Nega Nêga
Wednesday, December 14, 2011 10:50:30 AM
Cismo nas minhas asneiras
E com pesar pelas besteiras
Quanto ao que deixei.
É muito o meu flagelo,
Mas impossível é tentar fugir
Da provocação do seu olhar.
Este me persegue e caça,
E eu, como presa,
Fico à vossa mercê.
Sentidos embaralhados.
Bastam duas horas ao seu lado.
É como um mistério magnífico
Que ainda vou procurar solução.
Não sei o sentido,
Nem mesmo o sentimento
Que completa esta inquietude.
Solidão deturpada,
Que doou em porções,
Mas que recebo em toneladas.
Cruzamos, através dos olhos.
Intencionalmente percebo
Seu lábio entre os dentes,
Pitadas de malícia.
Seu sorriso sem qualquer inocência,
Decência e sentido.
Pitadas do paraíso.
Neste artifício que dato
Com a devida importância que merece
No sentido amplo de sentidos!
E volto sempre.
Ao cheiro da inocência
Que exala da sua pele macia
E fixa nos lençóis egípcios.
Aos finos dedos entrelaçados
Aos talheres de prata
Que compõem sua mesa.
Ao cheiro caro
Que exala do seu pescoço
E me envolve como um garoto.
Ainda assim...
Te observo à distância,
Hoje com meus olhos castanhos
Que brilham a cada toque.
Envolvo todos os sentidos
Para perdê-los novamente
Quando vem andando devagar pelas escadas.
E abre meus olhos pela manhã
Com um beijo de café e doçura
Querendo que o nosso dia
Simplesmente não tenha fim.















Unregistered user # Wednesday, December 14, 2011 1:32:44 PM