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Espaço Cibernético

Espaço livre contra a babaquice geral que permeia nossa sociedade contemporânea.

Professora Iramar Araújo Sachetini (divulguem)

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Quero aqui deixar claro que não conheço a professora da rede estadual de ensino Iramar Araújo Sachetini. Mesmo não a conhecendo tenho certeza de que o ato criminoso do qual a professora foi vítima não pode ficar por isso mesmo.

Ao ler o artigo de Olavo de Carvalho sob o título Conspiração de iniqüidades fiquei enojado. Segue o trecho relativo à violência sofrida pela cidadã Iramar Araújo Sachetini:

"Terça-feira passada, um aluno da Escola Estadual Darcy Pacheco, em São José do Rio Preto, SP, ateou fogo aos cabelos da professora Iramar Araújo Sachetini. Sob os risos de toda a classe, só uma aluna correu para ajudar a professora, impedindo-a de sofrer queimaduras desfigurantes. A Secretaria Estadual de Educação anunciou que o menino não será punido, porque seu delito “não foi grave” (sic) e aconselhou seu pai a não transferi-lo para outro estabelecimento, porque isso poderia trazer dano à sua carreira escolar. A aluna que socorreu a professora, no entanto, não tem comparecido às aulas, por medo da represália de seus colegas. Nenhuma medida para protegê-la foi anunciada pela Secretaria ou pela diretoria da escola. A professora, humilhada três vezes -- agredida pelo aluno, ridicularizada pela classe e frustrada em seu pedido de punição para o agressor – está desesperada e não sabe a quem recorrer."

Já enviei meu e-mail exigindo providências por parte da secretaria da Educação[info@educacao.sp.gov.br] com cópia para secretaria da Justiça[seguranca@sp.gov.br]. Enviei também relato para o fale conosco do governo estadual.

Aqueles que também sentirem indignação, nojo, etc, então escrevam, protestem, exijam Justiça para a professora Iramar Araújo Sachetini. Nenhum cidadão deve sentir-se desamparado.

Post no Orkut.

O Partido dos Trabalhadores rouba a sociedade utilizando-se da administração pública federal

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Recentemente o jornalista Jorge Serrão nos brindou com a seguinte nova [1]:

O Partido dos Trabalhadores arranjou uma maneira generosa de aumentar a arrecadação para sair um pouco do “vermelho” das dívidas: o governo do poderoso Lula autorizou um reajuste de até 140% nos chamados cargos comissionados. Ao assinar a Medida Provisória 375, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, Lula ajuda os cofres de seu partido, que recolhe, todo mês, pelo menos 20% do salário dos seus militantes que ocupam funções gratificadas de confiança na administração federal.

A generosidade de Lula, que beneficia o caixa de seu partido, terá um impacto de R$ 277 milhões até dezembro. Os índices de reajuste variam de 30,57% a 139,75%, conforme o cargo comissionado exercido por 21 mil e 500 servidores. A elevação nos salários vale a partir de 1º de junho. Deste total, 4 mil 600 deles ingressaram na gestão federal sem concurso público, já que ocupam cargos de livre provimento. O restante é servidor de carreira.

Os beneficiados com o aumento são secretários especiais da Presidência da República e comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, que ocupam cargos de natureza especial. Terão também a remuneração elevada técnicos e chefes de áreas operacionais que ocupam cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), além daqueles que ocupam cargos de Direção das Instituições Federais de Ensino (CD) e cargos comissionados nas agências reguladoras. O Ministério do Planejamento alega que o último reajuste na remuneração dos cargos comissionados foi concedido em junho de 2002.

