Wednesday, 30. December 2009, 14:37:16
Acho interessante a meneira como as coisas são conduzidas em um mundo de vivências ásperas e relevantes. Sempre clamo pelas reclamações que recebo de todas as instâncias. Primeiramente julgo que a familiaridade dos problemas são questões que me causam um enojamento da postura humana.
Nascemos com propósitos, mas somos sempre dispostos a infâmias e calúnias diversas. Por vezes somos testados e analisados por todos que nos veem e mateem qualquer relação direta conosco.
Falo estas balelas para mim mesmo, afinal, não posso ser culpado de afastar as pessoas que por algum propósito estranho não querem ou não fazem mais parte dos meus círculos pessoais. Trocando em miúdos: num primeiro momento a nossa estrutura primária de relacionamento (família), começa a criar uma identidade peculiar, quando de certo modo, nos afastamos do convívio diário, das brincadeiras e demais coisas que completam este ciclo. Num segundo momento são os amigos, que por diversos fatores, se afastam e tomam novos rumos ou novas prioridades e em terceiro lugar e não menos importante que os demais vem os relacionamento. Estes sim, são as fontes das dores, das controvérsias, das demagogias e das atitudes hipócritas. Quero deixar claro que não escrevo este para qualquer que esteja lendo (coisa da qual a esta altura acho improvável), muito menos para qualquer um que seja participante destes círculos e que por qualquer motivo que seja ache que este é um reclame qualquer. Escrevo para mim, no ápice do meu egoísmo excêntrico. Escrevo para que postumamente, possa analisar o período no qual estou passando e qual a visão e percepção tenho dos fatos neste momento.
Não quero parecer ridículo, muito ao menos, um revoltado qualquer que sequer sabe os fundamentos das suas falácias. Faço isso porque sinto a intensa necessidade de exteriorizar de algum modo estes pensamentos inqueistos. Tento, mas tento muito, ser algo importante ou relevante para os outros, que tenha algum valor ou sentido, procuro criar algo que possa motivar as pessoas ou criar qualquer tipo de catarse, apesar de estar a poucos passos da minha realização pessoal mais importante. Não quero que algo atrapalhe este ensaio de vitória sobre todos aqueles que se diziam fadados das minhas palavras, muito menos não quero transcender algo que não possa ser determinate ou definitivo.
Sinto-me cansado às vezes, e por mais que me venha uma leva de tolices enfáticas, os meus princípios continuam, mesmo que não façam sentido as apelações e clamores, faço com que estes brados na escuridão desta vida medíocre seja ouvido ao menos por mim.
Sobra destas o repúdio aos problemas banais que me cercam, a chateação por cada relacionamento frustado e das tentativas furtivas desta busca (até então insípida) da felicidade, coisas das quais percebo serem melhor encontradas em garrafas de 600 ml e que por mais que tenham o sabor amargo, são mais fáceis de serem degustadas e deglutidas.
Certamente tentarei (mais uma) volta furtiva a velhos conceitos e posturas, ainda que me voltem certas sombras de um passado que procuro não buscar. Penso na minha volta para a casa, para os problemas e para as fulgas pessoas, sem que jamais abandone o meu intuito de deixar algo sobre esta terra e leve novamente a mesma vida provinciana, porém, providencial que torna os meus artifícios mais verdadeiros.
Sunday, 27. September 2009, 16:07:27
A barca é a lembrança
De que o velho mundo ficou por detrás das sombras das velas;
Seus longos mastros em silhuetas na polpa
E este sulco de suor que me desce a face.
O timão que controla a nau
E escapa aos recifes a mão destra do capitão.
Estas peças e sobras, este escárnio da civilização humana
Que desce pelas matas virtuosas
E presentes em Lisboa não são mais que peças
De boa venda nesta ventura.
O corte está abastecida
E a procura para saciar o rei é urgente.
Este reluzente metal que trazemos da Terra de Santa Cruz
Conquistado a ferro e fogo
E pelo pulso forte a erguer esta espada
E a empunhar o sabre luminoso.
Mesmo com estas pressões
A busca pela liberdade é apenas um sonho.
