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Instalação do Sistema Operacional Linux

Boot usando o CD

A forma mais fácil de instalar qualquer distribuição Linux é dar boot diretamente através do CD-ROM. Para isso basta configurar a opção "boot sequence" no Setup com o valor "CD-ROM, C , A".

Quando passar por alí, não deixe de a acessar também a seção "PnP/PCI Setup" e configurar a opção "PnP OS" (geralmente a primeira opção) com o valor "No". Isto obriga o BIOS a detectar e configurar os endereços a serem utilizados por todos os periféricos Plug-and-play e entregar o trabalho semi-pronto para o sistema operacional. Isto evita muitos problemas com a detecção dos periféricos não apenas no Linux, mas também em todas as versões do Windows. É um cuidado importante antes da instalação.

Se por qualquer motivo não for possível dar boot através do CD, você pode instalar o sistema também através de um disquete de boot. Neste caso, as opções são instalar através do CD-ROM, instalar a partir do HD ou mesmo instalar via rede. Veremos isto com mais detalhes mais adiante, neste mesmo capítulo.

O Linux oferece uma flexibilidade muito grande para a instalação. É possível até mesmo instalar num notebook que não tem nem CD-ROM nem placa rede usando um disquete e um cabo serial :-) Claro, quanto mais exotérico for o modo de instalação escolhido, mais complicado será o procedimento necessário. Por enquanto vamos ficar com a instalação via CD que é a mais usada.

Além do Linux Mandrake, este capítulo cobre a instalação do Slackware, Red Hat e Knoppix, uma versão mais amigável do Debian. Independentemente da distribuição, os processos de instalação são basicamente os mesmos: dar boot, particionar o HD, escolher os pacotes que serão instalados, configurar o vídeo e a rede, definir a senha de root e configurar o gerenciador de boot.

Antigamente estes passos costumavam ser um pouco complicados, mas nas distribuições atuais quase tudo é detectado automaticamente, fazendo com que na maior parte do tempo o usuário só precise clicar em "próximo", "próximo, "próximo"... :-)

Um detalhe importante, que você deve verificar antes de iniciar a instalação é se os componentes do seu PC, principalmente a placa de vídeo e o modem são suportados. Você pode conferir a lista de hardware oficialmente suportado do Mandrake no:

http://www.mandrakelinux.com/en/hardware.php3

A lista de compatibilidade do Red Hat pode ser encontrada em:

http://www.redhat.com/support/hardware/

Você pode descobrir a marca e modelo dos dispositivos através do gerenciador de dispositivos do Windows. Lembre-se que como outras, a lista de hardware suportados não contém referências para todos os dispositivos. A menos que o dispositivo apareça explicitamente como não suportado, existe uma grande possibilidade dele funcionar. Experimente fazer uma busca no http://www.google.com.br (pode ser outro, mas o google é o melhor :-) por "Nome_da_distribuição Linux Modelo_da_placa" (Mandrake Linux Trident Blade), por exemplo).

Esta dica serve não apenas para encontrar informações sobre periféricos, mas sobre qualquer problema ou dúvida que tenha sobre o Linux. Existe muita documentação sobre Linux, mas disponível de forma esparsa, um problema que os mecanismos de busca ajudam a resolver.

O suporte a placas de vídeo no Linux melhorou dramaticamente no Linux de dois anos pra cá. Hoje em dia até mesmo placas onboard problemáticas, como as SiS 630 já são suportadas. Na categoria placa 3D a dianteira é das placas da nVidia, que vem fazendo um excelente trabalho de desenvolvimento de drivers para toda a sua linha de placas. Muitas vezes, os drivers for linux da nVidia trazem recursos que só estarão disponíveis nas versões for Windows meses depois. Além do desempenho 3D ser equivalente nas duas famílias, recursos adicionais como o Twin View (o suporte a dois monitores, encontrado em algumas placas GeForce) e mesmo os recursos de entrada e saída de vídeo de alguns modelos são suportados também na versão Linux.

Claro que ainda existem modelos de placas problemáticas, cujos fabricantes não desenvolvem drivers, nem liberam as especificações para que a comunidade open source faça o trabalho. A líder da retranca até o momento é justamente a SiS, convém evitar os chipsets e placas de vídeo deste fabricante até que mudem de atitude. Algumas placas da SiS, como por exemplo as com chipset SiS 6136 são suportadas mas apresentam um desempenho muito ruim (não apenas em 3D, mas também na atualização de tela em 2D) e alguns modelos de chipsets apresentam vários problemas de estabilidade, em alguns casos até impossibilitando a instalação de várias distribuições.

O ideal é evitar qualquer com componentes da SiS na hora de comprar um PC, especialmente se ele for ser usado para rodar Linux.

A Creative é outro exemplo de fabricante que pouco colabora mas, apesar disso, todas as placas, tanto as SB ISA, quanto as SB Live e Audigy PCI são bem suportadas, graças aos esforços da comunidade.

