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Espaço Cibernético

Espaço livre contra a babaquice geral que permeia nossa sociedade contemporânea.

Posts tagged with "VOTO NÃO!"

Apuração dos votos do referendo de hoje

O site da Folha de São Paulo traz gráficos que traduzem o posicionamento das informações da apuração dos votos nos diversos Estados da Federação.



[ Apuração ]


Última atualização: 24/10/2005 - 00h55 (Fonte: TSE)


Não: 63,90% - Sim: 36,10%


Impressionante, até o atual momento, em unidades da Federação, tais como: Tocantins, Santa Catarina, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amapá, e Acre, o NÃO! tem índices sempre acima de 70% dos votos válidos. Os Estados do Acre e Roraima disputam a liderança do NÃO! com base nesta última atualização. A apuração em quase toda a Federação já está aproximando-se do final.

Fagner: Comigo é no tapa..

"Fiquei louco com aqueles artistas posando de anjinhos ao lado do SIM. Eles tinham de pôr a cara na TV para cobrar o Lula"




Hehehe.. A grande "contribuição" que o atual "presidente da república" nos deu, foi a definitiva adoção do maniqueísmo como forma de tratar nossa realidade. Tudo agora é "sim" e "não". Tudo se baseia no "certo" ou "errado". Em geral, o "certo" é o que interessa ao governo federal, e o "errado" é o que interessa à sociedade que trabalha, paga impostos, e sustenta a camarilha lotada em Brasília.

Sendo assim, o serviço de utilidade pública em ação mais uma vez, reproduzindo agora neste humilde blog a entrevista do cantor Fagner concedida a revista Veja (edição 1928). Legal mesmo é ele detonando aqueles artista que ficaram bajulando o Lula, mas depois que a casa meio que despencou, então deram no pé. Esta é a mesma gangue da pomba branca, ou seja, o povo do "politicamente correto", isto é, o que dá "ibope". Só assim pra eles manterem suas "carinhas de pau" bem untadas com óleo de peroba.

Valeu Iara.. :up: . one more time!!!


Segue a entrevista

Em Fortaleza, onde voltou a morar no ano passado, ele é "dom Fagner". Dono de pontos de vista polêmicos e de uma carreira que já dura mais de trinta anos, o cantor Raimundo Fagner, de 56 anos, vive com a casa cheia. "É um entra-e-sai danado. É gente precisando de dinheiro, querendo ajuda, pedindo conselho, uma loucura." O último item, sobretudo, ele distribui generosamente. Dá palpites na vida da senadora Patrícia Gomes, do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do ministro Ciro Gomes e do senador e ex-governador Tasso Jereissati – todos seus amigos há décadas. Assim como sua voz, que no início da carreira um crítico disse ser de "taquara rachada", as opiniões de Fagner nem sempre soam doces aos ouvidos do meio artístico. Nesta entrevista, o cantor – cujo mais recente CD, Donos do Brasil, foi indicado ao Grammy Latino – acusa os colegas de se omitirem diante da crise do governo que ajudaram a eleger, critica a obsessão dos artistas pelas opiniões "politicamente corretas" e diz que Lula só não sofreu impeachment até agora por incompetência da oposição.

Veja – Recentemente, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o senhor criticou os artistas que apóiam publicamente o desarmamento dizendo que são todos "maria-vai-com-as-outras". O que quis dizer com isso?
Fagner – Quis dizer que artistas costumam agir em bando, só seguindo a manada. Querem sempre ser "bonzinhos", "de esquerda", "do bem" – e, muitas vezes, nem refletem sobre o que estão dizendo. Esse referendo sobre o desarmamento – que eu acho, antes de tudo, inoportuno – é um exemplo. Tenho certeza de que muitos atores e cantores são contra o desarmamento. Mas você acha que eles têm coragem de ir à TV dizer isso? Têm medo de parecer politicamente incorretos. Fiquei louco quando vi aquele monte de artistas posando de anjinhos ao lado do SIM. Eles deveriam era botar a cara na televisão para exigir explicações do presidente. Afinal, foram eles que colocaram o Lula lá. Só que, agora, não têm coragem de vir a público dizer que estão decepcionados com ele.

