My Opera is closing 3rd of March

Spit it out

I wanna know, have you ever seen the rain?

So what?


Já começaram as aulas, mas ainda sinto que falta algo...aquele "tchan" pra deixar tudo bem.

Não sei exatamente o quê me anda incomodando a tanto tempo. Faz meses que estou sentindo que algo está errado, ou faltando, mas não consigo saber o que é.

As vezes sinto saudades de coisas que nunca tive, de lugares que nunca passei e por aí vai. E não consigo deixar parar de sentir que existe algo muito ausente nisso tudo. Em mim, talvez.

No meio das trocentas coisas que aconteceram num espaço tão curto de tempo, as vezes chego a pensar que não consegui digerir tudo ainda. Talvez seja porque meu "eu" presente se perdeu muito dos caminhos do meu "eu" passado que projetou tantas coisas para o meu "eu" futuro.

Na verdade, meu eu futuro anda tão envolto em penumbras, que nem imagino como poderá ser. Não que eu sinta estar "falhando", ou que não vá dar em nada na vida, mas não sei explicar... A incerteza das coisas me deixa um pouco sem chão.

Eu sei que antes eu vivia muito para o futuro, esquecendo até mesmo de prestar atenção em 100% do presente. E que isso não é bom. Mas ter um pouco daquela idéia do quê poderia ser ou qualquer coisa assim, me deixava mais confiante para seguir um caminho.

Mas os que andei escolhendo, até agora não deram muitos resultados. É como se a cada decisão que eu tomasse, seguisse, no final sempre tem algo a se descobrir que transforma todo aquele caminho seguido em algo que não quero mais seguir.

Antes eu achava que eu preferia ficar trabalhando trancafiada entre quatro paredes, sem nem precisar sair para ver o sol. Depois descobri que, na verdade, eu sinto falta do sol! Gosto de andar pelo mato, ver as coisas, ficar em constante movimento. Mas também notei que sinto falta de uma parada dentro das quatro paredes... Pelo menos,acredito que por hora, me decidi que preciso ter tempos exporádicos nos dois ambientes. É o que tenho conseguido fazer até agora.

Porém, as minhas "paixões" nas coisas que quero dedicar minha vida, mudaram bastante. De uma bancada rodeada por géis e cubas,mudou para lacrimejantes momentos abrindo peixes e mais peixes mergulhados em formol, dando um pulinho na sala adjacente onde estavam fungos e bactérias, indo para fétidos momentos ao ar livre coletando moscas.

Ainda me sinto empolgada com tudo isso. Na verdade, me sinto empolgada com muitas coisas. Mas que adianta se empolgar com tudo se, como me disseram sabiamente uma vez, não é possível abraçar o mundo com as pernas?

Talvez o quê me frustre tanto é saber que, querendo ou não, uma hora vou ter que parar de ficar balançando de um lado para o outro, e fixar num galho. E ficar ali, destrinchando ele. E parar de cobiçar os outros galhos à minha volta. E vai ser difícil.

Se a curiosidade fosse algo que pudesse ser desligada em mim, junto com minha imaginação, pode ser que tudo fosse mais "simples". Se eu não achasse tudo lindo, tudo impressionante e já não criasse mil idéias.

Quem sabe essa sensação de vazio passasse.
Quem sabe se eu parasse de querer tentar segurar tantos galhos de uma vez na mão, também melhorasse.

Malditos galhos. Parem de ser tentadores!
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E 1,2,3...

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