Sunday, 9. March 2008, 01:55:31
Resovi postar aqui uma matéria que li e achei bem interessante...
As irmãs gêmeas Intolerância e Ignorância ainda acompanham nossos passos em pleno século vinte e um. É chocante ler uma matéria em uma revista de circulação nacional e ver que um juiz afirma que “futebol não é jogo para homossexual...”.
É perturbador ler num grande portal da Internet, que o presidente do Irã afirma que “em seu país não há homossexuais...”
É constrangedor ir jantar na casa de um amigo e ouvir, durante a sobremesa, o pai dizer na tua cara: “Se meu filho fosse bandido, eu educaria. Se ele fosse um maconheiro, eu trataria. Mas se ele fosse viado, eu mandava matar!”. Um detalhe pitoresco: o tal pai sabe que tanto eu, quanto o seu filho único, somos homossexuais. O meu amigo acha que é enrustido. Eu, claro, assumido.
Chega ser “hilariante” quando você está num local público repleto de pessoas conhecidas e uma “mina” te vê e dispara para a amiga: “Pois é Carlinha, esse careca-morenaço-peludão-gostosão gosta de homem. Que desperdício!”... E todo mundo cai na risada, inclusive você... ilumina o ambiente com seu sorriso mais amarelo.
Há trocentas maneiras de ilustrar as situações a que estamos submetidos perante a sociedade. Mas temos que dar graças ao Fofuxo lá de cima por vivermos em um país onde, ao menos, temos liberdade para exprimir aquilo que somos, sentimos, pensamos.
Sim, você pode ainda fazer parte dos milhões de enrustidos que teimam em não se aceitar e viver plenamente aquilo que se é ou se optou ser. Mas se você é assumido, isto é, se você vive sua sexualidade como dever ser vivida, não permita que pessoas ignorantes, sem informação adequada, minem o seu direito de ser e agir livremente, em todos os sentidos.
Proteste quando um juiz homofóbico proferir palavras em público condenando os homossexuais. Lute para que seu irmão que vive num país opressor possa encontrar um meio de se expressar e, quem sabe, encontrar a oportunidade de viver livre os seus sentimentos mais profundos.
Reaja, com paciência e muito, muito, muito diálogo, diante de um pai bronco que condena o próprio filho, intimando-o a permanecer no “enrustimento” involuntário.
Parece ridículo termos que ainda lutar por uma coisa que é natural, que faz parte do ser humano, da sociedade, da divindade, etc.
Ser gay não é ser doente. Infelizmente muitos gays ainda vivem como se fossem não só doentes, mas insistem em celebrar uma marginalidade terrível que em nada tem a ver com a plenitude e a alegria de ser o que se é.
Ser gay não é ser uma aberração. Mas se a tua praia é se produzir toda, sair na Parada, ferver feito uma lôca e caçar bofes alucinadamente à luz do dia no meio da festa... bem... que direito você tem de exigir respeito alheio?
E antes que você me atire a primeira pedra, não sou contra esse tipo de manifestação, mas acredito que muitos somente participam desses eventos pela importância da “festa” e não por causas mais nobres de uma melhor visibilidade e aceitação.
Ser gay é realmente sair do armário. Ser assumido para si mesmo, em primeiro lugar, é o primeiro passo para se tornar indiferente aos ataques sem sentido “dos outros”.
Ser gay é ter coragem de expor o que muitas vezes é o óbvio. Respire fundo, chame sua santa mãezinha num canto confortável da casa, e a sós, olhe bem dentro do olhar dela e diga, de uma só vez, o que somente você pode dizer.
Esse papo de que a velha vai se matar, vai espernear, vai gritar pra Jesuis e dizer aos céus: “O que foi que eu fiz de errado!”, bem, isso é besteira. A reação costuma ser bem diferente do que se prega por ai. Aprenda que: QUEM AMA, COMPREENDE!
Ser gay é muito bom. Ser feliz consigo mesmo é algo que te supre de energias positivas pro resto da tua existência. Não perca mais tempo em ficar se escondendo pelos cantos, fingindo ser aquilo que os outros querem que você seja. Acredite: viver assim é pior do que se assumir.
Ser gay não tem nada de anormal. Você vai continuar sendo a pessoa que você é: amado pela sua mãe, compreendido pelo seu pai, aceito pelos seus irmãos e querido junto aos seus amigos (é nessa hora que você vê quem realmente é seu amigo verdadeiro!)
Então, meu caro, se você gosta de homem, se você quer viver um dia com um homem, se você acredita no amor ao lado de um homem... em primeiro lugar seja homem!
E a única coisa que não importa pra ninguém, somente pra você e para o seu parceiro, companheiro, amante, ficante, seja lá o que for, é: ativo ou passivo, seja homem para viver por completo aquilo que você é ou escolheu ser.
Eu quero ser gay, simplesmente porque EU SOU GAY! E isso não me diferencia de você, nem dele, nem de ninguém.
Sunday, 30. September 2007, 03:55:13
Dia 20/09/07 foi um dia muito importante para mim e meu namorado, comemoramos 8 meses de muito amor, paixão, carinho, cumplicidade, felicidade...
Foram tantas coisas lindas que vivemos juntos nesse tempo todo... Namoramos, rimos, brincamos, tivemos brigas bobas mas nenhuma que tivesse nos feito ficar mais que uma tarde sem se falar...
Nos últimos três meses passamos por uma fase conturbada pois nossas famílias descobriram nossa relação. Os pais dele não aceitam ter um filho gay, não aceitam nosso namoro..
Aqui em casa eu assumi também onze dias depois dos pais dele descobrirem tudo no dia 18/06/07. Por aqui também passei por uma barra, vi olhares de repulsa, vi a decepção dos meus pais.. mas acho que consegui mostrar para eles que eu continuo sendo o mesmo menino de sempre.. que não abaixaria a cabeça pelo preconceito deles ou de ninguem. Agora as coisas estão muito bem aqui!
Domingo dia 16/09/07 o Cesar veio aqui em casa, com permissão dos meus pais. Já namorávamos a meses em casa mas eu sempre o trazia como um amigo. Nesse domingo ele veio como meu namorado e foi muito legal...
Namoramos, olhamos filme, almoçamos fora, foi ótimo! Apesar dos meus pais não aceitarem eles tão respeitando muito nossa relaçao, minha mãe até perguntar do meu namorado perguntou, como ele tava, se gostou de voltar aqui em casa etc..
Somos novos ainda, eu 20 anos, ele 17 anos.. mas estou certo de que ele é o menino da minha vida, o cara que eu quero ter por toda a minha vida... E ele então, tão fofo, carinhoso, lindo... e bobo rsrs já escolheu até o nome dos nossos SETE filhos.. Gabriela, Marcelo, Mariana, Guilherme, Luísa, Felipe e Gustavo.
Lindos nomes né? eu tenho esperanças de que logo ele consiga conversar com os pais.. que eles aceitem nossa relação, como podem achar errado um sentimento tão lindo e verdadeiro como o nosso?
Um bom final de semana a todos, voltei a reativar este blog, bjos!
Sunday, 20. August 2006, 21:12:02
O texto é bem longo mas eu curti muito e resolvi postá-lo aqui!
Eu estava terminando a leitura de um artigo científico. De vez em quando é bom ler ciência. A gente fica mais sabido. Tudo explicadinho. No final das contas, tudo se deve a esse gigantesco infinitamente pequeno disquete que existe dentro das células do corpo chamado DNA. Nele está gravado o nosso destino. Antes de existir, eu já estava “programado” inteiro: a cor dos meus olhos, as linhas do meu rosto, a minha altura, os cabelos brancos precoces, o seu adeus que nada consegue evitar, o sexo. Dizem alguns que lá está até um relógio que marca quantos anos eu vou viver. E é implacável: o que a natureza põe, não há homem que disponha.
Programa mais complicado que o DNA não existe. Tudo tem de acontecer direitinho, na ordem certa. E quase sempre acontece. Quase sempre... Vez por outra uma coisinha não acontece segundo o programado. E o resultado é uma coisa diferente. Assim aparecem os daltônicos, que não vêem as cores do jeito como a maioria vê. Ou o canhoto, que tem de tocar violão ao contrário. De vez em quando, uma criança com síndrome de Down. E quem não me garante que Mozart não foi também um equívoco do DNA? Pelo que sei, a receita não se repetiu até hoje...
