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Lara Semac

O poder da pena

Fantasmas do Senado Federal.

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O assunto “Crise no Senado” tem tomado bastante do tempo da nossa mídia, estampando diariamente as páginas principais de nossos jornais. Em notícia recente, li que o convênio firmado entre Senado e a FGV previa uma auditoria de seis meses para identificar os possíveis pontos críticos que elevam os gastos desta casa,entretanto já se sabe que um destes pontos críticos são "certos" funcionários que constam na folha de pagamento, mas que ninguém, nem sabe, nem nunca viu, onerando assim os cofres públicos. Todo Brasil em uma grande expectativa vislumbrava o desfecho da auditoria, e que de forma pouco surpreendente acabou chegando em seu relatório final a mesma conclusão que a nação havia chegado: Eram funcionários fantasmas. Após o prazo, da auditoria, firmado ter chegado ao fim, percebi que as buscas pelos tais fantasmas continuam, dia, após dia.

Independentemente de tudo isso, a sociedade anseia por um processo que traga transparência, visibilidade, moralidade e ética a uma instituição já muito desgastada em sua imagem, por questões diversas, mas que colocando em um quadro geral, se resume à corrupção; e por este motivo, requer a implantação urgente de catracas eletrônicas obridatória a todos os servidores, em menor ou maior grau, no Senado Federal. O caso é que pensando profundamente sobre esta questão de âmbito e de interesse nacional, me convenci que catracas eletrônicas não seriam eficientes pelo simples motivo de que, por ser um instrumento deste mundo, não conseguiria captar a essência fantasmagórica de tais funcionários.

O primeiro passo seria estabelecer contato com estes funcionários, e como os mesmos são fantasmas, percebi que mesmo a FGV contando com especialistas do mais alto gabarito em seus quadros, a coisa não poderia ser feita em primeira mão, observando só do ponto de vista administrativo e econômico, pois como diria William Shakespeare, "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia", vi que para realmente ser um processo efetivo, seria necessário abrir uma licitação visando firmar novo convênio entre o Senado, e mais adequadamente, com uma firma que tenha interesses voltados para a parapsicologia.

A sugestão pode parecer surreal a alguns, como de fato é! Entretanto quero ressaltar que depois de tanto ver na política brasileira acontecerem coisas potentosamente impossíveis e tão afrontosamente gritantes, que me convenci de que fantasmas, gnomos, fadas, e outros tantos seres inimagináveis, que comumente nos causam curiosidade ou terror, de fato , existem! E eles estão entre nós, na folha de pagamento do Senado brasileiro. Diante de tal quadro, tive que me render e ampliar minha visão ao novo, estendendo-a a uma linguagem cognitiva que me auxiliasse na compreensão deste fenômeno metafísico, e que fosse além de somente sugerir a interferência de profissionais capacitados para estabelecer contato formal com fantasmas.

Obviamente que por não estarmos habituados à lidar com manifestações fantasmagóricas no Brasil, ainda mais do ponto de vista trabalhista, só pude pensar em três pessoas, mais hábeis do que todos os economistas da FGV juntos, com repercussão e prestígio internacional, de forma que a probabilidade de falha no processo seja mínima: Peter, Raymond e Egon, três professores universitários de parapsicologia da Universidade Columbia de Nova Iorque, mais conhecidos como GHOSTBUSTERS, carinhosamente conhecidos no Brasil como caça-fantasmas e devidamente homenageados por Ray Parker Jr.

Resolvida a questão de como estabelecer o contato, imaginei o que seria possível fazer, para efetivamente tentar registrar a presença de tais entes na folha de pagamento do Senado, ou expurgá-los definitivamente, fazendo-os desembarcar do trem da alegria, mas percebi que por serem substância ectoplásmica, só confirmaria a inutilidade da catraca eletrônica. Cheguei à conclusão de que, o mais prático, seria implantar nas portarias do Senado um Tabuleiro Ouija, onde cada fantasma poderia se manifestar e se registrar, passando a ter uma personalidade e evitando assim seu corte no ponto. Sei que para isto acontecer é necessário que haja mais do que uma vontade política, é preciso um exorcismo. Como tenho certeza que o falecido Padre Damien Carras (O exorcista), não está na folha de pagamento do Senado para que possamos pedir um auxílio e como ninguém nunca conheceu a tal "vontade política", deduzi que ela se tratava de outro fantasma sob a égide do maior fantasma, grande, branco e mole, no comando do Senado atualmente, que recusa o exorcismo, SARN-STEY PUFT.É por isto, que lá é um caos.

Internet. Faca de dois gumes?A arte da Ciência Política.

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