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Posts tagged with "Português"

E o povo, Pá?

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Universo nasceu ao som do Big Bang, diz físico português

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João Magueijo, físico português do Imperial College de Londres, propõe uma nova explicação para o nascimento do Universo.

João Magueijo ficou famoso quando, em 1999, abalou a teoria da relatividade formulada por Einstein, ao defender que a velocidade da luz não foi sempre constante.

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É a Universidade,estúpido

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Os membros do Departamento de Sociologia da Educação da Universidade do Minho são pessoas graves. Aposto até que, como no poema de Fernando Lemos, vão para a Universidade de ambulância para que ninguém duvide da sua gravidade. Por isso, com eles não se brinca. Nem com eles nem com os "nossos governantes e a Igreja". Daí que, segundo os jornais, tenham obrigado um professor a fechar os seus blogues, onde (coisa "desprestigiante" para a imagem, ou lá o que é, do prussiano Departamento) se publicavam sátiras e críticas. O professor terá ainda sido "aconselhado" a não aparecer em "iniciativas ligadas ao humor", o que teve que acatar pois é contratado a prazo e tem, como diz, que "pensar na família".

No tal Departamento desconhece-se que o humor é uma forma de lucidez e lê-se, pelos vistos, pouco. Pelo menos não se lê Jankelevich ("le humour est la chose la plus sérieuse du monde"). Censura? Não, explica o venerável director do venerável Departamento, já que o visado fechou os blogues "de livre vontade". Eu, que sou do tempo das Comissões de Censura, posso testemunhar que também nesse venerável tempo os "conselhos" dos censores eram aceites de livre vontade, quanto mais não fosse porque jornalistas e escritores (e humoristas) tinham igualmente família.


Fonte» Manuel Antonio Pina, escritor e cronista no JN

«Song of the new heart» by Mazgani

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Sharyar Mazgani É um iraniano radicado em Portugal que lançou o album de estreia «Song of the new heart» disponivel pela modica quantia de 10€

«Sharyar Mazgani formou este grupo em Setúbal há pouco mais de três anos, ao longo dos quais compôs perto de uma trintena de canções pop, das quais retirou 13 que compõem o álbum de estreia.

«Esse tempo foi necessário para compreender as canções, para amadurecer, porque elas emancipam-se e ditam as suas próprias leis», afirmou à agência Lusa o músico iraniano radicado em Portugal há mais de vinte anos.

Naqueles três anos, a banda apurou e amadureceu as canções, venceu um concurso de música - o Termómetro Unplugged - e foi notícia por ter sido seleccionada, entre 7.000 artistas, para uma colectânea de novos talentos da revista francesa Les Inrockuptibles.

Essa participação é ainda hoje um cartão de apresentação da banda portuguesa, uma etapa que Shahryar Magzani considera «determinante» para fazer avançar o projecto.

Apresenta-se como discípulo de Leonard Cohen e Tom Waits, «dois `songwriters´ extraordinários, não-geracionais, que têm uma obra individual e única, que se regem pelo seu próprio cânone e condição e que se cantam a si próprios».


No álbum, Shahryar Mazgani assina todas as músicas, com excepção de «Song of the old mother», com poema de W. B. Yeats, e «How sweet I roam´d from field to field», em que canta William Blake.

Sobre «Song of the new heart», nome do álbum e da canção de abertura, Shahryar Mazgani recorre a Rainer Maria Rilke: «temos que estar sempre a começar e acho que o título pode ter essa abordagem».

Shahryar Mazgani diz que entrou tarde na música.

Autodidacta, começou a tocar guitarra aos vinte anos e formou os Mazgani aos trinta, depois de se ter licenciado em Direito e de ter passado pelo jornalismo e pela escrita de guiões para televisão.

«Durante muito tempo pensava que queria ser advogado. Tirei o curso de Direito, a meio percebi que não era aquilo que queria, mas decidi acabá-lo, porque queria acabar alguma coisa», referiu.

A par do álbum, com as composições todas em inglês, Shahryar Mazgani participou ainda na colectânea de tributo a Adriano Correia de Oliveira, onde interpreta «Balada da esperança».

«Achei perfeito cantar esta canção», referiu o músico, por ser uma dupla homenagem a Adriano Correia de Oliveira e a Zeca Afonso, que também interpretou o tema.

Shahryar Mazgani nasceu em Teerão, mas vive em Portugal desde o início dos anos 1980, no seguimento da revolução islâmica no Irão.

«Os meus pais são baha´i [religião monoteísta que nasceu na antiga Pérsia, actual Irão] e quando se instalou o regime, todas as minorias constituíam um risco para o regime totalitário, que tentava não dar espaço a outras vozes», recorda Shahryar Mazgani.

Os pais tiveram o cuidado de lhe recordar as tradições do seu país e apesar de nunca mais lá ter voltado, sempre falou farsi em casa.

