Friday, February 22, 2013 8:43:12 PM
Em uma área de 23,7 hectares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista, serão plantadas espécies nativas da Mata Atlântica, encontradas nas serras do Mar e da Mantiqueira. É o que prevê o Projeto Mata Nativa, lançado hoje (22) para ser executado em parceria do Inpe com a Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba, uma organização não governamental (ONG).
O coordenador do projeto, Jean Ometto, informou que o plantio será feito pela ONG e caberá ao Inpe acompanhar o impacto da nova vegetação sobre o meio ambiente, por meio do monitoramento da formação hidrológica, de nutrientes no solo, e do crescimento das espécies.
O que motivou a iniciativa, segundo ele, foi o levantamento feito em 2008 sobre a quantidade de caebono emitida pelo Inpe sem uma compensação ao meio ambiente. O cálculo indicou a emissão de 2 mil a 2,5 mil toneladas de carbono por ano. “Nosso propósito, agora, é recompor a biodiversidade nos próximos 20 anos”, estimou o cientista.
Com reposição de espécies nativas, a expectativa é que haja também estímulo ao povoamento da fauna, em razão da interação natural na reprodução vegetal e animal, disse Paulo Valadares, secretário executivo da ONG. Entre as 80 diferentes espécies nativas da Mata Atlântica serem plantadas estão o amendoim-bravo, ipê-roxo, paineira, pau-viola, jequitibá-rosa e sangra-d’água.
As informações são da EBC
Sunday, November 4, 2012 5:04:24 PM
Dendrocronologia é um método científico de estabelecer a idade de uma árvore baseado nos padrões dos anéis em seu tronco. É estabelecida de acordo com o clima das épocas, e por isso, torna-se um grande método de datação absoluto dos climas passados. Esta técnica foi inventada e desenvolvida por A. E. Douglass, fundador do laboratório Tree-Ring Research na Universidade do Arizona.
As árvores, em zonas temperadas, crescem em espessura de maneira descontínua. A produção dos seus tecidos, só se faz durante uma parte do ano, nomeadamente na primavera e no verão, o que leva à formação de anéis com o ritmo de um por ano. São os chamados anéis anuais. Verifica-se, por outro lado, que a largura desses anéis não é constante, variando de ano para ano em cada região de acordo com a variação das condições climáticas: quanto melhores forem essas condições tanto mais largos serão os anéis anuais e, inversamente, quanto mais desfavoráveis às condições tanto mais estreitos os anéis.
Note-se, todavia, que a data determinada deste modo poderá não ser muito rigorosa, representando apenas um terminus post quem. Com efeito, é habitual ao cortar as pranchas de madeira excluir a parte adjacente á casca, isto é, alguns ou todos os anéis de alburno, e, além disso, secar durante algum tempo a madeira antes da sua utilização.
Assim, para datar mais rigorosamente uma pintura com suporte de madeira, ter-se-á que determinar a data do abate da árvore donde proveio tal madeira, somando à data obtida dendrocronologicamente para o último anel anual detectado no suporte o número de anéis de alburno. Em seguida ter-se-á que adicionar à data do abate o tempo decorrido entre essa data e a altura da criação da obra de arte.
O número de anéis de alburno depende da idade da árvore e do lugar da sua proveniência. Para os carvalhos da região do Báltico, por exemplo, donde terá vindo a madeira usada na maioria dos suportes da pintura holandesa dos séculos XV e XVI, um estudo estatístico indicou que em 50 % dos casos o número de anéis de alburno varia entre 13 e 29, a mediana da distribuição dos valores observados é 15, o número mínimo é 9 e o máximo 36.
Quanto ao intervalo de tempo entre o instante do abate das árvores utilizadas na produção dos suportes das pinturas e a altura da intervenção dos pintores, a experiência adquirida por alguns investigadores no estudo de alguns painéis datados do século XV permitiu concluir que em geral é de cerca de 10 anos.
Tuesday, September 25, 2012 9:24:18 AM
O formato de círculos concêntricos usado por algumas aranhas na construção de suas teias pode ajudar a atrair mais presas, indica um estudo da Universidade de Incheon, na Coreia do Sul. A função do formato, uma complexa rede orbital, tem motivado debates entre a comunidade científica há muito tempo.
