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O Mendigo Heróico - Parte 1: A Cidade

O Mendigo Heróico – Parte 1: A Cidade

Estava sendo espremida que nem uma laranja. Tinha que sair daquele lugar abafado, daquela multidão de pessoas que ficaram empurrando e resmungando. "Logo irá sair suco de laranja dos meus ouvidos", pensei.

Comecei a rir e não sabia o que foi pior: a piada sem graça que fizera no meio dessa bagunça toda no metrô, ou que estava rindo dela.

Mergulhada nos meus pensamentos e tentativas fúteis de comédia, passei pela catraca e aproveitei a chance de esticar meus braços, já que não estava mais esmagada entre aqueles brutamontes de trás.

Ajeitei as alças da minha bolsa e comecei a subir as escadas imundas de concreto. Tive que parar subitamente no patamar quando uma mulher se desequilibrou na minha frente. Ela xingou um jornal que estava largado no chão, toda vermelha de vergonha. Até hoje não sei como um jornal podia causar uma queda daquelas, mas resolvi segurar as risadas que queriam tanto sair e subir até a rua.

Foi um grande alívio sentir os raios do sol nas minhas bochechas. Fechei os olhos por um momento precioso, deixando o calor dessa esfera celestial envolver meu corpo todo. Estava vestindo uma camiseta preta, mas não importava. Preferi sentir esse calor natural ao infernal lá dentro do metrô.

Abri meus olhos e continuei andando na rua. Todos os mercados estavam abertos e buquês de flores, frutas, garrafas de água e outros produtos que costumam vender ladeavam as ruas da cidade.

Andei mais um pouquinho até chegar ao ponto de ônibus, onde olhei meu relógio. O ônibus ia demorar a chegar. Entediada, virei para trás sem pensar e me deparei com uma porta elevada, num degrau que ficava em uma reentrância entre dois prédios, ladeada por espessas peças de mármore. Aparentava ser um lugar agradável para esperar o ônibus, onde não ia ficar batendo nos pedestres da cidade.

Subi o pequeno degrau e me enfiei no meu novo esconderijo. Não atrapalhei ninguém na rua e até cheguei a ler algumas páginas de um livro enquanto esperava.

Novo Conto



Oi, pessoal! :D

Vim contar que tem uma novidade vindo por aí. Estou escrevendo um novo conto e vou publicar daqui a pouco. Aguardem!

Mais uma coisinha: vi que estou recebendo algumas perguntas nas minhas postagens anteriores. Sintam-se à vontade para fazer qualquer pergunta, que eu respondo! Gosto muito de saber que ainda tem gente lendo isto aqui.

Vou lá escrever mais. :happy:
-E

Novo Visual

Oi galera :whistle:

Resolvi mudar o visual do blog. Talvez me incentive a escrever mais.

Bichinho Engraçado



Confira este vídeo de um bichinho engraçado que gosta de sentir cócegas :lol:

Comercial Hilário



Mais um motivo para evitar comidas gordurosas. :D

Deastro - Light Powered

Noutro dia, escutei uma música bem bacana no bloco adult swim que passa no Cartoon Network. Depois de fazer uma pesquisa na internet (ou seja, depois de fuçar os fóruns do site do adult swim), consegui achar a música:



Espero que gostem :D O estilo é eletrônico e não tem letra...mas energia não falta :wink: Imagino marcianos pousando num planeta desconhecido quando a escuto...talvez vocês consigam inventar cenas divertidas também.

CELPE Bras

Oi, galera :wink:

Me desculpem pela falta de posts. Estou tentando me formar e tenho um monte de trabalho escolar para terminar. Em breve voltarei a publicar contos e falar mais sobre o que está acontecendo na minha vida.


Mas por enquanto, vai isto: Na semana passada, fiz uma viagem para a Harvard em Boston para fazer a prova CELPE-Bras (isto é, O Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros). Viajei de Amtrak (trem), e a viagem levou quatro horas.

Me hospedei num hotel bem bonitinho, que até tinha uma pequena coleção de livros em cada quarto. Os livros, que foram doados por um homem que mora na área, podiam ser levados por qualquer hóspede de graça! Admito que nenhum livro lá me chamou a atenção; então só fiquei admirando a coleção mesmo.

A doutora que administrou a parte escrita e a prova oral é um amor! Além de ser uma ótima professora de português (é claro que aproveitei a oportunidade para tirar algumas dúvidas...), ela é muito simpática e sinceramente se importa com os alunos. Adorei conversar com ela!

Também fui para um restaurante brasileiro na área que tinha comida deliciosa. Fiz vários amigos lá...pretendo voltar um dia...

Bom, vou lá descansar agora. Passei a noite inteira escrevendo um trabalho de quinze páginas e acho que mereço descansar um pouco...

