Monday, December 26, 2011 4:10:34 PM
Warley, Poema, À Volta
Tenho olhos com vertentes dos mares,
Nas mesmas ondas busco envolto
Os teus pés que as marés trazem.
Tenho braços que envolvem as sombras
E andam na velocidade do vento
Permeando os sonhos que a ti embalam.
Tenho tenros pés nas terras que andas,
E caminhas sobre mim com formosura
Num passo leve que acalma minha aridez.
Sou o horizonte vasto que teu olhar se perde
E vago pela imensidão longínqua aonde as aves vão
E espalham seus gritos pelas barreiras que me cercam.
Meus cumes são alvos e extensos,
Propensos a esconder teus olhos
Quando não quiseres ver o que perturba.
Tenho ouvidos como a lua para as tuas preces na noite
Que mesmo tristes são ouvidas
E busco conforto nos teus sonhos.
Tenho pernas que bailam como os sons
Para que embalada sejas como a mim
Num desdizer que fica em teu corpo.
Tenho a mim todo, por querer e dar,
Na mesma proporção que queres e precisares
Dos carinhos doces e beijos noturnos.
Sou uma fonte eterna de abraços tenros
Para acalmar tua cisma quando tiveres medo
Das madrugadas frias.
Sou uma fonte vitalícia de carinhos e beijos
Para mudar a tua forma de enfrentar a vida
Pela eternidade,
E a minha voz se faz calma,
Para cumprir em verdade o que precises.
Faço-me em prazeres, sonhos e delícias.
Sou teu se assim quiseres.
Wednesday, December 21, 2011 2:21:37 AM
Rei Salomão, Cântico
Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho, e suave é a fragrância de teus perfumes; o teu nome é como um perfume derramado: por isto amam-te as jovens. Arrasta-me após ti; corramos! O rei introduziu-me nos seus aposentos. Exultaremos de alegria e de júbilo em ti. Tuas carícias nos inebriarão mais que o vinho.
Quanta razão há de te amar!
Wednesday, December 14, 2011 10:50:30 AM
Poem, Nega Nêga, Warley, Poema
Fico perdido e pasmo.
Cismo nas minhas asneiras
E com pesar pelas besteiras
Quanto ao que deixei.
É muito o meu flagelo,
Mas impossível é tentar fugir
Da provocação do seu olhar.
Este me persegue e caça,
E eu, como presa,
Fico à vossa mercê.
Sentidos embaralhados.
Bastam duas horas ao seu lado.
É como um mistério magnífico
Que ainda vou procurar solução.
Não sei o sentido,
Nem mesmo o sentimento
Que completa esta inquietude.
Solidão deturpada,
Que doou em porções,
Mas que recebo em toneladas.
Cruzamos, através dos olhos.
Intencionalmente percebo
Seu lábio entre os dentes,
Pitadas de malícia.
Seu sorriso sem qualquer inocência,
Decência e sentido.
Pitadas do paraíso.
Neste artifício que dato
Com a devida importância que merece
No sentido amplo de sentidos!
E volto sempre.
Ao cheiro da inocência
Que exala da sua pele macia
E fixa nos lençóis egípcios.
Aos finos dedos entrelaçados
Aos talheres de prata
Que compõem sua mesa.
Ao cheiro caro
Que exala do seu pescoço
E me envolve como um garoto.
Ainda assim...
Te observo à distância,
Hoje com meus olhos castanhos
Que brilham a cada toque.
Envolvo todos os sentidos
Para perdê-los novamente
Quando vem andando devagar pelas escadas.
E abre meus olhos pela manhã
Com um beijo de café e doçura
Querendo que o nosso dia
Simplesmente não tenha fim.
Sunday, December 4, 2011 3:48:47 PM
Warley, Silence, Poesia
Olá escuridão, minha velha amiga
Vim conversar com você de novo.
Acabo de perder, por insensatez ou estupidez breve,
Mais um pedaço do meu coração
Que se torna um buraco
Cada vez mais negro e profundo.
Venho propagar pelo silêncio
As minhas lágrimas de desconsolo.
Não consigo transpassar os muros da minha ignorância
Que passam por esta visão turva
De um futuro que desconheço.
A minha fortaleza está abalada
E seus muros caem sobre a minha cabeça.
Ontem sonhei com altos pilares
-que cercavam a cidadela do meu presente-
E desmoronaram com o céu,
Neste sonho eu rezava e pedia ao Deus de Neon
Que perfurasse meus olhos com seus raios
Para que eu não visse mais as besteiras que fiz.
Sei ao certo que não sou uma rocha,
Mas um paradigma mal estruturado.
