Posts tagged with "Portugal"
Sunday, 8. November 2009, 15:36:32
Sociadade, Portugal, Ambiente
"SEPNA - Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR. Só em 2008 fez uma média de 60 autuações por dia. E, atenção, tudo isto sem actuar nos serviços administrativos, como, por exemplo, os da AICEP... Caso contrário a estatística de 2008 alcançaria resultados incalculáveis. Infelizmente, falta ao SEPNA uma delegação eficaz na Madeira. Depois da Floresta Laurissilva ter sido reconhecida como Património Mundial da UNESCO e Reserva Bio-genética e ter servido várias vezes como jóia da coroa do próprio discurso político, a tropa gaiteira do turismo (sob o beneplácito dos mesmos políticos que a laurearam), apesar do parecer negativo do Parque Natural, quer-lhe chanfrar um teleférico em cima, sem perceber que o mono vai destruir todo o ambiente milenar daquela paisagem única. Entretanto, a directora do Parque já sofreu uma retaliação grotesca tendo sido inaceitavelmente afastada. Esta espécie de 'PIN à la Madeirense' já suscitou quase 6 mil assinaturas de repulsa um pouco por todo o mundo. ( http://www.petitiononline.com/247132/petition.html )."Fonte»
Luisa SchimdtJa ta assinado
Wednesday, 21. October 2009, 22:05:53
Portugal, Fotografia
Monday, 21. September 2009, 15:25:35
2009, Eleições, Portugal
Wednesday, 1. July 2009, 15:23:19
Humor, Portugal, Educação
Thursday, 18. June 2009, 23:56:01
Sociadade, Planit Valley, Portugal, Paredes
Uma cidade tecnológica de nome Planit Valley vai nascer em Paredes até 2013, ocupando uma área de 17 quilómetros quadrados onde se irão agregar empresas líder de mercado no sector tecnológico como a Cisco Systems.
Esta “cidade avançada” poderá gerar “dezenas de milhares” de postos de trabalho e pretende reunir 12 mil parceiros, muitos dos quais pequenas e médias empresas da área da tecnologia, garantiu Steve Lewis,presidente da empresa Living Planit que irá gerir a Planit Valley, em entrevista exclusiva ao Ciência Hoje.
A nova plataforma de investigação será um “laboratório vivo à escala urbana” onde serão implementadas, de forma sustentável, “tecnologias que melhoram a qualidade de vida” como “edifícios inteligentes, soluções avançadas de mobilidade, transportes e comunicações”, salientou.
A nova cidade acolherá não só empresas e investigadores mas também espaços de venda a retalho, hotéis, centros de conferência, uma pista de testes, um centro de entretenimento e até mesmo habitação.
Cidade sustentável
Porque a Living Planit é “apaixonada por questões ambientais”, na construção da Planit Valley (a começar até ao final de 2009) serão aplicadas “novas e avançadas técnicas" para reduzir o impacto da infraestrutura no ambiente. “Pensamos ser possível desenvolver projectos a nível mundial sem comprometer o ambiente”, defendeu Steve Lewis.
As políticas ambientais portuguesas revelaram-se atractivas aos responsáveis da Living Planit que no País encontraram também “uma enorme quantidade de talento nas universidades e nos empreendedores” e ainda o apoio de autarcas e autoridades regionais. Apesar de a sua presença em Portugal ter sido conhecida apenas recentemente, desde Abril de 2008 que a Living Planit se encontra no país, tendo contado com o apoio do autarca de Paredes, Celso Ferreira, de Ana Lehmann, da CCDR-N, e da agência de investimento AICEP.
Lewis admite mesmo que o factor decisivo para que o projecto fosse realizado em Portugal se prendeu com “o profissionalismo de Celso e da Ana, bem como o seu empenho no desenvolvimento económico e social da região e da nação”.
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Thursday, 14. May 2009, 02:01:26
Portugal, Ruy Ventura, Poesia
escrevo-te cartas que nunca irás receber.
a morada desaparece
sempre que tentamos encontrar
não uma porta, mas uma casa inteira.
desligo tudo dentro deste quarto.
ouço, incompleto, - com a janela
entreaberta ao fresco da noite –
cada pequeno ruído,
como se fosse um código para nos entendermos.
carregas contigo o peso da noite que não termina.
que maior peso poderias suportar?
o silêncio retalha-nos,
sempre que tentamos suturar as feridas.
como a água do mar?
repuxa-nos a pele,
para que possamos sará-la.
todas as cartas te pertencem.
sobre a mesa,
sem selo nem endereço.
chegarão, com certeza.
não ao destino.
mas à residência da primeira palavra.
reservo esta frase
para esse ponto no horizonte onde fixas os olhos.
escondo(-me).
as árvores do jardim
fazem o mesmo à cidade.
não consigo esquecer
a estrada em frente.
como os plátanos, escondo uma viagem.
por terminar.
o automóvel avança.
o ponto de fuga não prolonga o horizonte.
apenas suspende essa imagem –
por revelar.
nenhuma melodia
é possível perante a noite.
embora tente criá-la em todos os momentos.
procuro reconstituir, na água,
essa pauta desaparecida no início.
encontras no corpo
o trajecto possível
para decompores a noite.
movimento e repouso
sucedem-se.
a respiração
tenta dissolver a viagem.
a primeira etapa não terminou
ainda.
