Posts tagged with "cultura"
Tuesday, 11. July 2006, 06:32:38
arte, art, cultura, cultural management
...
Completou-se anteontem o 1º aniversário sobre o desmantelamento do Ballet Gulbenkian sem que nada, em rigor, tenha sido feito para manter viva e activa a estrutura performativa portuguesa internacionalmente mais conhecida e reconhecida. Nas minhas estadias pela Europa constatei que, nos meios que se interessam pela cultura, a Gulbenkian era uma entidade de referência assente em 3 vertentes: o espaço de concertos em Lisboa; bolsas para estudantes; o Ballet Gulbenkian!
Percorrendo a blogosfera dei conta que o Tiago Bartolomeu Costa e a Alice Valente não esqueceram o fatídico momento.
Num momento em que impor uma marca no mercado é o "totem" de todos os especialistas de marketing, já que é o passo fundamental para a internacionalização de qualquer bem ou serviço, nós damo-nos ao luxo de deitar ao lixo uma das raríssimas marcas que temos, talvez a com mais poder de penetração a nível cultural!
A Gulbenkian não a quer? Pode ser um erro, mas é dos que a administram, não é assunto público! Agora não a aproveitar - uma associação, uma fundação, o Estado, uma parceria entre privados e Estado - demonstra que, afinal, nós, os que gritamos pelas artes e pela cultura em geral, somos uns inertes sem respeito pelo que, muito palacianamente, dizemos que queremos defender!
A marca Ballet Gulbenkian demorou décadas a ser construída e um dia apenas a ser destruída!
Fui procurar e reler alguns textos escritos à época pelo Henrique Silveira , pelo Manel da Truta, pelo Luís Antunes, pelo Tiago Bartolomeu Costa, pelo P.V.M., pela Thita que reproduz um texto de Miguel Esteves Cardoso editado na Periférica, pelo Old Mirror, "O Céu sobre Lisboa", pela Teresa Cascudo, pela Catarina, pelo Daniel Tércio e por mim próprio (link) e dei comigo a pensar que, mais uma vez, na hora, todos temos opinião firme e solução à vista sem nunca, neste país, nada se consubstanciar! E excatamente porque nada fazemos se não palrar, mesmo que vocifrando a alta voz, andamos e continuaremos a rogar pelo amparo do papá Estado, desde os keynesianos aos mais acérrimos neoliberais, para ficarmos por estes!
Onde está a iniciativa privada de toda esta gente que à época se indignou? Que fizemos nós, os que choramos o fim do Ballet Gulbenkian, por ele? Nada! Rigorosamente nada a não ser assinalar a data e "bater no ceguinho"!
Ai de nós que exigimos que o Estado faça aquilo que cada um deveria fazer! O Estado (é esse o problema) não é uma entidade etérea, somos nós, nós mesmos, os mesmos que palramos e nada por ele fazemos, nem sequer exigir, com propriedade e de forma consequente, sabemos!
A acrescentar ao que escrevi há 1 ano nada, mais nada tenho, a não ser a total falta de assertividade e competência no desempenho da nossa cidadania!
Deixo um poema da Alice Valente dedicado ao Ballet Gulbenkian, "Movimento Presente" e o sincero desejo de que as novas gerações trabalhem mais pelas seguintes do que nós por elas fizemos.
Thursday, 6. July 2006, 10:48:04
arte, cultura, divulgação, art
...
Após várias insistências parece que a Alice Valente aderiu, finalmente, à comunidade blogosférica com o ALI_SE.
Apesar de dar os primeiros passos neste meio editorial não hesito em recomendar sabendo a mais-valia que acrescenta como pessoa, como pintora, fotógrafa e poetisa.
Força Alice e, não tenho dúvida, com uma assertiva vontade de fazer, fazer bem e bem feito.
Wednesday, 28. June 2006, 17:40:55
cultura, gestão cultural, artes, education
...
O Adolfo Mesquita Nunes na
Arte da Fuga entendeu que as novas orientações do Ministério da Cultura não «
pretendem liberalizar o sistema, tornando-o mais ágil e independente, mas tão só pretende racionalizar os custos na atribuição de subsídios. Uma vez mais, o que determina a reforma é a necessidade de poupar dinheiro e não tanto a de tentar uma via alternativa de desenvolvimento.»
Mas, estimado AMN, o que é que impede um artista de criar em total liberdade e colocar no mercado o seu trabalho dentro do mais rigoroso conceito liberal?
Nada! Rigorosamente, nada! Faça-o e não dê contas ao Estado!
No entanto, se se candidatar e for contemplado com um subsídio do Estado para criar é porque está disposto a cumprir as regras do mandante - cumprir com o que lhe foi pedido!
