
Então, hoje vou falar do Mastiff.
Uma raça de cachorros grandes, bem grandes, pra não dizer, "os maiores".
Mais especificamente de dois tipos deles.
O Mastiff Inglês e o Napolitano.
Existem outras raças e tipos de Mastiff.
Mas me interesso mais pelo Inglês e pelo Napolitano.
São cachorros lindos, carinhosos e muito dóceis embora ótimos cães de guarda.
Em alguns sites e textos é chamado de Mastim.
O mastiff inglês ou simplesmente mastiff (em inglês: English Mastiff) é considerado uma raça de cães tradicionalmente inglesa. Seu antepassados devem ser buscados entre os mastins assírios, descendentes por sua vez do mastim do Tibete.
Dotado de grande força, era usado no combate entre cães, leões e ursos na antiga Inglaterra. Hoje, é essencialmente um cão de guarda e de defesa. A cinofilia lhe tem grande estima, tanto por seus dotes estéticos como pelas qualidades psicofísicas. É, sem dúvida, um cão grande, volumoso, vigoroso e simétrico. De todas as raças caninas, é a mais pesada.
Aos três anos um mastiff pode ultrapassar os 100 kg, havendo registo de um exemplar com 155 kg. Tem um nariz largo, olhos pequenos e afastados, orelhas pequenas, finas ao tato. A cauda tem implantação alta, é larga na raiz e vai se afinando até a ponta. A pelagem é curta e espessa, não muito fina nos ombros, no pescoço e no dorso.

Napole, cidade italiana, encravada na região da Campânia, é banhada pelo Mar Tirreno e no verão ostenta um dos céus mais azuis do país. A máfia italiana, porém, a vê com bons olhos não pelo excelente clima, mas sim por ser o berço da Camorra - um dos ramos mais importantes, eficientes e lucrativos da família - e também de Al Capone, o lendário gângster que enriqueceu sob os auspícios da Lei Seca nos EUA dos anos 30. Nada mais natural que o Mastino Napoletano, em 1946, depois de anos quase extinto, ressurgisse em Napole. Seu arrebatamento, força física e apego à família são traços típicos das terras napolitanas.

A espessa névoa do tempo encobre as origens mais remotas do Mastim, ou Mastino Napoletano, como preferem seus criadores mais ortodoxos. Há muitas hipóteses para seu surgimento, todas passíveis de crédito. Alguns afirmam que ele seria descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia e logo trouxe a Roma. Outros sustentam que seria descendente direto dos molossos romanos, usados nas guerras contra os exércitos inimigos. Ainda há quem credite sua ascendência ao cruzamento entre os molossos romanos e os "Pugnaces Britannie", trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos.
Por último há a possibilidade de ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios fenícios, há milênios. Estas suposições têm em comum a crença que o progenitor do Mastino seria um cão de características molossóicas que viveu no Tibete. Porém, alguns estudiosos discordam desta linha de raciocínio e investigam o passado do Mastim em cães europeus.
Se a origem é indefinida ainda, a época da aparição está bem registrada por Columela, um grande orador da Roma antiga: "o cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente..."
Além de ser usado para guarda, seu trabalho junto ao Exército era importantíssimo. Como as lutas eram corpo-a-corpo, a investida de centenas destes cães - cada soldado romano possuía um exemplar - representava muitas baixas no exército inimigo. Foi usado também para diversão do público em lutas contra touros nas arenas. Há algumas indicações de ter sido utilizado também para sacrifício de cristãos. Para Enrico Furio Dominici, em Florianópolis - SC, um italiano criador de Mastins há 16 anos, esse uso da raça não aconteceu, "o Mastim nunca foi usado para matar cristãos, eles só atacam para defender o dono e seu território. Já vi alguns filmes americanos que mostram esse absurdo. Em Roma, no Coliseu, os cristãos eram devorados por leões. Qualquer um que visite o Coliseu poderá comprovar isso, junto aos guias turísticos.
O tempo passou, mas o Mastim manteve suas Características desenvolvidas na região da Campânia: Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares morreram.
A fome se abateu sobre todos e não havia alimentação para o pesado Mastim, que consome em média 2,5 kg de comida por dia.
Em 1946, ressurgiram oito belos exemplares na 1ª Exposição Canina em Napole. Estes cães despertaram o interesse do escritor Piero Scanziani. Ele criou e selecionou os melhores exemplares para, finalmente, em 1949, conseguir junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça. Em 1971, a mesma entidade fixou definitivamente o padrão da raça. Hoje em dia, é criado em todo o mundo, e sua procura nos países europeus é grande. Sua larga aceitação deve-se ao fato de ser exímio cão de guarda, que prescinde de qualquer adestramento, pois segundo Enrico Dominici, "ele é guarda há 2 mil anos, já aprendeu a fazer isto muito bem".

