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Discussões sobre Ciências na Pré-Escola

Tema: Os Dinossauros

Visita ao Museu Nacional do Rio de Janeiro

Grupo de Educação e Ciências

Visita ao Museu Nacional (e-mail: msogontis@mn.ufrj.br)

No dia 28 de Novembro de 2007, fizemos uma visita ao Museu Nacional na Quinta da Boa Vista com o intuito de observar o processo envolvido para se preparar uma exposição paleontológica no museu.
Iniciamos nossa exploração com a ajuda do Paleoartista Maurílio Oliveira, visitando o setor em que são armazenados os fósseis recém chegados, os quais são rompidas as cápsulas de gesso e tela de metal onde são acondicionados. Maurílio mostrou-nos mesas com trabalhos em diferentes estágios de andamento . Nesta etapa os fósseis são meticulosamente destrinchados para que sejam feita uma minuciosa limpeza que consiste na retirada das embalagens de proteção, feitas de gesso e telas, e retiradas de detritos encrustados com o cuidado necessário para que não haja danificação das peças originais. Em seguida, com a ajuda do museuológo João Carlos Ferreira, visitamos o atelier onde a partir de fósseis originais, na maioria das vezes incompletos, são reproduzidos fósseis inteiros dos respectivos animais com resina acrílica e fibra de vidro, sendo em seguida pintados para dar aparência idêntica aos fósseis encontrados em campo.
Partimos então para o saguão do Museu onde são expostos para o público os esqueletos ali reproduzidos. Pudemos assim observar todas as etapas necessárias para a estruturação de uma exposição desse tipo, que permite uma interface visual bastante interessante sobre a vida a milhões de anos atrás. Na entrada do saguão de abertura encontra-se uma preguiça gigante que habitou solo brasileiro há milhares de anos atrás. Noutro Saguão estava montado uma imponente estrutura óssea o Maxacalissaurus Topai, um dinossauro com mais de 12 metros de comprimento que, assim como a preguiça-gigante, habitou o solo nacional há milhões de anos.
João primeiro desafiou-nos a responder se achávamos que os fósseis expostos eram originais, ante o grupo dividido entre; sim, não ou com partes originais e outras feitas no atelier, esclareceu-nos a dizer que: “absolutamente nenhuma das peças expostas eram originais”. E isso, explicou, deve-se à dois fatos principais:
Primeiro a dificuldade de se encontrar fósseis inteiros em bom estado de conservação. Geralmente os ossos vem amassados, quebrados e grudados aos sedimentos com os quais foram fundidos ao longo dos milênios.
E também porque para montar os esqueletos é necessário perfurar as partes para engatá-las, pois não há mais cartilagem e ligamentos preservados. Esta medida permite expor peças, reproduzidas artisticamente, de forma tão parecida com as originais, enquanto as originais ficam acondicionadas em depósitos mais adequados e disponíveis para pesquisas.

Acerca das extinções

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