Estudos prévios já sugeriam que tais teias poderiam servir para espantar pássaros, enviar mensagens sobre acasalamento, proporcionar sombras do sol ou até para camuflagem. Mas, agora, cientistas sul-coreanos sugerem que a função primordial seria atrair mais insetos. Isso porque, ao refletir mais raios ultravioleta, a teia atrai insetos sensíveis a esses raios.
A pesquisa publicada no periódico científico Journal of Behavioral Ecology and Sociobology utilizou aranhas-vespas (Argiope bruennichi), uma espécie comumente encontrada em toda a Europa, no norte da África e em partes da Ásia, e conhecida pelo abdômen das fêmeas, que é decorado com listras.
Teias Durante a construção das teias, as aranhas fazem padrões em zigue-zague a partir do centro. Criados com uma seda branca especial, esses padrões refletem muito mais raios ultravioleta do que outras partes da teia. Os cientistas questionaram por que os animais produziriam uma teia circular, em uma aparente "armadilha disfarçada", para "decorar" a teia em volta da parte que realmente teria função útil.
Para testar os efeitos dessa decoração, que usa uma seda conhecida como stabilimentum, os pesquisadores compararam as teias decoradas e outras sem adornos. "A stabilimentum é uma estrutura de seda branca que reflete mais luz ultravioleta do que qualquer outra seda de aranhas", diz o cientista Kim Kil-Won, da Universidade de Incheon, que lidera o estudo. A equipe chegou a conclusões sobre a potencial serventia dos enfeites e encontrou uma ligação entre eles e o sucesso de caça das aranhas.
"Os efeitos da stabilimentum sobre o sucesso da caça parecem dever-se ao aumento da capacidade de interceptar insetos polinizadores sensíveis aos raios ultravioleta", diz Kim. De acordo com seu estudo, as teias adornadas conseguem atrair o dobro dos insetos em relação àquelas que não os possuem.
Kim explica que os insetos polinizadores encontrados nas teias possuem maior sensibilidade aos raios UV. Entre eles estão, por exemplo, 20 famílias diferentes de moscas, vespas, cigarras e borboletas. "Nossos resultados mostraram que a aranha que tece teias orbitais decora sua teia para atrair as presas que reconhecem raios ultravioleta. A função original provavelmente não era atrair presas, mas atualmente o animal se usa dessa habilidade", disse o cientista à BBC Brasil.
Ultravioleta
Estudos anteriores mostraram que esses insetos são atraídos por flores com alta capacidade de refletir a luz ultravioleta e que os padrões das teias que têm efeito semelhante se aproveitam dessa predisposição. "Acreditamos que, ao decorar a teia com um stabilimentum, as aranhas usam uma predisposição da presa com relação a superfícies que refletem UV", diz o líder do estudo.
Entretanto, o cientista acrescenta que os resultados não invalidam as pesquisas anteriores. "Provavelmente o stabilimentum estabiliza e fortalece mecanicamente a teia orbital. Essa propriedade ajudaria a manter as presas maiores na teia", diz.
Ele sugere que a adaptação poderia ser usada de formas diferentes por diversas espécies de aranhas que tecem teias circulares, mas que é necessário conduzir mais pesquisas sobre a função original desse formato. "A origem evolutiva dessa característica pode ter que ser separada de seu papel contemporâneo", diz Kim.
Com reportagem de Ella Davies, da BBC News
Tuesday, August 28, 2012 10:09:35 AM
O Ártico perdeu mais gelo marinho neste ano do que em qualquer outro período desde que registros por satélite começaram a ser feitos, em 1979, segundo a Nasa (a agência espacial americana). Cientistas que calculam as perdas afirmam que isso é parte de uma mudança fundamental.
Além disso, o gelo marinho geralmente atinge seu ponto mais baixo em setembro, então acredita-se que o derretimento deste ano vá continuar. Segundo a Nasa, a extensão de gelo marinho caiu de 4,17 milhões de km² em 18 de setembro de 2007 para 4,10 milhões de km² em 26 de agosto de 2012.
A cobertura de gelo marinho aumenta durante o frio dos invernos no Ártico e encolhe quando as temperaturas voltam a subir. Mas, nas últimas três décadas, satélites observaram um declínio de 13% por década no período de verão.
A espessura do gelo marinho também vem diminuindo. Sendo assim, no total o volume de gelo caiu muito - apesar de as estimativas sobre os números reais variarem.
Joey Comiso, o principal pesquisador no Goddard Space Flight Center da Nasa, disse que o recuo deste ano foi causado pelo fato do calor de anos anteriores ter reduzido o gelo perene - que é mais resistente ao derretimento.
"Diferentemente de 2007, as temperaturas altas no Ártico neste verão não foram fora do comum. Mas nós estamos perdendo o componente espesso da cobertura de gelo", disse Comiso. "Assim, o gelo no verão fica muito vulnerável."
"'Morte inevitável"
Segundo Walt Meier, do National Snow and Ice Data Center, que colabora nas medições da cobertura de gelo, "no contexto do que aconteceu nos últimos anos e ao longo dos registros de satélite, isso é um indicativo de que a cobertura de gelo marinho do Ártico está mudando fundamentalmente".
O professor Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, disse que "diversos cientistas que trabalham com medição de gelo marinho previram alguns anos atrás que o recuo iria se acelerar e que o verão Ártico se tornaria livre de gelo em 2015 ou 2016".
A previsão, na época considerada alarmista, agora está se tornando realidade, diz ele. E o gelo ficou tão fino que irá inevitavelmente desaparecer.
"Medições de submarinos mostraram que (a região) perdeu pelo menos 40% de sua espessura desde os anos 1980. Isso significa uma inevitável morte para a cobertura de gelo, porque o recuo de verão é agora acelerado pelo fato de que enormes áreas de água aberta permitem que tempestades gerem grandes ondas, as quais quebram o gelo restante e aceleram seu derretimento", afirmou.
"As implicações são graves: a maior área de água aberta reduz o albedo médio (refletividade) do planeta, acelerando o aquecimento global; e nós também estamos vendo a água aberta causar derretimento do permafrost (solo composto por terra, gelo e rochas congelados), liberando grandes quantidades de metano, um poderoso gás causador do efeito estufa", disse.
Ameaças e oportunidades As opiniões variam sobre a data da morte do gelo marinho de verão, mas as notícias mais recentes causam pessimismo. Um recente estudo da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, usou técnicas estatísticas e computadores para estimar que entre 5% e 30% da perda recente de gelo se deve à Oscilação Multidecadal do Atlântico - um ciclo natural do clima que se repete a cada 65 a 80 anos. Está em uma fase quente desde meados dos anos 1970.
Mas o restante do aquecimento, estima o estudo, é causado pela atividade humana - poluição e desmatamento de florestas. Se o gelo continuar a desaparecer no verão, haverá oportunidades, assim como ameaças. Alguns navios já estão economizando tempo ao navegar por uma rota antes intransitável ao norte da Rússia.
Companhias de petróleo, gás e mineração estão brigando para explorar o Ártico - apesar de sofrerem forte oposição de ambientalistas. O Greenpeace tem protestado contra exploração pela gigante russa Gazprom.
Entre as muitas ameaças, o aquecimento é ruim para a vida selvagem do Ártico. Graças à influência do gelo marinho nas correntes de jato, as mudanças podem afetar o clima na Grã-Bretanha.
As mudanças - caso ocorram - poderiam abrir depósitos congelados de metano que iriam aquecer ainda mais o planeta. Oceanos mais quentes podem levar a um maior derretimento da cobertura de gelo da Groenlândia, o que contribuiria para a elevação do nível do mar e para mudanças na salinidade do mar, que por sua vez poderiam alterar as correntes oceânicas que ajudam a controlar nosso clima.
Sunday, August 5, 2012 1:20:25 AM
Estudo da Academia Nacional de Ciências dos EUA diz que erupção solar poderia destruir parte essencial da rede elétrica do país, e trazer caos à sua infraestrutura
Uma gigantesca liberação de partículas geomagnéticas vindas do Sol poderia destruir mais de 300 dos 2.100 transformadores de alta voltagem que são a espinha dorsal da rede elétrica dos EUA, segundo a Academia Nacional de Ciências norte-americana.