O artigo prosseguia para mostrar que é assim que, vez por outra, aparecem pessoas com uma sensibilidade sexual diferente: os homossexuais. Tudo aconteceu lá no DNA: um relezinho que funcionou de maneira não programada. Primeiro, caiu o relê que determina o sexo, se vai ser homem ou mulher. Depois, o relê que determina os caracteres secundários, que fazem a “imagem” do homem e da mulher. Por fim, o relê que determina o objeto que vai disparar as reações químicas e hidráulicas necessárias para o ato sexual. Esse objeto é uma imagem. Nos heterossexuais, é a imagem de uma mulher. Nas mulheres heterossexuais, é a imagem de um homem que faz o seu corpo estremecer.
Acontece, entretanto, que por vezes esse último relê não funciona e a pessoa fica ligada à imagem do seu próprio sexo. A imagem que vai comover seu corpo é uma imagem semelhante à sua. E isso que é ser homossexual. A homossexualidade é uma condição estética.
Tudo por obra do DNA. Nada tem a ver com educação, com a mãe ou com o pai. Ninguém é culpado, pois culpa só pode existir quando existe uma escolha. Mas ninguém escolheu. Foi o DNA que fez. E nem pode ser pecado. Pois pecado só existe onde existe culpa. E nem pode ser curado, pois o que a natureza fez não pode ser desfeito.
E foi nesse momento eu estava meditando sobre essas coisas que fogem à compreensão dos homens, como a origem do DNA, o processo pelo qual ele foi estabelecido, se por acidente, se por tentativa e erro, se por obra de algum programador invisível — que uma coisa estranha aconteceu: um barulho como eu nunca ouvira, no meu jardim. Tirei os olhos do artigo, olhei através do vidro da janela e o que vi — inacreditável — um urubu, sim um urubu, batendo furiosamente as asas como s fosse um beija-flor, diante de uma flor de alamanda sugando o melzinho. Achei que estava tendo alucinação, mas não. Era verdade. O urubu, ao ver meu espanto, pousou no galho de uma árvore de sândalo e começou a se explicar, do jeito mesmo que acontecia.
Sofro muito. Nasci diferente. Urubu, todo mundo sabe, gosta de carniça. Basta que se anuncie carcaça de algum cavalo morto, os olhos dos urubu ficam brilhando, a saliva escorre pelos cantos do bicos, a língua fica de fora — e lá vão eles churrasquear. Urubu acha carniça coisa fina, manjar divino! Eles não a trocariam por uma flor de alamanda por nada nesse mundo!
Mas eu nasci diferente. Meus pais, coitado morreram de vergonha quando ficaram sabendo que eu, às escondidas, sugava o mel das flores. Compreensível. O sonho de todo pai é ter um filho normal, isto é, igual a todos. Urubu normal gosta de carniça. Eu não gostava. Era anormal. Fiquei sendo objeto de zombaria. Na escola, logo descobriram minhas preferências alimentares. E impossível esconder. Se todo o mundo está comendo carniça e você não come, que explicação você pode dar?
Aí meus pais começaram a sofrer, pensando que eu era assim por causa de alguma coisa errada que tinham feito na minha educação.
Me mandaram para o padre. Severo, ele abriu um livro sagrado e disse que Deus, o Grande Urubu, estabelecera que carniça é o manjar divino. Urubu, por natureza e por vontade divina, tem de comer carniça. Chupar mel é contra a natureza. Urubu que chupa mel de flor está em pecado mortal. Terminou dizendo que eu iria para o inferno se não mudasse meus hábitos alimentares. E me deu, como penitência, participar de cinco churrascos.
Saí de lá me sentindo o mais miserável dos pecadores. Mas o medo não foi capaz de mudar o meu amor pelas flores. Não cumpri a penitência. Meus pais me mandaram, então, para um psicanalista que cobrava R$120,00 por sessão. Todos os sacrifícios são válidos para fazer o filho ficar normal. A análise durou vários anos. Ao final, fui informado que eu gostava de mel porque odiava meu pai, a quem eu queria matar, para ficar sozinho com a minha mãe. Aí, além de pecador, passei a sofrer a maldição de Édipo. Continuei a gostar do mel da flores. Por isso estou aqui, no seu jardim”.