Confira a variação de salários para DAS:

DAS-6 - 37,93%: sobe de R$ 7.575 para R$ 10.448, beneficiando 193 servidores.
DAS-5 - 32,01%: sobe de R$ 6.363 para R$ 8.400, beneficiando 943 servidores.
DAS-4 - 30,57%: sobe de R$ 4.898 para R$ 6.396, beneficiando 2.886 servidores.
DAS-3 - 139,75%: sobe de R$ 1.575 para R$ 3.777, beneficiando 3.588 servidores.
DAS-2 - 79,38%: sobe de R$ 1.403 para R$ 2.518, beneficiando 5.366 servidores.
DAS-1 - 60,47%: sobe de R$ 1.232 para R$ 1.977, beneficiando 6.821 servidores.

O salário dos Secretários Especiais da Presidência da República será de R$ 10.748,43.


Tratando do mesmo assunto, o jornalista Reinaldo Azevedo oferece sua contribuição para com a verdade dos fatos [2]:

O que falta dizer neste vergonhoso aumento determinado para os “servidores federais”, que ficou entre 30,57% e 140%? Será que eles não o merecem, nunca? Não é uma boa política elevar os ganhos para manter os melhores quadros? Nem diga! Eu sempre fui favorável ao aumento diferenciado. Quando, lá atrás, a então secretária da Administração, Cláudia Costin, implementou essa medida, eu apoiei. O PT é que foi contra. Lembro-me que os perturbados queriam reajuste, em linha, de 70% para todo o funcionalismo federal. A CUT tingiu de vermelho a Esplanada dos Ministérios. No comando? Luiz Marinho, o atual ministro da Previdência, e Vicentinho.

Ocorre que os aumentos então determinados por Cláudia Costin eram para funcionários de carreira: aqueles que permanecem na administração pública mesmo quando muda o governo. Ah, os do PT são diferentes. Também dá aumento apenas para alguns: não escolhe categorias profissionais, não, mas uma categoria eminentemente política. Terão salário reajustado as quase 23 mil pessoas que têm cargos comissionados — vale dizer: cargos de confiança. Vale dizer com ainda mais precisão: terão reajuste de salário os petistas que estão alojados na máquina pública.

O leitor não é bobo, é claro. Os petistas, todos sabemos, têm de contribuir com uma parcela do seu salário para o partido. O parágrafo 1º do artigo 35 do Regulamento do III Congresso Nacional, que acontece em setembro, deixa muito claro:

§ 1º: Os(as) filiados(as) ocupantes de cargos eletivos (governantes e parlamentares) deverão efetuar suas contribuições partidárias, correspondente a um percentual do total líquido da respectiva remuneração mensal, obedecendo a seguinte tabela:

Remuneração mensal Percentual de contribuição

Até R$ 2.100,00 - 2%
De R$ 2.100,00 a R$ 3.500,00 - 3%
De R$ 3.500,01 a R$ 5.250,00- 5%
De R$ 5.250,01 a R$ 7.000,00 - 8%
Acima de R$ 7.000,01 - 10%

Neste ano, o reajuste decidido pelo governo custará R$ 277 milhões. Os índice acima são variáveis. Vamos jogar baixo: digamos que 5% desse total sejam transferidos ao PT: ao aumentar o salário dos cargos comissionados, o partido manda para seus próprios cofres, só neste ano, R$ 13,850 milhões a mais; no ano que vem, os gastos a mais do governo somarão R$ 500 milhões — R$ 25 milhões para o PT. Tá bom, tire-se uma naco disso para impostos. Que o PT ficasse com a metade, o método continua a ser a mais escancarada sem-vergonhice.

E, além desse aspecto, há o péssimo sinal que se está emitindo. Reitero: fosse investimento na burocracia estável, tudo bem. Mas não é. Trata-se mesmo de engordar a pança dos companheiros. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) falou sobre a necessidade do reajuste e deu exemplo de um veterinário que estaria ganhando abaixo do que paga o mercado... Veterinário exercendo cargo comissionado???

Ele é de confiança de quem? Da vaca?


