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Posts tagged with "Pessoal"

Uma boa semana!


Fonte: Bárbara Mendes (ex. aluna da Escola Secundária do Castêlo da Maia)

Sempre o afirmei: os homens são iguais. A única verdadeira distinção é a diferença que pode existir entre eles

Henri Monnier

Fui perseguida e apanhada pela gripe!



Hoje estou assim!Nem sei como amanhã vou trabalhar...

Avaliação dos Professores

Segunda- feira à tarde, chego a casa dos meus pais e encontro uma carta da Escola Sebastião da Gama.
Antes de a abrir penso que será um possível convite para um jantar de Natal (Lol). A minha mãe, ingenuamente, diz que deve ser uma convocatória para ir lá assinar qualquer coisa…
Resolvemos abrir! A minha mãe estava mais ansiosa do que eu. Acho que pensava que podia ser “recambiada” novamente para o Alentejo… Passo a vida a dizer-lhe que estou farta de cá estar, que estou farta deste ambiente, que ela já se assusta com pouco.

Assunto: Documento de Reflexão Crítica


A mamã lê a notícia e emudece, sabe que não gostei da noticia… Eu sigo-lhe o caminho. Pego no envelope, na folha de papel e enfio-me no escritório.

Depois disto, resolvi tecer alguns comentários tendo em conta o Artigo 11º do Decreto- Regulamentar n.º 11/ 98 de 15 de Maio do Estatuto da Carreira Docente.

Artigo 42.o
Processo de avaliação
1 — O processo de avaliação do desempenho inicia-se com a apresentação, pelo docente, ao órgão de gestão do estabelecimento de educação ou de ensino onde exerce funções de um documento de reflexão crítica sobre a actividade por si desenvolvida no período de tempo de serviço a que se reporta.
2 — O documento de reflexão crítica referido no número anterior é objecto de apreciação pelo órgão de gestão do estabelecimento de educação ou de ensino em que o docente exerce funções, o qual, ouvido o órgão pedagógico, procede à avaliação do desempenho do docente, expressa na menção qualitativa de Satisfaz, ou propõe a atribuição da menção qualitativa de Não satisfaz a uma comissão de avaliação.


Portanto a avaliação de um professor só possui, para as escolas, duas escalas de avaliação: Não satisfaz ou Satisfaz.
De facto, os professores são todos metidos no mesmo “saco”.
E depois ainda exigem motivação!!!

Artigo 45.o
Menção qualitativa de Bom
1 — O docente a quem tenha sido atribuída uma menção qualitativa de Satisfaz pode requerer a apreciação por uma comissão de avaliação, constituída nos termos do artigo seguinte do presente Estatuto, de um documento de reflexão crítica sobre o seu desempenho para os efeitos de atribuição da menção qualitativa de Bom.
2 — A menção qualitativa de Bom é atribuída na sequência da apreciação do documento de reflexão crítica sobre a actividade desenvolvida pelo docente no período de tempo de serviço a que se reporta a avaliação do desempenho, o qual constará sempre do respectivo processo individual.


Artigo 46.o
Comissão de avaliação
1 — A comissão de avaliação é constituída no estabelecimento de educação ou de ensino em que o docente presta serviço e tem a seguinte composição:
a) O presidente do órgão pedagógico, que preside;
b) Um docente exterior ao estabelecimento de educação ou de ensino, designado pelo respectivo órgão pedagógico, preferencialmente do mesmo nível ou ciclo de educação ou de ensino;
c) Um docente ou uma individualidade de reconhecido mérito no domínio da educação, designado pelo docente em avaliação.


Mediante a análise destes dois artigos constato que para um professor possuir uma menção qualitativa de Bom, tem que requerer esta menção à escola.
Mas as escolas não possuem capacidade de avaliar os docentes com a menção qualitativa de Bom automaticamente?!Nem parece que o Conselho Executivo e o Conselho Pedagógico, de qualquer escola, é constituído por professores que passaram metade ou quase toda a sua vida a avaliar.
Porque é que tenho que ser eu a fazer a minha autoavaliação, considerar que mereço o nível de Bom, e ainda me chatear a convocar uma Comissão de Avaliação?
A resposta é simples, como não me quero chatear não vou recorrer do nível e por isso vou aceitar pacificamente o Satisfaz…
E depois ainda contestam o que o Ministério da Educação está a fazer?!
Colegas, sinceramente não podemos ser avaliados todos da mesma maneira. Existem PROFESSORES e professores… E os melhores devem ser reconhecidos.
Não estou com isto a defender todo o novo Estatuto da Carreira Docente, nem o modelo de avaliação preconizado, estou apenas a criticar negativamente o modelo de avaliação existente.
Por isso, face ao trabalho desempenhado no ano lectivo transacto, estou a pensar requerer a apreciação de uma Comissão de Avaliação.
Mas será que dará algum resultado?

Fim-de-semana

Hoje apetece-me falar do fim de semana...Daquele fim-de-semana que passa por mim de uma forma tão subtil, que só dou por ele quando me sento em frente ao computador a preparar a semana que aí se avizinha.

Sexta- Feira

Sexta-feira- pois porque o meu fim de semana começa à sexta-feira- acordei por voltas das 13 horas, depois de ter dormido quase 16 horas seguidas.
Enfim...tenho que regularizar rapidamente os meus horários! Não posso, de maneira alguma, continuar a dormir uma a duas horas por noite e depois chegar a quinta-feira e cair para o lado.
Um amigo telefona a perguntar se quero ir tomar um café. Aceito rapidamente. Já não estou com ele há algum tempo... Sabe sempre bem matar saudades...
Depois de um café e de uma boa conversa, resolvemos ir até ao Dolce Vita. Esquecemo-nos do alerta Laranja! Por outras palavras, vinha aí um grande temporal... O problema é que só nos apercebemos quando já estávamos a caminho. Entramos no Cabo das Tormentas... Chuva, Vento e Acidentes na estrada... Mas lá chegamos ao destino.

Sábado

Sábado, tenho que acordar mais cedo do que é habitual. Tenho os tratamentos de ortóptica.
Chego à clínica, super atrasada, pensava eu, mas tenho que esperar cerca de uma hora para ser atendida. A médica, estava mal-humorada, chateada e penso que por isso me obrigou a fazer uns exercícios super estranhos. Saí com uma dor de cabeça terrível, a resmungar por tudo e com tudo... Para relaxar ainda passei no cabeleireiro. Mas de nada serviu. O melhor foi mesmo vir para casa dormir...

Sábado à noite- Jantarada com amigos de longa data. Foi bom o reencontro!
O R está no Porto. Estava com inúmeras saudades dele, apesar de não ter sentido o mesmo da parte dele.
O jantar foi no "Museu dos presuntos", o cafézito no Hotel D. Henrique e a noite continuou na Foz.
A despedida foi feita a muito custo. O R foi colocado na Moita. Tão cedo não volta ao Porto!

Domingo

O habitual almoço de domingo com a família, seguido de um cafézito na "Cubata".
Decidiu-se ir ao cinema. O filme foi unanimemente aceite por todos- "Entre inimigos".
Seguiu-se um jantarinho no Mc´Donalds, que não me caiu muito bem, e uma correria na auto-estrada a 160/ 180 Km/h, que também não entendi. O cafézito foi no "coffee café".

22:30- De volta a casa.


Iniciei a minha árdua tarefa de preparar as aulas desta semana, os testes para a próxima semana, o jornaleco para Área de Projecto, etc, etc. De repente começo a sentir que não estou bem! Estou a ficar com febre! E porquê? Porque ontem andei a correr à beira-mar, durante a noite. Mas eu já não aguento um fim-de-semana diferente?
Pois é! Tenho que me mentalizar que já não sou adolescente.

Porque estava a cair na monotonia dos filmes, resolvi escrever...

A Nova Escola

Todos os anos experimento um local novo. Ora numa ponta. Ora na outra. E às vezes pelo meio. É assim que vou conhecendo o País que ganha contornos.
A nova escola. O grupo de professores é pequeno.
No primeiro minuto fizemos a apresentação. No segundo minuto medi o espaço, os colegas. No terceiro minuto tentei encontrar alguém com quem pudesse fazer uma “relativa amizade”.
O meu espírito impetuoso, selvagem de sempre, não ajudou e não ajuda muito na hora de fazer amizades…

A nova escola. Passo nos corredores e ouço um "olá professora". Levo tempo a fixar os nomes e os rostos dos meus alunos. Retribuo o olá num sorriso em passo apressado (ando a ser observada). Na faculdade dizia-se aos futuros professores: não mostrem os dentes aos miúdos até ao Natal. Esqueço-me.

… até que…chega a altura de fazer a primeira avaliação da nova escola.

O grupo de professores continua pequeno, mas muito brincalhão… Não me consigo adaptar a tanta brincadeira. Sempre considerei que quem brinca demais esconde sempre qualquer coisa...

Ainda não arranjei a minha “relativa amizade” porque, enquanto considerar que as pessoas me escondem qualquer coisa, não consigo ser amiga de ninguém…

Ando cansada das viagens. Só tenho que ir lá três dias por semana e nesses dias chego a casa de rastos…

Não tenho motivação para dar aulas… E porquê? Porque nesta minha primeira avaliação da escola chego à conclusão que não gosto da escola onde trabalho.
Num ano normal, apesar das dificuldades de integração, chegava ao fim do 1.º período pelo menos a gostar de alguns colegas. Este ano…

Estou danada. Estou furiosa até à ponta dos cabelos. Nestas alturas sinto que não sou eu. Questiono-me montes de vezes o porquê de ter ido parar aquela escola…

Tenho saudades da escola de Estremoz!
Também tinha os seus problemas, é certo! Mas nada é perfeito. E pelo menos lá tinha alguns amigos… Amigos que estou a perder aos poucos devido à distância física. Tento manter sempre um relativo contacto mas as amizades são como as plantas, têm que ser regadas…

Quem me conhece bem, sabe que dou muito valor a uma boa amizade e a um bom ambiente de trabalho. Por isso, como é que querem que eu ande bem?!