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Intrigante Vida

As aventuras de um Jovem viajante

Posts tagged with "viagem"

29 de Agosto - O perdido: Uma aventura, algumas fotos e um post ;)

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Texto antigo, e agora me perguntem porque eu demorei para postar?
- preguiça existêncial :whistle:

Mas senta que lá vem a história! :D

Na sexta-feira não tenho aula e o tédio vespertino surge rapidamente. O que fazer? Olhava a tela do PC pensando e pensando, minha imaginação estava precisando de novos ares, assim peguei minha CyberShot para aproveitar e tirar algumas fotos, iria para a Figueira do Pontal, longe muito longe, não é uma viagem para outra cidade, mas é um bairro mais afastado. 13:30 embarquei no ônibus, sentei no último banco assim curtia a vigem pulando as alturas a cada buraco e lombada, pula-pula para que? Penso que o treinamento de astronautas utiliza o mesmo método para o treino em casos difíceis, pois o impacto é impressionante, uns 20 cm de altura ou mais que você se levanta do assento.
A viagem era se segurar para não cair e apreciar a vista. Olhava para um lado e para o outro sem preocupação nenhuma, meio sonolento.
O ônibus sempre anda na via ao lado do mar, mas de repente entrou em outro caminho dentro da floresta atlântica, havia apenas outro passageiro na frente, todos os outros já haviam descido, e eu sem saber para onde estava indo. As minhas sinapses teciam numa velocidade tartarugal, alguma coisa está errada. Aquela estrada de chão parecia infinita e angustiante.
Até que o ônibus parou e o rapaz que estava à frente desceu, o motorista olha curioso para trás (deveria estar pensando: aonde esse idiota quer ir)
- Aonde você esta indo?
- Figueira do Pontal.
- Ficou lá para trás, agora eu vou andar mais uns 3 km à frente.
- É praia?
- Não!
O que fazer? Estava completamente na merda. A única coisa que poderia fazer era descer ali mesmo.
Olhava aos lados naquela região estranha e não muito habitada, na minha frente havia uma igrejinha antiga como os de filme de terror e o pior, ao lado de baixo dela havia um cemitério, como era otimista aquele lugar.

Com minha grande massa cinzenta pensei e se eu for para esquerda ao invés de voltar para trás, talvez encontre o mar. Fui assim descendo e descendo vi que aquela idéia não era das melhores (e não era mesmo, pois estava indo no caminho há vila da gloria, muito longe de casa, bem mais longe se eu voltasse o pior lá não tinha ônibus e eu só tinha uns passes no bolso e uma câmera na mão) voltei, para que pegar um caminho duvidoso no lugar do caminho certo.
No mapa abaixo vocês podem ver, o pontinho verde era o meu destino inicial e o vermelho é onde eu fui parar (fim do mundo)! O preto é minha casa! Você deve estar pensando, putz, mas era pertinho é só um dedinho, isso mostra sua capacidade mórbida de não saber merda nenhuma sobre escala.

Então comecei a minha grande jornada, a única coisa que eu via era uma rua infinita de areia e dos dois lados uma floresta inexplorável, comecei a caminhar com passos longos a toda hora olhando ao relógio e dos lados com medo de alguém ou alguma coisa pudesse me atacar naquelas terras estranhas, o pior não era andar naquela areia afundando seus pés com um chinelo havaiana até a canela, era a quantidade de caminhões que passava no sentido contrário levantando um grossa poeira no ar, fazendo com que minhas narinas ficasse entupidas e meus olhos embaçados, sim eu posso dizer claramente que eu comi areia, além da ironia dos motoristas que me cumprimentavam com o levantar das suas mãos e eu abanava a cabeça em sentido de afirmação esperando que eles passassem um pouco mais de vagar, o que acontecia estranhamente o contrário, o pensamento deles deveria ser: - Esse ta ferrado!!!.

Tal sentimento também me apoderava caminhando naquele sol às 2 da tarde sem nenhum ser bondoso para me dar uma carona. Ás vezes no caminho passava por algumas pequenas moradias e o pessoal todo me olhava: O que esse cara ta fazendo por aqui! Até me olharem tudo bem, isso não fere ninguém, porém o amigo do homem, não estava muito a fim de me ver e com seus latidos raivosos queriam me atacar, por quê? Eu nem sou uma carne saborosa! Até que s donos desses animais, gritavam: Volte aqui! E eles desistiam de sua caçada maléfica e eu respirava em paz.
(abaixo uma das moradias mais explêndidas do lugar):cool:

