11 de setembro de 2001
Tuesday, September 19, 2006 5:00:29 PM
Bati meu próprio recorde. Li em apenas 48 horas as 274 páginas de 'Plano de Ataque', o livro de Ivan Sant'Anna editado pela Objetiva. Uma reportagem eletrizante contando em detalhes a história dos quatro vôos usados pela rede Al Qaeda ('A Base' em árabe) para desferir o maior ataque terrorista da história, em 11 de setembro de 2001. Tinha especial interesse em saber mais sobre a cena que me fez paralisar em frente à TV quando acabara de chegar ao meu gabinete, naquela manhã ensolarada. Também, porque tinha estado lá, nas Twin Towers, na primeira viagem que fiz a Nova York uns dois anos antes do episódio.
Além de detalhar os acontecimentos da data fatídica, nos fazer sentir embarcados em cada um dos aviões na sua trajetória trágica até se espatifarem contra prédios símbolos dos Estados Unidos diante de bilhões de telespectadores, ao vivo, em todo o mundo, o livro dá um foco interessante à iniciativa, planejamento e meticulosa execução dos ataques. O processo de recrutamento e preparação dos pilotos kamikazes e seus ajudantes, por exemplo, dá uma noção peculiar da natureza humana, do que é capaz o homem, quando envolvido por circunstâncias, sentimentos e espiritualidade incomuns.
A narrativa não explicita nenhum juízo de valor sobre a guerra por trás destes fatos. Tem o cuidado de não incitar posições ou posturas em relação à capacidade preventiva ou reativa, por exemplo, das autoridades americanas com todo o seu aparato bélico e tecnológico, na defesa das quase três mil vidas ceifadas naquela manhã. Descreve os fatos e deixa por nossa conta, tirarmos nossas próprias conclusões.
O livro representa, portanto, uma excelente oportunidade de ter em resumo devidamente sistematizado e bem escrito, de toda uma gama de informações, notícias, matérias e cobertura jornalística sobre algo que, ainda hoje, nos parece um filme, que não foi real, que nunca aconteceu. Que, assim como outras cenas, guerras e tudo o mais que precedeu ou decorreu deste episódio, que mudou o mundo, foi apenas um pesadelo. Ou... Será que sonho é achar que estamos livres de coisas como aquelas?
Além de detalhar os acontecimentos da data fatídica, nos fazer sentir embarcados em cada um dos aviões na sua trajetória trágica até se espatifarem contra prédios símbolos dos Estados Unidos diante de bilhões de telespectadores, ao vivo, em todo o mundo, o livro dá um foco interessante à iniciativa, planejamento e meticulosa execução dos ataques. O processo de recrutamento e preparação dos pilotos kamikazes e seus ajudantes, por exemplo, dá uma noção peculiar da natureza humana, do que é capaz o homem, quando envolvido por circunstâncias, sentimentos e espiritualidade incomuns.
A narrativa não explicita nenhum juízo de valor sobre a guerra por trás destes fatos. Tem o cuidado de não incitar posições ou posturas em relação à capacidade preventiva ou reativa, por exemplo, das autoridades americanas com todo o seu aparato bélico e tecnológico, na defesa das quase três mil vidas ceifadas naquela manhã. Descreve os fatos e deixa por nossa conta, tirarmos nossas próprias conclusões.
O livro representa, portanto, uma excelente oportunidade de ter em resumo devidamente sistematizado e bem escrito, de toda uma gama de informações, notícias, matérias e cobertura jornalística sobre algo que, ainda hoje, nos parece um filme, que não foi real, que nunca aconteceu. Que, assim como outras cenas, guerras e tudo o mais que precedeu ou decorreu deste episódio, que mudou o mundo, foi apenas um pesadelo. Ou... Será que sonho é achar que estamos livres de coisas como aquelas?
