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Aprendendo com Moisés

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Bíblia - Livro de Êxodo - Capítulo 2

Moisés foi o cara que libertou o povo de Israel da escravidão que eles viviam no Egito. A história do nascimento de Moisés, sua criação e todos os milagres envolvidos são muito interessantes e mostram o cuidado de Deus, o grande arquiteto e estrategista.
Mas quero compartilhar o que Deus falou comigo sobre o momento do cumprimento deste chamado, ou melhor, momentos antes, a preparação para realizar o que Deus havia planejado pra ele.

Moisés, quando ainda vivia no Egito, já tinha um certo "senso de justiça", algo brotando em seu coração a favor do seu povo, contra a injustiça, a favor do bom relacionamento entre as pessoas (em pequena e grande escala). Vemos isso nos versículos 11 a 17. Mas Moisés ainda precisava ser tratado, curado, transformado, preparado.

Deus proveu o que ele precisava para essa preparação: mulher, casa, profissão (sustento) e um deserto! Pôs o nome do seu filho de Gérson (que em hebraico soa parecido com hóspede), dizendo: "Sou hóspede em terra estrangeira". Ele tinha planos de voltar para sua terra!

Imagine que coisa chata ficar no deserto cuidando de ovelhas. Será que realmente serviu para treinar, preparar Moisés? Antes ele fazia justiça com as próprias mãos (matando o egípcio, por exemplo). Depois que Deus aparece a ele na sarça ardente, diz que não poderia fazer aquilo que Deus estava pedindo, que nem mesmo sabia falar.

Talvez seja esse o ponto a que Deus queira me levar. Talvez agora eu pense que posso eu mesmo fazer algumas coisas. Talvez eu ache que já tenho as ferramentas. E Deus, que sabe o que Ele vai me pedir que faça, sabe que não, ainda não. Ainda há muito o que ser provado pela rotina desgastante do deserto, muito a ser queimado pelo sol forte, muito a ser aprendido com as pequenas ovelhas andando de um lado para o outro. Eu preciso ter paciência.

Mesmo porque ali, durante o treinamento, não se sabe ainda o que vai acontecer. A visão ainda não veio clara. Talvez hajam vislumbres, sensações, desejos (com certeza Moisés sabia as histórias sobre como seu nascimento e livramento foram incríveis; deveria lembrar-se de como, adotado pela filha do Faraó, recebeu instrução - inclusive sobre Deus - de sua mãe biológica. Será que ele se perguntava o porquê daquilo?).

Mas quando o tempo de executar o chamado vem, a visão do propósito e do plano de Deus é clara. Ele dá as palavras, os modos, as ferramentas, e tudo que é necessário, embora doses de mistério e surpresa sempre estejam presentes.

Quando a sarça começa a queimar sem se consumir, é impossível não ver. Chegou a hora! (a minha ainda não chegou...)

O vaso e o oleiro - Desabafo.

Faz tempo que escrevi esse texto. Nem lembrava dele. Mas tem tudo a ver com o nosso Congresso de Jovens que começa nessa sexta-feira, dia 12. O tema é: "Aquele que começou a boa obra em vós, é fiel para completá-la até o dia de Cristo Jesus". Filipenses 1.6

Não quero a preocupação do que vão achar, pensar. Ou se vão achar ou pensar alguma coisa.
Muitas vezes (quase sempre) tenho uma imagem de mim mesmo diferente da que parece que as pessoas têm a meu respeito.
Na concepção geral tenho muitas qualidades. Não sei se vêem meus defeitos. Se vêem, não vêem todos, pois alguns só Deus vê.

E isso me incomoda. Parece que estou sendo falso, parece que transmito uma imagem errada de mim mesmo, parece que sou uma fachada.
Faço minhas as palavras do apóstolo Paulo: "Quão miserável homem sou!".

Porém, no fundo, sei que ouço de Deus: "A minha graça Te basta. Pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza".

Ótimo! É muito bonito, muito consolador. Muito poético. Um ser humano, tal qual um vaso de barro da pior qualidade, se vê desmoronar, derreter, endurecer. Como se não houvesse chances. Entretanto, um Deus amoroso e paciente vem para reconstruir e refazer o que se estragou.

Que lindo!

Mas até quando isso durará? O vaso nunca ficará bom, bonito?
E o oleiro? Ao ter que retrabalhar o barro pela milésima vez, o que ele sente? O que ele acha, o que diz?

Minha natureza de ser não permite que eu fique fazendo a mesma coisa por muito tempo. Eu enjôo facilmente.

Parece que Deus não! A paciência dele parece ser maior que a ira, que a decepção. Sim, Ele conhece tudo. Vê o futuro. Vê o fim das coisas. Deve ser por isso que insiste, que não desanima. Essa é a visão de Deus.

