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Lembrança de um beijo.

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Em vários, sortidos lugares, eu dou de encontro com seu nome. O ouço em diversas situações... É a caixa do supermercado, a frentista do posto, a atendente do despachante (!), um salão de beleza tem seu nome. E de repente é o segundo nome de uma participante do Big Brother, e uma concorrente do Roda a Roda do Sílvio Santos, e na semana seguinte, outra, novamente. E eu nem queria ver, foi surpresa, nem procurei... Ai, o Agnaldo Timóteo lança disco novo, e dentre as músicas tem seu nome, e vai ter show do Misftis em São Paulo, e lá esta seu nome no repertório. Quando eu penso que já foi tudo que poderia ser, escuto seu nome gritado na rua... E repito baixinho eu mesmo, chamando um pouquinho, desabafando também. Existem várias teorias do que é o amor, não fico com nenhuma delas, fico com você, fico com o que foi, e com o que não pode ser. É uma certeza, que, pelo menos eu vou ter, um quase tudo, que não foi nada, talvez muito pra você e tudo pra mim. Fico pensando agora se em 10 anos eu poderia te encontrar novamente, e tudo ser novo novamente, não só a lembrança de um beijo, mas uma situação inédita, pegar aquela mesma veia que deu sorte. Não me importo em esperar, se é por você. Minha linda saudade com nome de mulher.

A inveja do pênis ou... vive la différence!

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"Reproduzo agora um texto legal demais, creditado a Rosana Hermann, achei a abordagem descontraída e esclarecedora. Com a leveza típica de suas palavras... Leveza que as mulheres que amamos possuem".

Antes de mais nada, quero deixar claro que sou mulher e até agora não fiz nenhuma cirurgia pra pôr ou pra tirar nada. Minto: fiz sim, duas cesarianas, mas foi só pra tirar a criança de dentro.

E, uma vez estando na região mencionada, vamos diretamente ao assunto, a inveja do pênis. Todo mundo já ouviu falar nisso algum dia, seja através de uma amiga, um parente, um psicanalista ou um tarado. Inveja do pênis foi uma expressão criada por Freud. E, para a grande maioria das pessoas, significa exatamente isso mesmo, inveja do pênis.

Em princípio, não tenho nenhuma carteirinha, diploma ou crachá que permita que eu fale qualquer coisa sobre Freud, já que os profissionais especializados, assim como as faxineiras, não gostam que ninguém mexa em suas áreas de serviço.

Mas, na condição de mulher, sinto-me no direito de dar meu depoimento sobre o assunto. Ainda mais agora, que é moda. A elite da comunidade científica acaba de descobrir que homens e mulheres são diferentes, coisa que Joãozinho e Mariazinha há muitos anos descobriram num simples abaixar do calçãozinho. Mas, sigamos adiante. A inveja do pênis não é um desejo que a mulher tem de ter um negócio igual só pra ela. Imagine! A essa altura do campeonato, se subitamente Deus me presenteasse com um pênis, eu não saberia nem onde colocá-lo!!! É como se chegasse um caminhão de mudança na porta da sua casa dizendo que mandaram entregar o obelisco do Ibirapuera!!! Salvo as devidas proporções, claro!

A inveja do pênis é mais uma grande sacada da mente privilegiada e doentia desse louco do Freud, esse Einstein da mente humana. O que causa inveja a uma mulher não é o pênis em si e sim a LIBERDADE que o homem tem, a partir do próprio corpo.

Meninos têm mais liberdade pra transar, rapazes não ficam menstruados, homens não ficam de resguardo antes, durante e depois do parto, nunca terão que ficar com um bebê pendurado no peito. É a famosa sabedoria vulgar do "lavou, enxugou, tá novo".

Mulheres,não. Mulheres são criaturas em desequilíbrio cíclico. Mulheres sofrem marés , num eterno vai e vem , como o mar por causa da lua. A gravidez,por exemplo,não são nove meses, são quarenta semanas, ou quarenta luas . Dez ciclos lunares de quatro fases. Não é de admirar que as mulheres são de lua!

Mulheres vertem sangue, suor, lágrimas e leite. Nem máquina de refrigerante tem tantos sabores! Ninguém está julgando se isso é mau ou bom; apenas é assim. E por todas as coisas que a mulher tem que arrastar junto consigo, ela deixa de ter essa liberdade. Essa MOBILIDADE que todo homem tem.

Já viu mulher sair sem bolsa? Sem batom, espelho, maquiagem, absorvente? Já viu mãe sair sem a bolsa de fraldas, mamadeira, aquecedor de mamadeira e as fotos do outro filho? Já? Parecem aquelas Iemanjás saindo do mar, com uma imensa rede cheia de penduricalhos! (já viu esse poster?)