Nem o Mandrake, nem o Slackware, nem mesmo o Conectiva, Red Hat ou Debian incluem drivers para nenhum modelo de softmodem, mas a maioria dos Winmodems já são suportados pelo Linux, incluindo os com chipset PC-Tel e Lucent, que são provavelmente os mais comuns por aqui. Você encontrará instruções detalhadas de como instalar estes modems no capítulo 4 deste livro. É bem mais simples do que parece, basta identificar seu modem e instalar os drivers corretos.

O único modelo de softmodem que não é e provavelmente nunca será suportado são os Winmodems da US Robotics, o problema neste caso não é a falta de vontade dos desenvolvedores, mas uma atitude extremamente hostil da US Robotics, que ameaça processar qualquer um que tente aplicar engenharia reversa (o primeiro passo para desenvolver um driver para qualquer hardware) em seus Winmodems, pois não querem correr o risco de que alguém descubra os segredos do algoritmo de compressão usado nestes modelos e divulgue a informação para outros fabricantes.

Seja a preocupação legítima ou não, o fato é que um Winmodem da US Robotics é absolutamente inútil no Linux. Se você tem um, o jeito é vendê-lo para algum amigo que só use o Windows e comprar um modem de outro fabricante.

Claro, que se você não quiser ter dor de cabeça a melhor opção é sempre comprar um hardmodem, que será fácil de configurar em qualquer sistema operacional que resolva utilizar. Um bom hardmodem não deixa de ser um excelente investimento, pois tomando o cuidado de sempre desconectar a linha quando não estiver conectado, um modem de qualidade durará muitos anos, com chance de só precisar ser aposentado quando você já tiver uma conexão de banda larga. Tudo isto sem comentar que o trabalho de correção de erros é muito mais eficiente num hardmodem, o suficiente para melhorar bastante a velocidade de conexão em linhas ruidosas. Você vai provavelmente gastar 200 ou 250 reais, mas pelo menos gastará só uma vez.

Se o seu micro tiver slots ISA, uma opção é comprar um hardmodem de 33.6 usado; apesar da velocidade ser um pouco mais baixa, eles são excelentes no trabalho de correção de erros e custam muito barato, em geral de 20 a 30 reais.

Mas, mesmo a questão dos Winmodems aos poucos começa a melhorar. A SuSe já inclui alguns drivers no pacote oficial e nada menos que três distribuições Brasileiras incluem suporte a alguns softmodems, a Techlinux (http://www.techlinux.com.br) a Insigne e o Kurumin (http://www.guiadohardware.net/linux/kurumin), a distribuição que desenvolvo nas horas vagas (isso mesmo, além de escrever eu desenvolvo uma distribuição, vou falar sobre ele mais adiante).

Nestes casos basta marcar o driver durante a instalação. No Kurumin por exemplo basta clicar num ícone no menu de configuração do sistema:

As placas de rede sempre foram a categoria de periférico melhor suportado no Linux e o cenário não mudou. Qualquer distribuição Linux atual suporta um número de placas de rede maior que o do Windows 2000 ou XP, incluindo drivers para placas onboard. A chance da sua placa PCI não ser automaticamente detectada durante a instalação é mínima.

Incrivelmente, até mesmo os disquetes de boot para instalação via rede são capazes de detectar as placas de rede automaticamente, um grande exemplo de engenharia de software. Isto é possível pois os drivers são muito pequenos, em geral menos de 12 KB cada um e podem ser incluídos diretamente no Kernel ou então compilados na forma de arquivos separados, os famosos módulos.

O suporte a placas de som, gravadores de CD e até mesmo DVD também não é problema. Vários programas como o XMMS (áudio) e o Xine (vídeo) fazem um trabalho extremamente competente no suporte a multimídia.

Para incluir suporte a vídeos em Divx;-) no Xine basta instalar o plug-in disponível no http://www.divx.com e para assistir DVDs protegidos, basta instalar o pacote libdvdcss, no http://www.videolan.org/libdvdcss/download.html

Veremos isto com mais detalhes no capítulo 3, por enquanto vamos voltar a nos preocupar com a instalação do sistema em sí.

Como instalar via rede ou a partir do HD

Apesar do modo de instalação mais rápido ser dar boot pelo CD-ROM, o Linux também pode ser instalado de várias outras maneiras. Para isso você precisará ter em mãos o disco de boot adequado. Este é um tema que interessa a mais gente, por isso vou aproveitar para detalhar estas formas alternativas de instalação. As instruções a seguir valem para qualquer distribuição Linux, não apenas para o Mandrake.

Você encontrará as imagens de vários discos de boot no diretório Images da sua distribuição Linux. Em alguns CDs de revista este diretório é excluído para economizar espaço, mas geralmente você ainda poderá conseguir os arquivos no site da distribuição.

