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Posts tagged with "noite"

Fraturar o tédio.

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Pois é... Passou um ano. Hoje é dia 30. Não tive febres, não achei o juízo. Quero ficar como coisa acertada ou então vou embora como adeus bem comportado, sem batom no queixo. Podia ir até a grande cidade satélite de Guarulhos do meu coração, Itu. Não sei. Queria um show sentado a mesa, meia noite uma carona pro sossego. Dormir em colchas de ser ou ser, só esse dilema, e vontade de ter você. Fúria comum, satisfação alertada e prevista pelo bom senso... Esta dando errado, estou escrevendo. Passado deserto, passado cretino, futuro incerto... Momento felino. Levei um arranhão na cara e não sara. Desse jeito acelero meu por do sol. Pernas tremidas e o luar de uma praia vazia. Algo tem que recomeçar, desde o ano passado, mas não ganhei um ano novo. Tudo que tenho não basta, nem a história que acaba, apenas Pierrot que canta de dor. Caridade ao fulano do nariz melado...

A estrada dos tijolos dourados.

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Não há poder sem conhecimento, bem menos felicidade com ignorância. Nem destino sem objetivo, o mal sai e entra pela boca, receba uma verdade insolúvel, desmistificada em filosofia contrária de mesa de bar. Há detalhes simples que nos fazem apaixonar, e são tão pequenos, imagine então as coisinhas que fazem o gostar de alguém presente. É tudo colocado pela ponta dos dedos no teclado. É a covinha, o All Star, a risada, a piada que fazem sobre o vídeo engraçado que achamos por engano. Não é muito, é o tempo correndo e se fazendo passar. Vamos seguindo por essa estrada porque não há nada mais a não ser frente, avante, seguido de doenças inevitáveis... Medos ativos intangíveis. Cicatriz aqui e ali, coisa boba que os netos não vão lembrar. Então, deixa pra lá. Um blog mais dia menos dia sai do ar. De forma alguma essa estrada pra lugar algum quer causar impacto... É só ida e consentimento. Poderia muito bem mudar o rumo, parar no acostamento e entrar a esquerda, faço isso sem problema, mas sei de tudo que o dia e a noite fazem. Dormir, beber, acordar, dançar escorregando na vontade aflita, perfeita, não tem como encontrar. Plunct Plact Zum, não vai a lugar nenhum.

Visões.

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Quentes manhãs azuis que me acordam cedo demais, tardes de quase verão, noites com sobressalto, pesadelo antes da madrugada. Doses tranqüilas, programadas, fui tão longe acomodado no que acredito. Fico com isso, espero que realizem sem minha interferência.

Debruce nos meus braços...

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Um dia após o outro, e eu rebolando pra conseguir continuar como se absolutamente nada tivesse acontecido. Guardo com carinho na caixa de mensagens do celular seu último contato, temo que o celular quebre, e eu perca isso de alguma forma. Já é algo distante, visto o tempo que aproveitei pensando em você. Tem dias que penso mais, outros menos... Penso sim quando a situação aperta, e lembro da força que você me fazia sentir. Foi uma espécie de auge, o apogeu selvagem de um humano qualquer. Não conto dias como qualquer pessoa, nessa minha linha de tempo passaram 10 anos. Como lamento não ter aceitado ir pra praia quando houve oportunidade, quando você estava com as chaves do apartamento na mão... Joguei todas as fotos fora... Deletei tudo, até as fotos que você estava ao meu lado mas não aparecia, faço o certo sem você porque errei do seu lado. Sou meio egoísta... Espero que você esteja solteira, batendo cabeça como eu, para daqui a mais 10 anos possamos estar "idens" de fato. Mas passam dias mudos levando tudo embora. Hoje eu estou doente, fumo e bebo como se não houvesse amanhã, tudo bem, acordei e não lembro do dia de ontem. Fico em devaneios com "flashs" do seu rosto, morena, quando via o sol como oportunidade, mas não há mais de você aqui, fiquei eu me destruindo, de mal, antes de você pintar o cabelo, lembro do cheiro, joguei fora minhas blusas que guardavam sua marca. Seu cheiro que já era o meu. Meus amigos foram embora... Conseguiram o que eu tentei. Não posso citar o nome deles aqui, talvez eles não gostem de ler isso, se um dia estiverem de passagem. Mas eles me ouviram com a paciência de alguém que conhece a falta de gravidade. Chão. Aposto que a minha foi pior, rumo a um coração. De primeira grandeza.