Homens não. Homens vão e voltam, carregam muito menos bagagem do que suas mulheres. Qualquer pesquisa nos aeroportos do mundo mostraria isso. Homens têm trânsito livre. Homens fazem xixi em pé. Não precisam nem levar papelzinho, penico, nada. É como cantavam os integrantes do Coral dos Bigodudos naquela canção: tim-tim-tiriri-timtim (bis), tirei, peguei, chacoalhei, guardei, tornei a pegar, chacoalhar, guardar, tornei a guardar no mesmo lugar!

E o Freud, num lance genial, deve ter se perguntado: e o que melhor representaria o homem em relação à mulher? O pênis. Então, a inveja do pênis é a inveja de ser homem.

Eu, particularmente, reclamo muitas vezes da minha condição de ser mulher, mas acho que Deus sabe o que faz. Talvez, ser homem permitisse toda essa liberdade, mobilidade e tal, só por ter um pênis. O problema é aquele fantasma que todo homem carrega... a eterna sombra do seu pênis... o compromisso de mantê-lo por toda a vida sempre em funcionamento. E, convenhamos, fazer qualquer coisa funcionar a vida toda é duro!

Rosana Hermann.

Pele e Bálsamo.

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Doce sensação foi essa, algo sendo feito certo, acertando em cheio, movendo em sincronismo com sinergia suficiente para girar um moinho. E há um peso por cima sem medida necessária por baixo. Volto aos olhos, amo os olhos, amo brevemente meu reflexo neles para imaginar o amor da sua imagem nos meus. Há um cuidado mútuo, uma dedicação profunda, preocupação sincera para a plástica da cena composta em apenas um ato, sem chance de recomeçar. Seguem gestos inovadores, pausas calculadas, cuidado excessivo entre força e delicadeza. Poucas falas, sopro e folga, até um pouco de improvisação durante um sussurro incessante. A cama é um pouco pequena, de um solteiro sem convicção de solidão, mas isso não é um problema, o desgaste estão nos parafusos e na madeira, cama antiga, não vai aguentar o solavanco, o abalo de um salto largo de paixão. Pele lisa e suave encerando o lençol de suor com ajuda de laços amarelos do pavio no topo de sua cabeça, tatuagens, e piercings de destaque e saliência dão superfície e elástico curto por lábios em busca impaciente. Os pés em arte incessante e firme, atam os meus com captura plena para saciar, emperram se unhas, juntam se lábios despidos e uma boca viscosa a beijar fricção embebendo sangria do coração disparado. Não me perdi, e também não vos encontrei, fiquei na zona morta do silêncio da despedida de uma blusa perfumada que não se foi. Abalroado nas águas quentes as vezes frias do seu rosto sombrio de perturbação no barulho da carícia. Sem gritos, sem peças perdidas, só uma hora errada, e alguém que vai saindo, sem ter hora pra vir. Nenhuma data pra voltar.


Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho.
Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu.
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer.
O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor;
se quiseres voltar, volta não..
Porque me quebraste em mil pedaços.

Pouco pra falar...

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Não sei porque hoje, logo hoje, doeu um pouco... Em cada canto uma pena de asa partida, uma falta de rumo, eu nem queria que fosse assim, mas de repente não há futuro, só a fumaça do cigarro, e um sorriso iluminado pela luz fraca da pobre lembrança... Vou guardando restinhos, como um maço amassado que ficou no carro, agora tudo o que quero ficou pra trás... Vou sonhar com médicos e curar minha ferrugem agora. Faz se revelar uma tentativa muda, sentimento incomodo, Adeus amargo a matar.

Mary Goes Round.

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Vira mundo, vire e leve pra outro lugar. Uma noite pode elevar o ânimo que uma semana não derrubará. Quem poderia dizer... Imaginem um ambiente, copos de cerveja, guitarras adornadas, uma noite, um bar, mesas cheias, galhofas entre amigos...Mulheres... uma delas é meiga demais, é perfeita demais, não é estereótipo de nada, só tem um sorriso certo, durante a piada que sou eu, essas besteiras que digo, ela põe a mão no coração. Uma madrugada na rua, a cara a tapa, um verbo intransitivo, quando brilha de uma só maneira, quando tudo é luz de lua em sexta feira, não era tarde pra beijar. Nada além disto é necessário para dizer agora, gêmeos não possuem pares, só iguais.

Couro rasgado.