Como representante das contas reais
Nesta diligência em busca da devassa
Onde represento a Coroa Imperial
Prezando a competência de meus préstimos.
E estes embarcados cegos, sujos
E corrompidos por injúrias ademais.
Às armas! Às armas! Timoneiro
Não deixe o vacilante tropel atrapalhar a leva de cordas!
Não vê a nau que aproa a invadir buscando
As peças valiosas que guardamos?
Estes fumantes de ópio, que embebidos de rum
Propõem atrapalhar nossa volta ao novo.
Nesta barca de lembranças
Onde o nevoeiro está à frente das sombras das velas;
E nesta proa que fica enegrecida com seus sulcos e estalos
Propícia a ser bombardeada pela balburdia desses.
O valor que estimado destes que levamos
É algo que nem em cem vidas tua alma pagaria!
Inclina-te a ida deste
Propõe-lhe o pagamento em ouro
Para que cheguemos ao destino
Sem deixar a cá algo importante!
Mas todos sentem o impacto
E vacilante perco meu relógio para o mar.
E a praia lusitana que a léguas não é avistada
E entre tropeços e o vacilo do mar
Arremessam mais um desmedido
As águas geladas.
Tiros canhoneiros como os fogos do reino
A estalarem em minha fronte.
As velas rasgadas e as peças perdidas
Com toda esta perda memorável.
Sem que ao menos possa ser resgatado
Parte de nossa comitiva.
Ao fundo desta água
Resta o pedido de socorro e a espera.
Na espreita de nosso desmedido desespero
Está a nau que busca navios
Aqueles negreiros sem bandeiras
Que trazem a falta e levam a discórdia
Nestas terras de graças
Onde a desgraça prevalece.
Sunday, 27. September 2009, 16:02:14
Conforme havia falado, eu voltei e trago novidades para vcs!
Os novos poemas do meu livro "As Torres Negras"....
Aproveitem
Thursday, 27. August 2009, 02:29:26
Para as poucas pessoas que gostam de ler este blog, gostaria de anunciar que em breve vcs terão a oportunidade de conhecer novos trabalhos e verem aqui trabalhos revistos...
grande abraço!
Sunday, 14. June 2009, 16:21:31
Estou a muito tempo sem escrever ou postar nada por aqui, em breve farei atualizações.
Um grande abraço as pessoas que lêem este blog!
Thursday, 9. October 2008, 11:49:05
"O Amor foi o jeito absurdo que Deus inventou para nos deixar loucos."
Abro meus olhos turvos nessa imensidão branca que me cega. Meus braços estão imóveis nesta camisa de mangas longas que me atrapalha girar o corpo nesta cela.
Essas idéias tão minhas, este sorriso tão meu e esses pensamentos raros.
Se pudesse eu pularia para este mar de águas vermelhas e molharia meus cabelos. E esta ânsia e fome que me matam, eu sei que eles vêm a galope por estas estradas.
Estrada-mar, rio-chão, parede macia. A lembrança daquele zunido na minha cabeça. Os vermes de parede, a água suja que brota de todos os lugares. Ela, ela e ela. Não sai daqui, deste posto avançado de quatro em quatro horas.
Pensando bem eu vou levantar minha cabeça e fazer a maquiagem de guerra. Dizem que não preciso disso, mas sou ator, sou poeta, sou encantado e mágico. Ladrão incorruptível e mero apaixonado, mas quando ela se vai eu tenho uma companhia: a solidão.
“quer saber como consegui estas cicatrizes?”
...nem me lembro bem ao certo o dia, mas deixe ver! Ah! Num terrível dia de azar, não sabia bem ao certo com quanto sairia na mão daquela roda de pôquer. Lembro-me do Stan, Osman e Meyers sentados em seus lugares e entre olhando-se como quem estivesse prestes a fazer um Full House. Estava bom e divertido, mas nunca pensei nas conseqüências daquele dia qualquer nem na intenção dos jogadores, mas me lembro! Stan devia um crédito a banca e eu como seus outros amigos éramos parte do pagamento de sua dívida. Vi que em algum momento um homem que estava em mesa do canto com alguns outros homens de preto poderia ser Maroni, mas até onde poderia dar? Para mim não importava, pois minha mulher estava prestes a ter um bebê, e eu precisava de algum dinheiro... HAHAHAHAHAHA! Ainda lembro o último suspiro de sua mãe quando me dizia: Seu humorista de merda, nunca vai dar em nada! É! Sinto saudades dela... HAHAHAHAHAHAHA!