O Sol está entrando em um período de atividade intensa, conhecido como "máximo solar", que deve atingir seu auge em 2013. Por isso, há um ímpeto por parte de um grupo de agências federais para buscar maneiras de preparar os EUA para uma grande tempestade solar nesse ano.
Especialistas dos EUA estimam em até 7 por cento o risco de uma grande tempestade em 2013. Pode parecer pouco, mas os efeitos seriam tão amplos - semelhantes à colisão com um grande meteorito - que o fato tem atraído a atenção das autoridades.
Apagões isolados podem causar caos, como ocorreu em julho, na Índia, quando mais de 600 milhões de pessoas ficaram sem energia durante várias horas em dois dias consecutivos. Já um blecaute de longa duração, como o que poderia acontecer no caso de uma enorme tempestade solar, teria efeitos mais profundos e custosos.
Há discordâncias sobre o custo, mas especialistas do governo dos EUA e da iniciativa privada admitem que se trata de um problema complexo, que exige uma solução coordenada.
Um relatório da Academia Nacional de Ciências estimou que cerca de 365 transformadores de alta voltagem no território continental dos EUA poderiam sofrer falhas ou danos permanentes, que exigiriam a substituição do equipamento.
A troca poderia levar mais de um ano, e o custo dos danos no primeiro ano após a tempestade poderia chegar a dois trilhões, disse o relatório. As áreas mais vulneráveis ficam no terço leste dos EUA, do Meio-Oeste à costa atlântica, e no Noroeste do país.
A rede elétrica nacional foi construída ao longo de décadas para transportar a eletricidade ao preço mais baixo entre
os locais de geração e consumo. Uma grande tempestade solar tem a capacidade de derrubar a rede, segundo o relatório dos cientistas.
De acordo com estimativas do relatório, mais de 130 milhões de pessoas nos EUA poderiam ser afetadas. Andres disse que no pior cenário a cifra de mortos poderia chegar a milhões.
Outros países também sentiriam o impacto se uma supertempestade solar atingisse seu sistema de energia, mas o dos EUA é tão amplo e interconectado que qualquer grande impacto teria resultados catastróficos no país.
Wednesday, July 25, 2012 2:00:40 AM
Cientistas precisam determinar se o derretimento do gelo vai contribuir com a elevação do nível do mar
A cobertura de gelo da superfície da Groenlândia derreteu este mês em uma área superior à detectada em mais de 30 anos de observações de satélite, informou a Nasa nesta terça-feira.
Segundo medições de três satélites diferentes analisadas por cientistas acadêmicos e da agência espacial americana, calcula-se que 97% da cobertura de gelo derreteram em algum ponto em meados de julho, reportou a fonte em um comunicado.
"Isto foi tão extraordinário que a princípio questionei o resultado: seria real ou teria sido um erro nos dados?", disse Son Nghiem, da Nasa.
O especialista lembrou ter notado que grande parte da superfície congelada da Groenlândia parecia ter derretido em 12 de julho, ao analisar dados do satélite Oceansat-2, da Organização de Pesquisas Espaciais Indiana.
Resultados de outros satélites confirmaram estas descobertas. Mapas do degelo demonstraram que em 8 de julho cerca de 40% da superfície congelada tinham derretido, uma área que aumentou para 97% quatro dias depois.
A notícia é divulgada dias depois de imagens de satélite da Nasa mostrarem que um enorme iceberg com o dobro do tamanho da ilha de Manhattan se soltou de uma geleira na Groenlândia.
Segundo a Nasa, no verão, cerca da metade da cobertura de gelo da Groenlândia derrete naturalmente. Normalmente, a maior parte desse gelo derretido volta a congelar rapidamente em altitudes mais elevadas, enquanto em áreas costeiras parte dele é retida pela cobertura de gelo, enquanto o resto vai para o oceano.
"Mas este ano, a extensão do derretimento em ou perto da superfície aumentou dramaticamente", acrescentou a agência.