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Não há vontade de dizer, diz por costume, por necessidade. Saudades. Arrependimento. Sensação de inutilidade, tempo jogado fora, de não deveria ter feito isso, não tinha o direito de ir embora. Estava tudo ótimo, foi e deu com os burros n'água. Poderia tentar voltar, mas causou tanta frustração que não cabe, não há o direito de fazer isso. Ir pra frente não faz "porques", ir pra trás é irracional. A briga que não aconteceu. Há algo novo ainda não descoberto completamente. Há um garrote impedindo tudo... Uma hora há arrogância, depois a felicidade, vem uma esperança e em seguida um dia dispendioso em nuances descoloridas de motivos. Há o relógio. Há a escrita, metalinguagem, bater com as pontas dos dedos nas teclas, parte sensível do corpo que só perde pra língua, há escrita automática e metalinguagem juntas, relógio, cortinas, toques leves, respiro, olho no texto, olho no teclado, olhos nos dedos, olho a TV, olho na tela, olho no cigarro, na bebida e para. Coloca uma música, e ela fala coisas que estão aqui, exceto choro. E os sertanejos de um mundo nem tão distante, que pegam tão feio como nós na cintura, e beijam nomes repetidos que fazem o que bem querem. Quem sabe num futuro calmo gaste o tempo que guardou pra alguém. Não sei se já disse isso antes, mas pra semana, vou sair. Devorar palavras que me suprimem, casas vazias, histórias sentidas, recibos de passagens compradas e idas. Incomodo ilhado no copo. Voltas. Paradas. Calçadas irregulares, não dá pra andar, o Brasil de uma guia inconstante. Esta tudo aqui, usado, humilhado de sonhos castrados. Refeito de cera, velas derretidas, colagens soltas, aparições relâmpago, sono. Resolve tudo de modo oblíquo. Há um vento diferente na janela, parece o mesmo mas é outro, não vai parar de dar linha ao pipa. Por mim? Corria agora mesmo para empinar, mas dessa vez com a linha amarrada no dedo anelar.

Homem 2.0.

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Sim, esta postagem é uma propaganda particular descarada, deslavada e despudorada da minha pessoa. E tudo é verdade, queiram acreditar ou não, “ La Garantia Soy Yo”. E eu sempre me declaro ser verdadeiro e sincero, provo isso por fatos comprovados e com testemunhas... Apesar de que isso me rendeu alguns desafetos e desavenças, já que eu falo mesmo e pronto. Em todo caso se houver necessidade de manter a discrição, eu posso faze lo. Só não me ofereça Vodka... Bom, vamos aos pontos relevantes. Não sou fã de futebol. Só assisto quando é ao vivo e algum jogo bem relevante. Como Brasil e Holanda... Ou final de campeonato... Mas isso se não coincidir com coisa melhor que possa existir como, ficar com você, sair com você, viajar com você, estar com a sua família para ganhar pontos na tabela geral do relacionamento. Gosto de Formula 1, mas não acordo cedo aos domingos pra assistir nem por decreto federal... Nem se o Ayrton estivesse correndo ainda. Vejo o repetéco da corrida pela Internet depois. Mas isso, no momento em que não houver coisas mais importantes como, beber com você, comer com você, jogar conversa fora com você. Playstation e X-Box; Não tenho, não vou comprar e nem tenho muitos amigos aptos a me emprestarem ou me chamarem para jogar. Só vai acontecer em parcas ocasiões, em reuniões em casa de amigos... Mas nessas ocasiões estarei mais preocupado em estar com você no sofa, conversando com você e com eles, ouvindo você, e contando coisas que fizemos juntos, com as quais eles ficarão com inveja. Entretanto tenho um video game, mas é um dos antigos, que tenho por saudosismo e fetiche. Mas só jogo quando não tenho nada mais urgente pra fazer, como jogar com você ele próprio, ir pra praia com você, cantar pra você em karaokês. Taí coisas que gosto... Praia por exemplo. Gosto de ir pra praia sempre que possível, mas isso só tem graça se for com você, se houverem amigos lá, ótimo, se não, quero estar lá só com você. E se estivermos lá sei adequar meus horários aos seus. Se você for surfista eu vou com uma prancha de body board ao seu lado para acompanhar, se você quiser “lual” eu me arrisco a cantar, se quiser dormir cedo para a aproveitar a praia no dia seguinte eu compro o bronzeador de spray, se quiser os cremosos, obrigado, compro também. Karaokê, gosto muito, e se for cantar, é pra você, músicas que você goste também, ou que representem você, se gostas disso, descerei do palco para cantar visivelmente pra você, se não, canto como se fosse pra ninguém, mas você sabe que é só pra você. Fumo. Esse é um ponto decisivo neste texto. Fumar. Estou tentando parar, mas se você fuma, fumarei a mesma marca que você... Se for a sua casa e seu pai fumar, fumarei a mesma marca que a dele “tentando angariar pontos na tabela dele como genro”. Se você não fuma, continuarei tentando parar, não fumar perto de você será de suma importância, pois, se eu estiver com você o tempo todo, logo esquecerei de fumar. Se você fuma e quer parar, faremos isso juntos, trocando pastilhas de nicotina... Ok, isso ficou meio nojento, talvez, mas pode funcionar. Conversaremos isso conforme a situação exigir... Beber! Se você bebe, beberei com você, se não quiser beber podemos ver um filme qualquer. Aliás, filmes, sou um quase cinéfilo, por todos os gêneros. Desde desenho até Thriller psicológico. Estarei pronto para assistir a qualquer um que você assistir, discutirei com você, e faço cópia do DVD para guardar. Principalmente se a atriz principal me lembrar você. Não sou muito de teatro, mas serei fã de você, logo, se você quiser ir ao teatro, nós vamos, e se houver cena de nudez eu viro o rosto. Música, eu ouço de tudo, com atenção especial a músicas que tiverem o seu nome, mas também as que você gosta. Ao invés dos típicos Cds, como gravavam as típicas fitas K7 também, mando e-mails e recados via redes sociais com o que há de interessante e estou ouvindo, além das que, por um motivo real e específico, você possa gostar. Amigos. Primeira coisa a dizer é que prefiro estar com você do que com eles, conheço todos eles a anos, e poderei comodamente estar com eles quando não puder estar com você, isso, claro, se não estiver esperando por você, ou fazendo algo por você. Se você quiser, apresento eles aos seus amigos, e brinco de cúpido junto com você pra que eles fiquem juntos. Se não der certo, não fico do lado de um, nem de outro, fico ao seu lado. Eles não sabem o que estão a perder. Ciúmes, não sou muito ciumento, só quando preciso ser, quando algo muito evidente acontece, como alguém dar em cima de você, ou, você de alguém.

Acho que neste momento não me ocorre mais nada. Acredito que esses pontos básicos foram bem claros e amplos. Falei muito de mim, mas espelhei tudo em você. E se pareci “grudento” com tudo isso, saiba que não o sou. Amarei muito você, mas amo a mim mesmo também.

Rolando na cama.

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Ouvi uma frase pronta esses dias, perfeita para quem quer aplicar um pé na bunda bem dado em alguém. Altamente recomendada para magoar quem você quiser, mandar fulano ou ciclana direto ao terapeuta. Boa também para divórcios e discussões públicas, com o intuito de envergonhar alguém. Indicada principalmente a casais que precisam de uma saída rápida em um relacionamento que dá medo a um dos dois. A frase é: -Quem não consegue dividir uma cama de solteiro, tão pouco irá conseguir dividir uma cama de casado.

Essa pegou pesado. Nesta simples frase estão inclusas por volta de umas 20 interpretações subentendidas. Pra começar o espaço, apontando diretamente que o outro não sabe dividir, não tem consideração por ninguém, e não sabe dividir nem a própria cama ou, quem sabe, alguma outra coisa que ambos deveriam compartilhar. Outra, esta chamando alguém de imaturo e egoísta, além de fazer alusão que a pessoa é infantil e despreparada. E finalmente, a interpretação para quem quer machucar, e fica mais perfeita se dita em público, a sexual. Obviamente o acusando de não conseguir satisfazer seu parceiro, seja por qualquer motivo, mesmo não exemplificado dá a entender que a pessoa é ruim nesse sentido. Quem sabe por impotência, inexperiência, fraqueza, tamanho, falta de conversa... Tanto faz. Desmoraliza e desacredita qualquer um. Sem sombra de dúvida que é a pior coisa que alguém pode ouvir.

Carta aberta com desculpas públicas.

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Quero aproveitar esse espaço vazio para pedir desculpas aos meus amigos. Todos, que me aguentam quando sou um chato de "galocha". Haha... Queria muito usar essa expressão... Quero pedir perdão e compreensão a todos por todas as vezes que chorei bobagens e descrenças... Falei absurdos, insisti em quem faz de mim o que bem quer. Eu não sei de nada, e abuso da paciência alheia com frases prontas, e isso não trouxe ninguém de volta pra mim. Fiz um pouco de tudo, tive coragem de dizer, mas pouco tempo pra fazer... Por erro meu, talvez de ambos. Laços que não consigo desamarrar, desejo já antigo de você.

Penso... Devemos amar a nós mesmos, para que outros possam também. Fiz o contrário. Quando penso em você, fecho os olhos de saudade, como na música... Desculpem. Juro. Tentarei não inundar o sábado de ninguém com violência e irresponsabilidade. Não conheço o medo quando chega a hora H. Fica aqui o registro, não terei mais caos, nem falsa paz em dias comuns da vida. Vou comprar uma blusa amarela e viver com alegria, nos atalhos das voltas que o mundo dá.

Perguntaram qual seria a equipe perfeita...?

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Minardi Peugeot M12.

1º Piloto: Rubens Barrichello.

2º Piloto: Kimi, "The Ice man".

Piloto reserva: Bia Figueredo.

Pilotos de teste: Kamui Kobayashi e Jos Verstappen.

Chefe de Equipe: Aguri Suzuki.

Projetista: Adrian Newey.

Estrategista: Jacques Villeneuve.