Ruy Ventura
Friday, 1. May 2009, 18:45:14
Portugal, Music, Musica
Sunday, 29. March 2009, 20:13:57
Humor, Português, Video, Portugal
Saturday, 24. January 2009, 17:42:10
Portugal, Poesia
Entre mim e o meu silêncio há gritos de cores estrondosas
e magias recortadas dos sonhos que acontecem naturalmente.
eu sou cama onde me deito, todas as noites diferente,
eu sou o sorriso estridente dos pássaros no céu todo,
eu sou o mar, o oceano velho a abrir a boca numa
gruta que assusta as crianças e os homens que conhecem
o mundo. eu sou o que não devia e rio, rio,
rio, porque sou puro, porque sou um pouco da alegria,
porque mil mãos e dez mil dedos me percorrem o corpo
e me beijam. entre mim e o meu silêncio há uma
confusão de equívocos que não entendo e não admito.
sou arrogante, porque sou do país em que inventaram
a arrogância. sou miserável. que sei eu?
Sou um viajante
com destino traçado, como o fumo deste cigarro que
desaparece indeciso e já esqueceu de onde veio. e rio,
rio, rio, perdido e desalmado, de dentes sujos e quase
doente, porque minha é esta esperança e esta vontade
de nascer cada manhã, em cada rosto, em cada
fósforo aceso, em cada estrela. Rio, rio, rio, porque meu
é o amor e o luto e a fome e todas as coisas
que fazem esta vida que não entendo e persigo.
eu sou um homem vivo a sentir cada pedra,
eu sou um homem vivo a sentir cada montanha,
eu sou um homem vivo a sentir cada grão de areia.
desordenadamente, eu sou alguém que é eu sem o saber,
entre mim e o meu silêncio há um desentendimento
esculpido nas flores e nas nuvens, rio, rio, rio,
eu sou a vida e o sol a iluminar-me.
José Luís Peixoto
Monday, 8. December 2008, 01:16:03
Sociadade, Politica, Portugal
Contribuir
v. int., concorrer para a realização de determinado fim; cooperar; colaborar; ajudar; ter parte num resultado ou numa despesa comum; pagar contribuições.
É curioso ver como o significado desta definição aponta subliminarmente para o livre arbítrio. Cooperar, colaborar ou ajudar é algo que depende da exclusivamente nossa vontade não sendo de todo obrigatório que sejamos obrigados a fazê-lo. São estas mariquices de linguagem que me chateiam porque, na realidade, enquanto contribuinte, sou obrigado a largar mais de metade do que ganho para alimentar uma chusma de inúteis. Ninguém me pergunta se quero ajudar os gajos que andam a mamar do subsídio de desemprego; ninguém me pede se quero ajudar os funcionários públicos que se arrastam penosamente atrás de um balcão qualquer; ninguém me pergunta se quero colaborar com os devaneios da vaidade (e não só) desse proto-engenheiro do Sócrates quando o gajo decide fazer aeroportos desnecessários. A mim, como contribuinte, ninguém me pergunta nada nem deixa nada ao meu livre arbítrio. Sou obrigado a pagar, rapidamente, sem levantar muito a voz e dentro do prazo. Caso contrário o Estado dá-se ao direito de me levar o carro, a casa e tudo aquilo que se possa agarrar. Isto porque, em Portugal, enquanto contribuintes temos imensos deveres e pouquíssimos direitos. Exactamente o contrário do que acontece com o Estado, que tem o direito de exigir tudo e o dever de providenciar quase nada.
Por isso mesmo acho que não podemos continuar a ser considerados contribuintes, porque de facto não estamos a contribuir. Eu tenho a certeza que em nada contribuí para o estado a que este país chegou. Contribuí muito, ao longo de muitos anos, mas não foi para isto. Chamem-nos então outra coisa, que não contribuintes. Chamem-nos putas. Dez milhões de putas que todos os dias são obrigadas a dar mais de metade do que ganham para alimentar essa chula gorda que é o Estado português.
FOnte »
A razão tem sempre cliente
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