Quando pensava que a estrada estava acabando parecia que alguém a aumentava, tipo uma criança em outro hiperespaço brincando com meu sofrimento aumentando o desenho da linha que simbolizava aquela estrada, como nós brincamos com as formigas fazendo-as carregar mais pesos ou interferindo no caminho delas até o formigueiro. Até que avistei outra igreja lá longe e o vento estava mais forte, vento forte = mar perto!!! E era mesmo!!! Senti-me um próprio naufrago quando é resgatado pela marinha costeira!!!
Passei por uma pontinha e aos poucos estava na figueira do pontal e ventava muito!
Não tinha areia na praia o mar quase chegava à rua!
Mesmo assim tirei várias fotos interessantes dos barcos que estavam ali, comecei a conversar sobre o horário do ônibus com um senhor depois fui caminhando passei por uma passarela, é que estão construindo o porto da cidade as obras estão a todo vapor, de repente o mesmo senhor aparece e me dá um carona! Que sorte ae!
Como agora estava motorizado pensei em parar na casa do PH, que é o ponto azulzinho do Mapa! Fazia algum tempo que não o via então já iria aproveitar para pegar algum filme, ver algum anime e falar das mais bizarras futilidades possíveis.
- Valeu pela carona – assim me dispenso do senhor (uma boa pessoa, apesar de falar muita, mas muita besteira)
Entro na casa dele e pergunto sobre o PH, e pela minha felicidade eterna ele não está, foi para Joinville com a namorada, que grande porcaria, e agora voltar para casa a pé? É longinho ae! (eu sou uma pessoa de muita sorte)
Questiono sobre o horário de ônibus e ele diz que não sabe, depois fala que é agora que ele passa! (Que sacanagem) Saí correndo e fui para o ponto, cheguei lá fiquei andando de um lado para o outro: - será que ele já passou? Ou está atrasado? O que fazer? Fui para o outro lado da rua pedir informação quando começo a falar o ônibus aparece no horizonte.
O ônibus chega entro e adivinhem a surpresa. Era o mesmo motorista que tinha me largado lá no fim do mundo. Ele olhou para mim e não acreditou onde eu estava hehe! Meu, ele começou a rir, isso mesmo, muita risada daquela situação cômica. Sentei no banco de astronauta e respirei fundo. Uau! Cada uma que me acontece! Assim termina essa viagem! (ainda bem)

As Dunas de Florianópolis

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Uma viagem para aprender que: "Nem tudo é o que parece (na TV)".

Essa seria a segunda vez que vamos para capital, um bate-volta no mesmo dia. Como sempre uma viagem muito tranqüila e algumas dores nas pernas e um cansaço normal das horas sentadas. Carros não foram feitas para pessoas com estaturas mais altas, o banco apertado é desconfortável, o presidente da General Motors deve ter 160 centímetros no máximo, carros para cinco pessoas é na verdade para duas senão quiser ter uma massagem de joelhos nas costas.

Não tínhamos nenhum plano de viagem, (nunca fazemos mesmo) pois somos meio-desbravadores (de asfalto certamente, destruição das matas e caçada de índios vamos deixar para os bandeirantes) e gostamos das surpresas de descobrir novos lugares e não de ficar preso num roteiro específico.

Assim de um lado para outro ficamos observando a paisagem, eu via o que tinha do lado esquerdo na janela e meu irmão na direita, minha irmã via a surpreendente vista do asfalto na frente, isso quando seus olhos estavam abertos, a combinação de carro e movimento torna um potente sonífero para ela.

Até que meu pai se lembra de um programa da TV sobre umas dunas de areia em Florianópolis, uma idéia ao primeiro ver sensacional para todos, pensa em dunas já lembra dos lençóis maranhenses, aquelas cenas cinematográficas: areia branquinha, um reporte sorrindo passando a sensação de melhor coisa do mundo, da alegria de descer de tobogã, a alegria maior de ver outro caindo, aquela brisa suave, o perfeito paraíso arenoso! Apesar de que não gosto muito de areia se aventurar parecia legal.

É incrível como esquecemos que essa sensação de paraíso passa para nós quando estamos no maior conforto e sedentarismo possível. Sentado ou melhor deitado num sofá na sala tendo o único esforço de aperta os botõezinhos macios do controle remoto, entretanto ali é a realidade não existe sofá nenhum para sentar, você não esta na sala, você não esta protegido!

Chegamos e de cara já deslumbramos aquele Everest de areia e algumas pessoas aparentemente felizes, e outro ali mais felizes ainda alugando aqueles pedaços de madeira com ridículos apoio para os pés que codificaram como um “tobogã” com preços absurdamente mais felizes ainda (para eles), e como brinde um pedaço de uma certa cera para passar debaixo e escorregar mais facilmente, com certeza o dinheiro mais mal gasto em toda vida, veremos o porque.