Cores do carro: Verde, patrocínio da Heineken. Com detalhes em azul escuro perolizado, da Pepsi. O desenho lembrando a Jordan de 1991.

O macacão seria preto, com patrocínio do "Lost Boys".

E esse carro iria fazer uma apresentação na Av.Paulista, de madrugada, indo da consolação a vergueiro. Com Pietro Fittipaldi no volante.

E iria vencer o GP de Interlagos em 2012, com pancada de chuva, sol e carro madrinha. A corrida, com céu cinza e quase escuro, teria relargada a 10 voltas do final. Rubens em segundo, Alonso de Ferrari em primeiro, e Schumacher de Mercedes em terceiro. Em quarto, só pra constar, Felipe Massa, no lugar do aposentado Webber na Red Bull, e em quinto, Bruno Senna, de Renault Lotus no lugar de Heidfeld com dores no pescoço. Barrichello ultrapassa Alonso na ùltima volta, no começo da subida antes da reta principal, usando o pouco de kers que não gastou na reta oposta, com pneus Pirelli de pista seca, fazendo "macarrão", na garoa, sem a primeira e a quarta marcha. Schumacher assiste isso atrás de ambos, não arrisca. Saem faiscas debaixo do carro de Rubens, Burti nos lembra do efeito solo, Alonso levanta a viseira. O povo levanta, Galvão perde a voz, Reginaldo grita, Burti sai correndo do estúdio. Mariana leva uma cotovelada do Piquet nos boxes, Otavio Mesquita a socorre, e ela desmaia. A Globo perde o som, a produção erra e coloca ao invés do tema da vitória, a música tema de abertura da F1 na globo. Barrichelo levanta a bandeira de dentro do carro...

A Globo sai do ar.

Volta 5 minutos depois com o podium, Barrichello chorando copiosamente, a torcida invadiu a pista, Alonso um lugar abaixo reclama com alguém, Schumacher rindo e aplaudindo, alguém joga uma tartaruga nele. Tiago Leifert entra narrando: Bem amigos... Acabou o espaço do post...


Direto das minhas postagens nonsense do Orkut...

Travessia.

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Quando você foi embora fez-se noite em meu viver.
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar.

Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar.
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar.
Solto a voz nas estradas, já não quero parar...
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar.
Sonho feito de brisa, vento vem terminar.
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar.

Vou seguindo pela vida me esquecendo de você.
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver...
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer.
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver.

Solto a voz nas estradas, já não quero parar.
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar...
Sonho feito de brisa, vento vem terminar.
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar.

Islândia...

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Ela tinha cabelos escuros, fez uma mecha, um capricho, mas apesar disso o cabelo era quase da cor do meu. Ela tinha uma tatuagem, não era de alguém, nem pra alguém, mas era uma rosa que podia ser minha. Ela não bebia, mas quando o fazia, era comigo, ou pelo menos, principalmente comigo. Ela não era fã de nada que eu gostava, mas quando estava comigo ouvíamos o que ambos achávamos legal. E hoje eu tenho um CD com o nome dela escrito. Ela não tinha uma casa, mas tínhamos um quarto só nosso, ela não sabia cantar, mas desenhava o que eu falava absurdamente alto e colorido. Se eram flores, eram violetas. Ela não fumava, mas me deixava fumar, ela não era extrovertida, mas tinha um buraco na calça jeans, e deixava eu cutucar... Ela não era um garoto, nem um menino, mas ficou com o meu cartucho de super nintendo... Ela não gostava de quando eu colocava a mão em seu rosto, mas as fotos que tirava mostravam fáceis sorrisos, ela não tinha um cachorro, mas tinha uma tartaruga afobada, que passava por entre as pernas. Não era uma paixão, era algo maior, um acerto, uma sincronia, um ateu descrente que se depara com um milagre incompreensível. Ela tinha uma amiga doida, que eu adorava, e eu tenho um amigo cético que odiava essas loucuras. Ela tinha um velório pra ir, e eu fui e ganhei um beijo. Eu lhe dei uma blusa que ela só usou uma vez, ela me deu um monte de coisas que eu não vivo sem.

Por que inventaram a bina, o identificador de chamadas. Eu estava tão bem com recados e ligações perdidas... Era realmente necessário inventarem 1000 mídias sociais? Minha ilusão era tão boa, era sim ou não... O Talvez veio e estragou tudo. Vou dormir, e ouvir meu CD riscado do Coldplay.

Agora Inês é morta.

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Não há, e portanto nem terão, assim como não serão criados, nem forçados, meios quaisquer para coisa qualquer que nem nome possui. Não tem juizo, vergonha, governo, decência, censura ou sentido. Nem nunca terá. O que não há remédio, remediado esta. E, agora Inês é morta.