Veja – E por que não teriam essa coragem?
Fagner – Porque artista é vaidoso demais para dizer que errou. O resultado é este: fica o presidente de um lado, dizendo que não sabia de nada, e os artistas, que o elegeram, de outro, sem acreditar nessa balela, mas sem peito para botar a boca no trombone.

Veja – De quem o senhor está falando?
Fagner – De Gilberto Gil, que está lá, junto de Lula. De Caetano Veloso, que está calado. De Chico Buarque, que só declarou que está triste. O que se passa na cabeça de uma Fernanda Montenegro, que não diz nada numa hora dessas? A vida toda eu apoiei, no Ceará, o (hoje ministro) Ciro Gomes e o (hoje senador) Tasso Jereissati. Se um dia aparecer alguma ladroagem de um dos dois, eu vou ser o primeiro a falar.

Veja – De que forma esses artistas deveriam se manifestar, na sua opinião?
Fagner – Você já imaginou o impacto que poderia ter uma carta pública de Chico Buarque para o presidente Lula? E já imaginou se o Zezé Di Camargo falasse alguma coisa? Mas ele não fala. Está sem tempo e também tem umas dívidas para receber do PT. No lugar deles, vem essa filósofa, Marilena Chaui, defender o indefensável. Assisti a uma entrevista dela outro dia. Durante duas horas ela ficou nesse negócio de "filosoficamente falando". Parecia que no dicionário dela não existia a palavra "corrupção". E fica um bando de abestados achando ótimo o que ela diz.

Veja – O senhor disse que admira Caetano Veloso, mas já teve diversas brigas com ele que se tornaram públicas. Qual a razão desses desentendimentos?
Fagner – Tem uma história que diz que baiano não "nasce", baiano "estréia". E Caetano tem um problema de ego: quer sempre aparecer. Quando não tem assunto, vai à mídia e diz que é melhor que o Chico Buarque e o Milton Nascimento juntos.

Veja – E por que vocês brigam?
Fagner – A primeira briga que tive com Caetano foi logo quando cheguei do Ceará. Ele convidou a mim e a outros artistas para irmos a sua casa, no Rio de Janeiro. Eu era um novato na turma, nem tinha gravado nada ainda, acho que era no comecinho dos anos 70. Começaram a pedir que ele cantasse. Ele não quis, disse que estava cansado. Eu, então, peguei meu violão e cantei. Todo mundo adorou, menos Caetano, que fechou a cara. Tempos depois, eu estava conversando com Nara Leão quando ele chegou e se pôs de costas para mim. Nunca mais pisei na casa dele.

Veja – Não foi a única briga de vocês...
Fagner – Teve outra. Eu morava no Rio e era começo dos anos 80. Estávamos eu, Roberto Carlos e ele preparando uma canção para o "Nordeste já". Foi uma mobilização de artistas para angariar fundos para o Nordeste, que havia passado por uma seca enorme. O Roberto, com aquele jeito apaziguador, começou a falar como era legal o fato de eu e Caetano estarmos juntos, depois de brigarmos tanto. Daí, o Caetano foi se lembrando das brigas e se zangando. Eu sabia que ele estava com fome e fui para a cozinha fazer alguma coisa para ele comer. Mas na minha geladeira só tinha um ovo. Fiz o ovo e vinha vindo com ele para dar a Caetano, mas ele continuou falando, falando, querendo confusão. Bom, terminei entrando no pau e jogando o ovo de Caetano no chão. Ele sabe que, comigo, é no tapa. Mas digo: sou doido por Caetano.

Veja – Durante um certo tempo, o senhor foi criticado por não ter se engajado na luta contra o regime militar, ao contrário de artistas como Caetano.
Fagner – Eu era um alienado mesmo. Gostava de ouvir Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Altemar Dutra. Nunca tive embasamento intelectual para fazer música de protesto e não estava interessado em política. Em 1967, quando morreu (o ex-presidente) Castello Branco, que era de Fortaleza, o Ceará ficou de luto. Mas eu e meus amigos nem tínhamos tomado conhecimento da morte dele. Na noite do acidente, fomos fazer uma serenata na porta de um colega que havia passado no vestibular. No meio da cantoria, passou um camburão do Exército e os soldados começaram a atirar. Quando viram que éramos uns imbecis, que não tínhamos a menor idéia do que estava se passando, foram embora e nos deixaram em paz. Eu estava em outro mundo.