Trata-se de um contrato comercial, para todos os efeitos, obrigando, como tal, a que as partes cumpram o estipulado.
O que andou (e anda) muito mal há muitos anos é o Estado não controlar o que subsidia, não saber porque é que o faz, não avaliar a relação custos/benefícios e não obrigar os subsidiados a rigorosos métodos de gestão e prestação de contas!
Passo a reproduzir o comentário que deixei na caixa do Arte da Fuga.
Estimados
Estou do lado dos que consideram que ao Estado não compete balizar a liberdade dos criadores. Mas o Estado não impede que os artistas criem na maior das liberdades!
O problema é que os criadores querem criar à conta do Estado e sem prestar contas!
Esta é que é a questão!
No entanto, o Estado deve ter missões e objectivos específicos na educação, na formação de públicos e na redução das assimetrias Lisboa/Porto e o resto do país, sendo que, para cumprir estes desígnios, não me incomoda nada que o Estado encomende trabalho específico a artistas de variadas artes e ofícios, desde que estipule o que pretende, controle os processos e avalie e premeie os resultados - na perspectiva do lucro (porque não?) e do benefício.
Que está esgotado o modelo de um ministério dito da cultura para distribuir subsídios a troco de não se sabe bem o quê, parece pacífico, mas o salto a dar, que incomoda muita gente, é o de articular transversalmente as tutelas da Cultura, da Educação e do Audiovisual numa política de Gestão Cultural única, agilizada e ao serviço dos contribuintes.
Neste sentido, não me parece que não querer pactuar com espectáculos que ficam ao Estado a 300 euros por assistente (ressalvando excepções sempre necessárias) e exigir o controlo da gestão dos projectos subsidiados seja motivo para acusar alguém de apenas ter uma visão economicista ou de querer reduzir a despesa!
Ouve-se há muito tempo dizer que a cultura não é para dar lucro, mas permitam-me duas perguntas:
- há algum artista que não pretenda vender o seu trabalho?
- e se o quer vender porque será que acha que o Estado tem obrigação de comprá-lo?
Monday, 26. June 2006, 16:33:28
educação, ensino artístico, cultura, education
...
Anteontem, por ocasião da entrega do Grande Prémio da A.P.E. pelas mãos do Presidente da República, Francisco José Viegas reafirmou o que há muito vem defendendo para o ensino do português nas escolas:
«ensinar mais literatura nas escolas»" porque é "impossível estudar português ou valorizar a língua portuguesa sem valorizar a literatura portuguesa"» (JN de ontem)
Alargando este conceito à globalidade do ensino, derivamos para a necessidade do ensino curricular da cultura, em todas as suas formas de expressão (ética, musical, dramática, plástica ou corporal), como plataforma indispensável para a compreensão, pela contextualização, do conhecimento transmitido e assimilado.
Ousar dar este pequeno passo significaria um salto enorme em termos do sucesso escolar no que há construção de identidades e à criatividade profícua dizem respeito.
Quando falo sobre a necessidade de uma «Educação em Cultura» é isto mesmo que pretendo dizer.
Monday, 19. June 2006, 14:00:03
educação, cultura, gestão cultural, education
...
«62% dos alunos recorre a explicações e tem cerca de 10 horas semanais de aulas particulares, o que obriga as famílias a desembolsarem entre 200 a 250 euros por mês.» (Diário Digital)
É evidente que existe uma correlação estreita entre o sucesso escolar e a capacidade financeira das famílias e, se assim é, quem poderá avaliar o actual sistema e seus intervenientes?
Em boa verdade o Sistema Educativo deve centrar-se, precisamente, naqueles que só dele, em exclusivo, usufruem, ou estarei a ver mal?
Sunday, 18. June 2006, 12:01:36
alentejo, artes, cultura, gestão cultural
...
Completa-se hoje, dia 17, 1 ano desde que o Pax Julia reabriu as suas portas.
O Pax Julia é um recinto cultural de programação regular, utilizando a designação do Programa Operacional de Cultura (POC) que pagou a sua reconstrução e sustentou, em grande parte, a sua programação, até agora, pois termina precisamente este ano de 2006, incluído no contexto de Arte em Rede do Ministério da Cultura, juntamente com outros 62 recintos.Não sei se será hora de balanço pois a sua gestão não é diferenciada, estando a ser gerido directamente pela Câmara Municipal de Beja, através de uma equipa de funcionários sem qualificação ou experiência específica (tirando sempre uma ou outra excepção), a qual, entre muitas outras responsabilidades, tem a seu cargo a gestão deste espaço.