Lílian tinha uma prova escrita a fazer... Seleção natural de uma entrevista, conseguiu escrever o seu nome, mas tremeu tanto na data que desistiu enquanto escrevia o ano. Fazia um mês que se viram e um dia que não se veriam mais. Ela disse ao funcionário que aplicava a prova, estou sem almoçar, que vergonha, não consigo parar de tremer... Como se fosse esse o motivo. Chegou em casa e decidiu que deveria mudar de assinatura, começar a escrever só o sobrenome, talvez fazer um sinal, símbolo, talvez assinar como o Prince...

De qualquer forma, o que escreve ou não tanto faz, vai tremer de qualquer jeito. Casablanca não seria um clássico se o Humphrey Bogart e a Ingrid Bergman ficassem juntos no final. Ahhhh... Estraguei o final da história pra quem lê... Desculpe, não tem problema, todos devem saber, é a história mais velha do cinema... A música diz isso: As coisas fundamentais se aplicam com o passar do tempo... Perai! Deixa eu pensar... Ah... Dane se...
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Ps: A foto do post? Não tem nada a ver mesmo. Eu a ví na casa de um amigo no começo dos anos 90, e na parede de um restaurante na Bahia em 1999... Me impressionou muito... Quando eu tinha 19, 20 anos seria difícil de descobrir, nessa idade também eu tinha mais o que pensar... Mas o que não é o google... Só fui encontrar o quadro agora.

Não olhe pra trás.

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É chegada a hora de ir embora. O lugar aonde moro me trás e traz recordações demais, amores demais, vidas demais, despedidas, paixões, saudades e frustrações demais. O que não me oferece são sonhos. Eu queria namorar, e não deu tempo de dizer isso. Pensei em ser professor aqui, mas não sei se faria isso por mim “saudosista com minha época de aluno”, ou por elas, as crianças, que precisam de um professor... E não de um babaca de barba que chora ouvindo Balão Mágico. Foram bons momentos, boas coisas, e é uma pena terminar de forma tão amarga, vários dias de chuva, um carnaval falho, um ano novo de nenhum abraço, um sentimento de castração. Desde o dia primeiro do ano que bebo todos os dias, e não bebo pouco... Mas não falo isso com qualquer espécie de orgulho, falo com vergonha e medo, assumindo que perdi o controle do coração. Assumo minhas irresponsabilidades e a minha fraqueza contagiante, meu desanimo e a minha insegurança que transpira em cada explicação desesperada e atrapalhada para o que dá errado. Eu lamento muito, muito mesmo... Acho que se uma coisa boa ficou, foi a oportunidade que tive de dizer “Eu te amo”. É tão raro dizer isso, e tão bom de ouvir... Pelo menos deu tempo... Pelo menos... Vou me conformar com o menos dessa vez. Doeu demais já... Não há porque lutar. Dessa vez pouparei para tentar levantar novamente, bem longe daqui. Não estou fugindo de nada não. Esta tudo resolvido, explicado por tópicos que não precisam estar aqui para me fazer justiça.

Ahh... Os amigos... Que amigos que tenho... Poderia fazer uma lista aqui de tudo que passamos juntos. Aonde estão eles agora? Todos muito felizes, obrigado. Namorando, viajando, trabalhando e estudando... Alguns tem filhos, outros estão grávidos... Tudo vai muito bem. Acho que nem preciso dizer o que mais quero na vida, a frase anterior disse isso agorinha, vocês acabaram de ler... É um sonho, sim, apesar de que eu disse que não os tinha. Mas é um sonho que não pertence mais a esse lugar, não necessariamente, é grande demais para quem esta aqui. É preciso estar em outro lugar... E aonde? Bom, eu já venho pensando nisso faz tempo, o que me faltava era perder o último amor aqui, e agora é a hora. Vou para uma cidade que fica a algumas horas daqui, nem tão longe que não possa voltar para meus amigos de vez em saudade, nem tão perto para que tenha o espaço fundamental do tamanho certo dessa vida nova. Uma cidade que fica pertinho do mar, com casinhas baixas, antigas, velha rota do café, pracinha com igreja, conversas a beira do rio, em pequenos bares de cerveja gelada e portas de madeira. O cinema ainda mostra sucessos do ano passado, o que é bom, poderei ver tudo que perdi enquanto a minha vida aqui chegava aos créditos. Chamarei os amigos nos feriados, será uma grande festa, cheia de histórias. Opa, sem tanto saudosismo, claro, grande parte das histórias serão novas. Que ainda esperam ser escritas.