Veja – Hoje, como o senhor avalia o governo Lula e a crise pela qual ele está passando?
Fagner – Lula está muito prepotente. Parece que está vendo outro filme e se lixando para a opinião das pessoas. O país está agonizando e ele se nega a assumir a sua responsabilidade. Quem é que manda no Delúbio Soares? No Silvio Pereira? No José Dirceu? É o Lula! Ele só não sofreu impeachment até agora porque a direita brasileira ainda não sabe ser oposição. Sempre tive uma relação especial com o Lula, porque ele era muito ligado ao meu pai e porque, assim como milhões de brasileiros, eu respeitava e respeito a história de vida dele. Mas isso não me impede de falar que ele tem satisfações a dar.

Veja – Como seu pai conheceu o presidente Lula?
Fagner – No fim dos anos 70, eu vim fazer um show em São Paulo e meu pai veio junto. Lula foi ao show e pediu para me conhecer. Ele e meu pai conversaram muito nesse dia. Fiquei em São Paulo por mais uma semana e Lula e meu pai não se desgrudaram. Ele levou meu pai para conhecer as fábricas, mostrava para todo mundo quem era o "pai do Fagner", apresentou-lhe os seus amigos do sindicalismo... Durante uma semana, Lula chegava ao hotel onde estávamos hospedados e ia direto para o nosso quarto tomar café conosco. Não sei por que eles se identificaram tanto. Só sei que até hoje, quando encontro Lula, ele fala de meu pai.

Veja – O seu pai era libanês. Como ele chegou ao Ceará?
Fagner – Foi nos anos 40, fugindo de guerras no Oriente Médio. Ele deve ter sofrido muito porque vivia tendo pesadelos com o Líbano. A minha infância inteira foi marcada pelos pesadelos de meu pai: ele acordava gritando, sonhando com guerra. Era uma confusão em casa, todos correndo para acudi-lo, para dar-lhe água. Muitos libaneses vieram para o Nordeste naquela época. Sem falar uma palavra em português, meu pai comprou um cavalo e passou não sei quantos dias viajando por cidadezinhas do interior do estado vendendo tecidos que ele havia trazido do Líbano. Teve seis filhos com a minha mãe, que também tem uma voz linda. Na minha casa, sempre foi uma cantoria só. Todo mundo na cozinha, tocando violão e fazendo música. A minha mãe, que está com 94 anos, até hoje não tem um fio de cabelo branco.

Veja – O senhor, aos 56 anos, também não tem. E está magro e em forma. Cuida-se muito?
Fagner – O cabelo eu pinto. Sou magro porque como pouco, fumo muito e jogo futebol feito um doido. Faço parte de times de futebol em todo canto aonde eu vou. Quando eu era moleque, adorava futebol, mas era desnutrido, raquítico e não tinha força para jogar. Quando cheguei ao Rio de Janeiro, na década de 70, fui morar com o Afonsinho, um excelente jogador. Comecei a comer, a tomar ares e a conviver com grandes jogadores, como Pelé e Rivellino. A paixão pelo futebol, então, explodiu. Montamos até um time, que se chamava Trem da Alegria. Faziam parte dele Paulinho da Viola, Rivellino e Gonzaguinha. O time acabou quando viemos jogar contra um time da USP. Tínhamos tomado um porre tão grande de cerveja e cachaça que ninguém conseguia correr. A gente ficava se trombando e caindo pelo campo, uma vergonha.

Veja – Em que posição o senhor joga?
Fagner – Centroavante e ponta-esquerda. Meu negócio é finalizar. Tenho dois campos de futebol no Ceará, mas gosto mesmo é de jogar no campo do Zico, no Rio. O problema é que o Zico é muito bravo. Há trinta anos que eu jogo com ele e tomo bronca e tapa na cara em toda partida. Mas ele tem é inveja de mim, porque eu sempre sou o artilheiro.