Abstinência de nicotina.

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Dia de "Dia após dia". É o que é o hoje depois de amanhã, quando vou acordar daqui a pouco, já que não dormi, e chamo o dia seguinte de hoje porque ainda não parei de pensar no agora, antes do travesseiro. A madrugada do dia corrente é a noite estendida do dia anterior. Estou aqui. Sobre parar de fumar, bom, só fumei 5 cigarros hoje, de palha, além de uma pastilha de nicotina. Acho que esta bom para um começo... Lamentações? Hoje vou segurar um pouco, sério. Sonhei que beijava alguém e isso me jogou pra baixo. Posso falar mais... Queria tanto hoje... 9 graus que matará alguém na rua de um estado negligente. Eu como ser humano único apaixonado sou um bobalhão obstinado e idealizador. Como homem do povo, acredito que os direitos devem ser feitos pelo povo, para o povo, em nome dele exercidos e... Desculpe.

Ouçam, ouçam, minhas besteiras!

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Sim, a simpatia da postagem anterior funcionou, o resultado foi o esperado. Mas não, ela não serve pra nada. Ela apenas define algo, não trás ninguém em 7 dias. Então não há nada o que desenvolver aqui hoje. Bom, alguma coisa pode mudar, vou parar de ouvir só Fagner e tentar ouvir Tiê... Quem sabe, um passo importante como esse mude meu modo de lidar. Estou lendo "As Pelejas de Ojuara" e sinto me diminuto com as prosas poéticas do livro, queria eu escrever assim, pra macho chorar, o engraxate aplaudir, emprestarem a atenção a quem fala gritando sentimentos mansinhos, com olhar de sorriso descoberto que não volta. Do jeito que esta não pode ficar, então darei um salto atrapalhado pra frente, nem que seja pra cair de bunda, o importante é voar nesse meio espaço, e mudar a perspectiva das músicas que começam com "1,2,3... Vai!". Nossa, que droga... Não tenho nada mais o que escrever. Como já previ anteriormente, o dia de não falar mais nada de antigo se aproxima. Agora serão bobagens novas, ou nada... Estou meio morto agora. Dentro meio céu azul, fora um pouco fogueira a noite. Tudo que disse não adiantou de nada, e não disse pouco, e o resumo é o que digo agora. Um até logo simples, sem grandes palavras, só alguém escrevendo calmamente, cinzas de cigarro e vinho derramado, sujeira comum pela manhã. Não me escondi no escuro, fiquei numa tarde qualquer, nublada, de amor agora passado qualquer, sem nada... Eu ia continuar, mas perdi a linha de raciocínio por problemas aleatórios. Deixa pra lá... Estou completamente desacreditado. E eu, que apelei tanto, agora não desfruto, insisti e caprichei no que poderia ser feito, falei, falei, e deixa pra lá, já é passado, e o futuro é espera. Sem cenário, com luar sumido, sem praia, sem sobrado pra olhar o mar apoiado no azulejo frio, que de repente sua mão divide o espaço e me esquenta. Quero que tudo me abandone, me deixem em branco de inverno e começo. Adeus, se for para Adeus, até logo, se não tanto tempo assim, não vejo nada daqui pra frente, só choro com de comercial de seguros. De resto agora, tudo esta guardado em um guardanapo, um maço de cigarro largado, um rádio que me deu de presente... Acabou, vejo agora. E vou nessa levada sem pensar em mais nada, adeus e me perdoe, vestido de vivo, sem ressuscitar, adeus, meu amor, adeus pra todo o nunca de te ver, morto e incomodo até o fazer paixão esquecido. Não quero mais dizer o que amo, pois isso anula minhas possibilidades do inesperado, do que foram vocês. Dos acordes de guitarra, do vento da manha depois que deixava você em casa, cantando teu sorriso de promessas. Nem as tuas nem as minhas, nem ele, nem ela... Adeus, sério, sem repetição, nunca mais, realidade, frio, espelho quebrado, adeus...