E a nossa? Temos uma visão limitada. Não enxergamos um palmo à frente do nariz. Por isso às vezes você quer desistir. Por isso a frustração, o desânimo, a desesperança.

Quando a culpa é do outro é até mais fácil. Você joga aquele peso sobre alguém: "Você foi o culpado! A culpa é sua!" Mas se a consciência mostra que eu sou o culpado, o que devo fazer? Se a culpa é minha, como reagir?

Deus não se incomoda, Deus entende, Deus sabe... Frases bonitas! Mas não resolvem o problema. Não consertam a rachadura. Não formam o vaso.

"E alguns dos sábios cairão para serem provados, e purificados, e embranquecidos...".

Quem se purifica no lixo? Quem se embranquece na sujeira? Quem é aprovado caindo? O que tudo isso pode gerar em mim é a questão. O que adquiro com essas situações? O que aprendo e apreendo?

Deus não desiste do homem. A questão é o homem não desistir de si mesmo.

O amor de Deus

Este texto eu escrevi quando estava em Mendoza, na Argentina, sentado num banco, numa praça, em junho de 2009. Oro para que, de alguma forma, Deus abençoe sua vida e fale com você.

De manhã, indo pro mercado, comecei a pensar no amor de Deus. Creio que o Espírito me direcionou a isso. Essa é a maneira que Jesus nos orientou a amar a Deus: com todo o coração, toda a alma, entendimento e forças. Vem desde o Antigo Testamento esta ordenança.
Mas creio também que é a maneira como Ele nos ama. Com tudo o que é, ou seja, o próprio amor!
E me pergunto como é esse amor tão grande, o que Ele pode causar, quais são as suas conseqüências.

Bem, o amor de Deus é tão grande que o faz ser capaz de esquecer meus pecados e me perdoar.
Ele me ama tanto que quer estar comigo, anela pela minha presença, sente saudade, sente falta de mim. E realmente isso é verdade! Eu percebo isso. Às vezes fico triste do nada, sem motivo. E é quando faz um tempo que não oro, adoro, leio a Bíblia. O meu coração se entristece junto com o Espírito Santo, e por isso fico triste.
É muito bom pensar nisso.

Mas quero saber mais sobre o amor de Deus.

"Cante para mim, Senhor. Cante o Seu amor para mim. Me mostre as profundezas do Seu amor por mim. O que faz o Teu amor? Até onde ele chega? O que ele causa? Sei que não posso entender bem, completamente. Ao menos me deixe sentir profundamente o Seu amor, e assim sei que as palavras não serão suficientes para explicá-lo".

O cuidado de Deus é um reflexo do Seu amor.
Ele zela pelos seus filhos. Quer vê-los bem. Quer abençoá-los, porque os ama.
Creio que Deus o faz nos mínimos detalhes. Mas nem sempre vemos. Eu gostaria muito de saber, Senhor.
Cada respiração é uma prova do cuidado de Deus. Talvez eu quisesse saber apenas de cuidados "sobrenaturais", mas é assim que Deus cuida de mim: nas coisas normais, simples.
O que acontece é que já estamos tão acostumados com essas "coisas normais", que não as vemos mais como o cuidado de Deus por nós.

E o amor de Jesus o fez tomar o nosso lugar na cruz.
Era a única maneira de Ele nos ter completamente. E decidiu e aceitou morrer em nosso lugar.
Como num filme em que um amigo se joga na frente do seu companheiro e recebe o tiro em seu lugar. Como a mãe em gravidez de risco que prefere morrer para que seu filho nasça. Como o pai de família pobre que fica com fome para que os filhos possam comer.
Tomar o lugar do outro. Privar-se de algo para que o outro o tenha. Isso é amor.

"Cante para mim sua canção de amor, Senhor!"

Não entendi, mas foi bom

Uma outra experiência liderando um momento de adoração na minha igreja.

Sempre que vou ministrar busco de Deus alguma direção para aquele dia. Algum assunto, tema, algum versículo, alguma coisa que vai me orientar na ministração a Deus e às pessoas.

E naquele dia estava em meu coração fazer algo "leve". Era coisa minha. Acho que nem era direção de Deus. Mas estava pensando em apenas cantar louvores de exaltação a Deus, que falassem de alegria, um momento alegre. Cantamos "O Teu nome exaltarei" e uma outra canção que eu não lembro agora.
O Espírito Santo é quem tem, na verdade, a direção das coisas. E a submissão a Ele é essencial.
Enquanto cantávamos senti um "algo mais" de Deus... Uma sensação, ou impressão, de que algo mais iria/poderia acontecer.

