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Profissões do futuro: conheça como trabalha o perito digital (Hacker do bem)

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Fonte: M´zONe

Com o aumento de fraudes online, cresce à procura por esses profissionais. Saiba o que você precisa fazer para ser um deles.

Eles não carregam armas, nem usam o velho bordão "mãos ao alto, isso é um assalto". Não usam máscaras para esconder o rosto e podem estar a quilômetros da cena do crime.

Ao longo dos últimos dez anos, com a explosão no uso da internet, testemunhamos o nascimento de uma nova categoria de criminosos, que não deixam impressões digitais, pegadas, imagens e vozes registradas nas câmeras de segurança ou qualquer outro rastro com os quais costumávamos lidar.

Como é possível então seguir a pista destes piratas da internet que, somente em 2005, causaram prejuízos de 300 milhões de reais aos bancos brasileiros?

Uma nova classe de especialistas lidera o contra-ataque: os peritos digitais. Eles são os profissionais responsáveis por levantar as provas necessárias para colocar os cibercriminosos atrás das grades.

A função do perito digital também conhecido como perito eletrônico ou perito de informática – é auxiliar a Justiça a tomar decisões em casos que envolvem tecnologia da informação.

"Além de produzir laudos sobre crimes virtuais, esse profissional também atua em litígios relacionados a desenvolvimento de sistemas e direito autoral", explica Giuliano Giova, presidente do Instituto Brasileiro de Peritos em Comércio Eletrônico e Telemática (IBP).

De acordo com Giova, o perito digital é responsável, por exemplo, por determinar se uma empresa está ou não usando softwares legais, ou por produzir evidências sobre falhas em softwares em processos de clientes contra fornecedores.

Além disso, produz laudos sobre crimes como fraude, roubo e extorsão pela internet, ou redes de exploração infantil articuladas pela rede, por exemplo.

Há peritos digitais atuando tanto na Polícia Federal como nas Polícias Estaduais. Também existe uma categoria de profissionais, conhecidos como peritos ad hoc, que se dedicam à mesma atividade durante inquéritos policiais, mas sem vínculo permanente com o Estado.

Por fim, há um grande número de profissionais que atuam em processos judiciais, tanto como peritos judiciais – nomeados pelo juiz e de sua confiança –, como na função de assistentes técnicos das partes, produzindo laudos sob pedido de algum dos envolvidos na ação.

O presidente do IBP estima que hoje existam cerca de 2 mil peritos digitais em atividade no Brasil, número que deve crescer exponencialmente, na mesma proporção dos crimes cibernéticos.

"Os ilícitos estão migrando do mundo real para o virtual. Assalto a banco não vale mais a pena", brinca.

Giova chama a atenção para outro ponto: a computação cada vez mais está em todos os lugares.

"Ele está no acesso controlado por exemplo, nas catracas do edifício em que você trabalha , está no semáforo, no hospital. Chegamos a um ponto em que meu celular se conecta com a máquina de refrigerantes e ao banco para que eu compre o produto. Tudo passa a ser um grande sistema integrado", argumenta.

Neste cenário pintado por Giova, as possibilidades de ataques são infinitas e a demanda por profissionais capazes de encontrarem as pistas e provas necessárias para encontrar e condenar os responsáveis por estes crimes é urgente.

"É uma área imensa e muito efervescente", conclui.

Hoje, os hackers encontraram um espaço no mundo da legalidade.

Se você curte códigos de programação e adora passar horas em frente ao computador, essa é a sua profissão.

Anote algumas dicas para se tornar um hacker do bem:

1 - Experiência é fundamental: faculdade e cursos de informática são valorizados, mas o que vale mesmo é o que o hacker aprende no dia-a-dia do mundo virtual.

Prática é tudo.

A área muda rapidamente e o profissional precisa estar sempre antenado!

2 - Espírito empreendedor: abrir a própria empresa valoriza a atuação do hacker ético. Realizar estudos sobre programas na internet e participar de conferências também ajudam no currículo.

Colaborar com investigações policiais sobre crimes virtuais abre portas.

3 - Principais áreas de atuação: os profissionais dessa área podem realizar avaliações de segurança (testes de invasão que simulam o ataque de um cracker e que mostram a fragilidade dos sistemas), auxiliar a polícia em investigações de fraudes virtuais.

Também podem pesquisar e desenvolver novas táticas para barrar as invasões na internet.

4 - Salário: no começo da carreira, um analista júnior pode ganhar entre 2 e 3 mil reais. Em poucos anos, o hacker com experiência pode receber mais de 8 mil reais pelos seus serviços.

Esse valor pode aumentar de acordo com a experiência e competência do profissional.



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Aprenda como funciona o computadorKKK6: Typewriter

Comments

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:bandit: :raider: :sherlock:

By 0.anonymous, # 28. May 2008, 11:31:24

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