Amor, Poesia e Caos

*...love, poetry and chaos...*

Silence

, ,

Olá escuridão, minha velha amiga
Vim conversar com você de novo.

Acabo de perder, por insensatez ou estupidez breve,
Mais um pedaço do meu coração
Que se torna um buraco
Cada vez mais negro e profundo.

Venho propagar pelo silêncio
As minhas lágrimas de desconsolo.

Não consigo transpassar os muros da minha ignorância
Que passam por esta visão turva
De um futuro que desconheço.

A minha fortaleza está abalada
E seus muros caem sobre a minha cabeça.

Ontem sonhei com altos pilares
-que cercavam a cidadela do meu presente-
E desmoronaram com o céu,

Neste sonho eu rezava e pedia ao Deus de Neon
Que perfurasse meus olhos com seus raios
Para que eu não visse mais as besteiras que fiz.

Sei ao certo que não sou uma rocha,
Mas um paradigma mal estruturado.

Agitado eu caminhava só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a luz das lampadas da rua

E todas as pessoas a minha volta
Pediam uma nova chance para seu rei
Que caia fulminado e em silêncio.

Diante de todo o caos acordei brevemente
E vim pedir ao som que ecoa de todos os seus cantos
Para que me levem ao desconhecido,

Pois sinto que não me basta o que tenho,
Basta-me a sensação irritante
De novamente caminhar sozinho
E descalço pelas ruas desertas
Onde você se encontra.





Ocupações TransitóriasNega Nêga

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