Sunday, September 9, 2012 7:46:14 PM
vai, se, dane, embora
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“E o amor sempre vai ser algo abstrato para mim” Essa foi de longe a mais cruel de todas as minhas decepções. Minha culpa. Meu erro. Você se dá conta do que perdeu depois que não existe mais volta. E não importa se venham, 1, 2, 10, 100... Esquecer você é como parar de respirar. Eu cometi os mesmos erros que você. Mas nunca deixei de ser quem eu era para agradar ninguém. Você ao contrário, de forma obliqua, vive cheio de máscaras. Uma para cada momento. Mas você nunca as usou quando estava comigo. Será que é tão difícil de entender, p#$@*! Eu vivi fugindo desse sentimento, e quando finalmente através dele consigo concisamente superar tudo e lutar por fim, é você quem começa a fugir! Dói sabia?! Mas tudo bem, estou provando do meu próprio veneno. Eu mereço. Porém eu cresci. Não sou o mesmo de um, dois, três, quatro... Anos atrás. Amadureci. Não foi muito. No entanto, já valeu a pena. Melhor que nada. Sei que muita coisa mudou. Você também não é mais o mesmo de antigamente. Por isso, entenda. Volte atrás, ou dê um ponto final. Não aguento mais viver dessa forma, porque tá difícil! Quer saber... Vá pra puta que pariu. Não sabe o que está perdendo. Eu vou chorar, me descabelar, me arrastar, comer brigadeiro até o fim do dia. Mas amanhã por mais que seja forte esse sentimento vou descarta-lo como você fez comigo. Eu também posso ser forte. Achei alguém que me ensinasse a se-lo. Meu arrependimento passará, e o seu ficará pelo resto da vida. Boa sorte!
Wednesday, February 22, 2012 11:29:00 PM
vida, infância, saudade, adeus
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É incrível a maneira como as pessoas entram e saem da sua vida. Como o tempo passa sem você se dar conta. Uma vez eu desejava com todas as minhas forças que o tempo passa-se o mais rápido possível, e passou. Hoje, no entanto, desejaria que jamais tivesse passado, e cada segundo permanece-se condensado na linha temporal. Mas, como não sou um agente do tempo, apenas um intermediário, posso apenas lembrar. E que maldita é essa saudade. Chega mansinha e bem devagar. Você abre a porta e quando vê ela já se apoderou de tudo, seus sentidos, pensamentos, até o controle sobre si mesmo. Faz você se arrepender de ter deixado de fazer um monte de coisas, de não ter lutado mais, por ter abandonado um monte de pessoas. E que saudade eu tenho das minhas velhas amizades da infância. Pra mim aquele foi sem dúvida a melhor fase da minha vida. Apesar, de não ter sido fácil, eu amei aquilo tudo. Lembro como se fosse hoje, das brincadeiras, brigas, indiferenças, das amizades, que eram veridicamente verdadeiras. Jamais esqueci quem fez parte dessa fase da minha vida. Infelizmente, tudo acabou cedo. Cada um foi embora para algum lugar. Inclusive eu. Às vezes em dias como esse fico me perguntando como foi à vida delas, desde que foram embora. Se também choraram, se decepcionaram, desiludiram, sofreram por amor ou que ainda lembram-se de mim. É inexplicável a maneira que você aprende com isso. Eu queria voltar atrás dar um ultimo abraço, um ultimo adeus e dizer que foi doce enquanto durou... Eu não posso. Faz parte da vida. Cada um seguiu um rumo mesmo que cedo demais. Os bons momentos ficaram eternizados na minha memória. E nem o tempo, a vida, ou qualquer um vai poder apagar eles.