Queria falar mais... Mas sou tomado por uma inconclusão momentânea. Hoje quase resolvo tudo, ou não. Fico devendo... Penso agora com a consciência do povo, estão do meu lado, fazendo fé no dia de amanhã, abrindo porta e não só uma fresta. Gostam de verdades, e não em montanhas de motivos, que eu não tenho, sinceridade tem de sobra, mentira tenho não. Cobre não é problema, é algo além, medida, atitude e confusão. Não sou homem de insistir, “só um pouquinho”, vou de rumo a contramão... Se não posso andar ao lado, vou de frente, fazendo poesia, tudo inútil, não queria, faço parado em pé na saída. De mãos dadas com meu irmão, uma palhaço feio e bobo, engraçado, mas com o nariz na mão. Não tem graça. Fim.

Voltarei a esse blog novamente para exprimir “desabafar” alguns pensamentos, angustias... Entretanto, pretendo escrever aqui novamente com entusiasmo só quando estiver “lá”. Bem longe daqui. Um beijo na testa, um beijo no queixo. Na boca, in loco? Vadre reto, é o beijo do escorpião!



Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás...

Evão e Ada.

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Tenho uma adorada, de pele amanteigada. Romeu e Julieta, queijo branco e goiabada. E todo dia a adorada me põe em duvida; como vou agrada la? Mas a adorada não me vê sempre, porque estuda e trabalha, acho isso meio chato, ela é muito atarefada, mas é bom, porque eu fico feliz com quase tudo que quando dá tempo ela me fala. E espero diariamente encontra la, nem que seja pra ficar junto, um pouco pouquinho de nada, falando de sonhos e desejos sentados na escada. Quando ela me telefona, parece que coloquei o dedo na tomada, a minha adorada é assim, quando eu estou afundando, ela me puxa pra cima e me dá uma fisgada. Adoro lembrar de pequenos detalhes, cada sacada... ela sorri, diz que ganhei um ponto com o beijo no queixo de madrugada... E nunca andei de mão dada, mas ando ao seu lado, desviando do que nos separa, pela rua ou numa estrada, sou assim com ela, a azeitona da empada. Outro dia lembrei do salgadinho que gostava, ela estava sem dormir direito, muito cansada, mas quando viu a surpresinha, me deu um abração, demais lisonjeada. As vezes a gente briga, e eu fico tentando decifrar a charada, ela quer ficar comigo, ou ir para a balada? Ir pra praia por dois dias, enquanto dura a temporada? Nunca sei, mas prefiro ficar é com ela, num posto, território, e até no mercado estacionada... O que quer hoje, adorada? Ver o sol se por na praça, sentada na calçada, ou pedir um açai, tomando uma cerveja bem gelada? Vamos dormir para amanhã darmos risada, de bateria carregada.

Entre nós, só há nós dois.

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E no chão os dois colchões, neles afetos violentos.
Delicadezas, palavrão, coração diapasão e sintonia.
Num momento, cuidado e entrega de afeição;
Por outro, desculpa e tentação.

Quem por mais perfeito que seja não se engana;
E já envolto não se empolga?
Não desiste e espera a cobra;
No rosto, a picada, e se enamora?

Envenenado, entregue, afogado no acordado oceano.
Entrei pelo cano, com pressa embananado.
Um pé atrás, mas para impulso, atrelado ao regalo.

Multiplico explicação, falo falo e até me ouves.
Entanto, o que me espera é um dia longo.
Minha garra é ilusão, vou começar novamente, desde hora de beijar a sua mão.

Bruno.

Carnival.

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Fechem as cortinas: Encantos e desencantos.

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Hoje é um dia que merece postagem... Mas esta será curta e grossa, como supõe um "Até logo", quem sabe. É madrugada de sábado para domingo de carnaval, depois de dias e dias de um calor de termostato apontando para o infinito bateu um frio na colina e na espinha. É março, e as águas chegaram, enchentes, e mais que isso, acidentes que mobilizam perdas e gastos irrisórios para um estado que fatura bem mais com os bêbados inclinados sobre ombros descobertos. Gostaria de falar de castelos, sonhos conjugados, brilhos, de vontades e de você. A vida trás e leva toda uma situação. Mas há enchentes e acidentes, e de onde tudo era belo, um movimento ruim põe fim. E eu "quem sou eu?" vou agora ouvir uma musiquinha bonitinha pra te dizer tchau. Adeus, hoje é a última vez que penso no que poderia dar certo, que agora tem tudo pra dar errado. Silencio.

Antes bem acompanhado do que só.