Houve um momento de silêncio e eu vi o que nunca havia visto: um urubu chorando. Notei que sua lágrimas não eram diferentes das minhas. Aí ele continuou:
Gosto das flores. Não quero gostar de carniça. Não quero ficar igual aos outros. Só tenho um desejo: gostaria de não ter vergonha, gostaria que não zombassem de mim, chamando-me de ‘beija flor’, eu não sou beija-flor. Sou um urubu. Eu gostaria de ter amigos...
O que me dói não é a minha preferência alimentar, pois não fui eu quem me fiz assim. O que me dói é minha solidão. Gosto de flores por culpa do DNA. Mas a minha solidão é por culpa dos outros urubus, que poderiam ser meus amigos”. Ditas essas palavras, ele se despediu e voou par uma alamanda do jardim vizinho.
E eu fiquei a pensar que o mundo seria mais feliz se todos pudessem se alimentar do que gostam, sem ter de se esconder ou se explicar. Afinal ninguém é culpado por aquilo que a natureza faz ou deixou de fazer.
* Esta crônica faz parte do Coisas que dão Alegria, Rubem Alves, Editora Paulus, que compõe a coleção de crônicas "Coisas da Vida" em 03 volumes.
Postado na comunidade homofobia já era do orkut....
Sunday, 13. August 2006, 21:54:54
1. O que você acha que causou a sua heterossexualidade?
2. Quando e como você decidiu que era um heterossexual?
3. Você acha possível que a sua heterossexualidade seja apenas uma fase que você um dia irá superar?
4. Você não acha possível que a sua heterossexualidade tenha origem em um medo neurótico de outros do mesmo sexo?
5. Os seus pais sabem que você é heterossexual? Seus amigos e colegas sabem? Se sabem, como foi que reagiram?
6. Por que você insiste em exibir a sua heterossexualidade? Você não pode apenas ser o que é e ficar na sua?
7. Por que os heterossexuais enfatizam tanto o sexo?
8. Por que os heteros insistem tanto em seduzir os outros a adotar seu próprio estilo de vida?
9. Uma maioria desproporcionalmente alta de molestadores de crianças são heterossexuais. Você não acha perigoso expor crianças a professores heterossexuais?
10. O que exatamente um homem e uma mulher fazem na cama? Como podem eles saber como agradar ao outro, sendo tão diferentes anatomicamente?
11. Apesar de todo o apoio que o casamento recebe, o divórcio cresce exponencialmente. Por que existem tão poucas relações estáveis entre heterossexuais?
12. As estatísticas mostram que a incidência de moléstias sexualmente transmissíveis é a mais baixa entre lésbicas. É realmente seguro uma mulher manter um estilo de vida hetero e correr o risco de doenças e de uma gravidez indesejada?
13. Como pode você se tornar uma pessoa inteira se você se limita a uma heterossexualidade exclusiva e compulsiva?
14. Considerando a ameaça de superpopulação,como poderá a raça humana sobreviver sendo todo mundo heterossexual?
15. Dá pra confiar na objetividade de um terapeuta heterossexual? Você não sente que ele/ela poderá estar inclinado a influenciá-lo na direção de suas próprias experiências?
16. Parecem haver tão poucos heterossexuais felizes. Já foram desenvolvidas técnicas que podem permiti-lo mudar se você desejar. Você já considerou a hipótese de tentar a terapia de conversão?
17. Você gostaria que um filho seu fosse heterossexual, mesmo sabendo dos problemas que ele/ela vai enfrentar?
18. Se você nunca foi pra cama com alguem do mesmo sexo, será que você não está mesmo é precisando de um bom amante gay?
Isso é pra mostra o quanto todo esse preconceito que as pessoas tem é ridículo rsrsrsrQuem me passo isso foi meu amigo Marlon Cury do orkut
Sunday, 30. July 2006, 19:16:43
Quem lê meu blog, já deve conhecer a poesia
Que Importa? no link
http://my.opera.com/falarapaz/blog/show.dml/334330Aqui vai um final diferente que recebi de um amigo, achei legal...
Deus me perguntou: Você se aceita?
Eu perguntei pra ele: Importa?
Ele Disse: Sim...
Eu disse pra ele: Como Posso me aceitar, se sou gay?
Ele disse: Porque é assim que eu te fiz.
Desde então, somente isso me importa...
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