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Sempre nos mandaram ter cuidado com os russos..., pensando bem, é melhor ter cuidado com todos, pois suas regras podem ser diferentes, mas quem se importa? Temos que tê-las, mas EU sou um agente do caos que não se importa... apenas as quebro! HAHAHAHAHAHA!
O russo entrou com sua gangue muito bem armada para ver se pegava de vez Maroni e seus comparsas... “minha linda Jeannie -era meu único pensamento- naquele momento!”. Tenho que agradecer a Stan –que Deus o tenha, era um bom amigo- se não fosse por ele não estaria assim, tão feliz! HAHAHAHAHAHAHA! Seu prêmio foi entregar de bandeja a trupe italiana e de quebra os babacas que o acompanhavam... além dos seus bons amigos de pequenos delitos inconseqüentes... HAHAHAHAHAHAHAHA! Mas como nem tudo é perfeito e a imperfeição é a maior qualidade humana, vi seu corpo estirado como uma obra de arte perfeita me lembrando um afresco da Capela Sistina ou um quadro de Salvador Dalí... HAHAHAHAHAHAHA, realmente surreal... HAHAHAHAHAHAHA! Mas nem tudo é perfeito ou a perfeição está nos pequenos detalhes que nos deliciam! Na troca de tiros e facadas recebi de presente três que alegraram mais os meus dias de sol... um deles foi na minha perna direita... o que nem justifica, pois não manco... HAHAHAHAHAHA! E outros dois que me deram este sorriso esplêndido! Graças as minhas habilidades de esquivar com facilidade de certos lugares consegui escapar! Agora eu te pergunto: “Por que você está tão sério?”... a vida é como uma manada de elefantes correndo assustados na África, se você não acompanhar, morre atropelado! HAHAHAHAHAHAHAHA!
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Mas, “por que você está tão sério, por quê?”
Friday, 22. August 2008, 15:19:23
Por onde passam aqueles olhos de pura meiguice
Onde o corpo esguio sustenta tanta beleza.
Donde a vista de seu passeio é uma alegoria
De graça e sofreguidão?
Por estes dias que se seguiram
Vi a muito tua sombra e teu guarda-sol
Teus passos calmos por esta calçada.
Por onde seguem os bondes e carruagens
Que posso ver desta estalagem a beira dos ladrilhos.
Tanta virtude observa-se em teu coração e
No teu caminho existem primaveras
E dois lindos olhos
Na espreita de outros iguais.
Sempre a esperar com descrição a direção dos meus
Desta janela adornada de vidros,
Onde reina a soberba falta de mim.
Por onde passam estes bondes e carruagens
Que esperam apressados os Novos Anos?
Eu fico com as flores desta janela da estalagem
Como um beija-flor.
Nesta rua de passagem
Esperando e esperando tua graça.
A observar as pessoas enquanto no meu fim de tarde
A olhar os garotos que correm, os vendedores de flores,
A banda de música e teu vestido rendado.
Para quê tanta pressa nestes dias do fim
Se temos outro século para celebrar?
Seu guarda-sol, o rosto corado com o pescoço adornado
Pelas pérolas que reproduzem a luz.
São extensões de algo mais
Que é invisível aos olhos, mas possíveis de serem amados.
Vejo teu leve declinar em busca do cheiro dos girassóis,
A busca pelas hortências, os cravos e as rosas
Que completam teu cheiro de jasmim.
Por que tantos ladrilhos, anos, carruagens e pernas
Neste fim de século onde as fitas reluzem?
Seu passeio pelos jardins Del’Rei é abanado pelos cumprimentos
Dos homens com seus chapéus,
E teus passos são como sons
Que embalam o espetáculo de tua vinda.
Rendo-me a tua graça, retiro meu a me reclinar
Quando a passas
Enfeitada por borboletas.
Por que tantas pernas, ladrilhos, rodas, e trompetes
Se amanhã é um dia qualquer?