O dia vem chegando pleno de possibilidades, sem vela.

E Cresçam logo as crianças...

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Prolifica essa fase atual... Se já não tenho nada novo de sentir, produzo baseado no sentimento perdido. Se não há forças, há esforço ao menos. Escrevo para celebrar, e quem sabe o mudo interlocutor pensa o mesmo e movimenta a roda das possibilidades. Se não, fica tudo como esta por enquanto. Caso tudo não fosse nada mesmo, ou, tanto que já deveria passar, sobram aqui restos para largar... Sendo devorados um a um no tempo criminoso das lembranças transtornadas do amor desfeito. Desfeito? Ainda não. Sou mais forte que isso. Sou tão bom que nada passara aos olhos dos leitores desatentos. Minúcias ficaram entre as palavras e eu, só passara o que desejo que vá ao encontro de vocês. Como eu vos amo... Tudo bem, estou aprendendo a me destruir em vosso nome, até aprender algo com isso. Acredito que mesmo sob tortura ou lavagem cerebral ainda gritaria amores incidentes. E ainda assim, começaria do zero irresoluto para bater a cabeça na parede. Perdoem a falta de nexo, de contexto, a doutrina sistemática amorosa aqui cuspida, é toda um adeus continuo com fim amargo e seco. Já falei duas vezes da ausência de um fim, mas compreendo perfeitamente que o que não esta resolvido, solucionado esta. Apesar do comum popular sofrer com os que o ignoram, eu aceitarei de peito acessível a pancadas que esse seja o fim. Não aceitarei somente, posto isso me entrego a vontade da resistência, muita ou pouca, que pode acabar cedo ou tarde na minha própria ruína. Tenho muito a agradecer as cortinas de onde escrevo, que tamparam a luz do sol frugalmente bem, e me deram uma hora a mais de noite antes que um "novo" dia viesse outra vez.

Imagination takes the shadows away.
Everyday I've been without you.
Imagination keeps the shadows away.
Everyday I stay without you.
Too many times, away without you.


Xymox.

Quando me lembro.

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Uma doença se avizinha. Uma incapacidade me castra de certa forma. A vida vai indo e enquanto não tomo iniciativas decisões, meus planos vão ficando conformados, humildes, pensando apenas em noites tranquilas, sem mais amores do tempo que eu faria voltar. Mesmo sem você, ainda gosto de mim, fantasiado de eu mesmo nos cenários que mais gosto, bares escuros quando quero, derramando bebida e chororo, um segundo que faz com que eu seja forte, e ainda vivendo um hoje do que gostei, de continuo lamento. Não é tão ruim quanto soa, tem ainda o tempo que durmo, reflexo da possibilidade de ausência, do nada, enquanto sonho pequenos contos de fadas desconexos... Segura minha câmera um pouco, já bato uma foto sua, atravessa no sinal, me abraça, quer fazer o que, o que eu posso fazer por você? Não quero ir pro sítio, mas vou pegar meu chocolate domingo a noite antes de ir na casa do meu tio. Vamos passar no mercado, fica logo ali na esquina, tem um Bradesco, mas tenho receio de sacar dinheiro agora, mas posso fazer tudo com você. Quando eu for falar com contigo mais tarde, não fique interpretando meu Tom de voz no MSN... As vezes eu falo algo com o rosto mais meigo, e você sente ironia com dor de cabeça. Qual é o inimigo, eu ou a tecnologia barata que comprei no mercado? Cada vez escrevo mais ausente, mais e mais os devaneios são maiores, deixa, é sempre cada vez mais desse jeito. Em algum final devo chegar, depois da novidade dolorosa aparecer, e eu transpor aqui em arroubos piegas. Posso fazer uma previsão, e dispor da possibilidade de que, em seis meses estarei escrevendo ficção baratinha, de camas de hospital ou acidentes. Eu só quero mesmo, como já disseram, fazer um dramalhão. Só não pensaram que eu vivo isso, e não estou errado não, pelo contrário, resolvi viver tudo na imaginação do que me falta, falta, algo que sobrou e desperdicei. Amanhã, sob o mesmo estado, irei ler tudo de novo o que escrevo agora, e acharei lindo, porque há 14 anos que sinto o mesmo, comparando casos de amor, e entregando tudo ao último, para que sempre ele fosse o final feliz de uma noite. De todas as noites de 14 anos atrás. Ou, por que não, uma volta inevitavel ao que me alimenta sempre, um sopro gelado de um dia nublado em que ambos estavam com frio, que não existe mais fora de mim. Dei um beijo que nunca, pelo menos por mim, nunca será em vão. Ah... Vá... Sobraram coisas boas pra dizer aos outros. Eu posso estar só começando!