Abrindo o diretório você encontrará vários arquivos .IMG que precisam ser gravados nos disquetes usando um programa chamado Rawwrite. Este é um programa para DOS que fica no diretório Dosutils do CD. Você pode baixar uma versão Windows do programa, que é mais prática de usar através do link abaixo:

http://www.downloads-guiadohardware.net/download/rawwritewin.exe

Basta apontar o arquivo da imagem a ser gravada e clicar em Write.


Rawwritewin

Para instalar o Linux a partir do CD, num PC que não suporte boot via CD-ROM você deve usar o arquivo CDROM.IMG, que é o disquete de boot que costuma ser incluído nas caixas completas das distribuições.

Se o micro não tiver CD-ROM, você pode instalar o Linux a partir do HD. Basta copiar todo o conteúdo do CD para um diretório do HD (pode ser inclusive para uma partição Windows FAT 16 ou 32) e usar o disco de boot HD.IMG. O disquete inicializará o micro e perguntará o diretório onde estão os arquivos, basta dar as informações necessárias. Lembre-se que a primeira partição do primeiro HD (o C: no Windows) é hda1 no Linux, como vimos a pouco e que ao invés de barras invertidas (\), usamos barras comuns (/) para indicar os diretórios no Linux.

Você pode também instalar via rede, através de um servidor HTTP, FTP ou através de um servidor NFS.

Neste caso você deverá usar os disquetes NETWORK.IMG, PCMCIA.IMG ou USBNET.IMG. O primeiro serve para micros de mesa, com placas de rede PCI (o disquete terá dificuldades com placas ISA não plug-and-play, apesar de também ser possível instalar através de uma se você souber indicar os endereços usados por ela), o segundo deve ser usado em notebooks com placas de rede PCMCIA (que por incrível que possa parecer, são quase sempre reconhecidas sem problemas) enquanto o terceiro serve para quem utiliza uma placa de rede USB.

Existe ainda o disquete OTHERS.IMG, que permite instalar o Linux através de outras mídias suportadas, como por exemplo através de discos Zip.

Em algumas distribuições é preciso criar dois disquetes, um disquete de boot genérico e um segundo disquete com a imagem de instalação via HD, rede, etc.

As opções de instalar a partir de uma partição Windows, via FTP e HTTP geralmente só funcionarão num micro com 64 MB de RAM ou mais, pois como nesta fase da instalação você ainda não particionou o disco e ainda não é possível utilizar memória virtual, o disquete cria um Ramdisk com os arquivos necessários e carrega vários módulos na memória. Os disquetes do TechLinux por exemplo exigem 56 MB de RAM para instalar via HTTP. Se for o caso de instalar num PC antigo, que não tenha tudo isso de RAM, o melhor seria instalar provisoriamente mais RAM ou então instalar um segundo HD ou CD-ROM com os arquivos de instalação.

Se no início da instalação você optar pelo instalador em modo texto, a quantidade de memória cairá bastante e na maioria dos casos você conseguirá instalar num PC com 32 MB. Um detalhe importante é que o Mandrake não pode ser instalado em micros 486, pois os pacotes são compilados com otimizações para a plataforma Pentium, que melhoram um pouco o desempenho do sistema. Se for o seu caso, você pode tentar outra distribuição, como o Slackware, Conectiva, Red Hat, Debian, etc. O Slackware é especialmente recomendável para PCs antigos, pois instala via rede com apenas 8 MB de RAM (no 8.1 existe até um disquete de boot para PCs com apenas 4 MB), ocupa relativamente pouco espaço no HD e utiliza uma configuração default bastante leve, que roda razoavelmente bem (usando alguma interface leve, como o Window Maker) mesmo num PC com 32 MB.

Resolvido o problema da memória e com o disquete escolhido, vamos à instalação.

Ao inicializar usando qualquer um dos três disquetes de instalação via rede a primeira pergunta será sobre o endereço IP da estação. Estes disquetes só funcionam em redes TCP/IP (mais um motivo para preferir o uso do TCP/IP sobre o NetBEUI, mesmo em redes pequenas).

As opções aqui são Static, DHCP e ADSL. A opção DHCP pode ser usada se houver na rede um micro compartilhando a conexão através do ICS do Windows (ou outro programa que inclua um servidor DHCP) uma máquina Linux com o serviço DHCPD ativo. Apesar disso, eu recomendo que você utilize a opção de usar um endereço IP estático, que vai funcionar sempre.

A opção ADSL não está disponível nos disquetes de todas as distribuições e mesmo entre as que suportam ADSL nem sempre existe suporte a autenticação via PPPoE. Nestes casos a instalação funciona por exemplo no Speedy ATM (as instalações antigas, onde basta configurar o endereço IP e o endereço do Gateway para ativar o acesso), mas não funciona nas instalações mais recentes do Speedy.

Escolhendo a opção de usar endereços IP estáticos, chegamos à tradicional configuração do TCP/IP, onde é necessário especificar o IP da máquina na rede, o IP do servidor DNS (caso não exista nenhum na sua rede, use o do provedor de acesso), o default Gateway e a máscara de sub-rede.