Até mais :happy:

A Neve

Aqui vai uma história misteriosa. Espero que gostem. :D

A Neve

Depois de um dia longo de reuniões e trabalho, a única coisa que a mulher queria fazer era chegar em casa para tomar um chazinho bem quente.

Após trancar a porta do seu escritório, ela desceu as escadas do prédio e chegou à rua, que estava estranhamente vazia. Olhou curiosa para os lados; só viu páginas de jornais amassadas sendo levantadas pelo vento.

A mulher olhou seu relógio e viu que eram sete horas da noite. Normalmente a rua estaria cheia de pessoas subindo em ônibus, entrando em táxis e coisas do tipo; mas hoje não havia ninguém - só os papéis
voando e rolando na calçada.

Naquele instante veio um vento bem forte que desarrumou o cabelo dela. O cabelo liso voou por todo lado e, temporariamente cega, ela tentou agarrar os fios que estavam obstruindo sua vista. Quando finalmente conseguiu ver de novo, enxergou um homem noutro lado da rua.

Ele era alto e muito jovem, por sinal; não passava dos trinta anos. Usava um terno preto, um chapéu e uma gravata vermelha.

Ela sentiu um arrepio do topo da cabeça até os pés, e tinha certeza que, desta vez, a culpa não era do vento. Virou para sua esquerda e bruscamente começou a andar até a estação de metrô.

Olhando para o lado, ela viu que o homem também começara a andar. Quando ele virou a cabeça, ela desviou seus olhos. "O que será que ele quer?" pensou. Passou as mãos em vão pelo seu próprio pescoço; procurava o cachecol que usava todos os dias no inverno para poder esconder seu rosto. Só que ela não o achou. "Deixei-o, talvez, em casa hoje" pensou.

Alguns minutos depois, a mulher continuava tão abalada que nem reparou que começara a nevar. A neve caiu em flocos gelados no seu rosto e acumulou na rua em que o homem agora estava atravessando.

Com passos arrastados, ela finalmente conseguiu chegar à estação de metrô. Tremendo, quase escorregou nas escadas e sentiu uma mão agarrar o braço dela.

"O que você quer comigo?", ela gritou, totalmente em pânico.
O homem que a estava perseguindo continou segurando o braço dela. Por alguns segundos, houve silêncio. A neve caía do céu sem parar enquanto a mulher olhava para este homem misterioso com terror. O vento fez os flocos de neve voarem em círculos em volta da cabeça dele.

Depois desse período de silêncio, ele soltou o braço dela e olhou bem em seus olhos.
"Seu cachecol caiu na rua," disse com um sorriso. Tinha olhos azuis. Mexeu a mão no bolso por alguns segundos e mostrou o cachecol para ela.

A mulher, totalmente perplexa, olhou para ele com cara de boba.
"O-obrigada", ela gaguejou. Pegou o cachecol e o enrolou pelo pescoço dela.
"Eu pensava qu-" ela começou, mas parou no meio da frase. Piscou os olhos.

A rua estava totalmente deserta.
"Mas como...?"
Não havia nenhum homem na frente dela -- nem uma pegada na neve fresca que estava caindo.

O Menino Engraçadinho

Olá leitores!

Espero que todo mundo tenha tido um bom Natal e um ótimo ano novo. Vou começar as postagens de 2009 de uma forma diferente. Durante as férias escrevi minha primeira história em português - O Menino Engraçadinho. Trata-se de um menino que gosta muito de aprontar...espero que gostem! :D

O Menino Engraçadinho

O menininho saiu correndo da sua casa com muita pressa.
-Vovó, volto mais tarde, tá? Gritou alto sem olhar para trás.
Sua avó respondeu, mas a voz dela era tão fraquinha que não deu para escutar nada.

O menino dobrou a esquina, conseguindo pensar numa coisa só: aquela fome que estava batendo forte na barriguinha dele.

Ia para o restaurante onde sua mãe era garçonete. Todos os dias ele ia para lá e pegava um pouquinho da comida que sobrava dos pratos das outras pessoas.

Continuou correndo rápido na calçada, pensando em pão, café e outras delícias...

Quando chegou à esquina perto do restaurante, parou de correr bruscamente, como se tivesse aparecido uma parede de vidro na sua frente.

Recuperou o fôlego e serpenteou até a frente do restaurante. Deu uma olhadinha no nome -- como se nunca tivesse passado por lá antes.

Entrou no restaurante e se sentou numa cadeira perto da calçada. Pegou um guardanapo que estava na mesa, e o deixou cair no colo.

Uma mulher que estava por perto viu a cena com o guardanapo.
-Como ele se comporta bem! - Ela disse, um sorriso grande no rosto.
Virou a cabeça para o menino, e ele mostrou os três dentes que estavam crescendo na sua boca. A mulher começou a rir e lhe deu um prato com um pouquinho de pão.

