Bicicleta, terra ar - Bicicle, surface air from erichgeorge on Vimeo.
............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. Esse filmeco deu trabalho pra editar, barbaridade! O resultado sempre compensa.
TEMPO LEITURA 4 min..Por motivos estapafúrdios estou preso à uma cadeira de rodas por alguns dias. Sem demora eu apelo para a escrita como fuga metafísica dessa realidade tão cruel e melancólica. Enquanto papeava no msn com uma amiga começo a descrição detalhada de um vôo. Logo minha mente já estava voando e eu nao pude mais faze-la voltar ao chão. Segue uma narrativa rápida que objetiva a fuga do cotidiano. Sob influencias surrealistas que vão desde Dali a Buñel, os micro-contos são como roteiros de eventos vivenciados em primeira pessoa num ambiente qualquer e em um momento qualquer. Não espere continuidade ou verosimilhança. O plausível não passa de uma inferência metódica. "O caminhão dobra a esquina de terra batida, está carregado com porcos, todos eles cômicos. O sol árido e a garrafa de coca-cola são companheiros presentes. Da beira da estrada avisto o caminhão acelerando de longe, cruzando a luz difusa por causa do calor e a terra arenosa. Rapidamente eu me levanto da cadeira de praia que ja estava com o formato das minhas ancas. Olho no rosto do meu companheiro de viagem e nao encontro nenhuma dúvida. Nós nos levantamos, ajuntamos as mochilas e disparamos em direção ao caminhão, correndo correndo tentando conseguir uma carona clandestina. O cheiro do caminhão representa todo o continente e toda a atmosfera de aventura e só serve de puro incentivo. Gargalhando, corremos feito loucos. Meu amigo alcança a rabeira primeiro, e logo me ajuda com a mão. Nós, agarrados com força nos metais de proteção, sentimos a melhor e mais suprema sensação se êxito. Depois de recuperarmos o fôlego e de conferirmos a bagagem, observamos o casamento do horizonte com céu anil, ambos infinitos, rasgam a paisagem deserta. À frente só resta a estrada, estrada comprida e fiel."
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