Agitado eu caminhava só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a luz das lampadas da rua
E todas as pessoas a minha volta
Pediam uma nova chance para seu rei
Que caia fulminado e em silêncio.
Diante de todo o caos acordei brevemente
E vim pedir ao som que ecoa de todos os seus cantos
Para que me levem ao desconhecido,
Pois sinto que não me basta o que tenho,
Basta-me a sensação irritante
De novamente caminhar sozinho
E descalço pelas ruas desertas
Onde você se encontra.
Sunday, October 9, 2011 11:47:10 PM
Ocupações Transitórias, Sem Paredes, Coletivo
O que dizer de várias caixas de correio espalhadas por uma praça acompanhada de muita música? Essa foi a proposta da Oficina de Ocupações Transitörias com Letícia Nabuco que simplesmente encantou a todos na Praça Cívica da UFJF em Juiz de Fora. A oficina tinha como proposta a interação entre público, ambiente e artista numa atitude sensacional que fez com que todos escrevessem e levassem para a casa cartas, bilhetes e até fotografias de pessoas estranhas!
Pode parecer estranho, mas a curiosidade do resultado é emocionante, são várias histórias pessoais, bilhetes engraçados e tantas outras coisas que contém acima de todos muitas partes de suas vidas, através do processo de construçao e reconstrução desse momento único. Esta proposta contagiou a todos e mostrou que certos recursos da comunicação nunca devem deixar de existir, dentre eles o envio das cartas escritas que eram colocadas nos correios e não possuiam a friesa dos emails, segundo Letícia.
Com essa intervenção foi possível perecber que as pessoas ainda podem dar continuidade a um costume que por causa da modernidade, fez com que batesse uma certa saudade de tempos antigos onde a saudade morria a cacetadas de papel que perduram até hoje. Além do fator "saudosista", existe o efeito histórico pois o conhecimento de uma sociedade passa de fato de olharmos para o passado e tentarmos compreender o presente.
Com certeza, para quem conheceu, as cartas eram os melhores veículos de notícias, para aqueles que queriam saber dos parentes, da vida e de eventos diversos em um cotidiano onde o tempo passava um pouco mais devagar, as pessoas não corriam tanto, a velocidade dos carros nem era sentida, mas as ocupações eram permanentes.
Sunday, October 9, 2011 12:15:58 AM
Festival sem Paredes, Coletivo, Tianastácia
O que dizer de uma banda com 16 anos de estrada, 8 CD’s gravados e vários rit’s emplacados? Simplesmente nada e tudo. A banda formada em Belo Horizonte e composta por Maurinho, Podé, Beto, Antonio Júlio e Glauco Nastácia colocaram todos em estado de êxtase e fez com que a Praça Cívica da UFJF tremesse pelos pulos e ouvisse o coro de vozes que se juntou a banda em mais um dia do Festival Sem Paredes.
A banda teve como público aproximadamente 10 mil pessoas que curtiram ao máximo seus grandes sucessos como Criança Louca, Cabrobró, Conto de Fraldas, Na Boca do Sapo tem Dente, além de versões maravilhosas de Seven Nation Army do White Stripes, Faroeste Cabloco da Legião Urbana e Balada do Louco dos Mutantes numa noite em que todos sentiram a pegada rock’n’roll destes representantes máximos do rock nacional.
Após o show tivemos a oportunidade de conversar e conhecer de perto os cinco gigantes que deram o toque especial da festa. O ponto alto foi o senso de humor de todos, o sentimento de um ótimo trabalho cumprido, das ideias sobre composições e trabalhos autorais que se fundem a um maior trabalho coletivo e o resultado é toda a energia e criatividade presentes em todo esse trabalho magnífico que presenciamos. Foi lembrado por eles que o resultado de tanto sucesso é a criatividade suas composições que mantem a Família Nastácia através da cumplicidade e amizade.
Uma prova de toda essa produção são os ótimos CD’s que contam com set’s de ótimas letras e levadas que seguem a linha de sua criação com leves toques das bandas que os influenciaram e por muitas vezes cria debates entre os integrantes, que os levam a um grande material, e esperamos ansiosos, que saia em breve para todos escutarem nos volumes máximos e da maneira que gostar. Afinal, eles se divertem, nós nos divertimos, e esperamos, continuar conjugando este “verbo” por muitos e muitos anos.
