E o povo, Pá?
Sunday, 29. March 2009, 20:13:57
Wednesday, 30. April 2008, 19:00:40
João Magueijo, físico português do Imperial College de Londres, propõe uma nova explicação para o nascimento do Universo.Thursday, 28. February 2008, 16:36:21
Friday, 25. January 2008, 00:44:16
Thursday, 20. December 2007, 16:12:38
Sunday, 19. August 2007, 13:57:51
<br> [ALIGN=center][URL=irc://irc.opera.com/Portuguese][B][I][COLOR=orangered]Sala de chat em Português para ulilizadores do Opera 9[/COLOR][/I][/B][/URL][/ALIGN]<br>
Wednesday, 11. July 2007, 18:43:17
Parece que o Opera tem uma parceria com o 2 maior ISP português Clix, dai resultou esta edição especial o Opera clix Edition! Confesso que ainda não testei, no entanto tem um Widget que é estramente util tem ai concentrado o portal do clix, e outro widget do melhor jornal diario portugues o Jornal Publico por acaso fui eu que construi
Friday, 11. May 2007, 17:16:05
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. -Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. -Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando.. .
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
Wednesday, 17. January 2007, 02:18:23

Se vivesse nos nossos dias, Pedro Nunes seguramente ganharia o Prémio Nobel. De provável ascendência judaica, formou-se em Medicina e enveredou pelos estudos de Matemática. Desenvolveu teorias totalmente inovadoras para a época. A sua maior descoberta foi a curva loxodrómica, que revolucionou a navegação e a cartografia. O nónio foi o invento que o tornou conhecido. Foi uma personagem típica do Renascimento, aclamada em toda a Europa. Pedro Nunes pertence àquele grupo de mentes privilegiadas que parece terem sempre razão. As suas primeiras pátrias foram os livros. “O melhor matemático da história de Portugal”, diz Henrique Leitão, investigador do Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa.
São vários os epítetos com que Pedro Nunes se despediu do mundo dos vivos, mas o que faz mais justiça à sua história é o de visionário. Teve um extraordinário perfil de intervenção no mundo da matemática e da navegação. A sua voz foi, seguramente, uma das mais influentes junto de homens ligados aos mais variados campos da ciência.
Não foi apenas um homem que teorizou: criou invenções extraordinárias a partir das teorias. Foi um homem inteligente e tecnicamente irrepreensível. Estas foram as suas principais armas de ascensão profissional e de conquista, a pulso, de prestígio internacional. “Foi um aventureiro do espírito”, diz o historiador Rui Afonso.
A trajectória da sua vida assemelha-se à curva representativa do poderio português no século em que viveu. Pedro Nunes nasceu quando o domínio crescia dia a dia, no tempo do rei “Venturoso”, D. Manuel I. Assistiu ao apogeu da grandeza lusitana, quando Lisboa, gloriosa, via o rio coberto de embarcações sendo descarregadas das riquezas vindas do Levante e do Poente. Pedro Nunes começou a declinar quando o império também decaiu, no tempo de D. João III. Por fim, morreu quando a nacionalidade portuguesa tombou, mortalmente ferida, nos areais de Alcácer Quibir, no tempo de D. Sebastião, de quem fora professor.
Pedro Nunes nasceu em Alcácer do Sal e seguiu os cursos de Filosofia e de Matemática na Universidade de Lisboa. Em 1525 alcançou o grau de bacharel em Medicina e em 1529 foi encarregado da regência da cadeira de Filosofia Moral. Transitou, em seguida, para a de Lógica e, depois, para a de Metafísica. “Tendo como base a antiguidade clássica, Pedro Nunes vai muito além do veiculado pelos paradigmas da época”, afirma o tenente Valentim, professor da Escola Naval.
Com um perfil que contrastava com a multidão, Pedro Nunes depressa se destacou. Era teimoso, persistente e autoconfiante. O rei D. João III nomeou-o cosmógrafo em 1529. Em 1547 passou a cosmógrafo-mor. Foi também nomeado tutor dos infantes. “Foi incumbido de dois lugares que tinham relevo na sociedade. Por um lado, cosmógrafo-mor - vigiava e avaliava o ensino de pilotos, cartógrafos e homens ligados às navegações. Por outro, foi incumbido da educação dos irmãos do rei”, explica o tenente Valentim.
