As Novas eras., 2012, O SOL, perturbações no campo magnético, auroras boreais
Saturday, August 1, 2009 7:54:40 PM
As Novas eras.As novas eras não começam de uma vez
Meu avô já vivia no novo tempo
Meu neto viverá talvez ainda no velho.
A nova carne é comida com os velhos garfos.
Os carros automotores não existiam
Nem os tanques
Os aeroplanos sobre os nossos tetos não existiam
Nem os bombardeiros.
Das novas antenas vêm as velhas tolices.
A sabedoria é transmitida de boca em boca.
Bertold Brecht Poemas – 1913- 1956
Encontramos no poema “As novas eras”, de Brecht, alguns dos principais elementos presentes nos últimos dias nas mídias impressas e eletrônicas. Convivemos, na contemporaneidade, com elementos de “novas eras”, materializados tanto pelos armamentos bélicos de última geração, como pelas novas tecnologias de comunicação.
Nesta caminhada, o homem criou diversas formas de conhecimento: a religião (com suas segregações e fanatismo), a arte (com suas mudanças de comportamento), o mito (que necessitamos de sermos criados para sermos melhores), a filosofia (para quebrar os mitos), a ciência (para sermos criadores), entre outros. Em última instância, são os indivíduos os produtores destes diversos tipos de conhecimento, e como indivíduos somos egoístas por natureza.
2012: O ano em que perderemos contatoEntre o final de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, grandes auroras
boreais puderam ser vistas no céu de vários pontos do planeta. O belo espetáculo
de luzes esverdeadas foi documentado nos EUA, em partes da Europa, Japão,
Austrália e até mesmo no México (!). E o telégrafo deixou de funcionar em vários
desses lugares. Não se sabia o que era, mas descobriram logo: era uma imensa
tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas
podendo ser belíssimas, mas comprometem os sistemas elétricos.
Em março de 1989, uma tempestade solar intensa afetou os canadenses da região
de Quebec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. O blecaute durou nove
horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de
Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o
outro. O pregão congelou - nem o backup continuava de pé - enquanto a equipe de
suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil
satélites saíram de suas órbitas.
O fato é que em várias tentativas de preverem com exatidão as tempestades solares
falharam. Mas há um indício inegável: as manchas solares desaparecem da
superfície do Sol alguns anos antes do acontecimento: é a tal calmaria antes da
tempestade. E isso aconteceu em 2006. Mausumi Dikpati, do Centro Nacional de
Pesquisa Atmosférica (NCAR), prevê uma tempestade ainda maior do que a de 1989
(só perderá pra de 1859). E a data, segundo ele, é 2012.
EFEITOSO primeiro equipamento a ser afetado será o sistema de GPS. Atravessar o Oceano
Atlântico de veleiro, nessa época, não será uma boa idéia. Principalmente no
hemisfério norte, é bem possível que a rede elétrica pare de funcionar aqui e ali.
Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da
Internet, das redes sem fio WiFi, do GPS de uso vasto. Somos totalmente
eletrônicos, digitais. Mas, diferentemente da tecnologia do século 15, a do século 21
é susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão deixar de funcionar de
uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo.
A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido,
forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os
vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. O campo eletromagnético da
Terra nos protege na maioria das vezes da radiação - mas, nos picos da
tempestade, não há jeito que nos salve. Ela vem.
O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se
dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é
que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na
atmosfera. Se bobear, alguns caem.
A radiação de prótons e íons que entram no planeta afetarão os microchips. Eles pararão
de funcionar. Sim, existem chips resistentes a este tipo de radiação - fundamentais
para satélites ou naves espaciais. Mas aqueles encontrados dentro de nossos
computadores não são assim.
Outra conseqüência da tempestade solar é que ela induz corrente - sim, surge
energia elétrica do nada. Em Quebec, o que ocorreu foi isso. Ao encontrar as linhas
elétricas, os elétrons se concentraram ali. Deu sobrecarga, o sistema parou.
Naquela primeira vez em que uma tempestade assim foi documentada, em 1859,
enquanto vários telégrafos paravam de funcionar, ao menos dois operadores
descobriram, estupefatos, que podiam continuar sua conversa normalmente mesmo
após desligarem suas baterias. A linha estava eletrificada.