«Eles sempre me mostraram um pouco da música, da poesia, da história do país», disse, mas Portugal é a sua casa, onde cresceu e construiu a sua identidade.

Os Mazgani são compostos por Shahryar Mazgani, Sérgio Mendes, Rui David e Victor Coimbra.


Pagina de Shahryar Mazgani e no myspace.

"Música para ser humano" é o novo disco dos Donna Maria

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Depois do sucesso do seu álbum estreia “Tudo é para Sempre “ , os Donna Maria regressam com um novo trabalho de originais. Gravado e misturado no Estúdio Sonic State entre Maio e Julho deste ano e masterizado pelo engenheiro de som António Pinheiro da Silva e com produção de Miguel A. Majer e Ricardo Santos, o novo trabalho dos DONNA MARIA - “ Música Para Ser Humano” - conta com as participações de vários artistas nacionais, em destaque : Rui Veloso em “Amar Como te Amei” ( autor da música que abre o disco); Luis Represas em dueto com Marisa Pinto em “Nós Nunca Somos Iguais”, tema que conta também com a participação de Rão Kyao na Flauta; Raquel Tavares participa em “Anti-Repressivos “ e finalmente Julio Pereira em “Zé Lisboa“.




Há amores assim

Letra: Miguel Majer
Música: Miguel Majer e Ricardo Santos

Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar


Je t’aime j’adore

Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida

Chat room em português

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Sala de chat em Português para ulilizadores do Opera 9
Para quem quiser colocar no blog aqui fica o codigo
<br>
   [ALIGN=center][URL=irc://irc.opera.com/Portuguese][B][I][COLOR=orangered]Sala de chat em Português para ulilizadores do Opera 9[/COLOR][/I][/B][/URL][/ALIGN]<br>

Opera Clix Edition

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Parece que o Opera tem uma parceria com o 2 maior ISP português Clix, dai resultou esta edição especial o Opera clix Edition! Confesso que ainda não testei, no entanto tem um Widget que é estramente util tem ai concentrado o portal do clix, e outro widget do melhor jornal diario portugues o Jornal Publico por acaso fui eu que construi :yes:

O padre de Maputo

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Um padre Alemão a dar uma homilia em português! Hilariante :lol:



Enviado pela Zenite

As virtudes da lingua Portuguesa

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As virtudes da lingua Portuguesa




Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. -Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. -Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando.. .

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.




Fonte» Belfiglio.NET

Pedro Nunes

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Se vivesse nos nossos dias, Pedro Nunes seguramente ganharia o Prémio Nobel. De provável ascendência judaica, formou-se em Medicina e enveredou pelos estudos de Matemática. Desenvolveu teorias totalmente inovadoras para a época. A sua maior descoberta foi a curva loxodrómica, que revolucionou a navegação e a cartografia. O nónio foi o invento que o tornou conhecido. Foi uma personagem típica do Renascimento, aclamada em toda a Europa. Pedro Nunes pertence àquele grupo de mentes privilegiadas que parece terem sempre razão. As suas primeiras pátrias foram os livros. “O melhor matemático da história de Portugal”, diz Henrique Leitão, investigador do Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa.

São vários os epítetos com que Pedro Nunes se despediu do mundo dos vivos, mas o que faz mais justiça à sua história é o de visionário. Teve um extraordinário perfil de intervenção no mundo da matemática e da navegação. A sua voz foi, seguramente, uma das mais influentes junto de homens ligados aos mais variados campos da ciência.

Não foi apenas um homem que teorizou: criou invenções extraordinárias a partir das teorias. Foi um homem inteligente e tecnicamente irrepreensível. Estas foram as suas principais armas de ascensão profissional e de conquista, a pulso, de prestígio internacional. “Foi um aventureiro do espírito”, diz o historiador Rui Afonso.
A trajectória da sua vida assemelha-se à curva representativa do poderio português no século em que viveu. Pedro Nunes nasceu quando o domínio crescia dia a dia, no tempo do rei “Venturoso”, D. Manuel I. Assistiu ao apogeu da grandeza lusitana, quando Lisboa, gloriosa, via o rio coberto de embarcações sendo descarregadas das riquezas vindas do Levante e do Poente. Pedro Nunes começou a declinar quando o império também decaiu, no tempo de D. João III. Por fim, morreu quando a nacionalidade portuguesa tombou, mortalmente ferida, nos areais de Alcácer Quibir, no tempo de D. Sebastião, de quem fora professor.

Pedro Nunes nasceu em Alcácer do Sal e seguiu os cursos de Filosofia e de Matemática na Universidade de Lisboa. Em 1525 alcançou o grau de bacharel em Medicina e em 1529 foi encarregado da regência da cadeira de Filosofia Moral. Transitou, em seguida, para a de Lógica e, depois, para a de Metafísica. “Tendo como base a antiguidade clássica, Pedro Nunes vai muito além do veiculado pelos paradigmas da época”, afirma o tenente Valentim, professor da Escola Naval.