Pedro Nunes foi um homem que influenciou o mundo - influência que ainda hoje perdura. Exemplo? Inventou o nónio (de Nonius, forma alatinada de Nunes), instrumento que consiste na justaposição de escalas no astrolábio náutico ou no quadrante, posteriormente transformado em escala auxiliar, anexa à escala principal, e que permite ler, nestas fracções de divisão, com mais rigor do que a leitura obtida através de qualquer das escalas individuais. Primeiro, descrito de uma forma mais rudimentar - na obra “De Crepusculis” (1542) -, depois, evoluindo através dos séculos, aperfeiçoado várias vezes, o nónio é um instrumento que ainda hoje se utiliza.
Pedro Nunes percebeu propriedades da geometria esférica que vieram a ter impacto decisivo na maneira como hoje se constroem os mapas. Os chamados “mapas de Mercator” são, no fundo, mapas de Pedro Nunes. A visão que hoje temos do mundo e da distribuição dos continentes foi-nos dada pelos mapas baseados nas indicações deste ilustre português. É por isto que a melhor reivindicação que se pode fazer à sua longa história de intervenção na ciência é a de ter sido um visionário, que fez descobertas determinantes para o futuro da Humanidade.
Comentou trabalhos, alicerçou o seu saber nas notícias trazidas pelos navegadores e, ao mesmo tempo, publicou-as, em latim, castelhano e português. Tornou-se conhecido pela Europa erudita e culta do seu tempo. Publicou fora do País, editou a sua obra em Basileia, em latim, sendo lido pelos matemáticos da época. Foi respeitado por todos. “É no século XVI, através de homens como Pedro Nunes, que Portugal mostrou um saber formado na base do mar e das viagens oceânicas”, refere o tenente Valentim. “Um saber retirado dos ensinamentos práticos dos homens que andavam a bordo dos navios e faziam a ligação entre Portugal e os mares da Ásia, entre Portugal e o Sul do Atlântico.”
Para Nuno Crato, professor universitário de Matemática, “um dos grandes mistérios é a origem da sabedoria de Pedro Nunes. Não se sabe exactamente onde foi beber todo o conhecimento e formação matemática que desenvolveu”. Ao que se julga, era um solitário. Estudou em Portugal e Espanha e, através da leitura, “desenvolveu o que melhor havia no mundo”, acrescenta Nuno Crato. Foi dos primeiros europeus a insistir repetidamente que o estudo deveria ser feito com uma base matemática - aquilo que veio a ser a grande novidade no século XVII. Pedro Nunes antecipou-se a este momento marcante: insistiu que para se conhecer o mundo era preciso estudá-lo matematicamente.
Pouco depois da transferência da Universidade para Coimbra, Pedro Nunes foi nomeado professor, cargo que ocupou até à sua jubilação, em 1562. Na qualidade de cosmógrafo, ausentou-se de Coimbra inúmeras vezes, para corresponder a pedidos do rei de resolução de problemas técnicos da náutica. “Pedro Nunes fez investigação em matemática, geometria, navegação. Tem influência no mundo inteiro”, diz Nuno Crato.
Entre 1562 e 1572 afastou-se da corte e viveu em Coimbra, mas D. Sebastião voltou a chamá-lo, em 1572, para exercer o cargo de cosmógrafo. Em 1568 foi encarregado da reforma dos pesos e medidas do reino. “Alcançou enorme fama fora de Portugal. Foi conhecidíssimo, respeitadíssimo e admiradíssimo. Beneficiou muito a prática científica no País”, define-o Henrique Leitão, investigador do Centro de História das Ciências, da Universidade de Lisboa. “É, talvez, o único português que fundou uma disciplina científica. E essa disciplina permanece desde o século XVI até hoje. É o fundador da navegação teórica.”
De facto, Pedro Nunes tratou a navegação de forma científica. Tudo isto faz com que ele permaneça nas suas descobertas. A sua alma está nas suas invenções. Cerca de 450 anos depois, os matemáticos do mundo inteiro continuam a mergulhar no que resta dos seus pensamentos.
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Este é o melhor conselho que alguma vez ira ter.
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