Estava eu a fazer o Countdown do AVP e a tentar seleccionar uma música dos Police quando acabei por deixá-los fora da tabela. Talvez injustamente. Esta é uma daquelas músicas que, quando a ouvi, me fez pensar nas coisas de forma diferente. Mais do que Roxanne ou o Message in a Bottle. Gostos...
Nem sei bem porque me lembrei de colocar isto aqui, para além de ter encontrado a música numa nova recolha de one-hit wonders dos anos 80. E como a música é da banda sonora de um filme que alguns consideram uma marca geracional dos anos 80, mesmo se já me escapou um pouco, aqui está quase a finalizar este 2006.
Tenho a sensação que serei para aí um dos 3 ou 4 seres humanos que comprou este single em toda a margem sul, após a saída do rapaz dos Haircut 100. E talvez um entre a dezena dos que compraram o segundo álbum do grupo, já sem ele como principal compositor. A coisa hoje soa-me muito ingénua e delicodoce, mas nem por isso desagradável.
Pois, pois... já sabemos o tipo não é um génio. Mas quem não o ouviu com um mínimo de pézinho a bater que se chegue à frente para eu lhe chamar mentiroso. A menos que tivesse 6 meses ou já fosse cota (em idade ou em espírito). Neste caso, temos uma versão ao vivo recolhida no concerto do ano passado em Lisboa. Não é uma das minhas mais favoristas, mas para o efeito bem que serve.
Tenho alguma dificuldade em justificar o facto de gostar agora mais disto do que na altura original (1983). Porventura na época pensava que já devia ter juízo e não ligar a estas coisas. Agora já me passaram essas ideias, pelo que encaro isto com a maior das boas-vontades.
Eu penso que 1982 terá assistido a coisas bem piores, e eu só lembraria o Truly do Lionel Ritchie, Rosanna dos Toto ou o Oh Julie do Barry Manilow, para não agitar mais os estômagos delicados. Mas este é muito mais, sei lá... muito mais José Castelo Branco, digo, Natasha Romanova.
Agora os épicos James com o Tim Booth ainda com cabelo no início dos anos 90 e com um pózinhos de anos 80, sendo fácil evocar os U2 ou os Waterboys quando os ouvimos, só que com um pouco mais de boa disposição e de menor gravidade, típicos de quem sabe que não vai salvar o mundo mas apenas entreter o pessoal durante os anos. Entretanto, o vídeo nem é nada mau.
Pois é, isto hoje vai escapar á matriz original do Clearasil e vai ser mais para o temático. Como estou para aí virado, vão ser umas quantas musiquitas dedicadas a uma qualquer Ela. Esta é cantada pelo andrógino Brett Anderson dos Suede o que coiso e tal.