Temos que estar abertos ao conhecimento
Thursday, March 1, 2007 8:53:14 PM
Em primeiro lugar, já que esse será um dos primeiros textos, gostaria de deixar claro para os leitores que este espaço tem como finalidade alertar o leitor, divulgar e propagar o conhecimento que recebemos em nossos dias, em pleno “século XXI”. Tentarei sempre estabelecer associações entre temas discutidos por cientistas, filmes e temas novos para ampliarmos a visão, desconhecidos do público em geral. Porém, antes terei que fortalecer algumas bases, antes de partir para o novo. Desta forma, coloco para todos a minha primeira proposta ou idéia do que muitas outras pessoas já pensaram, e aqui reforço como podemos ficar diante das situações. Não é muito fácil escrever o primeiro texto, já que não temos idéia de quem vai ler, mas como disse o editor do Carl Sagan (cientista que escreveu o “O mundo assombrado pelos demônios”): quando nos interessamos por determinados assuntos, por mais que não entendemos, vamos atrás para conhecer.
Inicio com um problema que envolve ciência (nosso principal foco neste grupo), raciocínio e o modo como os cientistas, ou o círculo científico, encaram os fatos.
Não poderia de deixar iniciar dizendo que, em primeiro lugar, somos seres humanos, e portanto, seres com limites em seus órgãos dos sentidos, assim como a natureza (Mas essa discussão cabe ao segundo ou terceiro texto). Por sermos humanos, qualquer instituição que possamos estar trabalhando, estaremos atribuindo nossas características a elas. Ou seja, quero dizer que as instituições são um reflexo de nós mesmos, nada como um ciclo, como na natureza. Então se as instituições apresentam determinado comportamento, não é a instituição em si, e sim as pessoas que nela trabalham.
Então, vamos ao que interessa hoje. Os cientistas estão sempre testando as hipóteses, verificando suas idéias. Acontece que muitos não têm a mente aberta para novas idéias. Às vezes, um grupo desconhecido descobre algo novo que causará extrema modificação conceitual para certo grupo de pesquisadores. Porém, este trabalho não é aceito pela comunidade científica que têm seus editores de ponta e desconhecem o grupo. Se ciência é feita de superações de obstáculos e de conhecimento, deveria aceitar até provarem o contrário. Um exemplo atual entre neste contexto: editores de uma revista internacional conceituada pela comunidade científica tentou retirar o artigo desta revista científica que tinha acabado de ser aceito. O artigo submetido é de um grupo brasileiro coordenado pelo professor Antonio Teixeira da Universidade de Brasília (Cell 118, 175–186; July 23, 2004) onde propôs um elegante paradigma para a genética dizendo a ocorrência da transmissão vertical do parasita Trypanosoma cruzi (vetor da doença de chagas). Talvez, por um fator político, o artigo foi rejeitado.
Adicionalmente, há outras questões que mantêm a mente fechada. Para quem viu o filme (documentário) “Quem Somos Nós - Evolution”, percebe que para indivíduos que vivem em duas dimensões, apresentar uma terceira dimensão é loucura, blasfêmia ou inacreditável. E se apresentar uma voz falando com o indivíduo, a situação fica constrangedora e o medo surge. O medo do desconhecido aparece e permanece, talvez por não estarmos preparados para o novo ou por não querermos enfrentar o novo.
O cientista deve encarar, investigar os problemas que nos envolvem por mais místicos ou desconhecidos que sejam. Deve até mesmo realizar pontes de ligação entre as teorias e áreas, ainda mais neste século em que o planeta se encontra em caos ambiental. Para exemplificar, devemos encarar o velho debate que perdura mais de 500 anos entre ciência e religião. Por que ambos os lados continuam relutando dizendo que estão certos e que o outro está errado? Será luta pelo poder? Mas que poder é esse? Por que o homem como ser que é não observa o que é claro? O conhecimento científico e religioso está nos livros, basta pegar, estudar e para alguns a ponte se fará, enquanto que para outros haverá uma divergência de idéias. Podemos citar a indignação de um cientista brasileiro Marcelo Gleiser (físico) em sua entrevista dada para época (n°451, janeiro 2007): “espero que o debate que opõe ciência e religião acabe de uma vez”. Parece que esse dualismo entre ser conservador e inovador também reside nesse debate de ambas as partes. De qualquer forma, quero chamar a atenção das pessoas, que devem parar com os preconceitos em não aceitar outras idéias e nem ao menos investigar, por mais mística que sejam. Por que muitas religiões existem há séculos? Qual o seu propósito? Agora, por que cientistas não investigam?