Já seria muito bom sabermos qual a missão, objectivos e metas particulares a que o Pax Julia se propôs inicialmente, por um lado e, por outro, a sua concretização bem como saber se cumpriu as metas impostas pelo POC que o sustenta.
Não pretendendo ser pessimista - aliás o modelo de gestão (ou a sua falta) do Pax Julia é idêntica ao da maioria dos recintos apoiados - sempre adianto que muito me preocupa saber que o Ministério da Cultura financia actualmente o grosso da manutenção e programação de 74 recintos culturais (incluíndo os nacionais) e que, concluído que está o Programa Operacional de Cultura, como é que eles sobreviverão.
Vivemos num país onde está na moda dizer que queremos menos Estado e simultaneamente exigir mais do Estado, ou seja, uma prática oposta ao discurso, mas a verdade é que, em tempo de balanço, o que os directores destes espaços invariavelmente lançam é a quantidade de espectáculos exibidos e, por vezes, a taxa de ocupação das salas, sem curar de tocar no pomo da questão: o que é que fizeram no sentido do auto-financiamento destes preciosos espaços, de forma a assegurar o seu futuro?
Convenhamos que (nem será necessário recorrer ao bom senso, a honestidade intelectual será bastante) o Estado não pode sustentar 74 espaços de programação regular! Porquê? Primeiro porque esta política inviabiliza a empresarialização da cultura (o aparecimento de empreendedores, de produtores e agentes culturais - condição essencial para a constituição de uma indústria cultural) e, em segundo lugar, porque o Estado não tem mesmo capacidade financeira para o fazer (as prioridades e o orçamento estão muito longe deste desiderato).
Regressando ao POC e lendo um dos seus principais objectivos,
«(...) estruturadas sob a forma de circuitos de programação, co-produção e divulgação das artes do espectáculo e visuais, demonstrando que com o projecto se obtêm efectivamente ganhos de eficiência que contribuam para as condições de sustentabilidade dos recintos culturais envolvidos e para a melhoria da oferta cultural nas regiões mais desfavorecidas do território nacional.»
facilmente e sem grandes contas constatamos que, tirando honrosas excepções de Câmaras que entregaram a gestão destes espaços a pessoas ou entidades externas com conhecimento e a quem possam ser assacadas responsabilidades, não se vislumbram quaisquer iniciativas conducentes à sustentabilidade!
Mais grave, ainda, é saber que os detentores dos espaços pensam mesmo que o Estado tem obrigação de, per si, os sustentar!
Não sou pessimista, mas estou muito preocupado com o futuro destes espaços, preocupação essa que já vem desde a aventura de os restaurar e/ou construir (basta correr o que por aqui escrevi sobre gestão cultural e sobre o Pax Julia).
É que muito mais penoso do que não ter é ter de encerrar o que com muita dificuldade e com dinheiros públicos se ergueu, por manifesto desinteresse pelas mais básicas regras de gestão!
Apesar das minhas preocupações, endereço à Câmara Municipal, aos seus funcionários que, entre outras responsabilidades, têm a de fazer com que o Pax Julia funcione, bem como à equipa de prestadores de serviços (em especial técnicos) que faz com que possa acontecer, os meus parabéns e o desejo, muito sincero, de que este dia seja o primeiro de muitos aniversários do PAX JULIA.
Hoje, às 21:30h, poderemos assistir a:
ficha técnica:
Direcção: Domingos Oliveira e Priscilla Rozenbaum
Director Assistente: Eduardo Wotzik
Adaptação: Leonor Xavier
Guarda-roupa: José António Tenente
Desenho de Luz: Marinel Matos
Intérpretes: Ana Brito e Cunha, Fernanda Serrano e Maria Henrique
Friday, 16. June 2006, 11:56:17
ensino artístico, educação, cultura, education
...
Nesta entrada recebi um comentário muito pertinente de Carlos Semedo sobre a natureza extracurricular do Ensino Artístico anunciada pelo M.E., ilustrando, muito assertivamente, a minha afirmação de que se trata de «uma assumida regressão no que concerne ao almejado projecto de integração do ensino artístico no ensino regular.» Passo a transcrever integralmente.
Durante onze anos estive ligado a um projecto na área da expressão/educação/oquequiserem musical que obedecia a dois princípios: ser integrado no horário lectivo das escolas do 1º Ciclo e ser inteiramente gratuito para as famílias. Começou com cerca de 500 alunos e, no 11º ano de funcionamento, abrangia 2100 crianças; os professores eram recrutados pelo Conservatório Regional local e pagos segundo os bons preceitos: nada de recibos verdes ou 10 meses de salário, mas sim de acordo com o Contrato Colectivo de Trabalho, 14 meses, descontos todos feitos e, até um momento, com contagem de tempo de serviço.
