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Agora fazendo o que sei de melhor - Escovando BIT´S

"É no coração das mulheres que se reúnem todas as contradições."

Foda-se o amor

“Poliamor é o termo que descreve as relações interpessoais amorosas que recusam a monogamia como princípio ou necessidade, defendendo a possibilidade prática, sustentável e responsável de relações íntimas e profundas comvários parceiros simultaneamente. Em resumo, o poliamor é estar aberto para a possibilidade de gostar de mais de uma pessoa ao mesmo tempo”.
O homem moderno separa tudo que encontra, impedindo uma vida total, completa, verdadeira. Com o amor não poderia ser diferente, da mesma forma, ocorre a separação com a sua conseqüente retaliação e divisão dos sentimentos, como se isso fosse possível! Pior, a separação vai a fundo, separa-se e classifica-se os carinhos possíveis aos “vários” sentimentos! A divisão rígida cria as barreiras sociais entre o amor e a amizade, amor e sexo, sexo e carinho!
Tais divisões e separações tem conseqüências nefastas não só para a saúde (senti)mental, mas para toda a sociedade, legitimando toda uma idéia de posse sobre uns e outros. Começamos pela discussão sobre o amor e é com ele que podemos destrinchar todo o processo que ocorre em nossa sociedade.
O amor (nesta sociedade) nada mais é do que a posse de um indivíduo sobre o outro, um contrato de prisão entre dois indivíduos “livres”. Nada mais presumível em uma sociedade que esqueceu o ser e passou a importar-se só com o ter.
Disso só podemos esperar o ciúmes, a neurose já que tudo não passa da tentativa de um controle obsessivo sobre o outro. Essas conseqüências são as mais diretas e perceptíveis. Vamos às conseqüências menos perceptíveis.
A superproteção da família tradicional ou em suas versões adaptadas é também a legitimação da separação do convívio dos seres humanos, uns com os outros. Separa-se na mônoda familiar e transforma-se em guerra entre todos contra todos. A família nesse caso é conseqüência direta do amor como posse e só pode se desenvolver como posse. Posse das crianças (”Quem ama cuida”), posse da sua pequena propriedade privada (não há família sem uma casa!), posse do marido sobre a mulher, posse da mulher sobre o marido, posse da herança. Os conservadores (e muitos dos que não se dizem conservadores) têm a cara de pau ainda de defender essa família como a única possível, a única estável e verdadeira! Nada mais enganador do que afirmar que a forma doentia é a única, impossibilitando qualquer tipo de mudança.
Para refutar tais insinuações, nada melhor do que a proposta de uma sociedade verdadeiramente emancipada, livre.
A abolição da posse no amor é a destruição da pedra chave. A abolição da posse sobre a criança, da posse entre os “namorados”. Tal abolição não está longe, inexistente, ela já ocorreu em um certo modo, mesmo que fracassando por diversos motivos com os hippies e com os anarquistas. Evitando cair na repetição parodiada dos hippies, que não é essa a intenção, podemos propor uma mudança radical.
A destruição do amor como posse destruirá consequentemente o amor restrito do casamento monogâmico. A destruição do casamento monogâmico civil é uma das condições para uma sociedade livre, de fato. As pessoas devem escolher se querem ser solteiras, monogâmicas ou poligâmicas. Não deve ser restrito a um casamento civil que ata as nossas vidas e possibilidades. As leis estão totalmente condicionadas para a família tradicional e a sua monogamia resignada.
Para além das pessoas escolherem ser monogâmicas ou poligâmicas, hetero, bi ou homossexuais, essa própria divisão tem que acabar logo em seguida. Não faz sentido essa divisão, pois pressupõe que tipo de carinho e afeto deve ser feito com cada sentimento. Com a destruição da barreira entre o sexo e o “afeto”, do que valerá essa inutilidade classificatória? As pessoas continuarão a dar afeto uns para os outros, alguns terão preferência por outros em especial, mas oras sem essa rígida separação. Selinho é amizade, beijo de língua não? Tal classificação será inútil. Podemos viver toda a plenitude dos afetos e das trepadas. A única certeza que resta é a de que o contato entre o pênis e a vagina pode gerar um filho e que algumas medidas podem ser adotadas em relação a isso e as doenças. Porque não transformar o mundo em uma imensa semi-orgia? Sem hora para isso e hora para aquilo, podemos dar carinho, afeto no momento em que sentirmos necessidade!
Não é só a revolução sexual, mas também a revolução amorosa. Nada mais patético que os casais que fazem juras de fidelidade amorosa e vão a swing em troca de casais! Rompem por um lado com um conservadorismo mas de outro continuam com o que há de mais reacionário! Porque todos não podem ser amigos e namorados ao mesmo tempo!? Não que haja a necessidade de todos enfiarem o pau na buceta, a buceta no pau ou o cu no pau (embora não seria ruim). Mas porque temos que escolher só um ou escolher a todos e amar só um? Tal idéia só é concebível para quem separa amor de sexo.
A separação é impossível a não ser com um controle quase budista sobre o seu próprio coração. Podemos amar várias pessoas, é possível com algumas “trepar” com outras não. Por conseguinte a última barreira a ser destruída é a barreira entre o amor e a amizade. A partir do momento em que você já trepa com vários e vários deles são os seus amigos já não há mais a necessidade da separação e classificação. Alguns gostam-se mais outros menos, alguns trepam em todas as posições, outras só em algumas, com os carinhos mais variados possíveis, seja classificado pelos pasquales como carinho amigo ou trepada animal.
Uma vida completa, não separada e dividida por classificações. Uma vida intensa, verdadeira e apaixonante. Essa é a única conseqüência possível dos que ousam romper com as barreiras que impedem a nossa vida de seguir todo o seu potencial. A liberdade total é a potencia que destrói a família tradicional, a célula de um sistema opressor, reificante e alienante. A liberdade total dos indivíduos é a liberdade de toda a sociedade.

“Nos dias mais claros, nas noites mais densas, mal não deve escapar a minha presença”! Olhe nos meus olhos veja o brilho das estrelas

Comments

Maxburma Thursday, October 9, 2008 7:25:49 PM

I know why you wrote about it smile)
And the whole thing looks very nice indeed smile I believe, that slowly society will adopt some of ideas you've expressed. At least I find it reasonable.

Although, probably this system will not be just as stable as traditional family. I guess that much of liberty given to a children (when they don't even have a predictable amount of parents) will lead to a generations of chaos...

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