Enquanto a mulher fofocava com sua amiga, o menininho devorou o pedaço de pão. Ainda estava com fome. A mulher disse que ele se comportava bem...até era verdade...mas hoje ele estava a fim de aprontar...

---

Alguns minutos depois, a mãe dele apareceu.
-Olá coração, já trago algo para você comer...deu um beijinho na sua avó hoje?
O menino sacudiu a cabeça.
-Ainda bem...anda reclamando muito. Acha que seu único neto não a ama! Bom...eu já volto...

Enquanto esperava sua mãe, o menino viu um homem bem alto sentar numa cadeira a sua esquerda. O menino olhou para o guardanapo no seu colo e teve uma grande ideia.

Enquanto o homem esperava sua comida, o menino pegou o guardanapo e começou a rasgá-lo em pedacinhos, e amassou-os até virarem bolinhas.

Olhou para o lado e lançou uma bolinha de papel. Bateu na testa do homem, mas ele nem se mexeu.

Confuso, o menino atirou outra bolinha. Desta vez, bateu na parte de trás da cabeça do homem. Ele não fez nada.

-Mas que coisa estranha!- o menino pensou.

Desta vez, ele molhou a bolinha num copo de água. Lançou de novo.

-VOCÊ ACHA ISSO BONITO?- Uma voz rugiu.
Era a voz do homem. Acontece que a última bolinha foi parar bem na orelha dele...e não achou graça.

O menino não sabia o que fazer. Olhou para o homem, que estava com o rosto vermelho que nem um tomate.

O homem foi pegar a bolinha e o menino colocou a mão na sua boca para abafar a risada que queria tanto sair.

Naquele instante, a mãe do menino saiu com um pratinho de comida. Quando viu o rosto do homem, os olhos dela arregalaram. O menino perdeu o controle e começou a rir.

O homem furioso virou para o menininho. -QUAL É A GRAÇA?-
-Desculpe, meu filho é muito novo...nem sabe o que faz.- Virou para o menino. -Peça desculpas.-
-Desculpe, Senhor Tomate- ele disse, com toda sinceridade.
-Engraçadinho-, o homem respondeu. Saiu do restaurante sem dizer nada mais.

O Novo Membro da Minha Família

Olá leitores! :D

Finalmente consegui terminar todo esse trabalho chato. Entreguei tudo para meu professor num e-mail quinta-feira...e sexta-feira fui assistir Crepúsculo (sim, pela quarta vez) com minha mãe e algumas amigas. É evidente que ela está viciada. Já leu todos os livros e sempre quer ir ao cinema comigo. Será que ela vai cansar desse filme? :ko: Tenho que admitir que adoro os livros...já estou no terceiro! Ler é uma forma ótima de ocupar meu tempo enquanto espero o Natal chegar. :angel:

Bom...voltando ao assunto implicado pelo título desta postagem...

Como dá para ver nas fotos que carreguei aqui no MyOpera, tenho dois cachorros. Também tenho um pássaro (infelizmente não tirei fotos dele)...e agora...uma tartaruga!

Alguns dias atrás, escutei meu pai entrar na casa. Ele ficou mexendo na cozinha, nada fora do normal. Ele colocou um aquário na mesa. Tudo bem até aí...talvez ele tenha trazido para casa para suas plantas. Só que...quando olhei melhor no aquário, vi que algo estava se mexendo embaixo das pedrinhas :left:

Vi uma pata sair e dei um grito de susto :eyes: Meu pai começou a rir de mim enquanto lavava uma pedra na pia. Peraí...uma pedra?! Não estava entendendo algo, isso ficou claro.

Depois, ele colocou uma mão no aquário e segurou...a tartaruga! (Enquanto ria de mim, é claro).

Nunca tive uma tartaruga na minha casa, mas preciso admitir que ela é muito bonita! Tem um monte de listras verdes e duas listras vermelhas na cabeça.

Depois de admirar a tartaruga por um bom tempo, perguntei para meu pai onde ele a conseguiu. Contou que uma professora onde ele trabalha tinha a tartaruga na sua sala de aula...parece que as crianças fizeram projetos sobre ela. Ele também disse que, já que todo mundo está entrando de férias, ninguém queria cuidar da tartaruga. Meu pai sentiu dó dela...e resolveu levá-la para casa!

Admito que ainda estou com medo dela (fica batendo no vidro do aquário durante a noite), mas acho que vou me acostumar com sua presença aqui. Até hoje, não a vi comer muito...mas se alimenta de alface, ovos (a parte branca) e as bolinhas do Pet Shop, hehe.

Tirei algumas fotos do Rocky (minha mãe deu esse nome) no celular:




Agora vou lá embrulhar mais presentes de Natal...!

Voltarei depois do feriado...que o espírito Natalino esteja com vocês :wink: