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Espaço Cibernético

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Slackware Linux 10.2: tudo de bom em Linux


[ read in english via google translator ]
( the translation is far from perfection, but can help you... :wizard: )


Muito tem se falado sobre a evolução do Linux (o correto é escrever gnu/linux) em suas variadas distribuições. Enquanto muitos procuram logicamente tornar o sistema cada vez mais amigável. O Slackware continua apostando em sua simplicidade, mantendo seu layout básico quase que intocado desde seus primórdios.

Pois bem, quem já usou qualquer versão do Slackware, dificilmente encontrará dificuldades com as versões subseqüentes, mesmo que estas mudem um pouco em favor da evolução do sistema.

Eu estava aqui com as iso images da recentíssima versão 10.2 (sãos as iso images correspondentes aos CDs de instalação), e após enrolar durante algum tempo, tomei vergonha na cara e fui em frente.

Antes de instalar, eu precisaria redimensionar a partição NTFS do Windows XP e para isso fui procurar uma ferramenta adequada. Se você pensou no 'partition magic" ou no "acronis", pode esquecer. Em geral, eu usava o CD 1 de instalação do Linux Mandriva (antigo Mandrake), porém baixar quase 700MB é forçar a amizade, sendo que só precisava de um particionador decente. Pois bem, pesquisei na net e achei o SystemRescueCd. Este trata-se de uma distribuição Linux especializada (somente algo em torno pouco mais de 100 MB), dotada de ferramentas para manutenção. No caso do particionador, usei o Qtparted e funcionou otimamente.

Redimensionei a partição NTFS, e criei uma partição de boot (ext2) para o Slackware, uma partição para o sistema (reiserfs) e uma partição para SWAP. Tudo de bom mesmoooo!!!!

Nota: Gosto de manter a partição de boot em separado, (o correto, em minha opinião, seria também criar partição própria para os diretórios de dados dos usuários, permitindo enventual reinstalação do sistema sem perda de informações relevantes para os usuários), pois assim determino que a mesma não seja montada a cada inicialização do sistema. Isto diminui as propabilidades de eventuais perdas de dados e inutilização do boot do Linux.



Em seguida, uma instalação básica do Slackware, a qual necessita apenas do primeiro CD. No caso, deixei de lado o KDE (os pacotes referentes estão na imagem do segundo CD de instalação) e suas dependências. Apostei na leveza do Window Maker, simplesmente para ativar um ambiente gráfico decentes que me permitisse posteriormente instalar facilmente o que mais me interessasse. Em verdade eu pretendia (e o fiz) instalar o Gnome 2.12.0, mais especificamente os pacotes oferecidos pelo projeto Gware, sendo que este atingiu um bom nível de maturidade e traz basicamente os pacotes que se referem mesmo ao Gnome puro, nada de enrolação. Há támbem os pacotes do FreeRock Gnome (subprojeto do Gnome SlackBuild), este me parece que traz aplicações adicionais, porém eu prefiro somente o Gnome, sendo que o resto vou vendo aos poucos.

Nota: O Patrick Volkerding não mantém mais o Gnome junto a árvore de sistema do Slackware. Ele tomou esta decisão há algum tempo atrás, alegando que estava complicada a manutenção do Gnome, e ele precisava dar mais atenção a outros componentes da distribuição. Sendo assim, ganharam força projetos paralelos como o Gware e o GSB. Há também o Dropline Gnome, porém este é por demais intrusivo, indo por caminhos que levam à alteração das características básicas do Slackware e, sendo assim, não o uso. Porém fica o apontamento. Tanto Gware quanto FreeRock não são intrusivos, mantendo a linha do Volkerding.



Fui no básico mesmo, selecionando alguns pacotes manualmente e retirando outros tipo: Apache, MySQL, etc, pois no momento não tenho que usá-los.