Em seguida você precisa especificar um nome para o computador e o domínio, caso a rede faça parte de algum. O nome da máquina é importante caso você tenha configurado o servidor de onde serão baixados os arquivos para dar acesso apenas a algumas máquinas.

Finalmente, você precisará especificar o endereço do servidor HTTP, FTP ou NFS e o diretório do servidor onde estão os arquivos de instalação. A partir daí as opções da instalação são as mesmas que seriam ao instalar a partir do CD. Na verdade, para o sistema não existe muita diferença, pois os arquivos no servidor serão justamente uma cópia do conteúdo do CD.

Apesar de já ser algo fora de moda, ainda existem alguns servidores FTP públicos que disponibilizam arquivos de instalação de várias distribuições. Caso você conheça algum você poderia colocar o micro numa rede com acesso compartilhado à Internet, configurar corretamente os endereços IP e acessar o servidor. Claro que esta opção seria viável apenas caso o FTP fosse rápido e a sua conexão fosse no mínimo de 256k. Baixar os arquivos de instalação de uma distro atual via modem demoraria dias :-)

O mais prático seria mesmo instalar a partir de algum micro da rede. Com uma rede de 100 megabits por exemplo a instalação não demorará mais do que demoraria via CD-ROM.

Se as demais estações da rede rodarem Windows você pode usar um servidor HTTP ou de preferência FTP qualquer para disponibilizar os arquivos. Você pode encontrar vários servidores gratuítos no Tucows ou outro site de downloads. Outra opção seria usar o IIS da Microsoft que é fácil de configurar, mas não deixe de desinstalá-lo depois de terminada a instalação, já que é muito perigoso mantê-lo ativo sem necessidade devido às varias brechas de segurança.

No Linux você também poderá utilizar estes recursos, através do Apache ou do servidor FTP que acompanha a sua distribuição preferida. O Mandrake inclui o ProftFTPD, que é bastante simples de configurar. Não existe mistério, basta fornecer o endereço IP do micro que está disponibilizando os arquivos, além de login e senha de acesso.

Para instalar a partir de um servidor NFS (que é o modo mais prático aqui) os passos são os seguintes:

Presumindo que você tenha marcado a opção de instalar o NFS durante a instalação do Linux (no servidor) e que o serviço esteja ativo, você precisará apenas editar o arquivo /etc/exports, adicionando os diretórios que serão compartilhados com a rede. Para verificar se o NFS está ativo (no servidor), basta dar um:

/etc/rc.d/init.d/nfs status

Caso não esteja, você precisará ativa-lo através do Mandrake Control Center, LinuxConf, ou outro utilitário de configuração disponível na sua distribuição.

Por padrão o arquivo estará em branco. Adicione um diretório a ser exportado por linha, gerando um arquivo como o abaixo:

# Isto é só um comentário
/home/morimoto/install *(ro)
/mnt/cdrom *(ro)

Neste caso estamos disponibilizando tanto o diretório /home/morimoto/install quanto o CD-ROM, que naturalmente deverá estar montado no momento em que o cliente for acessá-lo. Para instalar a partir de uma pasta do HD você precisa apenas copiar todos os arquivos dos CDs para ela. O parâmetro (ro) indica que os compartilhamentos estão em modo somente leitura

É possível definir vários parâmetros, especificando quais usuários terão acesso a cada diretório, dar permissões de apenas leitura, etc. opções que veremos com mais detalhes adiante, no tópico sobre servidores Linux. Compartilhando os diretórios sem parâmetros, como no exemplo, qualquer usuário da rede poderá acessá-los.

Para alterar o arquivo você precisará estar logado como root. Após terminar, basta reiniciar o serviço usando o comando abaixo para que alterações surtam efeito:

/etc/rc.d/init.d/nfs restart

Na foto abaixo por exemplo habilitei o NFS no micro 192.168.0.2 e estou fazendo a instalação a partir do CD-ROM (/mnt/cdrom) que havia compartilhado.

Se depois de tudo resolvido a instalação for abortada com uma mensagem como:

"Install exited abnormally :-(
You may safely reboot your system"

Provavelmente o PC não tem memória RAM suficiente para carregar o instalador. Como disse, o mais recomendável é utilizar a instalação via rede em PCs com 64 MB ou mais. Você pode verificar as mensagens do Kernel para ver exatamente o que houve pressionando Alt + F3.

Em alguns casos você não conseguirá instalar através de um CD-ROM compartilhado via NFS, com uma mensagem de erro ao copiar algum dos pacotes. Não sei exatamente por que este problema ocorre, mas para solucioná-lo basta copiar o conteúdo do CD de instalação para uma pasta compartilhada do HD e repetir a instalação instalando a partir desta pasta.