Ha uma saída, claro: fazer suas casas como uma Gaiola de Faraday (pondo fios do
telhado até o chão, enterrando-se metros abaixo da superfície). Serve para desviar
a eletricidade estática e proteger seu interior. Não custa dizer que a idéia é simples,
eficiente, mas é bom contratar um engenheiro para desenhá-la.
O SOL, ESTE DESCONHECIDOEm setembro de 1994 foram detectadas fortes perturbações no campo magnético
terrestre, com alterações importantes como a orientação migratória das aves e os
cetáceos e inclusive o funcionamento da aviação.
Em 1996, a sonda espacial Soho descobre que o Sol não apresenta vários, mas
somente um campo magnético homogeneizado. Em 1997 aconteceram violentas
tempestades magnéticas no Sol e em 1998 ,a NASA detectou a emissão de um
potente fluxo de energia vindo do centro da galáxia; onda que ninguém soube
explicar.
No dia 15 de agosto de 1999 aconteceu uma misteriosa explosão vindo do espaço e
por causa disso algumas estrelas ficaram em eclipse durante horas. As radiações
das ondas de radio, raios gama e raios X multiplicaram sua intensidade em 120%.
Os astrônomos Richard Berendzen e Bob Hjellming, do Observatório Radioastronômico
do Novo México (EUA), qualificaram esse fenômeno como um enigma
"digno de uma investigação minuciosa".
No dia 20 de janeiro de 2005, uma surpreendente tempestade solar alcançou a
Terra com sua máxima radiação 15 minutos após as explosões. Normalmente,
demorariam 2 horas para chegar aqui. Segundo Richard Mewaldt, do Califórnia
Institute of Technology, foi a mais violenta e mais misteriosa dos últimos 50 anos.
Os cientistas acreditavam que as tempestades se formavam na coroa solar pelas
ondas de choque associadas a erupções do plasma. Entretanto, neste caso parece
ter-se originado estranhamente no interior do astro-Rei, segundo afirmou o
professor Robert Lin, da Universidade da Califórnia.
Os astrônomos ficaram perplexos. O professor Lin – principal pesquisador do satélite
Reuven Ramaty High Energy Solar Spectroscopic Imager (RHESSI) – expressou sua
conclusão com uma frase muito simples: "Isso significa que realmente não sabemos
como o Sol funciona".
Resumindo: O inusitado fenômeno de 20 de janeiro de 2005 acabou com os
modelos de estudos da nossa ciência sobre o assunto.
E porque o Sol produziu uma atividade tão intensa e anômala neste momento? O
pico máximo de atividade da nossa estrela - no seu ciclo principal de 11 anos -
aconteceu no ano 2000. Em 2004 os físicos solares observaram uma ausência total
das manchas, onde isso sempre anuncia a proximidade de alguma atividade no Sol.
Essa atividade mínima só deveria ocorrer em 2006 (como ocorreu), alguns anos
antes da máxima, prevista para 2010 ou 2012.
CALENDÁRIO MAIA2012 ressurgiu com força total nas fofocas esotéricas por conta do fim do
calendário Maia se dar exatamente neste ano. Coincidência? Talvez, mas o
calendário deles (cuja origem se perdeu, mas que provavelmente remonta aos
Olmecas) é bem resolvido, fechadinho, em Eras (que equivalem a 13 Baktuns).
Segundo suas tradições, ao final de cada Era o mundo é destruído e recriado. A
recriação do mundo na nossa Era atual se deu em 3114 a.C. e termina numa sexta,
21 de dezembro de 2012. Essa data, ao contrário da piada que diz que eles
simplesmente se cansaram de escrever, não foi escolhida à toa. Nesse dia se dará
um alinhamento astronômico muito raro, onde o Sol, no Solstício de inverno, que
ocorrerá exatamente às 11:11 do horário universal (UTC), estará alinhado com o
centro da nossa galáxia na Via Láctea. Isto marcará o final da Era correspondente
ao "Quinto Sol" e o começo de outro ciclo cósmico, chamado "Sexto Sol".
