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Bohemian Rhapsody The Muppets version 
Wednesday, November 25, 2009 1:33:13 AM
Thanks to the friend who entered with me in sl XD
Pare, Escute, Olhe (Trailer Documentário)
Thursday, November 12, 2009 7:10:43 PM
Depois do excelente documentário "ainda há pastores" Jorge Pelicano volta com "Pare, Escute, Olhe" mais um retrato genuíno do Portugal real onde cimento é sinonimo de progresso! E património cultural, e natural sao meros cifrões.
"Pare, Escute, Olhe" retrata a realidade da linha do Tua que ficara submersa apos a construçao de mais uma barragem, segundo as fontes a oficiais com o conjunto de novas barragens ira contribuir para 1% da energia consumida em Portugal.
Sera que por 1% de energia vale a pena sacrificar este património insubstituível?
Não faz mais sentido investir em campanhas de poupança de energia? Ou substituir as lâmpadas de alto consumo da iluminação publica?
Petição pela Linha do Tua VIVA
"Pare, Escute, Olhe" retrata a realidade da linha do Tua que ficara submersa apos a construçao de mais uma barragem, segundo as fontes a oficiais com o conjunto de novas barragens ira contribuir para 1% da energia consumida em Portugal.
Sera que por 1% de energia vale a pena sacrificar este património insubstituível?
Não faz mais sentido investir em campanhas de poupança de energia? Ou substituir as lâmpadas de alto consumo da iluminação publica?
Petição pela Linha do Tua VIVA
O quarto poder
Sunday, December 28, 2008 2:46:05 AM
O quarto poder é um quarto. Com vista sobre a cidade que já não o é; sobre as ruas que já o foram; sobre as casas que deixaram de o ser.
O quarto poder é um pai; e um filho tornado órfão por uma bala certeira; errada no alvo, errada na hora, errada no tempo que faz do lugar a morada última de um quotidiano que se extingue.
O quarto poder é um fogo; ingrato nos modos, ousado na fuga, intenso na cor, injusto nas vítimas.
O quarto poder é um mar; um oceano de raiva, um elemento à deriva, uma ausência de razão, um lamento inconsolável, um ímpeto de sobrevivência.
O quarto poder é um sopro; de espada em forma de pena, de penas em forma de espadas, de imperfeitos pretéritos, de distorcidos desejos, de ódios e iras e túmulos, e vidas e mortes e destinos, e estilhaços e condições desumanas.
O quarto poder é um berço; a inocência do dia primeiro, segundo a segundo; o choro e o riso, o siso e o norte, o sol e o sul, o leste e o oeste, os cardeais preciosos que guiam, precisos, o começo da nova vida.
O quarto poder é um voto; um desejo dobrado em quatro, a esperança feita num oito. Promessas, palavras vãs, ínvios caminhos, passos perdidos, leis e normas e regras e o melhor dos países e os oásis e os pântanos, e a pose a pensar na posse, no quero, no tudo, no mando.
O quarto poder é um piano; as teclas o prolongamento do tacto; a pauta a serenidade literária, a mão, silhueta temerária, e a mente, suavemente brilhante, tem na partitura o efeito, e na causa cheia o aplauso.
O quarto poder é um golo; um passe em profundidade; um drible, um truque, um remate, uma falta como se pecado fosse, um alento, um país, uma forma de vitória, a outra forma da derrota.
O quarto poder é uma luta; um jeito de desespero; a tábua do náufrago, os argumentos do facto, o mais dos que têm menos, o menos quando são demais.
O quarto poder é um acto; as horas que dele decorrem, as vidas que nele se perdem, as incertezas do dia e a inevitabilidade da noite.
O quarto poder é um arbítrio; um acaso disfarçado, um fogo-fátuo do nada, de tudo a fatalidade, de todos a provação, de muitos a privação, de quem a responsabilidade?
O quarto poder é pergunta; e resposta e mais pergunta, e tese e antítese e síntese; e os dias que hão-de vir, a nobreza do dever, a missão de não esconder, de mostrar, de saber, de fazer saber, de saber fazer, olhar e explicar.
O quarto poder é um quarto. Um quarto revisitado, um pai que é baleado, um fogo inacabado, um mar assim tresloucado, um sopro sentenciado, um berço de novo ocupado, um voto mais uma vez escrutinado, um piano a ser tocado, um golo que é celebrado, uma luta que dá brado, um acto premeditado, um arbítrio incontrolado, uma pergunta no estrado.
O quarto poder é um nome: SIC. O orgulho de poder dizer.
Autoria do jornalista Reinaldo Serrano.
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