Particionando o HD

Você pode deixar que o utilitário redimensione uma partição Windows (FAT 16 ou FAT 32) já existente, usando o espaço livre para instalar o Linux ("Usar espaço livre na partição Windows"), pode utilizar uma partição Linux previamente criada ("Usar partição existente"), usar o espaço não particionado do disco, caso tenha algum (opção "Usar espaço livre") ou pode simplesmente apagar tudo que estiver gravado e partir para uma instalação limpa (Apagar tudo). Claro, só escolha esta última opção se você tiver um gravador de CDs ou um segundo HD para fazer backup dos seus arquivos :-)

Se você pretende reparticionar a partição Windows, existem dois cuidados necessários para que tudo saia bem. Em primeiro lugar, o óbvio: certificar-se que existe espaço em disco suficiente. Com 1 GB já é possível fazer uma instalação básica do sistema, mas para instalar vários programas, armazenar seus arquivos pessoais etc. seria recomendável reservar um espaço maior, pelo menos 3 GB. Quanto mais espaço melhor, já que com o tempo você sempre vai querer instalar mais alguns programas.

Outro detalhe importante é desfragmentar o disco através do Windows antes de iniciar a instalação. O DiskDrake é capaz de redimensionar a partição mesmo que esteja fragmentada, porém além do processo demorar bem mais que o normal, a possibilidade de ocorrer algum problema é muito maior.

Escolhendo a opção Apagar tudo disk o programa vai simplesmente limpar a tabela de partição do HD e dividí-lo em duas partições: uma menor, montada no diretório raiz (/) usada para os arquivos do sistema e outra maior, montada no diretório /home, onde ficarão guardados seus arquivos pessoais.

As duas opção automáticas servem bem para os usuários leigos, que mal sabem o que é uma partição de disco, mas ou escolher a opção Custom disk partitioning você terá muito mais opções.

A interface do programa é bastante intuitiva, lembra bastante a do Partition Magic 6, mas é mais fácil, por conter apenas os sistemas de arquivos suportados pelo Linux:

No topo da tela temos a lista dos sistemas de arquivos suportados: EXT2, Journalised FS, Swap, FAT (inclui FAT 16 e FAT 32) além de Other (outro sistema de arquivos não reconhecido) e Empty (espaço não particionado).

Na aba logo abaixo, você tem uma lista dos HDs instalados. No screenshot existem dois, que aparecem como hda e hdb.

A barra colorida mostra um mapa do disco, com todas as partições que ele contém. No exemplo o disco já está particionado, pronto para a instalação do sistema, dividido em duas partições, montadas no diretório raiz (/) e no diretório /home (que aparecem em vermelho), além de uma partição swap, em verde. O segundo HD (hdb) contém uma instalação do Windows por isso não será alterado.

Para alterar uma partição, basta clicar sobre ela e usar a opção "Redimensionar", que redimensiona, sem perda de dados. A opção "Deletar" permite apagar partições a fim de criar outras depois usando o espaço livre, enquanto a opção "Formatar" formata uma partição já criada. Não é preciso formatar as partições que forem criadas, pois ao terminar o particionamento (clicando em "Pronto") o assistente se oferecerá para formatar as partições criadas. Uma dica importante é que as alterações só são salvas no disco ao clicar no pronto. Caso você faça alguma besteira basta dar um reset no micro e reiniciar o programa de instalação para começar de novo.


 



Na hora de formatar as partições clique no botão "Avançado" e você terá a opção de checar blocos defeituosos nas partições durante a formatação. Isso naturalmente vai tornar a formatação muito mais lenta (de alguns poucos segundos para vários minutos) mas você terá a certeza de que o HD não possui bad-blocks que possam corromper seus dados.


Para criar uma nova partição você precisará clicar sobre uma área de espaço livre (aparece em branco no mapa) e em seguida clicar no botão do sistema de arquivos que será usado (na parte superior). Para liberar espaço você deve usar as opções anteriores, redimensionando ou deletando uma outra partição.

Na hora de escolher o sistema de arquivos a ser utilizado as opções são basicamente duas: usar o velho sistema EXT2, que acompanha o Linux a vários anos, ou utilizar um dos novos sistemas com journaling. Clicando em "Journalised FS" você poderá escolher entre o EXT3, RiserFS, JFS e XFS.

O journaling permite que o sistema de arquivos mantenha um log (journal significa "diário"), onde são armazenadas todas as mudanças feitas em arquivos do disco. Quando qualquer erro inesperado surge ou o sistema é desligado incorretamente é possível localizar todas as operações que não haviam sido concluídas, restaurando a consistência do sistema de arquivos em poucos segundos, sem a necessidade de vascular arquivo por arquivo. Isso é bem diferente do que acontece no EXT2, onde o fsck precisa vasculhar todo o disco em busca de erros depois de cada desligamento incorreto, um processo que pode demorar mais de 10 minutos, dependendo do tamanho da partição.

