Posts tagged with "thoughts"
Thursday, 13. July 2006, 11:53:26
futebol, pensamentos, thoughts
A euforia em torno de um seleccionador que não chama os melhores, que raramente estuda os adversários e joga igual contra todos, que dificilmente acerta numa substituição, que não arrisca minimamente, que insulta os portugueses em jornais estrangeiros, só pode ser compreendida por ser visto como o líder de uma frente comum de combate ao F.C. do Porto, nomeadamente através do seu presidente, por aqueles que não acreditam na liderança dos seus clubes, há muito arredados de sucessos desportivos assinaláveis.
Tuesday, 11. July 2006, 06:32:38
arte, art, cultura, cultural management
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Completou-se anteontem o 1º aniversário sobre o desmantelamento do Ballet Gulbenkian sem que nada, em rigor, tenha sido feito para manter viva e activa a estrutura performativa portuguesa internacionalmente mais conhecida e reconhecida. Nas minhas estadias pela Europa constatei que, nos meios que se interessam pela cultura, a Gulbenkian era uma entidade de referência assente em 3 vertentes: o espaço de concertos em Lisboa; bolsas para estudantes; o Ballet Gulbenkian!
Percorrendo a blogosfera dei conta que o Tiago Bartolomeu Costa e a Alice Valente não esqueceram o fatídico momento.
Num momento em que impor uma marca no mercado é o "totem" de todos os especialistas de marketing, já que é o passo fundamental para a internacionalização de qualquer bem ou serviço, nós damo-nos ao luxo de deitar ao lixo uma das raríssimas marcas que temos, talvez a com mais poder de penetração a nível cultural!
A Gulbenkian não a quer? Pode ser um erro, mas é dos que a administram, não é assunto público! Agora não a aproveitar - uma associação, uma fundação, o Estado, uma parceria entre privados e Estado - demonstra que, afinal, nós, os que gritamos pelas artes e pela cultura em geral, somos uns inertes sem respeito pelo que, muito palacianamente, dizemos que queremos defender!
A marca Ballet Gulbenkian demorou décadas a ser construída e um dia apenas a ser destruída!
Fui procurar e reler alguns textos escritos à época pelo Henrique Silveira , pelo Manel da Truta, pelo Luís Antunes, pelo Tiago Bartolomeu Costa, pelo P.V.M., pela Thita que reproduz um texto de Miguel Esteves Cardoso editado na Periférica, pelo Old Mirror, "O Céu sobre Lisboa", pela Teresa Cascudo, pela Catarina, pelo Daniel Tércio e por mim próprio (link) e dei comigo a pensar que, mais uma vez, na hora, todos temos opinião firme e solução à vista sem nunca, neste país, nada se consubstanciar! E excatamente porque nada fazemos se não palrar, mesmo que vocifrando a alta voz, andamos e continuaremos a rogar pelo amparo do papá Estado, desde os keynesianos aos mais acérrimos neoliberais, para ficarmos por estes!
Onde está a iniciativa privada de toda esta gente que à época se indignou? Que fizemos nós, os que choramos o fim do Ballet Gulbenkian, por ele? Nada! Rigorosamente nada a não ser assinalar a data e "bater no ceguinho"!
Ai de nós que exigimos que o Estado faça aquilo que cada um deveria fazer! O Estado (é esse o problema) não é uma entidade etérea, somos nós, nós mesmos, os mesmos que palramos e nada por ele fazemos, nem sequer exigir, com propriedade e de forma consequente, sabemos!
A acrescentar ao que escrevi há 1 ano nada, mais nada tenho, a não ser a total falta de assertividade e competência no desempenho da nossa cidadania!
Deixo um poema da Alice Valente dedicado ao Ballet Gulbenkian, "Movimento Presente" e o sincero desejo de que as novas gerações trabalhem mais pelas seguintes do que nós por elas fizemos.
Wednesday, 5. July 2006, 17:33:21
indignações, política, reflexões, politics
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A pujança que os senhores do BCE teimam em imprimir ao euro, responsável pela fuga do investimento na produção e pelo incremento do investimento fiduciário, é a principal causa do empobrecimento da classe média europeia e, a prazo, da própria existência da UE e do seu central banco.
Será esta política de direita, de esquerda ou de total desprezo pelos cidadãos?
Ou de nada disso se trata, apenas de uma pura e simples vassalagem ao poder do capital anónimo?
Até quando resistirão os mandantes desta União a assumir a Europa que almejam - um offshore?
Thursday, 15. June 2006, 11:43:31
cultura, educação, música, culture
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Será que um músico português conseguirá sentir e interpretar Schumann, Chopin ou Liszt sem ter lido Camilo (só para ficarmos por autores portugueses)?
Não será que as interpretações "lamechas" destes compositores, que fizeram (e ainda fazem) escola, não seriam diferentes depois dos intérpretes terem sentido que o romantismo se traduziu pela elevada intensidade emocional, pela hiperbolização das paixões e não por uma serôdia "lamechice"?
Mais um desafio..., com alguma provocação à mistura!
Thursday, 15. June 2006, 11:40:34
cultura, educação, culture, education
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Será que alguém conhece algum ensaio, livro, tratado, tese de mestrado ou doutoramento que melhor nos ensine e faça viver a mentalidade rural e a sociedade burguesa do Porto da 2ª metade de novecentos que a que proporciona a leitura dos 4 livros de um "novelista menor" conhecido pelo pseudónimo Júlio Diniz?
Deixo o desafio.