Virei pro pastor e sinalizei perguntando se podíamos cantar mais uma canção. Ele olhou no relógio e disse que sim. "Vim para adorar-Te": essa era a direção.
Pelo que eu disse os músicos e vocais perceberam que essa seria a música. E começamos.

Não lembro de tudo que eu fui orientado a ministrar nessa música, mas lembro que num momento veio à minha mente de pedir para alguém (ou "alguéns") cantar sozinho. Primeiro olhei pros adolescentes, pros jovens, mas logo veio a direção: as crianças! Elas sempre se sentam nos primeiros bancos. E sempre há várias. Naquele dia só havia três, acho. E mesmo assim pedi pra só as crianças cantarem. Meio louco, né? Não dava pra ouvir! Mas eram elas quem deveriam cantar.

Então olhei pra Camila e pedi que ela viesse à frente. Ela me olhou com aquela cara de "Quê?"... rs... Deve ter uns 10 anos. Mas veio. E cantou no microfone.

Nem vi muito bem a reação das pessoas porque fiquei a maior parte do tempo com os olhos fechados cantando também. Mas vi que o Espírito Santo estava se movendo. Cantamos o refrão duas vezes, e depois pedi que Camila voltasse pro seu lugar. Havia muitas pessoas chorando, adorando. Foi muito lindo!
E falei sobre adorarmos a Deus como crianças. "Onde estão as crianças do Senhor?". Cantamos mais vezes, adorando de verdade.

Puxa, que doidera. Nunca imaginei fazer isso. Nem planejei, nem nada. Mas glória a Deus por aquele momento.

Percebi que "minha" parte havia acabado. Sinalizei pro pastor tomar a direção e seguir, e fiquei ali de lado adorando em línguas espirituais.

É aquela história: dar aquele passo adiante, só porque Deus disse, sem saber no que vai dar. A gente não entende, mas sempre é algo bom!

(Só pra constar, acho que na hora eu não tinha total certeza ou convicção do que estava fazendo. A dúvida vem, mas a direção do Espírito está ali, e precisa ser obedecida!).

Abraço e beijo!

O que vou fazer da minha vida?



Poxa, é engraçado você ter tudo já arquitetado, planejado e relativamente definido na sua mente e de repente, catapumba! (ou bum, ou uéuéuéuéuéu...)...
Nada de mais... Mas tentar encontrar outras saídas quando alguns caminhos se fecham traz esperança, confusão e tristeza.

O que vou fazer da minha vida?
Não dá pra ficar muito tempo fazendo o que não se gosta. E também não dá pra ficar muito tempo sem fazer o que se gosta.
E quando você gosta e não pode fazer? Ou quando não gosta e tem que fazer, ou faz mesmo sem querer? Eita confusão. Bendito seja louvado, viu...

Mas a vida é assim. Um caminho. Às vezes sem volta, e normalmente escuro. (Essa foto aí eu tirei em Mendoza/Argentina)

Dá até pra tentar arriscar e confiar no que os outros dizem, mesmo sem eu mesmo acreditar muito.
Arriscar... palavra difícil essa. Mas também é preciso uma oportunidade, né? Ninguém se arrisca assim, do nada, sem uma plataforma aonde agir. Sei lá.

Chega.

Filhos. Apenas filhos.

Faz muito tempo que não passo por aqui...
Mas resolvi voltar e compartilhar algumas experiências.

É muito bom realizar a vontade de Deus, fazer o que Ele pede. E quando isso já está no seu coração, quando é o que você ama fazer pra Deus, perfeito!

Falo sobre liderar louvor e adoração na Casa de Deus. Não gosto de usar o termo 'ministrar', porque todos os que estão ali estão ministrando: ou a Deus, ou uns aos outros... Não é só o líder que ministra.

Nos últimos dias tenho tido experiências muito legais na liderança de louvor. Seguir a orientação de Deus, mesmo sem saber no que vai dar.

Domingo retrasado, ministrando na igreja, estava em meu coração "Segurança". Deveríamos ministrar sobre a segurança que temos em Jesus, como podemos nos refugiar nEle! Como às vezes nos deixamos afligir e preocupar por títulos, posições e cargos que temos, quando na verdade somos FILHOS e nada mais. E houve um momento muito interessante, em que eu não tive a direção de Deus de falar ou de cantar nada. Apenas ficamos ali 'curtindo' a presença de Deus, enquanto os músicos tocavam. Não sei quanto tempo durou, mas eu sei que a igreja precisa desses momentos de estar com Deus e nada mais, sabe? Sem ninguém direcionando, sem ninguém dizendo 'faça isso ou aquilo', sem pedir, sem cantar... Só estando com Ele.

E normalmente nossos cultos têm 'tanta coisa pra fazer' que nos esquecemos de só estar com Deus.

