Governo britânico pede desculpas por castrar pioneiro da computação
Wednesday, 16. September 2009, 02:20:44
Era uma vez um matemático britânico chamado Alan Turing, que viveu durante a segunda guerra mundial e era especialista em computação. Turing liderou uma equipe em Bletchley Park House que tinha uma missão nada fácil: traduzir os códigos nazistas, que os alemães julgavam ser indecifráveis. Porém, ele conseguiu realizar este feito, contribuindo para o fim da guerra.
Essa história tinha tudo para ter um final feliz, mas não foi bem assim. Cinco anos após a guerra, o matemático foi acusado de “indecência grave” pelo fato de ser homossexual. Turing foi condenado à castração química, que consiste numa série de injeções de hormônios femininos.
Transtornado e incapaz psicologicamente de seguir seus trabalhos, Alan Turing acabou suicidando-se em 1954, no auge de seus 41 anos. O mundo perdia, naquele instante, um pioneiro da computação cujas contribuições foram muito importantes para o desenvolvimento da informática.
Então primeiro-ministro Winston Churchill ordenou que os computadores Colossus e 200 denominado máquinas Bombe, usado para quebrar o código Enigma, ser destruídos para mantê-los secretos da União Soviética.
Existência de Bletchley só veio à luz na década de 1970, quando o véu de segredo foi levantado.
Agora, 55 anos depois de sua morte, o governo britânico pediu desculpas pela condenação de Turing. Após receber petição contendo mais de 30 mil assinaturas, o Primeiro-Ministro britânico Gordon Brown emitiu uma declaração expressando a tristeza do Governo com o tratamento adotado contra Turing. Bem, antes tarde do que nunca.
O Dr. John Graham-Cumming, que organizou a petição, ainda quer mais. Seu objetivo é obter o reconhecimento da Rainha, além da criação de um museu da computação com o nome de Alan Turing. Como todo revolucionário, Turing não foi compreendido em seu tempo; portanto, nada mais justo do que homenageá-lo pelos seus importantes feitos.
Via : smh.com.au














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