Opera Talks - David Storey - Abrindo a Internet
By Patrick. Wednesday, 21. October 2009, 20:34:49
Nota: Vocês devem ter percebido como o ritmo de postagens teve que dar uma diminuída nos últimos tempos. Não estou negligenciando o blog, muito menos o contato com vocês. Porém tem havido muito projetos acontecendo, inclusive a viagem para o Brasil em novembro que está mais difícil de postar. Reparem (considerando a diferença de fuso de +4hrs) o horário deste post. Mas vamos ao que interessa. Tivemos já duas entrevistas neste espaço que são decorrentes das entrevistas do Choose Opera. São meras traduções do material anterior, mas como este espaço é democrático, faço questão de disponibilizar em português também para todos ficarem por dentro, beleza? O entrevistado dessa vez é o David Storey nosso Chief Web Opener (ou seja, "chefão de abertura da Web"). Vocês vão entender isso melhor abaixo com a entrevista propriamente dita.
Essa semana trouxemos o David Storey para nos falar sobre SVG, HTML5 e o Opera
Choose Opera: Oi, David! Obrigado por nos dar alguns minutos para conversar conosco. Quem é David Storey, e o que ele faz na Opera Software?
David: Oi galera. Eu tenho vários papéis na Opera. Lidero o projeto "Open the Web", que tem a tarefa de melhorar a compatibilidade de sites e aplicativos Web com navegadores baseados em padrões Web, com foco especial no Opera, logicamente. Isso significa que estou sempre conversando com desenvolvedores Web e empresa, ajudando para que elas corrijam problemas que encontramos. Isto pode envolver desde visitar grandes empresas como Microsoft, Google, e Yahoo!, como conversar com pequenas peixarias em Plaquemine, Louisiana nos EUA. Então acabo viajando muito, indo em muitas conferências e eventos, o que acaba sendo uma ótima forma de conhecer o mundo quando não estou preso num aeroporto, hotel ou salão de eventos.
Além do projeto Open the Web, faço parte do Opera Developer Relations team, a equipe da Opera de relações com desenvolvedores. Esta é a equipe de evangelizadores Web que promovem padrões Web e a educação de desenvolvedores. Como parte disto, sou o Gerente de Produto do Opera Dragonfly, nossa principal ferramenta para desenvolvedores, e estou envolvido em dois Grupos de Trabalho da W3C; o Grupo de Interesse em SVG e o Melhores Práticas em Internet Móvel.
Choose Opera: O que despertou o seu interesse em computadores e na Internet?
David: Acho que o meu interesse por computadores começou da mesma forma que muitas crianças da minha geração. Teve um Natal que ganhei um Commodore 64, e fique totalmente absorvido por ele, economizando a minha mesada para comprar novas fitas de jogos. Ao contrário dos consoles, eles só custavam 3 libras cada, o que era acessível para uma mesada de 1 libra por semana. Evoluiu a partir daí e acabei fazendo faculdade de Ciência da Computação.
Através disso fui convidado a aplicar para uma vaga de estágio no CERN (berço da World Wide Web), e consegui o estágio. Antes disso eu não tinha feito nenhum desenvolvimento web; tudo era C, C++, AI, base de dados e tal. Estando no CERN, tinha a oportunidade de conversar frequentemente com pessoas como o Robert Cailliau, que era cofundador da própria Internet. Além de ajudar a me tornar um viciado pela Web, o Robert foi quem fez ficar interessado no Mac. O OS X estava saindo do beta na época e vendo o UNIX OS, que tinha um framework de primeira classe Object Orientated em Cocoa (baseado no NeXTStep - o SO para o qual o primeiro browser havia sido feito no Cern), e não só isso, como também tinha um visual legal e era utilizável por reles mortais, foi como uma lâmpada ligando na minha cabeça. Claro, não haviam muitos aplicativos, mas no Cern nós fazíamos todos os nossos aplicativos devido a predominância de Windows, Solaris, Linux e Mac. Aquilo foi uma espiada na direção futura da computação onde a disponibilidade de aplicativos nativos se tornaria menos importante.
Choose Opera: Qual é o seu recurso favorito em qualquer produto da Opera?
David: Do ponto de vista do desenvolvimento, adoro poder editar o código e recarregar do cache. Isso faz com que testar pequenas mudanças seja muito fácil.
Em relacao a recursos, tenho que dizer a barra de endereços. Sem ela eu não iria muito longe. Além do Opera Link que é ótimo, já que sempre estou trocando entre diferentes versões do Opera, Opera Mini e Mobile.
Choose Opera: E qual o recurso que você descobriu mais recentemente?
David: Mesmo sendo de formação técnica, não sou um "power user", então não uso tantos recursos. Recentemente descobri um build interno em que era possível colocar os visual tabs ao lado que é muito útil com laptops com widescreen. Mas isso é roubar um pouco porque acabou só sendo implementado no Opera 10 beta 3.
Choose Opera: Sabemos que você é um dos defensores mais entusiastas do SVG, você poderia explicar o que isso é e como nos afetará?