Dois competentes jornalistas abordam o mesmo tema, e trazem à luz a verdade escondida por trás do reajuste autorizado pelo Apedeuta de até 140% concedido ao cargos comissionados, ou seja, transferir recursos do estado para o partido dos trabalhadores de maneira indireta através da expropriação de até 20% do salário dos militantes petistas (será que somente petistas?) que ocupam funções gratificadas de confiança na administração federal. Sendo assim, é justo deduzir que a gratificação é nada mais do que um assalto ao estado em benefício de um partido político, o qual, não por mera coincidência, é o que está encastelado no governo federal, e que quer, não se iludam com o contrário, ficar por lá indefinidamente. É mais do que óbvio concluir que o partido dos trabalhadores usa a máquina do estado em proveito próprio, ou melhor, que aqueles que estão no partido dos trabalhadores, o utilizam como meio de chegar ao poder e, posteriormente, transferir recursos do estado para o partido, isto é, para aqueles próprios que se beneficiam disso no partido. Isso na verdade demonstra um esquema bem arquitetado de privatização do estado. O estado agora é do partido dos trabalhadores. O estado agora é daqueles que estão nos postos-chave do partido dos trabalhadores. O estado agora nada mais é do que a fonte de renda daqueles que se beneficiam do esquema de transferência de recursos provenientes do aparato do estado para o partido dos trabalhadores. Ocorre que o estado não produz riquezas, ele apenas expropria os recursos da sociedade que trabalha e paga impostos. Então, o que ocorre é uma descarada pilhagem da sociedade feita para sustentar a nomenklatura petista. Isso é o clássico procedimento das ditaduras nazicomunofascistas. A nova classe social que surge, a nomenklatura, oriunda da burocracia partidária e assalta descaradamente a sociedade em proveito próprio.

Quem são aqueles que utilizam o partido dos trabalhadores para assaltar o estado brasileiro em proveito próprio?

A resposta pode ser deduzida a partir dos dois artigos a seguir. Basta ir juntando os fatos, e pronto. Ter-se-á em mente o quadro completo da verdadeira revolução socialista do partido dos trabalhadores e seus aliados. Nada mais do que o uso da esfera política como meio de tomada da administração estatal e desvio de recursos para a nova classe social oriunda do sindicalismo de inspiração fascista fruto das leis trabalhistas inspiradas totalmente no regime de Benito Mussolini. Sindicalismo de orientação fascista, somado à intelectualidade de orientação marxista. Imaginem o monstro que foi gerado. Tenham idéia então nas mãos de quem foi colocado o destino deste quase-país. Não há esperança se a reação não for efetivada.

O artigo “Conexão São Bernardo – Brasília” de autoria do historiador e escritor Marco Antonio Villa publicado no caderno Aliás do jornal O Estado de São Paulo em 13 de maio de 2007 responde claramente a questão [3]:

Os depoimentos de sete presidentes do sindicato dos metalúrgicos do ABC (que reúne os sindicatos de São Bernardo do Campo e Santo André) transcritos no site [4] são importantes para entendermos o governo Lula. Com patrocínio cultural da Brasil Telecom, Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Meneghelli, Vicente Paulo da Silva, Luiz Marinho, Heiguiberto Navarro, José Lopez Feijó e João Avamileno, relatam suas memórias. Curiosamente, a história sindical regional, segundo o site, começou com eles (“os sindicalistas autênticos”) que fundaram o PT (isto em uma região que teve greves heróicas desde 1934 e que em 1947 elegeu um prefeito comunista).

Claro que o primeiro depoimento tinha de ser de Lula. Além dos fatos já bem conhecidos, relata um linchamento que presenciou, em 1960: “Era uma fábrica de meias, e tinha lá meia dúzia de pessoas trabalhando, o piquete passou e mandou parar e o dono da fábrica não quis parar. Aí, o pessoal invadiu a fábrica. O dono da fábrica atirou. Atirou num piqueteiro e os outros subiram e jogaram ele da janela para baixo. Ele morreu. O pessoal matou o dono da fábrica.” Ponto final. Nenhuma censura, crítica, nada.