Mary Goes Round.

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Vira mundo, vire e leve pra outro lugar. Uma noite pode elevar o ânimo que uma semana não derrubará. Quem poderia dizer... Imaginem um ambiente, copos de cerveja, guitarras adornadas, uma noite, um bar, mesas cheias, galhofas entre amigos...Mulheres... uma delas é meiga demais, é perfeita demais, não é estereótipo de nada, só tem um sorriso certo, durante a piada que sou eu, essas besteiras que digo, ela põe a mão no coração. Uma madrugada na rua, a cara a tapa, um verbo intransitivo, quando brilha de uma só maneira, quando tudo é luz de lua em sexta feira, não era tarde pra beijar. Nada além disto é necessário para dizer agora, gêmeos não possuem pares, só iguais.

Me chama...

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Pois é... E quando tá tudo cinza sem...(sic) vem os amigos e fazem você se sentir melhor. Não sei porque, mas constatei que quando eu saio, a noite, de madrugada, na ruuuaaaa, e tenho que conhecer pessoas, entreter pessoas, socializar, falar e conversar, chamar a atenção, me sinto esgotado no dia seguinte. Quando saio com amigos que me ouvem, que eu já tenho certa intimidade, que conversam e me contam coisas de suas vidas, eu fico com energia! Parece que recarregam as minhas baterias para suportar... Seja lá o que deve ser suportado. Pode ser uma semana, uma desilusão, esperanças nem sempre concretizadas... Saudades. Adoro falar "saudade" e sempre lembro que uma vez, o Roberto Gómes Bolaños "vulgo Chaves" falou em uma entrevista com os olhos marejados da saudade que sentia do passado, e ele demorou para achar a palavra, e se fazer entender, já que a palavra só existe, perfeita assim, no português... Saudade. Talvez por isso Fernando Pessoa foi tão bom poeta, talvez só perca para Shakespeare. Temo ser repetitivo, mas talvez, você leitor, só esteja vendo essa postagem, vindo do Google ou do Facebook, mas gostaria de dizer que fico feliz em compartilhar sentimentos nesse pequeno espaço, nesse blog... A internet é uma grande caçamba de entulho, e demora para acharmos algumas coisas, e é preciso contribuir com ela. Se todos que a usam somassem com algo, informações, ela seria bem maior. Incalculável. É uma pena que grande parte dos usuários só a utilizam para buscar, e não para contribuir ou compartilhar. Eu faço isso, dessa forma. Contribuo com esses pequenos pensamentos imperfeitos, que você lê nesse momento. Talvez o ajudem, porque me ajudam...

Pois é... Quando comecei a escrever isso, estava um dia lindo de sol, de repente, comecei a pensar, e aqui da minha janela o tempo fechou. E vem chegando a noite de domingo. Meu humor vai se esvaindo, e a ressaca moral começa a aparecer. Á propósito, tem um poeminha do Manuel Bandeira que é esse:

JOÃO GOSTOSO era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.


Me sinto um pouco assim... Tenho um dinherinho guardado para sair, me divertir. E quando o faço, acabo meio morto como o João gostoso do excerto acima. Tem certas coisas que são duras. Me divirto, mas morro, não é com isso que queria gastar, não queria sair e forçar me a diversão. No outro dia eu caio, me atiro na realidade.

Vai uma musiquinha pra acabar...
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