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Lara Semac

O poder da pena

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Internet. Faca de dois gumes?

O mesmo instrumento que tem sido apoio incontestável à divulgação global de informação, separação de barreiras políticas, sociais e lingüísticas, também se tornou instrumento poderoso de visibilidade e contribuição para a captação de vitimas da pedofilia, prostituição e do trafico humano.

Segundo a AGÊNCIA BRASIL o relatório divulgado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), “Situação da População Mundial 2006”, setenta mil brasileiras trabalham como prostitutas na América do Sul e em países como Espanha e Japão. A maior parte, vítimas de tráfico de seres humanos.

As estatísticas do tráfico de seres humano não param no número de pessoas envolvidas, algo em torno de 2,45 milhões de vítimas, mas englobam também as cifras movimentadas mundialmente, a US$ 17 bilhões e R$ 18 bilhões por ano, apontam o relatório. É a terceira atividade ilícita mais lucrativa, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.

O relatório teve como tema “mulheres e migração”, e uma triste constatação é que do total de pessoas envolvidas no trafico humano, 80% são mulheres e meninas e entre 600 mil e 800 mil, são pessoas traficadas por fronteiras internacionais.

Agora quando o assunto é pedofilia, um dado realmente assustador, apesar dos divulgados acima, entretanto, é que 76% dos pedófilos estão localizados no Brasil, será que é porque existe alguma facilidade de ação destes indivíduos em terras tupiniquins? E notadamente as redes de pedofilia não envolvem menos que 1000 pessoas. O desbaratamento de quadrilhas é hoje uma ação que envolve uma extensa cooperação internacional.

Obviamente que o grande algoz deste texto é a internet, mas não podemos deixar de incluir ai os jornais de grande circulação como divulgadores, de longas datas, da prostituição. Alguém ai já ouviu falar dos classificados?

Recomendo três obras cinematográficas que abordam de forma sistemática estes assuntos, hoje entrelaçados. “Tráfico Humano”, “8 mm” e “Cidade do Silêncio”. Estão lá explícitos os mecanismos, subjetivos ou não, mais utilizados no manejo e captação das vitimas.

Todos pensam em mudar a humanidade e ninguém pensa em mudar a si mesmo- Leon Tolstoi

Quando chamo a todos para uma reflexão só consigo pensar nesta frase de Tolstoi. O recrudescimento pelo qual passa nossa sociedade tem como causa principal, a perda de nossos valores, a volta de velhos hábitos e a aquisição de novos. Combater tais práticas começa com ações individuais e posteriormente com ações coletivas.
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