Em 1966, começou a trabalhar na Villares e três anos depois fez parte da diretoria do sindicato como suplente, por indicação do irmão, frei Chico, vinculado ao PCB: “Nessa época, eu só lia A Gazeta Esportiva”. Em 1972 foi eleito primeiro-secretário. Logo se afastou do irmão e não aceitou apoiar uma chapa de oposição sob influência do partidão. Posteriormente, isolou Paulo Vidal, ex-presidente do sindicato e que o apoiou na eleição de 1975.

Sua liderança se consolidou em 1977, quando da campanha de reposição salarial referente à manipulação da inflação de 1973: “O Delfim Netto”, diz ele, “tinha falsificado os índices de inflação.” No ano seguinte começaram as grandes greves, sem que a iniciativa fosse do sindicato. Em 1979, nova greve. A diretoria preparou a categoria para uma longa paralisação, construiu um ambiente de guerra, como explica Lula. Porém, os empresários cederam e atenderam às reivindicações. Na assembléia realizada no estádio da Vila Euclides, os operários desejavam continuar a greve. Cada orador que falava em terminar o movimento era vaiado: “Já tinha visto dois falarem na minha frente e sabia que os trabalhadores não queriam voltar ao trabalho.” Continua Lula: “ao invés de propor a aceitação do acordo, pedi um voto de confiança. Aí, a categoria me deu o voto de confiança.” Pouco depois, se reuniu com os empresários e acabou com a greve. Relata nebulosamente como desapareceu das assembléias, durante a intervenção no sindicato, na greve de 1979. Só voltou após ser intimado por uma comissão de sindicalistas liderados pela atriz Lélia Abramo.

A longa (e derrotada) greve de 1980, para Lula, foi uma vitória: “Não ganhamos nenhum vintém, não ganhamos nenhum centavo. Perdemos muito, entretanto, do ponto de vista político, nós nunca ganhamos tanto, porque, depois da greve, veio a consolidação do PT enquanto partido político.” Conta alegremente os 31 dias de prisão, em 1980, e que lhe renderam uma aposentadoria. O delegado Romeu Tuma, do DOPS, atendeu todas as suas solicitações: desde um dentista, para tratar de uma dor de dente, até uma televisão para ver os jogos do Corinthians. Mesmo assim, houve uma greve de fome, contra a vontade de Lula: “Eu até tentei guardar umas balinhas embaixo do travesseiro. O Djalma descobriu e jogou fora as minhas balinhas.”

Em 1981 Lula foi substituído por Jair Meneghelli, que começou a trabalhar na Willys, em 1963. Filiou-se ao sindicato 14 anos depois. Mas o fez sem qualquer vinculação com a luta travada à época pela reposição salarial. Queria cursar madureza (o supletivo de então): “Quem era sócio pagava metade, quem não era sócio pagava integral. Então eu fiquei sócio para pagar metade.” Tinha como leituras prediletas o gibi infantil Tio Patinhas e A Gazeta Esportiva. Conta que ouviu a notícia da morte de Carlos Marighella pelo rádio, quando estava trabalhando: “Para nós, aquilo foi uma festa, mataram um bandido, nós até comemoramos.”

Em 1978 recebeu de Wagner Lino, militante comunista, o livro Dez dias que abalaram o mundo, do célebre jornalista americano John Reed, que trata da Revolução Russa de 1917. Diz que não entendeu nada: “Lia duas páginas e me esquecia o que eu tinha lido. Tinha lá exército vermelho, verde, cor-de-rosa, sei lá, um monte de coisa, cheguei para o Wagner, devolvi o livro e falei: ‘Wagner esse negócio é muito confuso rapaz, é um monte de partido naquela desgraça, o bom é aqui no Brasil, só tem Arena e MDB.’” Em 1981, foi surpreendido pela indicação de Lula para que assumisse a cabeça da chapa para o sindicato: “Qualquer dificuldade que eu tiver, pego o carro e corro aqui na sua casa.”

Vicente Paulo da Silva sucedeu Meneguelli. Aos 20 anos, em 1976, migrou para São Bernardo. Conseguiu emprego 11 dias depois. E isto “porque eu fiquei escolhendo onde trabalhar.” No ano seguinte se filiou ao sindicato. Achava que era um clube: “imaginava que tinha clube mesmo, para poder se encontrar, ir para alguma festinha.” Participou pela primeira vez de uma greve em 1979. Dois anos depois entrou para a diretoria. Em 1987 é eleito presidente do sindicato e sete anos depois assumiu a presidência da CUT.

Luiz Marinho sucedeu Vicentinho, após breve interinato de Heiguiberto Navarro. Chegou a São Bernardo em 1978, quando foi trabalhar na Volkswagen. Tinha 29 anos. Dois anos depois foi ao sindicato para se associar. Como esqueceu a carteira profissional não foi possível a filiação. Desistiu. Só voltou meses depois. Mesmo assim, em 1984 foi eleito tesoureiro. Permaneceu 12 anos em cargos burocráticos. Em 1996 chegou à presidência do sindicato e seis anos depois foi eleito presidente da CUT.

São biografias de êxito, para ficar somente nestes quatro depoimentos: presidente da República, deputado federal, ministro de Estado e presidente do Sesi. O que chama a atenção nos relatos é o arrivismo, o baixo nível de consciência política, o economicismo, a breve militância e a rapidez na ascensão burocrática, além do desejo de se afastar do universo cotidiano da fábrica. Os princípios políticos são abandonados segundo as conveniências de momento, assim como os aliados são descartados quando não são mais necessários. O universo da formação cultural das lideranças operárias é paupérrimo. Não se fala em livros, jornais, panfletos, como na tradição do movimento operário. O mundo se resume ao sindicato, ao bar. São mais pequenos burgueses que operários. Almejam a ascensão social e vão encontrá-la no caminho de São Bernardo para Brasília.


Mais recentemente, em 19 de junho, Wálter Nunes escreve na revista Época sobre “A ascensão dos bons companheiros”, trazendo novamente à luz a estratégia petista de utilizar o partido como instrumento de tomada do poder em benefíco próprio. O assalto a sociedade é claro e repugnante [5]:

Ao ser preso pela polícia federal sob a acusação de pertencer a um grupo que explorava ilegalmente máquinas caça-níqueis, Dario Morelli Filho, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi classificado pelos petistas que o conheciam como um “faz-tudo”. Era uma forma de descrever sua atividade como uma espécie de auxiliar de serviços gerais do partido, encarregado de cuidar de tarefas de confiança que iam desde a segurança de Lula nas campanhas eleitorais até o registro do boletim de ocorrência sobre o furto de fios de cobre na chácara do presidente. A remuneração oficial de Morelli vinha de empregos públicos obtidos por conta da influência de amigos petistas. Até ir para a cadeia, duas semanas atrás, ele tinha um cargo de assessor técnico na Companhia de Saneamento da Prefeitura de Diadema, comandada pelo PT, com salário de R$ 4.800.

A Operação Xeque-Mate, da PF, revelou outro Morelli. As investigações mostram como ele aproveitou a chegada do PT ao poder federal para trilhar também uma diversificada carreira empresarial de trajetória ascendente nos últimos quatro anos e meio. Segundo a PF, Morelli é sócio oculto de uma casa de bingos em Ilhabela, no litoral paulista, e liderava um esquema de pagamento de propinas a policiais. Seria também intermediário de negócios com bancos oficiais, aproveitando-se de seu trânsito em Brasília. Gravações em poder da polícia citam seu envolvimento na tentativa de liberar financiamentos de R$ 100 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas do Amazonas. Entre 2002 e 2006, período em que seu compadre Lula se tornou presidente, a movimentação financeira anual de Morelli quase quadruplicou, segundo relatório da PF. Passou de R$ 176 mil para R$ 661 mil. Os rendimentos declarados por Morelli à Receita Federal não são, diz a PF, compatíveis com esse crescimento.

