Monday, 25. June 2007, 15:31:56
decadência moral, realidade, violência, justiça
Quero aqui deixar claro que não conheço a professora da rede estadual de ensino
Iramar Araújo Sachetini. Mesmo não a conhecendo tenho certeza de que o ato criminoso do qual a professora foi vítima não pode ficar por isso mesmo.
Ao ler o artigo de
Olavo de Carvalho sob o título
Conspiração de iniqüidades fiquei enojado. Segue o trecho relativo à violência sofrida pela cidadã Iramar Araújo Sachetini:
"Terça-feira passada, um aluno da Escola Estadual Darcy Pacheco, em São José do Rio Preto, SP, ateou fogo aos cabelos da professora Iramar Araújo Sachetini. Sob os risos de toda a classe, só uma aluna correu para ajudar a professora, impedindo-a de sofrer queimaduras desfigurantes. A Secretaria Estadual de Educação anunciou que o menino não será punido, porque seu delito “não foi grave” (sic) e aconselhou seu pai a não transferi-lo para outro estabelecimento, porque isso poderia trazer dano à sua carreira escolar. A aluna que socorreu a professora, no entanto, não tem comparecido às aulas, por medo da represália de seus colegas. Nenhuma medida para protegê-la foi anunciada pela Secretaria ou pela diretoria da escola. A professora, humilhada três vezes -- agredida pelo aluno, ridicularizada pela classe e frustrada em seu pedido de punição para o agressor – está desesperada e não sabe a quem recorrer."Já enviei meu e-mail exigindo providências por parte da secretaria da Educação[
info@educacao.sp.gov.br] com cópia para secretaria da Justiça[
seguranca@sp.gov.br]. Enviei também relato para o
fale conosco do governo estadual.
Aqueles que também sentirem indignação, nojo, etc, então escrevam, protestem, exijam Justiça para a professora Iramar Araújo Sachetini. Nenhum cidadão deve sentir-se desamparado.
Post no Orkut.
Tuesday, 26. September 2006, 00:45:39
realidade
Fui multado por pagar escola para os meus funcionários.
Por Silvino Geremia
EXAME
Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei. Vocês não acreditam? Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Tenho que pagar 26 000 reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1 000 vezes.
O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1a série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, eu acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.
Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1o grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer. E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso.
*Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul
Para acessá-lo, clique em http://fwa.abril.com.br/AcessoConteudo/buscaconteudo.servlet?codAcesso=116981&senha=E848F4ADA437D4EABC42AEEF6002C13A.matriz1 .
Para acessar o Portal EXAME, clique em www.portalexame.com.br
Saturday, 23. September 2006, 07:58:27
realidade
Podem chamá-la de exibicionet.
Acontece que a internet desencadeou o maior surto de exibicionismo em massa da história humana. Nem todo mundo pode ter, como sugeriu Andy Warhol, 15 minutos de fama. Mas todos têm o direito correr atrás de seus 15 minutos, ou 30, 90 ou muito mais. Temos blogs, sites de 'relacionamento' (MySpace. com, Facebook), YouTube e todos seus rivais. Tudo nesses sites é um clamor por atenção: olhem para mim, escutem-me, riam comigo - ou de mim.
Já não se trata de um comportamento limitado a alguns.
O MySpace tem 56 milhões de 'membros' americanos. O Facebook - que começou como um site para estudantes universitários e se expandiu para alunos do colegial e outros - tem 9 milhões. (Para os não-iniciados: o MySpace e o Facebook permitem a seus membros inserir páginas pessoais com fotos e textos.) Cerca de 12 milhões de americanos adultos (8% dos usuários da internet) são blogueiros, estima o Pew Internet & American Life Project. O YouTube - um site onde qualquer um pode postar vídeos domésticos - diz que 100 milhões de vídeos são vistos diariamente.
O exibicionismo é hoje um grande negócio. Em 2005, a News Corp. de Rupert Murdoch comprou o MySpace por anunciados US$ 580 milhões.
Todos esses sites visam a ganhar dinheiro, principalmente com anúncios e tarifas. O interessante do ponto de vista cultural e político é que sua popularidade contradiz a crença de que as pessoas receiam que a internet acabe violando seu direito à privacidade. Na realidade, milhões de americanos estão alegremente abrindo mão de seu direito à privacidade - ou, pelo menos, comprometendo-o. Eles estão postando material pessoal e íntimo em locais onde milhares ou milhões podem vê-lo.
As pessoas parecem mais desejar popularidade ou celebridade que temer a perda de privacidade. Parte dessa extroversão não passa de autopromoção vulgar. A internet é uma maneira barata de divulgar idéias e projetos. Qualquer um pode postar um vídeo no YouTube de graça; pode-se abrir um blog grátis (algumas empresas não cobram para 'hospedar' um site). Na semana passada foi revelado que uma popular série de vídeos, Lonelygirl15, no YouTube era um script escrito por três aspirantes a cineasta, e não meditações aleatórias de uma adolescente.
Mas a exibicionet é mais que um instrumento de marketing.
O mesmo impulso que leva pessoas a expor sua intimidade no Jerry Springer ou participar de reality shows na TV (The Real World na MTV e afins) agora achou onde dar vazão em massa. O público-alvo do MySpace tem de 18 a 34 anos; muitas páginas são orgulhosamente obscenas. O US News & World Report recentemente descreveu o MySpace como 'um lugar onde todas as mulheres são fáceis (e) os homens, uns beberrões'.
A blogosfera costuma ser vista principalmente como uma arena política. Isso é um mito. Segundo estimativas do Pew, a maioria dos blogueiros (37%) se concentra em 'minha vida e minhas experiências pessoais'. Política e governo estão num distante segundo lugar (11%), seguidas por entretenimento (7%) e esportes (6%).
Mesmo esses números podem exagerar a importância da política. Metade dos blogueiros diz que está mais interessada é em se expressar 'criativamente.' Auto-revelação e atitude são o que parece realmente atrair.
Heather Armstrong mantém um dos blogs pessoais mais populares (Dooce.com). 'Nunca tomei uma xícara de café até os 23 anos', escreve ela. 'Fiz sexo pré-marital pela primeira vez aos 22 anos, mas, por Deus, esperei mais um ano pelo café.' Ela começou o seu blog em 2001, foi demitida do emprego de web designer em Los Angeles por escrever um livro sobre trabalho ('Meu conselho a você é não seja assim tão estúpido'), virou 'uma bêbada desempregada', casou-se e mudou para Salt Lake City, onde teve uma filha.
Heather Armstrong é uma escritora graciosa e muitas vezes engraçada. ('Não sou mais uma mórmon praticante ou alguém que acredita que Rush Limbaugh fala com Deus. Minha família está compreensivelmente desapontada.') O popular site agora tem tantos anúncios que o marido dela largou o emprego. Postagens recentes incluem uma ode à sua filha de 2 anos, uma história sobre seu cachorro e um link para o livro de sua amiga Maggie, No One Cares What You Had for Lunch: 100 Ideas for Your Blog. Idéia nº 32: romper. Naturalmente, Armstrong nele expõe seus relacionamentos fracassados.
Até certo ponto, os blogs e sites de 'relacionamento' representam novas formas de batepapo eletrônico - extensões do e-mail e da troca instantânea de mensagens. O diferente é a indisfarçável paixão pela autopropaganda. Mas mesmo entre os adeptos há dúvidas ocasionais sobre se isso é vantajoso. O Facebook recentemente anunciou um novo serviço. Seus computadores vasculhariam regularmente as páginas de seus membros e mandariam manchetes sobre as últimas postagens para as páginas dos amigos destes. Choveram protestos. Imagine que sua namorada resolva dar-lhe um chega pra lá. A potencial manchete para seus amigos: Susan deu o fora no George. Inúmeros estudantes consideraram ameaçadoras a implacável bisbilhotice eletrônica e a transmissão automática de mensagens - 'sorrateiras', como muitos colocaram.
O Facebook mudou o serviço para permitir que seus membros optem por ficar de fora.
A realidade maior é que o exibicionismo de hoje pode durar toda a vida. O que entra na internet geralmente fica na internet. Algo que hoje parece inofensivo, tolo ou meramente impetuoso pode tornar-se ofensivo, estúpido ou imprudente em duas semanas, dois anos ou duas décadas. No entanto, estamos claramente num momento especial. Thoreau observou que 'a maioria dos homens leva uma vida de tranqüilo desespero'. Graças à tecnologia, isso não é mais necessário. As pessoas agora podem levar uma vida de ruidoso e ostensivo desespero. Ou, pelo menos, podem tentar.
Robert J. Samuelson, economista, é colunista do jornal The Washington Post
fonte: "O Estado de São Paulo, 23-09-206, página A2.
Monday, 18. September 2006, 23:58:00
realidade
Bem emblemática esta caricatura da senadora talibã Heloísa Helena. Sim, aquela que deseja posar de boazinha, mas que na verdade é uma rancorosa total. Quem já viu um de seus "maravilhosos" discursos na tribuna do senado sabe bem do que estou a escrever aqui. Seu ódio pela "burguesia" (vejam que na origem, esta palavra indicava os habitantes das cidades, ou seja, dos burgos) é mortal. Aff... Não sei como votam nessa gente. Pela maneira de pensar, acho que os pares da senadora talibã são seguidores de gente como
Pol Pot e cia. limitada.

thanks, Iara..
Monday, 18. September 2006, 05:10:01
realidade
Cuidado, você pode fazer parte da "Nossa Elite". Eu também. O Lula, nossa.. Cruzes!!! Que o inferno seja brando pra nós...
...nossa elite – o segmento dos tomadores de decisão nos mais diversos setores da sociedade e do Estado – é mais populista que elitista. Elitismo é a suposição idiota de que só a algumas pessoas é dada a possibilidade de adquirir conhecimento e criar idéias. Sua nêmesis, o populismo, diz representar a massa e saber a solução para seus problemas. Esse populismo vemos o tempo todo nas emissoras de TV, nas gravadoras de discos, nas direções dos partidos, no marketing das empresas. Eles sempre têm certeza do que o público “quer”, e que isso deve ser o mais banal e vulgar possível. Nivelar por baixo, jamais por cima. Tábula rasa. Ou seja: eles têm o mesmo desprezo pela inteligência das pessoas que os elitistas. Na verdade, muitas vezes são as mesmas pessoas. E elas dão as ordens neste grande programa de auditório ou “realityshow” que é a ideologia brasileira atual. Sob o doce véu do paternalismo, distribuem a esmola de hoje e não a oportunidade de amanhã. E vencem...
Trecho retirado do texto de Daniel Piza "A Corrupção das Palavras" contido no Cardeno 2 do jornal "O Estado de São Paulo" de 20 de agosto p.p, página D3.
Sunday, 17. September 2006, 23:37:17
realidade
Será questão de uma "revolução cultural"?
Escrito por um brasileiro que mora em Long Island, EUA:
1 - "BRASILEIRO É UM POVO SOLIDÁRIO"- Mentira.
O brasileiro é um povo tonto. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem pra ser lixeiro, só pq ele tem uma "história de vida sofrida"; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola pra pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução pra pobreza; aceitar que ongs de "direitos humanos" fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade; não protestar cada vez que o governo compra um colchão pra um presidiário que queimou o dele de propósito não é coisa de gente solidária. É coisa de gente trouxa.
2 - Brasileiro é um povo alegre. Mentira.
Brasileiro é Bobo alegre. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escandalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ele ri como um
cavalo.
3 - Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
O brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país surgiram de marte e pousaram lá, quando na verdade eles são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo que fica indignado ao ver um deputado receber 20mil por mês pra trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da
semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais pra não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria
dos beneficiários do "bolsa família") não pode ser adjetivado de outra coisa que não vagabundo.
4 - Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi, hoje é uma qualidade em baixa. Se vc oferecer a um policial europeu 50 euros para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não porque poderá ser pego, mas porque é errado. Na minha profissão, convivo com pessoas de diversos países da Europa e tb com americanos. Tenho que provar sempre que sou diferente do brasileiro pq todos têm uma
história de pilantragem de brasileiro cometida lá fora. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente, o que faria se arrumasse uma "boquinha" dessas, quando na realidade isso não deveria sequer passar por sua cabeça.