Além disso, a frequência com que são perdidos arquivos ou mesmo pastas inteiras (ou até mesmo a tabela de partição do disco se você for realmente azarado :-) no EXT2 por causa dos desligamentos incorretos é espantosamente alta, um perigo que não existe nos sistemas com suporte a journaling. O EXT2 pode ser satisfatório num servidor que fica ligado continuamente, com no-break e gerador, mas é completamente desaconselhável para usuários domésticos sujeitos às intempéries do fornecimento de energia. O EXT2 é um dos sistemas de arquivos mais inseguros ainda em uso atualmente.

Dentre os quatro, os mais testados são o EXT3 e o ReiserFS.

O EXT3 é basicamente um EXT2 com suporte a Journaling, enquanto o ReiserFS é um sistema desenvolvido do zero com o objetivo de combinar confiabilidade com um bom desempenho e um gerenciamento eficiente do espaço em disco.

Se você fizer uma pesquisa entre usuários avançados e administradores de sistemas sobre qual dois dois eles preferem, provavelmente o EXT3 receberá mais recomendações, já que o EXT2 era o sistema de arquivos usado até bem pouco tempo e a tendência natural é migrar para o EXT3 que é seu sucessor. Por ser um sistema novo, o ReiserFS ainda é visto com desconfiança.

No início eu também preferia o EXT3, mas com o passar do tempo alguns acidentes me fizeram mudar de opinião. Em primeiro lugar, o sistema de Journaling do EXT3 não é 100% confiável. Se você começar a desligar o sistema incorretamente com frequência vai perceber que algumas vezes, algo como uma chance em 20, o sistema não será capaz de verificar o journal e o sistema de arquivos terá que ser verificado usando o FSCK, fazendo com que quase sempre alguns arquivos sejam perdidos.

Outro ponto é que o EXT3 continua muito dependente do superbloco, por isso a possibilidade de perder toda a partição depois de um desligamento incorreto continua presente, embora o risco seja muito menor que no EXT2.

Já tive oportunidade de testar o EXT3 e o ReiserFS durante um tempo considerável, chegando a fazer alguns testes extremos com os dois :-) O ReiserFS sempre se mostrou mais confiável, de fato ainda não tive problemas de perda de arquivos com ele, ao contrário do EXT3, onde já cheguei a perder uma partição com arquivos de trabalho. Por isso não posso deixar de recomendar o uso do ReiserFS.

Atualmente uso o ReiserFS em todas as minhas máquinas e pretendo continuar acompanhando as próximas versões do sistema. O Reiserfs 4, que será laçado durante este ano de 2003 promete uma grande melhoria de desempenho no acesso a disco. Os desenvolvedores estão falando em ganhos de 50% em algumas áreas, isto comparado com a versão atual que já é mais rápida que o Ext3 e o NTFS do Windows.

Se você é um administrador de sistemas que tem experiência com o uso de ferramentas de recuperação você pode usar o sistema que preferir, mas se você é apenas um usuário doméstico que quer usar seu Linux sem ter um ataque do coração cada vez que faltar luz, então prefira o ReiserFS.

Embora ainda sejam experimentais, o JFS e o XFS estão se tornando populares em servidores. O XFS por exemplo suporta o redimensionamento de partições on-the-fly ou seja, sem perda de dados e sem nem mesmo precisar reinicializar o sistema.

Junto com estas opções, estão vários outros sistemas de arquivos, incluindo FAT 16, FAT 32 e até mesmo outros sistemas de que provavelmente você nunca ouviu falar. O único sistema importante que não consta na lista é o NTFS, que ainda não é completamente suportado pelo Linux (existem vários projetos neste sentido, mas todos ainda em caráter experimental). Essa fartura de sistemas de arquivos suportados permite até mesmo que este utilitário seja usado no lugar do Partition Magic na hora de formatar HDs e redimensionar partições, mesmo que o objetivo não seja instalar o Linux.

Você precisará ainda criar uma partição swap, que armazenará a memória virtual do sistema. O Linux não permite aumentar dinâmicamente o tamanho do arquivo de troca, como no Windows, ao acabar o espaço da partição você receberá uma mensagem de falta de memória e terá que fechar alguns aplicativos para continuar trabalhando. Para evitar isso, crie um arquivo razoavelmente grande, de 300 ou até 500 MB, dependendo de quanto espaço livre em disco tiver disponível. Se você tiver bastante memória (256 MB ou mais) e não desejar usar memória virtual, crie um arquivo pequeno, de 8 ou 16 MB, apenas para evitar que um ou outro aplicativo gere mensagens de erro pela falta do arquivo de memória swap.


As partições no Linux

Você deve ter notado que no exemplo anterior dividi o HD em duas partições ao invés de criar apenas uma. A idéia é a mesma de dividir o HD em C:\ e D:\ no Windows: simplesmente manter seus arquivos pessoais numa partição diferente da dos arquivos do sistema, para melhorar a segurança e permitir que você possa tranqüilamente reformatar a partição do sistema quando precisar reinstalá-lo, sem correr o risco de perder junto seus arquivos pessoais.