A primeira coisa a fazer é tirar o tênis para andar naquela areia toda. O primeiro contato é estanho seus pés estão desprotegidos fica amostra para todo mundo: aquelas unhas horríveis, aqueles seus dedos tortos, seu mindinho esquisito e nem falaremos do perfume francês que sai deles.

Em contato com a areia a gravidade começa agir e eles afundam e a para tira-los necessita de um grande esforço puxando os para cima (para quem anda arrastando os pés é geralmente dificultoso) isso cria uma caminhada chamada: afunda-e-tira-seu-pé-da-areia, que gasta uma energia espantosa, maior do que a de apertar os botõezinhos do controle remoto que estamos acostumados, bem maior mesmo.

Até chegar em um ponto onde as outras pessoas estão fica-se cansado, suado e sem forças, nesse nível você acabou de sair do sedentarismo mortal e gordural que estava! Mas não é só de “afunda-e-tira-seu-pé-da-areia” que uma duna é feita existem outros fatores para deixar este passeio mais detestável. Pois até aqui você apenas deu uma caminhadinha.



Há algo infinitamente irritante nas dunas: O VENTO, não aquela brisa suave da TV e sim aquela rajada de ar de um furacão. Agora junta isso com mais areia vira um inferno, a combinação perfeita para ter um grande decepção com as famosas dunas.

No começo tudo bem, até damos risadas, pois o vento não deixa ninguém andar, produzindo alguns tombos a alegria de ver o outro sofrer é divertido até que ocorra consigo, o pior é os olhos que são alvos das rajadas de areia que parecem ter miras a laser que funcionam cada vez que você pensa em abri-los.
A TV não sopra pelos seus buraquinhos o vento que tem nesses lugares e nem a areia desertal que cega os nossos olhos, cadê o paraíso e o reporte sorridente nessas horas?
Pensamos: O que fazer se o vento não parar e a quantidade de areia voando cada vez aumentar? E o pior não tinha nenhum óculos, algo essencial naquela situação.

Mesmo assim fui tentar andar com o aclamado tobogã e é super divertido, desce numa velocidade boa, o ruim é tentar desviar das estatuas que não saem da frente esperando ter seus ossos fraturados e acabar com meu passeio com um grande tombo, coisas da inércia. Mas daí você chega lá em baixo todo feliz como uma criancinha e quando olha para trás: - “Que Merda!!! Terei que subir tudo isso!”

Utilizando a caminhada “afunda-e-tira-seu-pé-da-areia” tive que com um esforço herculiano subir tudo aquilo, quis descer do lugar mais alto para ser radical, e esqueci do meu sedentarismo onde meu único esforço é teclar e levantar um garfo de metal, agora tinha que carregar aquele tobogã maldito, com o vento contra cuspindo areia na minha cara que demonstrava meu enorme contentamento.

A primeira coisa a fazer quando chega lá em cima novamente quase automático é jogar aquele peso de madeira na areia com suas últimas forças desejando vê-lo partir em vários pedaços o que infelizmente não acontece, melhor seria se fosse a cabeça do Manézinho que te alugou aquilo com sua lábia afiada, que o fez acredita que aquilo seria divertido.

Alugamos para uma hora, porém em menos de trinta minutos já estávamos todos indo embora da nossa emocionante, fascinante aventura nas dunas de Florianópolis.

Levamos mais areia de lá do que qualquer caminhão conseguiria carregar. Nos bolsos, na blusa, a roupa toda cheia de areia, nem falarei da sensação horrível de ter areia nas partes íntimas que ocorria com quem caía do tobogã, o que por sorte não aconteceu comigo, mas pude ouvir as reclamações.

O ouvido e o nariz também não escaparam. Com papel higiênico tentávamos limpar as fossas nasais que nunca foram tão ocupadas, as orelhas então nem se fala, você passava o dedo e tirava aquela crosta de areia que mesmo lavando não saia, só com vários cotonetes depois poderia te-los limpos.

Para as mulheres foi um pouco pior por causa dos cabelos, minha irmã e Mama voltaram com toneladas de areia na cabeça que não saía facilmente, até nós que temos cabelos mais curtos estava cheio de areia.

As dunas assim não é um lugar tão ruim, estava pensando que se tivéssemos as roupas apropriadas talvez fosse muito divertido, analisando o episódio as melhores roupas para tal ocasião seriam as debaixo:

Ficaria perfeito!!! Agora se não tiver vento pode-se dispensar muitos desses acessórios e ser feliz!
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