Segundo as profecias Maias, a causa física desse término é que o Sol receberia um
raio oriundo do centro da galáxia e emitiria una imensa "chama radioativa" que
transmitiria a radiação à Terra e, conseqüentemente, a todo o sistema solar. Este
evento acontece antes do começo de um novo ciclo cósmico. De acordo com eles,
já ocorreram cinco ciclos de 5125 anos, completando uma série de 25.625 anos,
período muito próximo ao da "precessão dos equinócios", conhecido como "Ano
Platônico" ou "Grande ano Egípcio", correspondente a um ciclo completo formado
por 12 eras astrológicas (25.920 anos). Cada ciclo finaliza o prazo de uma
humanidade (raça) na Terra – primeiro a destruição, seguida pela regeneração que
traz o ciclo seguinte, o "Sol". No começo são feitas sincronizações da "respiração"
de todas as estrelas, planetas e seres.
No dia 11 de agosto de 3113 a.C. os Maias fixaram o nascimento do "Quinto Sol" – A
era atual – cujo final será em 2012. A era da água acabou com o dilúvio, a seguinte
foi com uma chuva de fogo e a nossa - chamada de "Era do Movimento" - chegará
ao fim com violentos terremotos, erupções vulcânicas e furacões devastadores. A
mitologia de várias culturas antigas fala de inundações catastróficas que
aconteceram há uns 12.000 anos e de misteriosas chuvas de fogo, há cerca de
5000 anos, sendo que pesquisadores como Maurice Cotterell a associam a um
grande cometa que cruzou a atmosfera terrestre.
A profecia Maia também descreve os 20 anos anteriores ao primeiro dia do "Sexto
Sol" com certo detalhe. Este ciclo menor, denominado Katum, já chegou a quase
dois terços da sua duração total. Ele nos permite verificar até que ponto da
atualidade foram cumpridas suas profecias e conseqüentemente, decidirmos se
seus acertos merecem suficiente credibilidade. O último Katum – denominado por
eles "o tempo do não tempo" - teve início no ano de 1992 do nosso calendário, logo
após a um eclipse do Sol que eles profetizaram para o dia 11 de julho de 1991 (e
que aconteceu realmente). Segundo o Chilam Balam (livro sagrado Maia) após
sete anos do início do último Katum (1999) ,começa uma era de escuridão e os
desastres na terra (terremotos, furações e erupções vulcânicas) aumentariam
consideravelmente.
O eclipse de 11 de agosto de 1999 de fato inaugurou um período de cataclismos
naturais: No dia 7 desse mesmo mês houve um terremoto de 5.9° (escala Richer)
na Grécia, com 218 mortos. Dia 8, inundações catastróficas na China com milhares
de mortos. Dia 17, um terremoto de 7.4º na Turquia com 15.000 mortos. Dia 20, um
terremoto de 7.6º em Taiwan, com 2.000 mortos. Dia 22, uma cadeia de terremotos
entre 2º e 5.2º em todo o planeta. Um terremoto em Oaxaca (México), seguido de
grandes incêndios devido a explosões de gás com mais de 100 mortos, e dia 10 de
outubro as chuvas produziram 300 mortos e 500.000 afetados também no México.
Não se trata de uma lista exaustiva de catástrofes, são somente alguns fenômenos
que aconteceram nos dois meses posteriores ao eclipse de agosto.
As profecias Maias também falam da aparição de um cometa com alta
probabilidade de impacto com a terra.
Talvez os Maias tenham se enganado e não seja preciso muitas dores para o parto
de uma nova civilização (ou nova mentalidade). Talvez não tenhamos mais
catástrofes do que o normal pra um povo que destrói seu próprio ecossistema em
nome de um "desenvolvimento" (também conhecido como "muito dinheiro para
poucos"). Ainda assim, num mundo onde cada vez mais nossas relações são virtuais
e dependentes de aparelhinhos eletrônicos (eu quero meu Nokia!) teremos de nos
deparar com o perigo REAL de "tudo" parar em 2012.






