonstra isso.
Ao contrário da Alicia que tenta desesperadamente esconder as coisas ruins, a Akari se permite experimentá-las e deixa ela se desgastar com o tempo, naturalmente dando espaço para algo mais feliz entrar, e enquanto isso tenta aprender com a experiência desagradável de uma forma mais emocional ao invés de por uma reflexão racional.

A Akari não veste máscaras.



O que verdadeiramente me incomoda na Alicia é perceber como ela é parecida com a Akari.
A Alicia é a Akari adulta.
A Alicia é a Akari menos inocente.
A Alicia é a Akari decadente.

A Akari é um anjo, a Alicia é uma pessoa.

A Alicia é apenas uma pessoa normal que nunca poderia ser IGUAL a Akari, e se conforma e tenta viver com isso.

Pensar que meu anjo possa ser maculado e cair me assusta.

Lendo um clássico e entendo porquê a Nausicäa é uma personagem tão memorável.

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Quem conhece os filmes do estúdio, sobretudo os idealizados pelo Miyazaki, tem conhecimento de sua ideologia ambientalista, para alguns até utópica.
Das obras do estúdio, e dele, os dois principais filmes com esse foco ambientalista são Princesa Mononoke e Nausicäa do Vale do Vento. Esse segundo, o primeiro deles, é o mais radical nessa questão.

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O melhor nono episódio de todos os tempos?

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Se você discorda, vai assistir seu Steins;Gate que você merece.

O incompreendido comercial do Nokia N8.

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Por acaso, via o John Master, via o blog Contraditórium, via o San Picarelli do Meiobit, vi uma propaganda do N8 da Nokia que estava sendo duramente criticada por ser "ridícula", na palavra das maioria das pessoas que o assistiram.
Pois bem, eu assisti e achei simplesmente genial.




No Contraditórium o Carlos Cardoso acusou a Nokia de "querer pagar de cult", como se isso lá fosse algo tão errado como ele faz parecer. O único problema do comercial foi usar apenas a criatividade e metáforas para dizer a mesma coisa que os outros e se diferenciar.
Esse é o problema dele, ele não é óbvio e o pessoal não repara no que acontece ali.

Geralmente se faz comercial listando montes e montes de funcionalidades e tecnologias agregadas fantásticas. A ideia do comercial, pelo que me pareceu, foi dizer que tudo isso é só enfeite bobo; "mais do que tecnologia, é o que você faz com ela".
Na própria postagem do Cardoso, ele cita o N71 como exemplo de produto bem acabado. Eu tenho um E63 e entendo parte do que ele quer dizer. O celular não se exibe com montes de tecnologias apenas para dizer que tem, ele USA as tecnologias que tem disponíveis. Não dizem que esses celulares da Nokia são bem acabados? Então, "não colocamos tecnologia apenas de enfeite".

Voltando ao comercial, vê o que foi que aconteceu ali?
Pegaram um celular smartphone, tela grande, e amarraram uma câmera, mas não qualquer uma, uma LEICA, sinônimo de câmera boa, e o robozinho lá para fazer alusão ao Android.
Do outro lado, equilibraram um N8, para mostrar que ele tem tudo aquilo que o outro exibe em seu interior, discreto. Único acessório dele mais chamativo, um cabo HDMI, que vamos lembrar, a forma como ele sai com vídeos através daquele cabo é maravilhosa.

Eles fizeram um comercial dizendo que o N8 é tão bom quanto esses Androids top sem precisar fazer propaganda de feira gritando que tem isso e aquilo, que faz assim e assado. Quando você vai escolher um celular você não compara alguns e no final coloca "na balança" para ver qual vale mais a pena? Foi isso o que esse comercial da Nokia fez, sem precisa dizem em palavras.

Foi criativo, muito.
O único problema dele é esse, usando criatividade e metáforas, certamente que você será mal interpretado e não compreendido pela maioria.
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