Para finalizar, quero deixar claro, sem muitas exemplificações, pois cada um deve perceber por si só que temos que estar abertos ao conhecimento, investigar, estudar, pois só ele fortalece as idéias, expande os horizontes em qualquer campo do conhecimento e educa nossas vidas mostrando novas culturas e realizando comparações que parecem até absurdas a primeira vista. Mostra-nos como agir diante das situações após reflexões associativas dos assuntos a fim de compreendermos a natureza (que inclui homem), suas leis e seu modo de ação. Com isso, o progresso ocorre, mesmo que lento. Mas com vontade chegaremos ao objetivo, qualquer que seja. A obvialidade das coisas não existe de forma simples, apenas o conhecimento e a educação tornam a visão do indivíduo mais compreensível diante das situações. Por isso, mova-se.
Por Elisson Romanel
Inicio com um problema que envolve ciência (nosso principal foco neste grupo), raciocínio e o modo como os cientistas, ou o círculo científico, encaram os fatos.
Não poderia de deixar iniciar dizendo que, em primeiro lugar, somos seres humanos, e portanto, seres com limites em seus órgãos dos sentidos, assim como a natureza (Mas essa discussão cabe ao segundo ou terceiro texto). Por sermos humanos, qualquer instituição que possamos estar trabalhando, estaremos atribuindo nossas características a elas. Ou seja, quero dizer que as instituições são um reflexo de nós mesmos, nada como um ciclo, como na natureza. Então se as instituições apresentam determinado comportamento, não é a instituição em si, e sim as pessoas que nela trabalham.
Então, vamos ao que interessa hoje. Os cientistas estão sempre testando as hipóteses, verificando suas idéias. Acontece que muitos não têm a mente aberta para novas idéias. Às vezes, um grupo desconhecido descobre algo novo que causará extrema modificação conceitual para certo grupo de pesquisadores. Porém, este trabalho não é aceito pela comunidade científica que têm seus editores de ponta e desconhecem o grupo. Se ciência é feita de superações de obstáculos e de conhecimento, deveria aceitar até provarem o contrário. Um exemplo atual entre neste contexto: editores de uma revista internacional conceituada pela comunidade científica tentou retirar o artigo desta revista científica que tinha acabado de ser aceito. O artigo submetido é de um grupo brasileiro coordenado pelo professor Antonio Teixeira da Universidade de Brasília (Cell 118, 175–186; July 23, 2004) onde propôs um elegante paradigma para a genética dizendo a ocorrência da transmissão vertical do parasita Trypanosoma cruzi (vetor da doença de chagas). Talvez, por um fator político, o artigo foi rejeitado.
Adicionalmente, há outras questões que mantêm a mente fechada. Para quem viu o filme (documentário) “Quem Somos Nós - Evolution”, percebe que para indivíduos que vivem em duas dimensões, apresentar uma terceira dimensão é loucura, blasfêmia ou inacreditável. E se apresentar uma voz falando com o indivíduo, a situação fica constrangedora e o medo surge. O medo do desconhecido aparece e permanece, talvez por não estarmos preparados para o novo ou por não querermos enfrentar o novo.
O cientista deve encarar, investigar os problemas que nos envolvem por mais místicos ou desconhecidos que sejam. Deve até mesmo realizar pontes de ligação entre as teorias e áreas, ainda mais neste século em que o planeta se encontra em caos ambiental. Para exemplificar, devemos encarar o velho debate que perdura mais de 500 anos entre ciência e religião. Por que ambos os lados continuam relutando dizendo que estão certos e que o outro está errado? Será luta pelo poder? Mas que poder é esse? Por que o homem como ser que é não observa o que é claro? O conhecimento científico e religioso está nos livros, basta pegar, estudar e para alguns a ponte se fará, enquanto que para outros haverá uma divergência de idéias. Podemos citar a indignação de um cientista brasileiro Marcelo Gleiser (físico) em sua entrevista dada para época (n°451, janeiro 2007): “espero que o debate que opõe ciência e religião acabe de uma vez”. Parece que esse dualismo entre ser conservador e inovador também reside nesse debate de ambas as partes. De qualquer forma, quero chamar a atenção das pessoas, que devem parar com os preconceitos em não aceitar outras idéias e nem ao menos investigar, por mais mística que sejam. Por que muitas religiões existem há séculos? Qual o seu propósito? Agora, por que cientistas não investigam?
Para finalizar, quero deixar claro, sem muitas exemplificações, pois cada um deve perceber por si só que temos que estar abertos ao conhecimento, investigar, estudar, pois só ele fortalece as idéias, expande os horizontes em qualquer campo do conhecimento e educa nossas vidas mostrando novas culturas e realizando comparações que parecem até absurdas a primeira vista. Mostra-nos como agir diante das situações após reflexões associativas dos assuntos a fim de compreendermos a natureza (que inclui homem), suas leis e seu modo de ação. Com isso, o progresso ocorre, mesmo que lento. Mas com vontade chegaremos ao objetivo, qualquer que seja. A obvialidade das coisas não existe de forma simples, apenas o conhecimento e a educação tornam a visão do indivíduo mais compreensível diante das situações. Por isso, mova-se.
Por Elisson Romanel