Instalado o sistema, tratei de configurar o X (em verdade, após logar em sua conta, digitando-se "startx" o X entrará de primeira, porém gosto de configurar manualmente para entrar com dados mais específicos) entrei no ambiente gráfico e baixei o Slapt-get para aplicar as últimas atualizações referentes ao Slackware 10.2.

Tudo em ordem, peguei o Opera (meu navegador do coração) e instalei. A versão Linux está cada vez melhor mesmo. Apesar dos bons softwares que acompanham o Slackware, o Opera é mandatório, tanto no Windows quanto no Linux, para mim. Como não havia pegado ainda o "Qt" (ele está com o CD 2 do Slackware, pois relaciona-se com o KDE, e certos componentes das versões unix do Opera são escritos em Qt), então optei pela versão "static" do Opera. Deixando para baixar posteriormente o "Qt" e trocar pela versão "shared" do navegador.

Pulei para o site do Gware, fiz download do script responsável por baixar os pacotes do projeto e deixei tudo por conta deste. Após terminando o download dos pacotes, eu já ía me esquecendo que é melhor instalar o kernel da série 2.6.x para funcionar mais adequadamente com os novos recursos do Gnome.

Montei a iso image do CD 2 do Slackware usando a interface loopback (o que dispensa ter que queimar novamente o cd regravável), onde se encontram os pacotes (alsa, headers, modules, etc) referentes ao kernel 2.6.13 e fiz a instalação. Criei o "initrd", fiz alteração no "/etc/lilo.conf" e executei lilo para que as novas configurações e kernel fossem registrados. Dei reboot e pronto, estava lá devidamente instalado o kernel da série 2.6.x, bastando instalar os pacotes do Gware, e finalmente ter meu Gnome plenamente funcional.

Nota: Este é o verdadeiro conselho de amigo. Instale o lilo na partição do sistema Linux e não no master boot record se está usando Windows também. Não sabe o saco que é quando os arquivos de inicialização do Windows dão pau. Instalando o Lilo na partição de sistema do Linux, basta usar o fdisk e setar estar partição como bootável. Sendo assim, na próxima inicialização será apresentando o gerenciador de boot lançado desta partição de sistema. O master boot record ficará intocado e se você (por alguma loucura, hehehe) quiser restabelecer o boot só para o Windows, basta ir no fdisk e setar novamente a partição de sistema do Windows como bootável. Claro que aí você precisará gerar um disquete de boot para poder inicializar o Linux.



Parece complicado? Nada disso, é tudo rapidinho.

Rodei o "pkgtool", reconfigurei o ambiente gráfico padrão para Gnome, editei o "/etc/inittab" para que o X fosse lançado após a inicialização do Linux e eu pudesse fazer o login pelo GDM.

Fui no site do paco (a ferramenta do grande David Rosal para gerenciamento de pacotes baseados em código-fonte), baixei, compilei e instalei. O paco sempre me acompanha, pois gosto de compilar software na mão mesmo. Daí pulei para o site do "firestarter" (scripts para iptables - firewall do linux - com interface gráfica amigável baseada em gtk+), e também baixei, compilei e instalei.

Pronto, meu sistema está redondinho, tudo maravilha. O Slackware roda solto. Nota-se o hardware trabalhando folgado (coisa que no Windows é rara). Tenho um hardware para as minhas necessidades e não somente para atender as necessidades de um sistema operacional faminto por gigahertz do processador e megabytes da memória ram.

Slackware difícil? Com certeza não. Simplesmente, como dizem, ele escolhe seus amigos, ele sabe que você gosta dele..heheeheh

:up: I love it..

Uauu!! Quake IV saindo do forno.Doom: o filme

Comments

Anonymous 25. June 2006, 15:29

Rafael writes:

Pode crer, estou começando a usar o slackware, antes eu usava o kurumin e o ubuntu mas estou gostando mesmo do salck.
Eu queria usar o gnome, mas nao consigo instalar, porem isso é so questão de tempo hehehehe
espero algum dia ter o mesmo nivel de conhecimento que vc :-)
falow cara

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