Veja – O senhor também já brigou muito com a Rede Globo. Quais foram os motivos?
Fagner – Eu tive duas grandes brigas com diretores da Globo na década de 80. Uma delas foi porque eles fizeram um especial sobre o Luiz Gonzaga e não queriam botar artistas nordestinos para cantar. Quando soube que era um dos únicos nordestinos escalados, fiquei furioso, briguei com todo mundo. Em outro episódio, eles estavam gravando uma novela no Ceará, Final Feliz, e, em vez de colocar uma trilha sonora nordestina, enfiaram uma música caribenha. Esperneei, briguei, virei o cão lá dentro. Por causa disso, eles me deram um gelo de vários anos. Fiquei um tempão sem ter música em novela. Mas isso já passou. Recentemente, emendei três músicas em novelas deles e já vou normalmente aos programas. Só não sou convidado para o Criança Esperança porque cuido de crianças cearenses, e essas não são lembradas pelo programa. Criança Esperança aqui no Ceará quem faz é a minha fundação, Raimundo Fagner, que atende 300 crianças carentes em Fortaleza e em Orós.

Veja – O que o senhor acha de a gravadora da filha de Elis Regina ter dado iPods para os jornalistas escutarem o novo disco dela?
Fagner – O que aconteceu ali foi que o disco da Maria Rita precisava ser um sucesso a qualquer preço. E, pelo que eu sei, ele não é bom. Daí, para sustentar o furacão de vendas que foi o primeiro disco dela, a gravadora fez esse investimento arriscado. O problema da Maria Rita é que o maior apelo dela é a mãe. A cara é da mãe, a voz é da mãe, os gestos são da mãe. Ela quer negar isso, e não dá. Mas é uma gracinha de menina.

Veja – Entre os filhos de artistas que seguiram o mesmo caminho dos pais, quais o senhor admira?
Fagner – A Luciana Mello, filha do Jair Rodrigues, é fantástica. Ela canta muito bem e é linda. A qualidade vocal da Sandy também é inegável. Ela não é uma Elis, mas é boa. A Sandy está agora numa faixa etária decisiva. Saiu da infância e ainda não sabe para que lado vai, se vai para o romântico, para o pop. Precisa se decidir.

Veja – Sua voz não é clássica. É um pouco rouca e até fanhosa. Tem também um forte sotaque cearense. No começo, ela foi bastante criticada.
Fagner – É. Acho que foi o Maurício Kubrusly, no Jornal da Tarde, que disse que eu tinha voz de taquara rachada. Mas eu não levei como uma ofensa. Foi em 1973, eu havia acabado de gravar o meu primeiro disco, o Manera, Fru Fru, Manera. As pessoas ainda não entendiam a minha voz. Mas isso foi há muito tempo. A Nara Leão dizia que eu tinha empatia com o público. Para ela, meu carisma só se comparava ao do Chico Buarque.

Veja – O senhor não se casou até hoje. Por que optou pela solidão se faz tantas músicas sobre o amor?
Fagner – Eu já tive muitos amores platônicos. E levei fora de três pessoas. Hoje, prefiro ter meu espaço, a cama vazia, minha independência. Mas namoro muito. Se puder, tem namoro todo dia lá em casa.

Leia mais sobre o referendo de amanhã



Saiba mais sobre a "Urna Eletrônica"

Acima você tem uma geral da "Urna Eletrônica" do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Esta que também é conhecida pelo vulgo de "Burla Eletrônica" oficial. Quer saber o porquê? Então veja aqui: Voto Seguro, Paulo Castelani, Pedro Antonio de Dourado Rezende.

Aqui a análise do famoso "Relatório da Unicamp (Universidade de Campinas)" sobre o dispositivo conhecido como "Urna Eletrônica".

COMENTÁRIO DO PROF. DEL PICCHIIA (no blog do Paulo Castelani)

Sugiro pararmos essa infantilidade de comparar Brasil com EUA; isso demonstra complexo de colonizado.
Em relação ao assunto, jogo meu diploma de engenheiro eletrônico, que sempre trabalhou em Informática: a urna-e de urna não tem nada. É um simples computador, com sistema operacional (hoje Windows, da Microsoft), fabricada pela Diebold, EUA, firma de péssimos antecedentes. Como todo computador, pode ser facilmente programada pelos seus controladores, podendo desviar votos e descobrir em quem votamos. Quem afirmar o contrário é mal informado (ou mal intencionado). Já desafiamos o TSE para debates e para nos fornecer uma urna para teste público. A resposta de quem tem medo: INDEFERIDO. Há inúmeros casos suspeitos que são abafados ou arquivados para o TSE dizer depois que 'não há denúncias de fraudes'(vide www.votoseguro.org). Apoiem nosso pedido ao TSE para dotar a urna-e dos aperfeiçoamentos necessários em www.votoseguro.com/alertaprofessores