Com um perfil que contrastava com a multidão, Pedro Nunes depressa se destacou. Era teimoso, persistente e autoconfiante. O rei D. João III nomeou-o cosmógrafo em 1529. Em 1547 passou a cosmógrafo-mor. Foi também nomeado tutor dos infantes. “Foi incumbido de dois lugares que tinham relevo na sociedade. Por um lado, cosmógrafo-mor - vigiava e avaliava o ensino de pilotos, cartógrafos e homens ligados às navegações. Por outro, foi incumbido da educação dos irmãos do rei”, explica o tenente Valentim.

Pedro Nunes foi um homem que influenciou o mundo - influência que ainda hoje perdura. Exemplo? Inventou o nónio (de Nonius, forma alatinada de Nunes), instrumento que consiste na justaposição de escalas no astrolábio náutico ou no quadrante, posteriormente transformado em escala auxiliar, anexa à escala principal, e que permite ler, nestas fracções de divisão, com mais rigor do que a leitura obtida através de qualquer das escalas individuais. Primeiro, descrito de uma forma mais rudimentar - na obra “De Crepusculis” (1542) -, depois, evoluindo através dos séculos, aperfeiçoado várias vezes, o nónio é um instrumento que ainda hoje se utiliza.

Pedro Nunes percebeu propriedades da geometria esférica que vieram a ter impacto decisivo na maneira como hoje se constroem os mapas. Os chamados “mapas de Mercator” são, no fundo, mapas de Pedro Nunes. A visão que hoje temos do mundo e da distribuição dos continentes foi-nos dada pelos mapas baseados nas indicações deste ilustre português. É por isto que a melhor reivindicação que se pode fazer à sua longa história de intervenção na ciência é a de ter sido um visionário, que fez descobertas determinantes para o futuro da Humanidade.

Comentou trabalhos, alicerçou o seu saber nas notícias trazidas pelos navegadores e, ao mesmo tempo, publicou-as, em latim, castelhano e português. Tornou-se conhecido pela Europa erudita e culta do seu tempo. Publicou fora do País, editou a sua obra em Basileia, em latim, sendo lido pelos matemáticos da época. Foi respeitado por todos. “É no século XVI, através de homens como Pedro Nunes, que Portugal mostrou um saber formado na base do mar e das viagens oceânicas”, refere o tenente Valentim. “Um saber retirado dos ensinamentos práticos dos homens que andavam a bordo dos navios e faziam a ligação entre Portugal e os mares da Ásia, entre Portugal e o Sul do Atlântico.”

Para Nuno Crato, professor universitário de Matemática, “um dos grandes mistérios é a origem da sabedoria de Pedro Nunes. Não se sabe exactamente onde foi beber todo o conhecimento e formação matemática que desenvolveu”. Ao que se julga, era um solitário. Estudou em Portugal e Espanha e, através da leitura, “desenvolveu o que melhor havia no mundo”, acrescenta Nuno Crato. Foi dos primeiros europeus a insistir repetidamente que o estudo deveria ser feito com uma base matemática - aquilo que veio a ser a grande novidade no século XVII. Pedro Nunes antecipou-se a este momento marcante: insistiu que para se conhecer o mundo era preciso estudá-lo matematicamente.

Pouco depois da transferência da Universidade para Coimbra, Pedro Nunes foi nomeado professor, cargo que ocupou até à sua jubilação, em 1562. Na qualidade de cosmógrafo, ausentou-se de Coimbra inúmeras vezes, para corresponder a pedidos do rei de resolução de problemas técnicos da náutica. “Pedro Nunes fez investigação em matemática, geometria, navegação. Tem influência no mundo inteiro”, diz Nuno Crato.

Entre 1562 e 1572 afastou-se da corte e viveu em Coimbra, mas D. Sebastião voltou a chamá-lo, em 1572, para exercer o cargo de cosmógrafo. Em 1568 foi encarregado da reforma dos pesos e medidas do reino. “Alcançou enorme fama fora de Portugal. Foi conhecidíssimo, respeitadíssimo e admiradíssimo. Beneficiou muito a prática científica no País”, define-o Henrique Leitão, investigador do Centro de História das Ciências, da Universidade de Lisboa. “É, talvez, o único português que fundou uma disciplina científica. E essa disciplina permanece desde o século XVI até hoje. É o fundador da navegação teórica.”

De facto, Pedro Nunes tratou a navegação de forma científica. Tudo isto faz com que ele permaneça nas suas descobertas. A sua alma está nas suas invenções. Cerca de 450 anos depois, os matemáticos do mundo inteiro continuam a mergulhar no que resta dos seus pensamentos.

>> RTP - Rádio e Televisão de Portugal :::.

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