Morelli, segundo o cientista político Leôncio Martins Rodrigues, professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é um exemplar de uma nova elite que emergiu com a ascensão política do PT. Essa elite é formada pelos burocratas do partido, pelos militantes profissionais e por sindicalistas que transformaram o PT e os governos petistas em trampolim social. “A atividade política gera recursos, e muitas pessoas enxergam nela oportunidades de negócios”, diz Martins Rodrigues. “Isso acontece com todos os partidos. A diferença é que, no PT, os militantes costumam vir das classes mais baixas da sociedade e mudam de classe social.”

A ascensão social por meio da política não é uma invenção do PT. “Muitas pessoas entram em partidos de operários para ascender socialmente. Isso também aconteceu com os partidos na Europa e nos Estados Unidos”, diz o cientista político Aldo Fornazieri, diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Alguns militantes melhoram de vida fazendo carreira como funcionários do partido. Outros vivem dos cargos que se abrem com as conquistas de prefeituras, governos estaduais e de empresas públicas.

É o caso do ex-presidente da CUT Jair Meneguelli, no passado um dos líderes sindicais mais aguerridos no enfrentamento contra a força do capital. No começo do governo Lula, Meneguelli trocou um mandato de deputado federal pela presidência do Serviço Social da Indústria (Sesi). Ganhou um amplo gabinete num dos prédios mais valorizados de Brasília, passou a circular pela cidade no banco traseiro de um Ômega australiano e começou a receber salários de mais de R$ 24 mil, quase o dobro do que receberia como parlamentar. Em entrevista a ÉPOCA, no ano passado, Meneguelli explicou a escolha dizendo que no Sesi poderia “fazer mais coisas que na Câmara”.

Finalmente, há o caminho mais rentável: montar empresas para fazer negócios com o partido e com os governos que seus correligionários comandam. Nessa categoria, o roteiro quase sempre segue o mesmo padrão: o militante abre uma empresa e passa a trabalhar para o partido, prefeituras, governos estaduais ou empresas públicas comandadas pela legenda. Morelli afirmou à polícia que seu dinheiro vem de uma empresa que aluga veículos para campanhas do PT.

Nos últimos anos, o PT produziu vários personagens parecidos com Morelli – na trajetória empresarial e nos problemas com a Justiça. Sérgio Gomes da Silva, o Sérgio Sombra, acusado pelo Ministério Público de São Paulo de ser o mandante do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, também começou no PT trabalhando como segurança de candidatos do partido. De família humilde, Gomes enriqueceu e virou dono de uma frota de ônibus que atuava como concessionária da Prefeitura de Santo André. Em Ribeirão Preto, durante a gestão do prefeito Antônio Palocci, o advogado Rogério Buratti foi nomeado secretário de Governo da Prefeitura. Suspeito de irregularidades com obras do município, foi exonerado e montou uma consultoria, a Assessorarte. O negócio foi um sucesso. Rapidamente, ele conseguiu contratos com sete prefeituras petistas. Em 2005, Buratti passou alguns dias preso acusado de participar de um esquema de corrupção na Prefeitura de Ribeirão Preto – assim como aconteceu com Gomes e Morelli.

O que as trajetórias de Morelli, Sérgio Sombra e Buratti destacam, segundo os analistas políticos, é a existência de uma relação perigosa entre o PT e os militantes que se organizam para ganhar dinheiro a partir dele. “Contratar empresa de colega de partido facilita a troca de favores”, diz Aldo Fornazieri. “E essa troca de favores é geralmente sinônimo de desvio de dinheiro público e doação de campanha.”