Walter Del Picchia -Prof.Titular-Poli/USP



O referendo de amanhã

O jornal "O Estado de São Paulo", trouxe hoje (sábado) algumas páginas dedicadas ao referendo sobre proibição da venda de armas e munição em território do Brasil, que realizar-se-á amanhã. Sendo assim, como sei que é uma questão de interesse público, vou disponibilizar aqui os arquivos pdf referentes às três páginas do jornal que hoje estão dedicadas ao assunto. Para ler, basta um leitor de pdf (Acrobat Reader, Xpdf, Evince, etc).

C01.pdfC03.pdfC04.pdf

Amanhã é o dia: veja várias pesquisas


Amanhã é o dia da votação na consulta pública sobre a proibição de vendas de armas e munição em território nacional. Sendo assim, fique esperto!!!



A seguir links para algumas pesquisas que vêm sendo levadas adiate em sites web variados:



Em geral a democracia tem ganhado com 70% das intenções. O totalitarismo, em geral, está com 30%. A proporção que citei, refere-se às pesquisas dos sites de internet que tenho olhado. Em geral é o que se vê, porém há algumas onde a proporção é alterada. Porém, o NÃO! sempre na dianteira.

Isto é um tapa na cara dos manipuladores patrocinados pelos poderes federais associados também com a rede globo (cocaína dos pobres).

Viva a Liberdade!!!!! Viva a Democracia!!! Fora com os ratos demagogos, populistas, tiranos enrustidos, paternalistas sem caráter!!!



O texto abaixo é um artigo do atual governador dos gaúchos, sr. Germano Rigotto. O artigo está na edição de hoje (sábado) do jornal "O Estado de São Paulo", página 2. Muito interessante, diga-se de passagem:

O equívoco do referendo

***Germano Rigotto

Nossa Constituição federal estabelece três modalidades de exercício da democracia direta. São elas: a iniciativa popular para apresentação de projetos de lei; o plebiscito, que é u m mecanismo pelo qual a maioria da opinião pública determina previamente como certos temas devem ser tratados por lei que virá a ser elaborada; e o referendo, no qual o povo se manifesta sobre algo que já foi deliberado pelo Parlamento, para dizer se concorda ou não. A sociedade brasileira, pelo preceito da obrigatoriedade do voto (um outro tema que poderia ser objeto de consulta ao cidadão), está sendo convocada a opinar, em referendo, sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munições, estabelecida no artigo 35 do Estatuto do Desarmamento.Assim como creio que os instrumentos de democracia direta - o referendo entre eles - são válidos e úteis para a tomada de certas decisões, estou convicto de que, neste caso específico, estamos perante grave equívoco do legislador nacional. Primeiro, ele fixou regras severas para o registro de armas, no que andou muito certo. Depois estabeleceu critérios ainda mais restritivos para o porte de armas, no que andou igualmente certo. E, no final do Estatuto, em seu artigo 35, desfez tudo que tinha feito, proibindo a comercialização de armas de fogo e munição em todo o território nacional, aberta exceção para aqueles a quem autoriza o porte de arma. Cabe aqui a pergunta do sambista: 'Se foi pra desfazer, por que é que fez?' Se era para impedir totalmente a comercialização, por que estabelecer regras para a aquisição, posse e o registro? Trata-se de algo realmente paradoxal e incompreensível. É coisa sabida que quem proíbe o acesso aos meios impede a realização dos fins. Se o comércio fica proibido, desaparece o direito de aquisição.Que fique claro, portanto: o referendo que se realizará amanhã surge no parágrafo 1º do artigo 35 em razão dessa ambigüidade admitida pelo legislador. Não pretendo, aqui, entrar no mérito do que estará sendo decidido neste domingo. Interessam-me as condições para que o cidadão decida bem, porque a eficiência e a eficácia dos instrumentos de democracia direta implicam, necessariamente, o cabal esclarecimento do eleitor.Caso contrário, ele pode ser induzido a uma opção equivocada. A democracia não é algo que se defina pela mera disponibilidade dos mecanismos de decisão, mas depende, também, dos meios de informação e da qualidade das informações que são recebidas pelo cidadão.O referendo surge, então, de um erro e se desenvolve numa sucessão de equívocos. É um equívoco a pergunta posta ao eleitor, na medida em que está formulada pelo avesso do tema central, e é um equívoco a campanha, que se desenrola em tons e estratégias inúteis ao esclarecimento da população sobre o tema em debate.O Estatuto do Desarmamento, em sua essência, dispõe sobre os direitos de ter e de portar armas de fogo e essa é a questão sobre a qual se justificaria a convocação de um referendo porque é o tema que, objetivamente, envolve direitos e deveres dos cidadãos. A comercialização de armas constitui matéria secundária perante o muito maior significado ético e jurídico da questão central. Tanto é assim que os próprios programas de rádio e TV se voltam para esse conteúdo, sinalizando preceitos morais, exemplos práticos, experiências internacionais e desfiando dados estatísticos para corroborar cada uma das teses em contraposição. No entanto, ainda que tal fosse o foco do referendo e a pergunta estivesse bem formulada, dificilmente chegaríamos a um cabal e prévio esclarecimento da sociedade em tão pouco tempo e com uma publicidade conduzida com o intuito de seduzir pela emoção e de convencer a qualquer custo, inclusive pela visível manipulação de informações falsas e estatísticas pouco confiáveis. Tanto isso é assim que a própria Justiça Eleitoral tem intervindo para coibir a divulgação de peças de propaganda que torcem a verdade.Lamentavelmente, é isso que está acontecendo, de parte a parte. Por certo, questões de natureza técnica, jurídica e moral não ficam em boas mãos quando sua abordagem perante a opinião pública é confiada a pessoas sem domínio daquilo que será submetido ao discernimento do eleitor.Não é assim que se lida com esses assuntos. O referendo está p roduzindo um desvio do foco através do qual a sociedade poderia estar sendo mobilizada em relação à violência e suas causas. Os instrumentos de democracia direta devem ser sempre pedagógicos e servir à formação de uma cidadania esclarecida e participativa. Neste caso ocorre exatamente o contrário. De um lado, tudo se passa ao largo do tema central da segurança pública, do combate à criminalidade, da falta de recursos humanos e materiais para esse enfrentamento, dos desajustes sociais, da banalização do mal e do relaxamento moral. D e outro, tudo é apresentado sob o enfoque da defesa pessoal e do revide individual. Pode alguém, em sã consciência, supor que seja isso que está, de fato, interessando ao povo brasileiro? Como encontrar, sob condições tão adversas, a lucidez necessária para uma correta deliberação coletiva? Por fim, vale lembrar que os cerca de R$ 600 milhões gastos com a realização do referendo são a metade do que seria necessário para zerar o déficit prisional do Brasil, 40% mais do que estava previsto no orçamento da União para segurança pública neste ano e cinco vezes mais do que foi efetivamente despendido até agora. E, como se viu, nem sequer está servindo para proporcionar aos cidadãos um esclarecimento confiável.?



Deu na Agestado: O "Não" está com 52% das intenções de voto


52% são contra proibição de venda de armas, diz pesquisa

São Paulo - Um total de 52% dos brasileiros é contrário a proibição de venda de armas de fogo, enquanto que apenas 34% são a favor do desarmamento, de acordo com pesquisa sobre o referendo, divulgada hoje pela Toledo & Associados. A pesquisa revelou que 10% dos entrevistados ainda estão indecisos e 4% votariam branco ou nulo.

Os resultados, que foram divulgados hoje em nota à imprensa, ressaltam que há uma insegurança dos entrevistados em relação à sua escolha, fruto da formulação "no mínimo confusa" da pergunta do referendo, de acordo com a instituição. Dos 52% que votariam não, 6% não confirmaram sua decisão, e dos 34% que votariam sim, 8% não sustentaram a sua escolha quando a pergunta sobre a proibição da venda de armas foi reformulada.

O estudo foi realizado entre 8 e 15 de outubro e entrevistou 1.947 pessoas residentes Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O estatuto do desarmamento será votado em referendo no próximo domingo.