Foi pago, sem falhas, pela Câmara Municipal local e, de uma forma sempre arrancada a ferros, pelo ME. Houve, por vezes, necessidade de recorrer à angariação de patrocínios para cobrir a diferença que o próprio Ministério não assegurava na totalidade.
Soube, hoje, que o projecto enquanto tal vai acabar, por causa destes delírios pós-lectivos/extra-curriculares/enriquecedores. Vai passar a ser uma coisa difusa, diluída nos diversos agrupamentos.
Curioso é o facto de, pelo menos até há dois anos atrás o custo aluno ser cerca de 55 euros/ano e, pelo que leio na comunicação social, o pessoal anda muito contente pelo custo ano/aluno das aulas de inglês que durante o ano lectivo corrente abrangeram o 3º e 4º anos. Sabem qual foi? 100 euros.
Não há aqui qualquer coisa que não bate certo?
Carlos Semedo
Thursday, 15. June 2006, 12:07:18
divulgação, artes, cultura, arts
...
Hoje, às 21.30h, na Sala do Capítulo da Pousada de S. Francisco, em Beja, o Arte Pública - Artes Performativas de Beja apresenta a sua mais recente intervenção performativa, The Sonata's Project, homenageando Mozart, a propósito dos 250 anos passados desde o seu nascimento.
«The Sonata's Project aborda e cruza universos sonoros e musicais, aparentemente distintos entre si, tais como a musica clássica e a improvisação jazzística.» Gisela Cañamero
ficha técnica:
piano: Angelo Martino
voz: Gi Cañamero
Thursday, 15. June 2006, 11:59:06
educação, ensino artístico, artes, cultura
...
Há palavras e expressões que, quando aplicadas ao ensino, provocam-me mesmo urticária aguda!
Ele é oficinas, ele é atelieres, ele é workshops, ele é despertar, ele é currículos alternativos, ele é enriquecimento curricular...
«No próximo ano lectivo todas as escolas do 1.º ciclo do ensino básico terão de disponibilizar aos seus alunos pelo menos duas horas diárias (dez semanais) de actividades de enriquecimento curricular.»
«O enriquecimento curricular (que a escola tem de oferecer, mas de que as famílias podem não querer usufruir, uma vez que a inscrição dos alunos nestas actividades não é obrigatória) pode acontecer no espaço da escola, em salas de aulas, centros de recursos, bibliotecas, por exemplo. Mas também podem ser utilizados espaços não escolares - por exemplo, se a escola tiver uma parceria com um estabelecimento de ensino profissional de música local, os meninos podem ser deslocados para as instalações deste último, para ter aulas de música.» (palavras do Primeiro Ministro e da Ministra da Educação, via Público)
Havendo um projecto curricular aprovado e em vigor (no âmbito do ensino da música, da dança, do teatro) que sentido faz esta de coisa de enriquecimento, como opção e extra-curricular?
Se algum vislumbro, Sra. Ministra, será o de uma assumida regressão no que concerne ao almejado projecto de integração do ensino artístico no ensino regular.
E quem irá dar este tal de enriquecimento? Professores que concorreram segundo critérios universais ou serão nomeados, quiçá, também ao abrigo do enriquecimento... dos amigos?
Começa a ser muito erro - a manta começa a ficar muito curta! Começa a ver-se que, se calhar, não existe mesmo intenção de melhorar o ensino, apenas cegos cortes orçamentais e passar os meninos a torto e a direito.
Mas se é esse o objectivo, para quê tanto estudo, tanta comissão, tantas questiúnculas de natureza educativa?
Thursday, 15. June 2006, 11:56:37
música, artes, cultura, music
...
Thursday, 15. June 2006, 11:48:55
divulgação, cultura, culture
Thursday, 15. June 2006, 11:47:05
cultura, educação, culture, education
Rosana Garcia, pessoa que muito admiro pelo seu trabalho em prol da cultura e do ambiente, deixou aqui um comentário, um dos melhores que nestas Ideias Soltas recebi. Transcrevo-o na íntegra.
Saudaçoes, Carlos! Venho com esta verborragia...mirr-a-gem..