Para Dario Morelli, depois da ascensão social e política veio a fama. Na noite da quarta-feira, apenas quatro horas depois de sair do presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul – onde ficara dez dias –, ele foi comemorar a liberdade. Vestido com uma camiseta da grife francesa Lacoste, Morelli foi à lanchonete de outro militante petista, onde encontrou um grupo de repórteres que está na cidade para acompanhar os desdobramentos da Operação Xeque-Mate. Ao ver os jornalistas, Morelli aproximou-se sorridente para conversar. Elogiou a estrutura do presídio em que estivera e ironicamente disse estar vivendo um momento de celebridade. “Ofusquei até o Alemão do Big Brother”, disse aos jornalistas. “Agora, São Bernardo (município da Grande São Paulo) tem três homens famosos: o Lula, o Alemão e eu.”


Impressionante como tudo é tão claro e não há movimento efetivo no sentido de abortar essa estratégia que está corroendo o estado democrático em favor de uma ditadura de inspiração cubana. É tudo tão nítido, límpido. Talvez tão óbvio que ninguém acredite que realmente exista. E quando acreditarem, será tarde demais para arrumar as coisas pelas viais democráticas. Aí haverá ranger de dentes e lamentações.

Atualização em 20 de junho de 2007

Jorge Serrão traz mais informações [6]:

Depois de aumentar o salário de mais de 21 mil pessoas que ocupam postos de confiança, o governo Lula autorizou, de forma camuflada, na edição de ontem no Diário Oficial, a criação de mais 626 cargos comissionados.

Desses, 83 estão sob o comando de Roberto Mangabeira Unger, ex-crítico do presidente Lula, empossado ontem na Secretaria de Planejamento de Longo Prazo.

Além das necessidades administrativas alegadas pelo Planalto, a combinação das duas medidas facilitará as negociações políticas para a composição do governo e reforçará o caixa do PT, que recebe parte do salário dos filiados que ocupam cargos públicos.


Parece que se torna cada vez mais óbvio o assalto promovido pelo partido dos trabalhadores à sociedade brasileira honesta através do estado. O deputado do Julio Redecker (PSDB-RS) fez declaração na câmara dos deputados sobre o tema [7]:

O líder da minora na Câmara, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), afirmou que os cargos de confiança criados pelo governo Lula só servem para enriquecer o caixa do PT. “A lógica é muito simples. Quanto mais cargos de confiança, mais dinheiro para o caixa do PT", definiu o parlamentar.

O tucano declarou que o tesoureiro do PT está fazendo as contas. “O tesoureiro afirmou à Imprensa que ainda não há como quantificar, mas na atual situação qualquer recurso ajuda a melhorar a nossa saúde financeira. Sem considerar o reajuste, os comissionados respondem por 15% da receita de R$ 2 milhões contabilizada a cada mês pelo PT. São quase R$ 4 milhões por ano, se for incluído o 13º salário.”

Redecker lembrou que Lula é o campeão das medidas provisórias. “Nenhuma novidade no uso de Medida Provisória para mais esse aumento salarial. O presidente Lula já é campeão absoluto no uso de MP. Contudo, há uma particularidade muito curiosa nesse aumento. Os índices aplicados, variam de forma crescente na direção dos DAS de nível mais baixo porque nessas posições é que estão alojados os companheiros”, disse o deputado.


O DEM (Democratas) apresentou contestação ao TSE sobre contribuições partidárias de funcionários comissionados no governo [8]:

O partido Democratas contestou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cobrança de doações de funcionários comissionados no governo para partidos políticos. A sigla alerta para a possibilidade de uma legenda promover uma “festa” de nomeações de filiados para cargos públicos para aumentar a arrecadação partidária.

