My Opera is closing 1st of March

Agora fazendo o que sei de melhor - Escovando BIT´S

"É no coração das mulheres que se reúnem todas as contradições."

Sabadão de bebado não tem dono IV - A briga

"Nunca devemos bater em nossa amante. Há o perigo de que ela tome gosto e exija todo dia, o que é sempre um trabalho".
- Pitigrilli


A mala está pronta...
Talvez amanhã, ao acordar, o meu coração me diga se devo partir ou ficar.
Tenho a mesma vontade de te ver como a de nunca mais te ver.
Eu sei que me queres. Sei que me queres ver e rever e reviver.
Mas até que ponto se pode pegar numa história passada e colocá-la no nosso presente com a mesma intensidade?
Sei que as lembranças te pregam partidas. Acontece-me o mesmo.
De quando em vez, do nada, vens-me à memória.
E volto lá atrás, a uma época em que o destino nos colocou no mesmo caminho.
Mas foram dias, apenas dias....
Vejo-te de novo comigo e em mim. Vejo de novo a praia à noite, o teu toque, o teu olhar que te pôs na minha jornada.
Recordo o teu sorriso, sempre suspenso... Como tudo o que estávamos a viver.
Recordo o teu cheiro. Acreditas? O teu cheiro que ficava entranhado na minha pele...
Como pode ficar alguém preso? Há as pessoas que são partes de nós, há as outras que partem de nós... E nós partimos.
Inevitavelmente as nossas partes partiram-se e partiram.
Olha para nós, agora. E vem assim um desejo de nos perdermos outra vez. Olha para ti agora, uma vez mais, a dizeres-me: vem.
A fazeres o que sempre fazes quando a vida te maltrata... Quando num misto de carinho e saudade pensa em mim.
E continuamos assim, de longe, a gostar devagarzinho. Um gostar de criança que nunca aprendeu a amar...
E olha para mim agora, outra vez, a ponderar se devo ou não ir. Se quero ir ou não.

Talvez amanhã já saiba... Hoje, rodopiam os pensamentos em mim. Gosto-te. Tu sabes. Será este gostar é suficientemente forte para arriscar a transformação de memórias?

E se tudo for de novo perfeito demais?
Talvez amanhã, ao acordar, saiba se devo e se quero partir. Hoje não. Hoje não sei...


Até que ponto pode-se ter algo que não lhe pertence
Até que ponto pode-se amar algo que não lhe pertence
O sentido da posse, o sentido de propriedade
O sentido de se ter, e não lhe fugir pelos dedos
Algo que em Uberaba é constante é que nessa “OPERAÇÃO EU ME ODEIO”, me entrego cada vez mais ao álcool, em um frenesi. Alguém aqui que tem uma duvida tão grande quanto a minha, alguém que tem mas não tem, ter e não ter, ficar e não ficar, partir ou não partir.


Apenas sei que neste frenesi o álcool me faz falar e agir como um completo tolo.
Se quis te dizer tudo aquilo nestes dois últimos dias, eu respondo que “SIM”
Apenas foi de uma forma errada, muito do que te disse era verdade, saíram da alma, outras saíram da raiva. Expressei tudo que sentia, esvaziei a caçamba. Você foi uma ótima companheira, apenas não se decidiu o que quer. E tão fácil ficar como esta, foi o que PÓPÓ fez, é tão cômodo. Eu não sou assim não gosto de comodismo e vocês duas são tão iguais.

Sabadão de bebado não tem dono IV- O RisottoMonarquias, Rainhas e Cavaleiros do Reino

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