Muitos são os cuidados necessários com a raça, principalmente devido ao peso excessivo, pois o filhote, que nasce com mais ou menos 600 gramas, apresenta já aos seis meses um peso de 50 kg. O mastiff requer cuidados especiais com alimentação, que nos seus primeiros 18 meses de vida deve ser a melhor possível e nas quantidades recomendadas pelos veterinários. Qualquer excesso pode acarretar problemas como a displasia coxo-femural. Não deve haver suplementação de cálcio, pois tal pode acarretar problemas de postura. Recomendam-se exercícios físicos adequados a cada fase da vida e acompanhamento de um médico veterinário para que se respeitem os limites do cão. A expectativa média de vida é de aproximadamente doze anos.
O mastim napolitano é uma raça de cão muito antiga, sendo citado por grandes escritores e oradores da Roma antiga, que o mencionavam como "bom cão guardião". Assim disse Columela: "...cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para afugentar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente..." Apesar de diversas citações a este cão ao longo da história, sua origem ainda é bastante controversa e discutida por historiadores e cinófilos.
Alguns afirmam que ele seria descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia e havia levado para Roma. Outros acreditam que a raça seja descendente direto dos molossos romanos, usados pelos exércitos romanos nas guerras contra seus inimigos e outros ainda afirmam que a raça tenha sido originada do cruzamento entre os molossos romanos e os Pugnaces Britannie, trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos e por último existe a possibilidade de ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios fenícios, há milênios. Estas suposições têm em comum a crença de que o progenitor do Mastim seria um cão de características molossóicas que viveu no Tibete mas a maioria dos estudiosos discordam desta linha de raciocínio e investigam o passado do Mastim em cães europeus. Porém, de maneira geral, todas as correntes acreditam que o Mastim colaborou para a constituição de muitas outras variedades de molossos, como o Rottweiler e o São Bernardo.

O tempo passou, mas o mastim manteve suas características desenvolvidas na região da Campânia - Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares morreram - a fome se abateu sobre todos e não havia alimentação para o pesado mastim, que consome em média 2,5 kg de comida por dia. Apesar da antigüidade, o mastim napolitano só foi reconhecido oficialmente como raça bem mais recentemente e esse feito deveu-se, especialmente, ao trabalho de seleção do escritor Piero Scanziani, que interessou-se pelos cães apresentados na 1ª Exposição Canina em Nápoles, onde ressurgiram oito belos espécimes da raça. Foi Piero quem iniciou um trabalho de seleção e em 1949, conseguiu junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça, cujo padrão definitivo foi fixado apenas em 1971.

O mastim atinge seu auge físico aos 3 anos de idade, quando pode chegar a pesar até 85 quilos. O peso dos mastins depende, entre outros factores, da zona de origem dos seus ascendentes. Por exemplo, em determinadas zonas da itália, um mastino pode facilmente atingir próximo dos 100kg de peso.
ALTURA ATÉ A CERNELHA (junção do pescoço com o tronco do cão): 77cm

CABEÇA: Arrendondada, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas ("maçãs da face")e pele abundante com rugas e pregas; focinho muito largo e profundo; lábios de pele pesada, espessa e abundante, maxilares fortes, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente encaixadas; dentes brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos (mordedura em tesoura); olhos de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor da íris acompanha a cor da pelagem; orelhas em relação ao tamanho do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas, quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rentes às faces; quando operadas formam um triângulo quase eqüilátero.
TRONCO: Forte e robusto, o comprimento do tronco não ultrapassa em 10% a medida da altura até a cernelha.
CAUDA: Com base larga, grossa na raiz, robusta e afinando-se ligeiramente para a ponta.
MOVIMENTAÇÃO: É uma das características típicas da raça. Seu passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastim Napolitano raramente galopa.
PELE: Espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente, na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, onde forma uma barbela. Estas rugas no focinho são uma característica muito importante, e deve ser um dos factores decisivos aquando a escolha de um cachorro.
COR: Cinza, cinza-chumbo e preto, com algumas pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo e fulvo avermelhado (cervo). No entanto, mancha branca no focinho é um factor de desqualificação.

Os principais (e mais graves) problemas do Mastim Napolitano são devidos à sua própria estrutura e constituição física.
* Obesidade – o Mastim é considerado um guloso por natureza e tem tendência a apresentar problemas de excesso de peso que pode comprometer a estrutura óssea. Para evitar esse problema, além de não dar comida demais, é importante exercitá-los sempre, com caminhadas diárias.
* Torção gástrica – pode-se evitar esse problema dividindo a porção total de ração, evitando dar toda a comida de uma única vez.
* Dermatite – O Mastim, especialmente o tipo mais enrugado pode apresentar problemas de acúmulo de sujeira e umidade na pele. Para evitar esse problema, é importante secar bem o cão após o banho ou exposição à chuva.
* Displasia coxo-femural – Má formação do encaixe do fêmur com a bacia. Pode ser tanto de origem genética ou como adquirida em razão da exposição do cão a pisos lisos. Não tem cura. Por isso, a escolha do filhote junto a um bom criador é fundamental, assim como a alimentação do filhote com rações de primeira qualidade e acompanhamento do veterinário quanto à adição de suplementos de cálcio e vitaminas.
* Otite – Devido ao padrão da raça, as orelhas são cortadas e deixam a cavidade auricular exposta, algum liquido pode entrar e se alojar, causando uma inflamação. Facilmente curavel, porém se não percebida rapidamente pode causar surdez permanente. O cão mostrará o incomodo balançando a cabeça para uma lado e para o outro e coçando a orelha insistentemente
* Entrópio – Inflamação na pálpebra

Abraços