5 - 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje
a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como
aviãozinho" do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse
honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá pra fora pq podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos de forma que eles não sentissem segurança de montar suas bases de operação nas favelas.
6 - O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é lei. A maioria do povo acha que bandido bom
é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa pra dizer que um bandido que foi morto em uma troca de tiros foi "executado friamente". Em um país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações não existe democracia e sim anarquia. Em
um país em que a maioria sucumbe bovinamente a uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do "politicamente correto", veremos que vivemos em uma sociedade feudal. Um rei que detém o poder central (presidente e suas MP's), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, etc)... todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim o pagamento de seus privilégios. E ainda somos obrigados a votar, que democracia é essa?
Sunday, 29. January 2006, 11:33:13
realidade, internet
Não sou nenhum catedrático em língua portuguesa, com certeza. Porém, hoje confesso que fiquei um tanto espantado com o nível da nossa "elite" que povoa o Orkut. Nossa mãe... É o fim da trilha mesmo, o fim da "picada" como se diz.
Quando notamos que a maneira de expressão através da escrita é fruto do contexto de um grupo social, neste caso podemos até relevar. Mas não me parece este o caso não. Lendo recados (scraps) deixados para um integrante "siclano", é possível ver que a faixa etária daqueles que se relacionam com este indivíduo "siclano" gira em torno dos dezoito anos de idade.
Bom...
Dizem que somente os "privilegiados" aqui em "terra brasilis" possuem acesso à internet. Pois bem... Então, se estes que escrevem de maneira tão esdrúxula são os chamados "privilegiados", começo a temer pelo nosso futuro, pois o nível de formação está um tanto aquém do que poder-se-ía classificar como sofrível. Em verdade, diria que está um LIXO.
Não se tratam de erros de digitação não. São erros de concordância, supressão do plural, uso de "ss" ao invés de "ç", etc. Enfim, em uma análise superficial é possível concluir ao "bater os olhos" nos textos prodigiosos que este povo nunca pegou um livro na vida para ler. Pior ainda, esse "povo" mistura português com inglês em uma "novilíngua" ininteligível.
Como exemplos temos:
- adicionar sendo substituído por add (do inglês "to add", adicionar), ou seja, é o mesmo que trocar seis por meia dúzia.
-
- aquele, passou a ser escrito "akele".
-
- engraçado(a), passou a ser escrito "engrassado".
-
- ao invés dos sujeitos escreverem "é" escrevem "eh" (isto era comum em tempos onde não havia teclados abnt2 - aquele com "ç", etc - porém hoje em dia não é mais o caso, pois este tipo de teclado é encontrado com bastante facilidade).
Eita...
São tantas emoções, que relacionei apenas alguns exemplos. A seguir vou transcrever alguns recados (sem citar os autores obviamente):
Ohhhh,mais até aqui na internet dá trabalho heim?????Sussega, ohhh e aí as prova da auto escola??? consegui passar??? mas blz ja de add ok?beijos**Ah pd cre irmão..xD
Pq vc fez otro orkut, fio ??Abração.hahahahahah!!valew vc 1º fala que eu naum bato bem!!depois fala que robo as coiosa e so metirosa!hahhahahahahhahahahahhahabjsBom o q dizer dessa pessoa linda???Bom primeiramente q eu tbm estava com saudade de vc e jah deu pra matar um poko a saudade pq acabamos de nos falar e dizer q eu te adoru mto e q vc sempre estara em meu coração sempre terei em memoria as lembranças q passamos juntos pois vc eh mto especial para mim espero q sej o mesmo e axo q eh soh bjão e ateh maisNovamente, procurei relacionar apenas alguns casos. Creio que o Orkut está forrado de exemplos que podem ser analisados.
Que a língua seja dinâmica, mutante, não se pode negar. E isto encaro como uma característica que contribui para a evolução de cada idioma. Porém, o que se nota é uma falta total de preocupação em se adquirir uma noção básica a respeito do idioma oficial. Aqui em nosso caso me refiro à língua portuguesa certamente.
Estou realmente abismado. Estaremos todos "nas mãos" dessa "elite" em futuro próximo. Ai.. Ai.. Ai.. Pobres de nós.
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