Carolina Ruhman



fonte: agestado

A Rede Globo que se explique (onde estão as pombas agora?)


Até então, pra mim, isto seria boataria (conhecida como houax) de internet.


Obrigado, Iara. :up:

Quero deixar aqui, antes de tudo, alguns links pertinentes:

[ Família Marinho e as Organizações Globo ]
[ Novo capítulo na Rede Globo ]
[ Rede Globo de Telealienação ] (essencial, veja o vídeo)
[ A saúde financeira da Rede Globo ]
[ A Dona da História... ]
[ Jefferson critica empréstimo da Rede Globo junto ao BNDES ] (foi o único com mandato anulado)
[ A Falência do Império Globo ]
[ A Falência do Império Globo II (BNDES) ]
[ Farto material a respeito da Rede Globo ]

É tão evidente o mal que as organizações Globo representam para a democracia... Só não vê quem não quer.


Porém, evidências começam a sugir 'aqui e ali', e o que antes era nebuloso, começa agora a ficar visível. Quem diria.. O grupo empresarial que detém a emissora (o Pravda brasileiro, Vênus Platinada, Cocaína dos Pobres, etc) que "empresta" seus funcionários (vulgo artistas) para fazerem campanha em favor do desarmamento, está interessado em participar de negócio com a empresa de armamentos austríaca Glock (famosa nos filmes policiais americanos, por exemplo) na elaboração de uma planta industrial para produção local (sim, em terra brasilis) de seus "brinquedinhos inofensivos".

Quero ver agora como vão ficar aqueles da "pomba branca" (coitada da pomba nas mão destes ignorantes e hipócritas).

Quem disse que ser artista é ser inteligente? Há artistas inteligentes, e há os que não o são. Neste país, infelizmente, temos vergonha do sucesso, queremos ser plebe sempre. Não queremos ser fortes, pois a fraqueza é o escudo da nossa incompetência. Ao invés de promovermos "justiça social", legalizamos a desigualdade, endeusamos os despossuídos, e os condenamos ao seu mundinho. Este é o pior dos totalitarismos, sabiam? Vendem a democracia imaginária durante a novela das 20 horas, para assim perpetuar o "estado de coisas", o lixo dessa sociedade decadente.

No mundo imaginado por George Orwell em seu livro entitulado 1984, a esperança de redenção daquela sociedade totalitária estaria nos 'proles' (a ralé, a margem da sociedade). Mas no nosso caso "inteligentemente" transformamos os carentes em figuras "destacadas", em modelos do "homem cordial" imaginado por alguns toscos antropólogos e sociólogos da nossa "elite" pensante. Uma maneira sui generis de equalizar as diferenças, de manter o status quo. Não, não se iludam. Nossas elites não são burras, muito pelo contrário. Porém são cruéis, são arrogantes, são indolentes.

A Cocaína dos Pobres, não tem vergonha de servir aos interesses de governos (e, portanto, das elites). Sejam os governos militares ou civis. Seja de esquerda ou de direita. Seja o totalitarismo aberto ou acanhado (o atual). Mas totalitarismo, é totalitarismo. Seremos vítimas dele, se não o derrubarmos de vez. A Cocaína dos pobres não tem ideologia. Simplesmente visa o poder pelo poder, o lucro pelo lucro, a dominação pela dominação. Estamos em um constante "estado de crise". Criar o "inimigo comum" para encher as cabeças vazias e desviá-las dos reais motivos que os forçam a viver na miséria, na ignorância. Que jogam profissionais liberais, assalariados, pequenos e médios empresários, em suma, quem realmente trabalha, na lama do chiqueiro Brasil.

A mesma Cocaína dos Pobres, com problemas financeiros até o pescoço, arruma crédito no BNDES (dinheiro dos contribuintes, não esqueçamos disto). Você trabalha, o governo te assalta, e a Cocaína dos Pobres é beneficiada, com vultosos recursos. Ocorre que não paga. Ocorre que agora está sonhando alto em participar de uma atividade econômica que não tem relação alguma com sua "vocação" (será que em algum momento teve realmente vocação para algo?). Notem, e escrevi isto em uma comunidade no Orkut, que há no mundo pelo menos um (creio que existam outros) país sério, onde isto não seria permitido, nem no mais louco delírio de alguma empresa do ramo de comunicações. Vejam que nem se fosse uma atividade na área de comunicações, não seria permitido a tal grupo controlar mais de um veículo. Vejam, informação é poder! Lembram?