Num determinado momento senti o Espírito me dizer pra voltarmos a cantar. E voltei pro refrão da canção, exatamente no mesmo momento que a Lidiane, que estava no vocal, sem comunicar-me com ela, sem fazer nenhum sinal, nada! O Espírito realmente estava direcionando tudo.

E ao final do culto, uma amiga veio dar o testemunho de que Deus falou muito com ela através daquela ministração de que somos apenas filhos de Deus e nada mais. "Só faltou dizer meu nome", disse ela. Glória a Deus!

Estar à frente, estar no banco, estar aqui ou ali não tira nossa essência. Somos filhos! Apenas filhos! E isso não é pouca coisa!

Obrigado, Senhor!

Musicando Escola de Música



Como se aprende a falar? Falando! Como se aprende música? Musicando![/COLOR]

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Vontade de escrever

Quero escrever de uma maneira em que as pessoas brinquem com as bolinhas de gude: uma palavra contra a outra.

De um jeito em que elas sintam o cheiro do bolo de fubá (ou de terra molhada, ou da chuva, como preferir).

Mas que, no fundo, mastiguem, engulam e façam a digestão.

Que não virem a ampulheta, envolvidos por um texto que não parou no tempo.

Lar doce lar, terra da garoa ou algo assim


Já dizia o velho ditado e 2/3 da população mundial: "O tempo voa!".
Não sei se nas asas do vento ou em um Boeing 737, mas é verdade, o chronos não pára um minuto.

Cá estou eu no Brasil outra vez.

O plano era fazer do Blog um certo diário de bordo virtual (não que tivesse gente pra ler...). Mas a verdade é que a praticidade de pôr fotos no Orkut ganhou a luta entre a preguiça e a vontade de escrever.

O outro plano é escrever um texto pra cada momento importante, lição aprendida ou história engraçada que eu vivi em 4 meses e 20 dias na Argentina (alguns poucos no Chile). Esse até que dá pra cumprir, mas então terei que dar vitaminas pra vontade de escrever.

Aliás, vontade de escrever eu tenho. Adoro crônicas (embora leia poucas), livros (compro mais que leio) e coisas assim com cara de cultas. Então, na verdade, escrever aqui seria uma espécie de treinamento auto-didata para escrever bem. Ou não.

Vou tentar, prometo... Vou lembrando das histórias e conto pra uma platéia imaginária que eu quero crer que quer ouvir.

Abraço no dedo à direita do dedão do pé esquerdo!

Abra uma janela


Hoje o Coro da Primeira Batista de Mendoza foi cantar em uma outra igreja.
Eu já tinha sido "surpreendido" com a beleza da realidade do Corpo de Cristo. É algo sobrenatural o fato de que somos companheiros de fé de pessoas do mundo inteiro.
Pensar sobre isso e imaginar o céu com gente de todo lugar é excelente, mas vivenciar tudo isso é muito mais profundo. É assombroso, é incrível, e é lindo!

Chegando na igreja em que cantaríamos, logo percebi algumas coisas diferentes da igreja onde estou agora. O tamanho, a condução do culto, o pastor. Mas é incrível: se você quiser, isso não vai te impedir de adorar, de ter um encontro com Deus, de abençoar e ser abençoado.

O Corpo de Cristo não é restringido por opiniões, liturgias e entendimentos. Ele é o que é, e pronto. Como o próprio Jesus: Eu sou o que sou.

Foi maravilhoso. Cantamos, adoramos, louvamos e celebramos! E Deus estava lá. E eu estava olhando todas aquelas pessoas de uma nacionalidade diferente da minha, agradecendo a Deus por poder estar ali e ver isso: Ele comprou gente de toda tribo, povo, língua e nação. E embora estejamos separados geograficamente hoje, estamos unidos pela Cruz, e estaremos unidos no Céu também.

É apenas uma questão de abrir uma janela. Se você abrir uma janela, vai poder olhar e ver que somos um exército poderoso, espalhado estrategicamente pelo mundo. E que temos na mão o que pode mudar a vida de gerações: a mensagem de Cristo.

Se você ainda não teve a chance de desfrutar um momento como esse que eu vivi, entenda que não é necessário ir muito longe pra ver o poder do Corpo de Cristo. Abra uma janela e olhe pra igreja da esquina (que você sempre desprezou...), ou assista um programa evangélico (no qual você nunca acreditou). Converse com seu colega de trabalho que também é crente (e você acha que não).

Ou simplesmente, dentro de você, abra a janela da humildade, do arrependimento e do amor, pra enxergar que a morte de Jesus na Cruz fez mais do que somos capazes de imaginar!

Deus te abençoe!
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