Se o TSE agir, o partido que corre maior risco é o PT, que criou 660 novos cargos somente nesta semana, através de medida provisória do governo Lula. A administração petista ainda aumentou os salários dos comissionados entre 30,57% e 139,75%, o que custará ao Tesouro mais de R$ 300 milhões em 2007.

A lei em vigor diz que “autoridades ou órgãos públicos, autarquias, empresas públicas ou concessionárias de serviços públicos podem repassar recursos de qualquer espécie a partidos políticos.”

Estima-se que desde o início do governo, Lula já apadrinhou mais de 40 mil militantes com cargos no Planalto, sendo 21.563 em cargos de confiança.




[1]http://alertatotal.blogspot.com/2007/06/caixa-do-pt-o-grande-beneficiado-do.html
[2]http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/06/parte-do-reajuste-de-salrio-de-at-140.html
[3]http://txt.estado.com.br/suplementos/ali/2007/05/13/ali-1.93.19.20070513.15.1.xml
[4]http://www.abcdeluta.org.br/
[5]http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?do=Wm14aGRtOXlKVE5FYldGdVkyaGxkR1Z6SlRJMmFXUWxNMFF4TlRNM01UUkxRUT09WnhQMko=
[6]http://alertatotal.blogspot.com/2007/06/aposta-no-senado-que-renan-no-passa-de.html
[7]http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?do=Wm14aGRtOXlKVE5FYldGdVkyaGxkR1Z6SlRJMmFXUWxNMFF4TlRNNU1qUkxRUT09WnhQMko=
[8]http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?do=Wm14aGRtOXlKVE5FYldGdVkyaGxkR1Z6SlRJMmFXUWxNMFF4TlRNNU1UUkxRUT09WnhQMko=

Militares em Vigília

No final da nota, o Clube da Aeronáutica se coloca de prontidão diante da crise:

“Dependendo das providências corretivas a serem praticadas pelo Governo Federal, o Clube de Aeronáutica exorta a todos os oficiais da Aeronáutica e das demais Forças Singulares, ativos e inativos, da mesma forma que a todos os civis que se preocupem com a integridade das suas Forças Armadas e da sua Pátria, ameaçadas por instâncias do próprio Governo Federal, para se reunirem em Assembléia Permanente, em vigília cívica, nas instalações do Clube de Aeronáutica, na Praça. Marechal. Âncora, nº. 15 – Centro – Rio de Janeiro”.

O apoio a este movimento poderá ser manifestado por meio do endereço eletrônico presidente@caer.org.br ou pelo telefone 2220-8741, das 9 às 17 horas, de terça a sexta-feira.

http://www.movimentodaordemevigilia.blogspot.com

O tempo vai passando... E Lula vai ficando...

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" Se depender de Lula, e a realidade não lhe impuser maiores percalços - como uma crise econômica internacional -, seu segundo mandato será exatamente assim como tem sido nesses primeiros meses. Calmo, rotineiro, uma visita aqui, outra ali, sem fazer marola, naquele clima baiano-entorpecente que se fica após tomarmos umas caipirinhas ao som do mar de Itapuã..."

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Lula quer o silêncio dos militares

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A contrapartida do governo para o “silêncio obsequioso” dos chefes militares será a promessa de mais investimentos para as forças armadas, no segundo mandato, além da garantia de que os militares não serão afetados por quaisquer medidas macro-econômicas que venham a ser tomadas pelo governo. O problema de Lula é que os militares, idealistas, não costumam aceitar “moedas de troca”.


[ íntegra do texto ]

A revolução silenciosa

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A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida.
Ela é bem diferente.
É hoje silenciosa e sorrateira.
Sua meta é o subdesenvolvimento.
Sua meta é que não possamos decolar.


[ íntegra do texto ]

O que você faz quando encontra um carro com vidro sujo?

Scott Wade sabe o que fazer !!!

[ clique para ver a apresentação ]

basta clicar sobre cada slide para avançar pelas imagens


Thanks, Cynthia
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