O texto a seguir é reprodução de um e-mail que está circulando pelas caixas postais eletrônicas pelos servidores ao redor do mundo. É um texto sem identificação alguma, sendo assim, eu não o reproduziria aqui se não fossem os dois links que acrescentei ao final deste artigo:

A verdade demora mas aparece!

Por muito tempo você deve ter se perguntado porquê a Rede Globo vem apoiando insistentemente a proibição do comércio legal de armas no Brasil.

Um ex-funcionário da Rede Globo revelou que esta empresa se prepara para, em parceria com a Glock ( fabricante austríaca de pistolas semi-automáticas ) instalar no Brasil "A Maior Empresa de Segurança Privada do País". Já está tudo preparado para a instalação da Glock em Campinas/SP. A Glock é a maior rival da fábrica gaúcha de armas de fogo, a nossa Forjas Taurus.

Não é curioso?

Uma fábrica estrangeira de armas instalando-se no Brasil em plena Campanha do Desarmamento . . .

Ah!!! Agora sim, tudo começa a fazer sentido! Esta é a estratégia da famigerada Rede Globo: criar insegurança, para vender segurança!

Sem poder ter ou portar uma arma, o povo brasileiro terá de contratar seguranças particulares, pois como todos sabemos, a segurança pública está falida! Isto encherá os cofres da Globo, que já deve ao BNDS 2,7 bilhões de reais e . . . simplesmente, não paga!

Se agora você ficou indignado, passe adiante este e-mail para o maior número de pessoas que puder! Não quebre esta corrente.



Eu não estou nem aí para a Taurus, esta é a verdade. Eu VOTO NÃO! por questão de manter a chama da democracia (quem sabe um dia tenhamos uma) aberta, porém GOSTARIA DE VER ESTAS FÁBRICAS FALIDAS. Meu problema aqui é com o estado de coisas, a manipulação da verdade, a imoralidade dos atos. Parece que na corte tudo é permitido. Meu problema é que: "onde a fumaça, há fogo! Meu problema é que isto aqui, este país, virou terra de ninguém. Trabalha-se para sustentar uma corte devassa, desinteressada, indolente...

Como eu disse, as evidências começam a surgir:

[ Site da Força Aérea Brasileira ]
[ Site do jornal O Nacional ] (Passo Fundo/RS)

Então não tratar-se-ía de mero boato, correto?

Pois bem... Creio que os limites estão sendo atingidos. Creio que a Cocaína do Pobres (que ganha dinheiro usando uma concessão pública, afinal televisão e rádio são concessões públicas), está totalmente LOUCA. Seus executivos estão totalmente PIRADOS. Cheiraram pó de mármore, sei lá... Ou então, são plenamente SAFADOS mesmo e merecem um destino que os leve a olhar o Sol nascer quadrado no horizonte. No mínimo.

O prebiscito deveria ser então: A REDE GLOBO DEVE PERDER A CONCESSÃO PARA OPERAÇÃO DE TELEVISÃO E RÁDIO? (acho que assim tá bom, né?)

NESTE CASO EU, CERTAMENTE, RESPODEREI SIM!!!




Nota: Não sou a favor da ideologia do PSTU e dos Comunistas (alguns links que relacionei têm ligações com sites de simpatizantes, etc). Porém, se em certos aspectos, nossa luta converge, não vou deixar de colocar aqui. Acredito na liberdade, no respeito, na autodeterminação, na responsabilidade, e no Estado colocado em seu devido lugar, ou seja, administrando de maneira eficiente e correta os recursos para investimentos em saúde, educação, cultura, meio-ambiente, trabalho, etc.

Aprenda a chamar a polícia... falando em desarmamento...


Outra da cultura que rola pelos e-mails do mundo:

Bom dia!!! Aprenda a chamar a polícia... falando em desarmamento...

Luiz Fernando Veríssimo

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham la de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.

Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:

- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse: - Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

Você irá votar contra ou a favor do desarmamento???

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