Seu vestido longo arrasta as folhas caídas
Este armado com suas anáguas a cobrirem e encantarem
Os curiosos
Que se mordem por não saber.
Quem é a dona dos olhos mais belos do Império
Que encantariam até El’Rei
Com tanta magnitude em seu caminhar.
Onde há tantas cores e fogos senão aqui
Nos circulares jardins primaveris?
Creio que teu sorriso fique até o fim da tarde
Para que a noite com seu cheiro de camélias
Possa agitar os teus cabelos
E teus olhos contemplarem os fogos do Palácio.
E vendo-os brilhar pelas luzes incandescentes
Tua real essência e beleza
Compreenderão num sorriso de menina.
Aonde iria aquele laço que voa
Se em minhas mãos deveria estar?
E ao sabor do vento tua fita flutue
Para que assim eu a detenha
E ao devolvê-la
Possa ver teus olhos de perto.
Assim, despertaria todo este sentimento
Que não é angustia, mas primícias tenras
Nestas palavras de um coração afoito.
Que contempla, vive e distende
Para que o novo possa enfim nascer.
Wednesday, 23. July 2008, 17:42:41
My words are increases from me
How are the eternal bounty of my being.
I jump in my whispers
The release all the failures of my heart.
I fear that drives the acts failures
Static by actions that show me what I am.
I want to open these doors,
I want to unlock the windows of my soul.
I want to do something new for me
That move a new order
Or a new beginning.
Words are errors? Or the error are to pronounce on them?
Even if I turn, I hope I move.
That's me,
These are my wishes,
This is my life!
Thursday, 19. June 2008, 14:31:36
Jazem em mim uma sinfonia de lampejos incandescentes,
Que visto de teus olhos são fagulhas inibidas
Das cegas perdas que hoje são meras impressões
Opacas de um passado distinto.
Cerram os cílios,
A vista deste fogo-sacro
Que ilumina os dias nebulosos
E os medos mais sutis.
Incendeiam ferozes temores que atormentam esta vida
A esganarem as promessas sãs,
A queimarem teus pelos em arrepios.
Este fogo sacro-morbido
Que atiça a libido em teus lábios
E em tuas terminações nervosas
Querendo este esguido patamar de sonhos
Perdido entre as tuas mãos.
Esta partitura inacabada é meu anseio
De deter entre meus dedos o tempo
Para que entre intervalos distintos
Possa encantar com pena e nankin
A clave de sol.
Tinta para o fogo de temores
Horrores para a pena desejosa
Nesta pseudo litania.
Pele para a cor
Em um painel que reluza o fogo
Pintado em desejo.
Medo da prece, morbido-sacro-fogo
Que encanta teus olhos
E te acresce nassa ópera banhado a ópio
E absinto.
Sou para ti o desejo,
Sou para ti a fonte,
Sou para ti a fome,
Sou para ti a perda.
Sou o desdenho, o amor, o lampejo e a fagulha,
Um deus, sou a usura
O capital, a luxura.
Sou eu.
Warley Cardoso
Wednesday, 28. November 2007, 16:35:54
Minha natureza é assim
Perdida entre as páginas empueiradas de um velho livro,
Às vezes oculta entre os cílios dos meus olhos.
Minha natureza é distinta
Como o sopro de palavras que ecoam em meu ouvido,
Como o fim que dou as coisas importantes
Da minha vida.
Minha natureza é sincera,
Pois sempre perde-se no reflexo opaco
Das entrelinhas tortas
Da escrita de Deus.
Minha natureza
É como a nostalgia de tempos não vividos
Fixados na imensa parede que circunda o tempo.
Minha natureza
Perde-se na ausência de silêncio,
No medo derradeiro
E na cosequência das flores que secaram pelo caminho.
Minha natureza é sempre
A mesma oscilante, entre a razão
E a emoção que misturam-se no mesmo corpo esguido
De mente intrigante.
Minha natureza é minha casa
Fixada sobre as nuvens,
Perdida em um céu, que às vezes escurece.
Minha natureza é minha alma.
Que covalece de tristeza
Quando não tenho o que amo.
A minha natureza...
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