David: Não sei se sou um dos defensores mais entusiastas do SVG - dê uma olhada em algumas das coisas incríveis que foram feitas com SVG no SVG Open, mas claro. SVG significa Scaleable Vector Graphics (Gráficos Vetoriais Escalonáveis). Quando vemos imagens normais na Internet, elas são feitas de pixels individuais. Você pode já ter reparado que quando aumenta o zoom a imagem fica pixelada ou quadriculada. Isso porque quando você aumenta o tamanho da imagem, os pixels se tornam maiores. Imagens SVG são feitas de vetores, onde pontos são desenhados matematicamente. Quando você aumenta o zoom, os pontos são recalculados para que a imagem fique sempre nítida. Formatos bitmap são mais adequados para fotos em que a imagem é capturada em pixels, enquanto que formatos vetoriais são mais adequados para ilustrações, mapas e gráficos.
Além de desenhar imagens estáticas com SVG, também é possível criar animações. Dessa forma, o SVG é frequentemente visto como o competidor aberto de tecnologias proprietárias como Flash ou Silverlight. Uma vantagem do SVG é que ele pode ser integrado com todo o conjunto de padrões abertos, como estilos com CSS, comportamento com JavaScript, incorporacao de (X)HTML, ou transformando-o com XSLT por exemplo. Um desenvolvedor pode reutilizar muitas habilidades que já possuem, e podem usar tecnologias específicas no que elas são melhores.
SVG já está nos afetando de alguma forma, uma vez que é usado em um número surpreendente de lugares. Muitas soluções de mapas o utilizam, como Google e Bing Maps, e o Google o usa em vários dos seus sites como a ferramenta de desenho do Google Docs. Um dos problemas que o SVG enfrenta em alcançar a aceitação em massa é a falta de suporte do Internet Explorer. Porém sites de massa como o Washington Post já estão utilizando SVG através de bibbliotecas JavaScript libraries como RaphaëlJS. O Brad Neuberg do Google também anunciou recentemente o SVGWeb que traz o SVG ao IE através de um Flash shim. Um desenvolvedor só precisa adicionar um link de JavaScript na sua página para usar o SVG como se tivesse suporte nativo. Também haviam alguns representantes do IE no SVG Open, então, quem sabe, teremos alguma forma de suporte no IE9.
Um benefício que usuários finais terão quando o SVG deslanchar é que gráficos irão redimensionar e possibilitar o zoom. São benefícios cada vez mais importantes na medida em que passamos mais para a Internet móvel e em dispositivos como televisores de alta-definição e com interfaces baseadas em zoom. O SVG também permite efeitos muito mais requintados que estamos acostumados em páginas HTML como animações, texto em uma direção, filtros e mais. A Web pode ser tornar uma experiência ainda mais interativa. Logicamente há perigos se designers e desenvolvedores exagerarem, como vemos em sites cheios de Flash onde freiam o usuário com a navegação passando por transições na tela. Também devemos ver uma maior disponibilidade por se tornar parte do núcleo do browser, então pode estar em qualquer lugar que o navegador rodar. Com plug-ins, dependemos que o fornecedor do plug-in tenha portado o plug-in para o hardware que em que o browser está e se há uma acordo de licença em uso.
Choose Opera: E quanto a HTML 5? Quando veremos <audio> e <video> no Opera?
David: O Opera está comprometido com ambos os formatos Ogg Theora e Ogg Vorbis para vídeo e áudio respectivamente. Eles funcionarão não apenas no HTML 5, mas também no SVG 1.2, que também inclui os elementos de vídeo e áudio. Escolhemos Ogg por serem codecs abertos que não requerem uma taxa de licença para estarem nas diversas plataformas em que o Opera está presente. A Mozilla e o Google marcam presença com o Ogg. O trabalho aqui na Opera é contínuo e esperamos lançá-lo na próxima versão pública do Opera Desktop que tenha uma atualização no Presto. Este seria o Presto 2.4, e inclui várias outras coisas legais como backgrounds e bordas CSS 3 (sim, finalmente border-radius e cantos arredondados!), transições e transformações CSS, e muito mais. Está se tornando um lançamento muito bom no que diz respeito aos desenvolvedores. Não posso comentar quando será lançado mas, esperem um Labs ou Alfa/Beta para desenvolvedores testarem os novos recursos antes da versão final.
















nom4d3br # 21. October 2009, 23:35
Cyro # 22. October 2009, 00:14
Presto 2.3 = Opera 10.5 <- Novas features, mais aplicativos para o Unite, melhorias na skin e pequenos ajustes no mecanismo de renderização (core fixes).
Presto 2.4 = Opera 11 <- Carakan, Vega, possibilidade de utilizar SVG dentro das Skins, HTML5 (vídeo e áudio), border radius, Geolocation, 3D Canvas e melhorias no mecanismo de renderização (leia-se javascript por bytecode).
Dante003 # 22. October 2009, 03:01
Originally posted by Cyro:
Pelo que eu me lembre, o Carakan vai sair no 10.5 não?
Na versão 11 vai ter os efeitos do Aero no visual também.
snague # 24. October 2009, 17:00
Estou com problemas para postar devido a estar preparando muitos alunos para concurso publico mas estou sempre lendo
tekonaza # 27. October 2009, 04:00
Não sei quando que essas tecnologias viram à tona (Carakan e Vega), mas espero que a Vega seja compatível com placas ATI também. Minha Radeon X1950XT agradece. =]
nom4d3br # 28. October 2009, 10:11