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Produzo agora mais uma postagem da série “Contestando frases prontas", começando imediatamente pelo famoso dito, rufem os tambores: “Melhor só do que mal acompanhado”. Espere... Essa é batida... Vinícius já disse: - “É melhor se sofrer junto do que viver feliz sozinho”. Apesar de que o “mal” não esta exemplificado claramente na primeira, que mal é esse? Eu tenho discernimento suficiente para qualificar o que é mal! Ou não? Isso me lembra outro dito, “Errar é humano, errar duas vezes é burrice”. Que nada, qual o problema de eu seguir errado ou, qual o erro de eu seguir na maldade? É de bondade que se move o mundo? Se todos estivessem em plena satisfação, e tudo fosse paradisíaco “utopia?”, haveria graça nisso? O que nos movimenta é o avesso, o desacerto, pela lei básica de que, para cada ação “Newton” há uma reação igual e contrária! A TPM funciona para isso! Então, o mal acompanhado, o sofrer junto, o duplo erro e a reação contrária, me movimentaram... Sendo assim, “água mole pedra dura, tanto bate até que fura”, a insistência no “erro, mal, contrário” irá furar de tanto bater no que, em tese é sólido “a pedra”. E furar... O certo e o errado são criados por nós, o bom e o ruim também. Cada um possui uma realidade própria, construída em solidões e sofrimentos hora mútuos. Ai pergunto: - Quer enfrentar isso junto, ou separado? Quer estar melhor só, vivendo feliz sozinho, errando humanamente, só em ações? Ou estar junto, sofrendo com alguém, reagindo, iguais e se contrariando, batendo até acertar? Qual dessas duas opções lembra o que é amor?

Se existe o cuidado para não se perder no meio disso tudo, e a constatação de que você não vive “nem quer” seguir sem a pessoa, qual é o problema? É preciso apenas uma coisa: -Estar seguro de que a pessoa gosta, erra, acerta, arrisca, reage, sofre e quer acompanhar apenas você. Ela disse que só quer você? Apesar dos pesares? Então, passa a régua! Fechou. Me dê a mão, feche os olhos quando o carrinho da montanha Russa começar a descer. Eu te amo? Não? Retiro o que eu disse. Mas é com você que vou estar quando o coração estiver na garganta.

Pisando em ovos.

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Eu, sinceramente, estou tentando entender; O que demandam as mulheres? Parafraseando a recente série televisionada, eu não sei, e não é nada fácil como se supõe o imaginário popular. Existe um ditado bem atual, declamado aos quatro cantos dos quatro ventos que diz: -Quem gosta de homem é Ve... Mulher gosta é de dinheiro... Eu discordo, acho que isso é chauvinista, mas tentando ser irônico e engraçado... De qualquer forma, é errado. Se não, pessoas em situação de rua não teriam esposas e até familias constituídas. É difícil agradar, e ouvimos eventualmente um "desculpe, eu que espero demais dos outros", e com essa frase elas nos colocam na berlinda, inocentes, chupando uva na chuva. O que eu fiz? O que deixei de fazer? Mas não, elas não vão falar... Deixamos ou fizemos algo errado. E não há volta, e nem há como corrigir. Aos poucos, nas pontas dos pés eu vou tentando agradar das formas como melhor imagino, devo agir para tentar passar de nível essa minha situação. Não por menos, vem um: "Nada não, esquece..." Como se eu de alguma forma pudesse esquecer uma ameaça de bomba como essa! Um maremoto sem correr para as colinas. Recebi uma crônica sobre o assunto por e-mail essa semana "acredite, ainda recebo correntes" e fiquei atento a isso. O "não, esquece..." é um "Você já errou, não há nada que você possa fazer, sua batata esta assando, fritas acompanha?".

Eu não sei para onde correr... Atrás do "preju" é desespero e pressão, é time com 9 jogadores e dois centro-avantes. Ficar parado é esperar que a bola do saque venha na minha testa... E agora, José? Qual das veredas desse grande campo árido amoroso devo seguir? Se o estimado leitor acha que darei alguma resposta para a esfinge, saiba agora que estou prestes a ser devorado. Clarice Lispector "Cita Clarice é o novo Toca Raul" possui um raciocínio que se encaixa bem a este momento na vida de todos, e é o único que posso incrementar aqui: Amigo, ponha na sua cabeça que você vai passar a vida corrigindo erros, de forma desajeitada, faltas que você cometeu quando estava extrapolando tentando acertar! E é só. Vou me basear na sorte daqui pra frente, mesmo o amor não sendo um jogo, é uma aposta, firme no que adoramos.

Se eu estivesse com meu filho aqui na minha frente, nesse momento, e ele dissesse: - Pai, o que querem as mulheres? Eu responderia:

- Filho, a unica coisa que eu sei. Sem dúvida, que elas gostam, é que você as faça rir... Todo mundo gosta de uma palhaçada. Que você seja divertido. Esteja em sintonia com o astral delas. É um ponto que você ganha. O resto é uma curva de mão dupla, a 180KM, sem direção hidráulica, quinta marcha, em ladeira, faróis baixos, na tempestade, 3:00 horas da manhã numa quarta feira de cinzas sem lei seca. Vá dar meia hora de murro em ponta de faca pra tentar descobrir. Quem souber mais, que sobreviva pra contar outra.

Ps: Estou vendendo um guarda chuva novinho. Venha retirar em um dia de sol.
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