Um bom classico mesmo, é "O Ser Humano". E de tudo que ele é feito: água! Nosso, sangue, a grossíssimo modo, é produzido...na cozinha(!). A qualidade do sangue produzido, vai determinar o quao classicos seremos: se vamos acceder a um classico- de verdade- da literatura, ou virar personagens de "Realities Shows". Ora, ler, é como comer, levar um classico "flechaço" de amor. É mágica, empatía. Alguns nao gostam de lagosta, fois-gras, embora, sejam classicos do "bon gourmet". Outros setenta por cento do globo, nunca saberá o que é isso-mas nem perto. Ora, "O Grao", é um classico por excelência. Ele sozinho, conta todos os classicos. Nosso maior classico, hoje, é a literatura "Faz-de-Conta". O patrao finge que paga, o coi-tr-atado, finge que trabalha... A vida doméstica que se encarregue, já que a morte, esse classico tao certo, inacreditável, quanto ficcional, nos surpreenderá a todos, numa página final a-lu-ci-nan-te. O filho que apanhe, pra ver quem é que manda! Quem é que tem ética aqui? Os sistemas educativos, demonstrando o que é um classico, deveriam adotar hortas ecológicas, esse classico da Literal Natura, que conta os fascinantes caminhos das espécies, a história da introduçao dos utensílios culilnários, agrários...os metais necessários a seu desenvolvimento e os ricos países que os possuem, produzem, utilizam...as navegaçoes- reais e Reais, os poemas e músicas nascidos da paixao, ou do classiquíssimo "prato que vamos comer-morar"...as fazes da lua, as estrelas, seus nomes, sua relaçao com as marés, e, a grosso modo, reconstruir-se do "Reality Show" particular. Na eleita virtualmente Self-Exposition da rede, dizemos e reclamamos isso. Nao mentimos! Somos sinceros. Criamos e divulgamos nossos vazios, e encontramos pares(!) mostrando energulhosamente que nao sabemos encontrar bases e que, por mais que quisessemos, nao somos classicos, nem chiques. E descobrimos nessa rede de peixinhos dourados, que os classicos que nao elegemos, sao os mais cotados...por uma questao de moda, quoi. Nossas noçoes primárias, tao clássicas quanto "A cozinha", estao sendo superadas por um outro classico: o romântico "Mensagem em garrafa encontrada no mar"...autoria nossa, editora Net. Se ao menos a mensagem fosse para mim...-pensa o inocente... Um de cada dois homens e uma de cada tres mulheres, vao desenvolver câncer. Apenas um, de dois destes pacientes, com a mesma História Literal, tratados com o mesmo medicamento, vai "prorrogar a última página", considerando as mutaçoes, a grosso modo. Da janela ensolarada da cozinha, Primavera 2006.Rosana Garcia
Thursday, 15. June 2006, 11:43:31
cultura, educação, música, culture
...
Será que um músico português conseguirá sentir e interpretar Schumann, Chopin ou Liszt sem ter lido Camilo (só para ficarmos por autores portugueses)?
Não será que as interpretações "lamechas" destes compositores, que fizeram (e ainda fazem) escola, não seriam diferentes depois dos intérpretes terem sentido que o romantismo se traduziu pela elevada intensidade emocional, pela hiperbolização das paixões e não por uma serôdia "lamechice"?
Mais um desafio..., com alguma provocação à mistura!
Thursday, 15. June 2006, 11:40:34
cultura, educação, culture, education
...
Será que alguém conhece algum ensaio, livro, tratado, tese de mestrado ou doutoramento que melhor nos ensine e faça viver a mentalidade rural e a sociedade burguesa do Porto da 2ª metade de novecentos que a que proporciona a leitura dos 4 livros de um "novelista menor" conhecido pelo pseudónimo Júlio Diniz?
Deixo o desafio.
Thursday, 15. June 2006, 11:38:01
leituras, cultura, educação, culture
...
a ler «A leitura e a virtude cívica» de Franscisco José Viegas no JN de ontem. O texto parte de premissas tão óbvias que não se compreende porque é que não são aplicadas! 2 excertos:
«Penso que o conhecimento dos clássicos é um dos melhores caminhos para conhecer a nossa história, a nossa língua e a nossa cultura. E que a leitura de um clássico é melhor do que a leitura de um regulamento do Big Brother, um artigo de jornal ou cartaz publicitário. Mas estes anos de insistência nas "virtudes cívicas do ensino do português" em vez do ensino da literatura, "produz técnicos de ensino" do português mas não forma professores disponíveis para cativar estudantes do secundário para os desafios da leitura.»
«é necessário que a escola mude alguma coisa nos seus hábitos. A escola e as famílias. Mas a escola cumpre um papel essencial, razão porque há a esperar alguma coisa desta iniciativa (...)»
Relembro, no entanto, o texto da Jacky a que fiz referência na entrada anterior, que poderá ser um entrave ao que Francisco José Viegas, muito lucidamente, defende.
1 2 Next »
Showing posts 1 -
15 of 18.