Mais um detalhe interessante é que se depois da reinstalação você recriar os usuários antigos, automaticamente o sistema se encarregará de utilizar as antigas configurações de cada um, evitando que você precisa configurar tudo manualmente.

A primeira partição deve ser montada no diretório raiz, ou "/", enquanto a segunda deve ser montada no diretório /home, onde ficam as pastas dos usuários (/home/maria, /home/fernando, etc.). O ponto de montagem é solicitado logo depois de criar a partição, mas pode ser alterado mais tarde através do DiskDrake ou, se preferir, editando manualmente o arquivo /etc/fstab.

Você pode criar mais partições se desejar. Se você for montar um servidor FTP ou um servidor Web, pode criar uma partição separada para os arquivos do servidor por exemplo.

Cabe aqui uma pequena explicação sobre o modo como o Linux enxerga os HDs instalados e as partições de disco.

Temos num PC duas interfaces IDE, onde cada uma permite a conexão de dois HDs, configurados como master ou slave. O primeiro HD, conectado à interface IDE primária e configurado como master é reconhecido pelo Linux como hda, o segundo HD, slave da IDE primária é reconhecido como hdb, enquanto os dois HDs conectados à IDE secundária são reconhecidos como hdc e hdd.

Ao mesmo tempo, cada HD pode ser dividido em várias partições. Podemos ter um total de 4 partições primárias ou três partições primárias e mais uma partição extendida, que pode englobar até 255 partições lógicas. É justamente a partição lógica que permite a nós dividir o HD em mais de 4 partições.

A primeira partição primária, do primeiro HD (hda) é chamada de hda1. Caso o HD seja dividido em várias partições, as demais partições primárias são camadas de hda2, hda3 e hda4. Porém, o mais comum ao dividir o HD em várias partições é criar apenas uma partição primária e criar as demais partições dentro de uma partição extendida. É isso que o particionador faz por default.

As partições extendidas recebem números de 5 em diante (hda5, hda6, hda7, etc.) mesmo que as partições hda2 e hda3 não existam:

Neste mapa temos a partição primária, montada no diretório raiz (/) e uma partição extendida, que engloba tanto a partição swap quanto a partição montada em /home.

 

Instalação do gerenciador Enlghtenment
 
 Themes in linux
New E17 default theme: “Black & White”
Mais tema veja no site
Recentemente, (em 18 de Agosto, pra ser exato) o Projeto Enlightenment migrou de CVS para Subversion. Assim estou postando um novo tutorial para a instalação a partir dos fontes por SVN.

O principal motivo para a migração para Subversion, segundo discussões no canal #E no Freenode, seria  integração com Trac, um sistema de gerenciamento de projetos e bugtracking online. Assim, a página do projeto E17, incluindo wiki e lista de bugs, agora encontra-se em http://trac.enlightenment.org/e/, e o repositório subversion em http://svn.enlightenment.org/.

Primeiramente, veja meu tutorial anterior sobre como instalar o Enightenment via CVS, para instalar as dependências necessárias no Debian.

Você precisará também, obviamente, ter o subversion instalado:

# aptitude install subversion

Após instaladas as dependências e subversion, basta obter os fontes com o comando svn co:

[updated] Adicionada biblioteca eina

$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/eina eina
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/eet eet
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/evas evas
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/ecore ecore
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/efreet efreet
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/embryo embryo
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/edje edje
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/e_dbus e_dbus
$ svn co http://svn.enlightenment.org/svn/e/trunk/e e17

Após concluído o checkout (a cópia dos fontes), basta entrar em cada um dos diretórios na seguinte ordem:

ordem de diretórios a seguir:

eina
eet
evas
ecore
efreet
embryo
edje
e_dbus

…e executar os seguintes comandos para compilar e instalar as bibliotecas EFL:

$ ./autogen.sh
$ make
# make install (como root)

Após a instalação das bibliotecas, entre no diretório e17 e execute os mesmos comandos acima:

$ cd e17
$ ./autogen.sh
$ make
# make install (como root)

Com isto você terá concluído a instalação do E17.

Dicas e Resolução de problemas

Caso tenha problemas na compilação do e17 após concluídas as instalações das bibliotecas, indicando que algumas dependências não foram encontradas, edite o arquivo /etc/ld.so.conf e adicione “/usr/local/lib” (sem as aspas) no final deste. Então execute ldconfig, como usuário root, e tente compilar novamente. NOTA: pode ser necessário executar o ldconfig durante as instalações das bibliotecas também.

