My Opera is closing 3rd of March

Lara Semac

O poder da pena

Jogando papo fora.

Eu estava aqui relembrando os últimos filmes que assisti e percebi que tinha uma coleção de cidadãos fracassados invadindo minha mente e minha televisão causando em mim uma confusão e tanto do tipo -é namoro ou amizade?- Quem achar que estou exagerando é só assistir "O sol de cada manhã (Nicolas Cage)", "A fúria (Christian Slater)" e Herói (Cuba Gooding Jr)".Eu que não sou dada lá a estes sentimentalismos e nem sequer chegam a ser o estilo de filmes que eu gosto, fiquei me perguntando qual seria o motivo real de tê-los deixado me fazer cia, chegando a conclusão de que foi a bendita curiosidade. Logicamente que ao ler isto alguém pode supor que seja uma crítica negativa aos tais filmes, longe disto! Gostei de todos eles, a despeito da feroz crítica especializada, eu sou plenamente convicta de que, de tudo podemos tirar grandes lições, e que, como já devo ter dito antes, todo filme considerado abaixo da espectativa tem alguma mensagem nem que seja em suas entrelinhas, basta ser observador e captar.

Com a música já não tenho a mesma convicção e quando digo isto, minha memória me leva direto ao período da madrugada deste domingo quando um de meus vizinhos, que se acha uma pessoa muito civilizada estava dando uma festinha com uma música bem BAIXINHA,nem preciso dizer que era o contrário, né? Em plena 3:45am o refrão soava na minha cabeça como uma epifania, algo indecifrável como 'feijão, feijão, feijão, feijão' dito assim com recursos de áudio que faziam a bendita reverberar no meu cerébro, estaria eu sonhando? Estaria eu ouvindo mesmo esta palavras? E o que diabos tem feijão a ver com todas as coisas no universo a ponto de alguém querer dançar o feijão? Eu posso no mínimo desejar comê-lo e ponto.

Já que falei em filme e música vou contemplar o livro que li esta semana " O coração da floresta" de James Lee Burke. O que mais me impressionou no estilo de JLB, além de tocar na ferida do velho, sim velho! -American way of life- é que seu personagem Billy Bob é um homem de poucas palavras e eu nunca achei que fosse gostar de alguém que fosse quase monossilábico. É preciso ser muito hábil para tornar um personagem assim tão convincente, e a propósito dos seus defeitos tão tangíveis, ainda gostar dele e torcer para que no fim tudo dê certo de alguma forma para ele.


Aproveitando que fiquei muito feliz por ter encontrado finalmente no ORKUT uma comunidade que aprecia este escritor norte americano e da qual faço parte agora e espero me deleitar com discussões a respeito do estilo literário dele e sobre os livros lançados até então.



O coração da floresta30 Dias de Noite (30 Days of Night)

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