Warley Cardoso
Saturday, October 8, 2011 11:16:26 PM
Festival sem Paredes, Cobertura, Sandra Portela
O samba é contagiante, disso todo brasileiro sabe, mas com qualidade, dentro de um lugar que lembra os grandes lugares que recebem público e numa visão intimista, Sandra Portela contagiou o público na UFJF.O Festival Sem Paredes, que integra o Circuito Mineiro de Festivais Independentes, trouxe aoI Festival de Arte e Cultura, promovido pelo DCE da UFJF, o toque da alegria do samba de raiz com versões fenomenais que fizeram o público vibrar, cantar e dançar junto sem parar. Esse sinônimo de brasilidade que, por muitas vezes, deixamos de lado, com toda sua originalidade, nos faz viajar até os lugares que largamos por nossa urbanidade latente. A estrutura que presenciamos assegura tamanha qualidade no lugar que transpira conhecimento, filosofia e ciência.
Esta vivência que nos contagia esteve presente nas equipes de produção e ajudou a acrescentar sorrisos a olhares concentrados e o ritmo fez com que inúmeros pés se mexessem. Um verdadeiro baile de carnaval foi conduzidopor essas pessoas que com maestria e um coro de vozes afinadas embalou grande parte das músicas tocadas.
Além de alguns sucessos da música popular, o partido alto e das marchinhas, não foi esquecido pela banda o contágio viral causado pelos sambas consagrados nas vozes de Alcione, Neguinho da Beija-Flor e outros tantos que são responsáveis pela manutenção da cultura popular que se fez presente nos sambas de enredo das grandes escolas cariocas fazendo deste ambiente uma réplica maravilhosa da Apoteose carioca.
Esta é a função dos Coletivos, trazer entretenimento, diversão, saudosismo, vivências e outros tantos de adjetivos a todas as pessoas que são contagiadas pela rede, através da vontade de pessoas determinadas que vibram com a possibilidade de levar cultura, literatura e música de boa qualidade a todos.“A proposta do Festival de valorizar a música autoral e independente, sem desmerecer o resgaste dos clássicos da MPB e do samba, é muito fantástica”, diz Sandra Portela, que, embora seja juiz-forana,
possui fortes raízes cariocas. Além de fazer shows em alguns dos bares e casas noturnas mais famosos de Juiz de Fora, a cantora também costuma se apresentar em cidades vizinhas à JF.
Warley Cardoso e Daniel Frois
Saturday, October 8, 2011 8:46:55 PM
Festival, Sem Paredes, Impressões, Colcheia
Moçada, mais uma vez embarco na viagem transcedental que acontecem Minas afora do Circuito Fora do Eixo.
Sabemos que grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e contrário a negação do meu dever novamente imergi de cabeça nessa nova experiência, que cada vez mais, me surpreende em todos os sentidos. Começo pelo contato com todos os participantes e a troca de conhecimentos resultantes disso, tive o prazer de ver pessoalmente as ações positivas do Coletivo Sem Paredes de Juiz de Fora em conjunto aos demais coletivos participantes.
Como todos sabem, estas vivências nos proporcionam inúmeras trocas que não se dissipam, mas que ao contrário, retornam em mais outras. Posso dizer que sou privilegiado por participar desta revolução cultural que passa por inúmeras transformações, dentre elas a social, além de ser um canal direto de intretenimento que prima pela transformação dos meios por onde passa através da colaboração e da participação ativa de todos os envolvidos.
Em suma, vocês verão através deste blog todas as ações positivas e as impressões deixadas de um festival que merece nota 10 pela organização, trabalho e envolvimento de todos.
Friday, September 23, 2011 8:46:18 PM
Warley, Não presto
Não me presto a delicadeza dos sonhos
Estes fazem mal, desconcentram e desfocam.
Intorpecem a minha mente
Com suas propostas sem nexo.
Gosto da vida e seu cotidiano intransigente,
Gosto da raiva que sinto cotidianamente.
Gosto das cores que não vejo,
Das coisas que não sei, não entendo
E que não fazem sentido.
Sinto a noite me chamando
E correndo por minhas veias a sua vontade.
Gosto da deslealdade vil
Que percorre os meus instintos.
Da maldade aparente nas minhas palavras,
Do meu sentimento de discórdia e a versão.
Gosto do sentimento malino,
Da cerveja gelada, da música mal tocada,
Da amante desesperada,
De todo essa loucura cíclica
Que repete, repete, repensa
E me torna cada vez mais frio.
Tuesday, September 20, 2011 10:32:02 AM
Warley, Poema parnaso, Poesia, Poema
Circunstancialmente prescrevo:
Sou caçador implacável
Da verdade inefável,
Proscrito da soturnidade
E noturno por prescrição.
Sou amorfo, anafado, anacrônico.
aljofro ao ver o aljazar
de mar a mar;
desfaleço.
Tenho minha "parti pris"
da "parvenu" inverossímil,
O vértice versífero
Da versânia.
Sou verbo defectivo, verso dactílico,
misantropo com minigâncias
de página a página;
dicionarizo.
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