Para adicionar o E17 nas sessões do GDM, edite o arquivo “/etc/gdm/gdm.conf” e adicione “:/usr/local/share/xsessions/” (sem as aspas) a linha com o parâmetro “SessionDesktopDir” na sessão “daemon“. O arquivo deverá ficar mais ou menos assim, mais ou menos entre as linhas 40 a 46:

[daemon]
RemoteGreeter=/usr/lib/gdm/gdmgreeter
SessionDesktopDir=/usr/share/gdm/BuiltInSessions/:/usr/share/xsessions/:/usr/local/share/xsessions/

AlwaysLoginCurrentSession=false

Para atualizar a instalaçãodo E17, posteriormente, basta entrar em cada um dos diretórios acima, na mesma ordem, e executar os comandos:

$ make clean
$ svn up
$ ./autogen.sh
$ make
# make install (como root)
Existem alguns scripts para instalação automática do E17, como o ReasyE17, e o get_e.sh. Eu fiz uma modificação neste último para não utilizar o comando sudo (a senha do root será solicitada antes de cada make install) e não instalar as dependências, garantindo compatibilidade com outras distros não baseadas no Debian (assim você precisará instalar as dependências antes, com apt-get, aptitude, yum, pacman, ou seja qual for o gerenciador de pacotes que sua distro utilize). Para utilizá-lo, apenas faça download do arquivo abaixo e execute “sh get_e.sh” em um terminal.
 

Serviços
O instalador mostrará agora uma lista das opções selecionadas, incluindo o mouse, teclado, fuso horário, impressora e placa de som, dando uma última chance de alterar as opções. Caso você tenha uma placa de som ISA por exemplo, ela provavelmente não será detectada, mas ao clicar sobre o botão o instalador irá instalar o sndconfig e o alsa para que você possa instalá-la facilmente depois da instalação. Basta rodar o "sndconfig" como root que ele se encarregará de detectar e testar a placa de som, é click click .-)

Outro detalhe interessante é que clicando sobre a opção da impressora você terá acesso a um utilitário que permite instalar impressoras de rede (além de configurar uma impressora local que eventualmente não tenha sido detectada).

Logo em seguida você terá a oportunidade de dar uma olhada na lista de serviços que serão inicializados junto com o sistema e desabilitar alguns de que não precise. Alguns possíveis candidatos são o httpd (apache, servidor web), ipvsadm (para configuração de clusters), squid (servidor proxy), webmin (ferramenta de configuração para servidores, acessada através do endereço https://localhost:10000), sshd (servidor ssh), rwhod (para ver a lista dos usuários logados na máquina via rede, possível brecha de segurança), upsmon (monitorar a carga do no-break) e mysql (servidor de banco de dados).


Configurando o acesso à Web e rede


Outra etapa importante da instalação é a configuração do acesso à Web e da rede local (caso tenha). Assim como as configurações anteriores, tudo é feito através de um Wizzard, que torna as coisas bastante simples. Escolha as conexões de rede disponíveis no menu, entre conexão via modem, ISDN, ADSL ou via rede e o Wizzard apresentará as opções referentes à escolhida. Você pode marcar mais de uma opção caso tenha um modem e uma placa de rede no micro por exemplo, neste caso o Wizzard apresentará as duas configurações e no final perguntará qual das duas deve ser usada para acessar a Internet.

Para a configuração do acesso via modem o Wizzard pede apenas os dados básicos, como o número do provedor, login, senha, etc. porém o instalador é bastante limitado neste ponto, pois só é capaz de instalar hardmodems. Se você tiver um Winmodem será necessário instaar o driver manualmente depois. Veremos com detalhes como fazer isto no capítulo 4 deste livro.

Na configuração de rede (Lan Connection) você deverá fornecer o endereço IP da máquina e a máscara de sub-rede, além dos endereços do gateway e do servidor DNS, que podem ser obtidos ligando para o suporte do seu provedor.

Caso a máquina Linux vá acessar através de uma conexão compartilhada através do ICS do Windows, você deverá preencher os dois últimos campos com o endereço da máquina que está compartilhando a conexão (192.168.0.1 que é o default do ICS). Está disponível também a opção de obter o endereço IP automaticamente, que também funciona.

A opção de acesso via ADSL serve não apenas para os serviços de ADSL, como o Speedy, mas também para o acesso via cabo e outros serviços de banda larga que utilizem uma placa de rede como meio de conexão. Na primeira geração do Speedy, onde eram utilizados IPs fixos, a configuração era muito simples, bastava configurar o endereço IP, gateway e DNS com os endereços fornecidos pelo provedor.

Atualmente ficou um pouco mais complicado, pois é necessário autenticação. Mas, isso não chega a ser um problema atualmente, graças ao PPPoE, incluído nas distribuições recentes.

Basta escolher a opção "ADSL Connection" e indicar que a sua conexão utiliza autenticação via PPPoE. Feito isto, basta fornecer o login e senha da sua conta de acesso. Você poderá alterar estas configurações posteriormente, através do Mandrake Control Center.

Caso você tenha mais de uma placa de rede, o assistente perguntará a configuração da segunda logo após terminar a da primeira. Se houver um terceira ou quarta placa elas serão configuradas em seguida.

Caso tenha problemas, o artigo abaixo, do linux.trix.net contém várias dicas, não apenas sobre o Speedy, mas também sobre cabo e outros serviços:

http://www.linux.matrix.com.br/bandalarga_intro.htm


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