Cientistas precisam determinar se o degelo, que coincidiu com uma forte onda de ar quente sobre a Groenlândia, contribuirá com a elevação no nível do mar.
Tuesday, July 17, 2012 3:57:05 AM
O Silêncio além de ensinar é cativante, instigante e poderoso. Quando te defrontares com injustiças, a ele recorre sem medo. Ele será o teu guia, o teu amigo e o teu maior conselheiro. Ouve-o e aprenderás mais que se tivesses vivido mil vidas barulhentas!
Veja por exemplo o desabrochar desta rosa....
Thursday, July 12, 2012 11:14:21 PM
Isto é absurdo! Vamos nos mobilizar para que nunca mais aconteça!
Thursday, July 12, 2012 11:07:06 PM
Institutos de pesquisas do sul da França anunciaram que foi concluído o sequenciamento do genoma da "Musa acuminata", presente na composição de todos os tipos comestíveis de banana. A conclusão abre caminho para a produção de variedades mais resistentes aos parasitas. O sequenciamento revelou os 36 mil genes da bananeira e sua posição em seus 11 cromossomos.
O Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e o Centro Nacional de Sequenciamento (CEA-Genoscope), ambos em Montpellier, ressaltaram que a banana revelou os segredos de seus 520 milhões de bases. Os resultados do trabalho, que durou mais de 10 anos, foram publicados na revista científica Nature, informou o Cirad - órgão que coordenou em 2010 o sequenciamento do genoma do cacaueiro.
Para os pesquisadores, a descoberta representa uma "contribuição fundamental para aprimorar as variedades", uma vez que "a banana está sujeita a ameaças constantes de parasitas, e é fundamental para a segurança alimentar e econômica de mais de 400 milhões de pessoas nos países do sul".
"Se a produção de variedades mais resistentes é uma necessidade, também é, no entanto, complicada, devido à baixa fertilidade das bananas", advertiu o Cirad. "O sequenciamento constitui uma referência de grande valor para estudar a evolução dos genomas", acrescentou, ressaltando que os pesquisadores já conseguiram determinar que a bananeira registrou três episódios de duplicação completa do genoma.
A maioria dos genes que surgiram desta duplicação se perdeu, mas alguns persistiram, permitindo "o surgimento de novas funções biológicas", destacaram os pesquisadores, que identificaram fatores abundantes de regulação, que contribuem em "processos importantes, como o amadurecimento das frutas".
Thursday, July 12, 2012 11:06:58 PM
Institutos de pesquisas do sul da França anunciaram que foi concluído o sequenciamento do genoma da "Musa acuminata", presente na composição de todos os tipos comestíveis de banana. A conclusão abre caminho para a produção de variedades mais resistentes aos parasitas. O sequenciamento revelou os 36 mil genes da bananeira e sua posição em seus 11 cromossomos.
O Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e o Centro Nacional de Sequenciamento (CEA-Genoscope), ambos em Montpellier, ressaltaram que a banana revelou os segredos de seus 520 milhões de bases. Os resultados do trabalho, que durou mais de 10 anos, foram publicados na revista científica Nature, informou o Cirad - órgão que coordenou em 2010 o sequenciamento do genoma do cacaueiro.
Para os pesquisadores, a descoberta representa uma "contribuição fundamental para aprimorar as variedades", uma vez que "a banana está sujeita a ameaças constantes de parasitas, e é fundamental para a segurança alimentar e econômica de mais de 400 milhões de pessoas nos países do sul".
"Se a produção de variedades mais resistentes é uma necessidade, também é, no entanto, complicada, devido à baixa fertilidade das bananas", advertiu o Cirad. "O sequenciamento constitui uma referência de grande valor para estudar a evolução dos genomas", acrescentou, ressaltando que os pesquisadores já conseguiram determinar que a bananeira registrou três episódios de duplicação completa do genoma.
A maioria dos genes que surgiram desta duplicação se perdeu, mas alguns persistiram, permitindo "o surgimento de novas funções biológicas", destacaram os pesquisadores, que identificaram fatores abundantes de regulação, que contribuem em "processos importantes, como o amadurecimento das frutas".