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Gruta de Nossa Senhora de Lourdes
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Localizada na Fonte do Senhor[...]
Breve + informações !!
O Rio Ipiranga
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Até o ano de 1829, a comunicação por veículos, entre a Vila de Iguape e o Morro do Espia (de onde eram extraídas as pedras, saibro, barro, etc, para a construção das casas), era feito a partir do canto do "Pátio das Casinhas" (atual Praça Engenheiro Greenhalgh, conhecida popularmente por "Praça de São Benedito" ), dando a volta no terreno da baixada do Ipiranga, em direção a Fonte da Saudade (localizada no sopé do morro, nos fundos da sede do IBAMA), porém, neste ano a Câmara mandou construir uma ponte sobre a barra do Ipiranga, abrindo assim, comunicação direta ao sopé do morro. O Rio Ipiranga, era um pequeno córrego, que saindo da Fonte do Senhor, desaguava no Mar Pequeno, cortando o “Pátio do Ipiranga” (atualmente é o Largo Comendador Luiz Álvares da Silva, onde está situada a "Praça dos Maçons"). Naquela época, o local era uma grande várzea alagadiça e como se vê na foto, as águas do Mar Pequeno chegavam muito próximas as residências, e as canoas vinham encostar nos quintais das casas. Esta ponte era baixa, contudo, com alguns reparos serviu até 1842, ano em que os cidadãos Luiz Alvares da Silva, Bernardo Antônio Neves, Antônio José Pinto, Joaquim Antônio Neves e José Pinto Pereira, fizeram um aterro em nível, do fim da Rua da Ipiranga, ao pé da dita ponte, e depois no mês de abril do mesmo ano, pediram auxílio da Câmara para elevar a ponte e concluir o aterro no lado defronte, haja vista a grande utilidade deste serviço para a condução dos materiais de construção, cujo pedido foi atendido, mandando a Câmara concluir o serviço.

A construção da Igreja Matriz
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Informações desde a construção da antiga Igreja de Nossa Senhora das Neves, e a sua demolição para a construção da atual Basílica que abriga a imagem do Bom Jesus de Iguape[...]
Breve + informações !!

Rua Direita (atual 9 de Julho)
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Até o ano de 1810, a população era responsável pela mão de obra para manter limpo o caminho do Porto do Ribeira, entre 1810 e 1837, esse serviço era feito as custas dos donos da carroças que existiam na vila, sendo obrigados a reservar dois dias de serviço em cada mês, para pagar a manutenção. Em sessão do dia 15 de abril de 1836, o vereador José Jacinto de Toledo, indicou que a Câmara mandasse abrir uma rua, partindo do canto do seu prédio, em linha reta ao Porto do Ribeira, mandando orçar esse serviço. No dia 16 de junho, o Sr° Toledo falou novamente sobre a abertura da referida rua, que foi orçada em 150$000 (cento e cinquenta mil réis), porém, achando a Câmara muito dispendioso o serviço necessário, ficou adiado "por tempo mais oportuno". Em sessão de 13 de julho de 1837 foi resolvido então iniciar-se a abertura da nova rua, partindo do canto do prédio do Sr° Toledo, mas sua conclusão levou muito tempo. No dia 15 de abril de 1839 foi posto o nome de "Rua Direita" (em homenagem à celebre rua paulistana) e demarcadas no mesmo dia as ruas transversais até os limites dos terrenos pertencentes a vila, mas em julho de 1847 a Câmara não consentiu a passagem de veículos por esta nova rua. Após a Revolução Constitucionalista de 1932, passou a se chamar Rua 9 de Julho.

Fonte da Saudade
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Localizada no sopé do morro, nos fundos da área onde está instalada a sede do IBAMA de Iguape, a fonte serviu ao povo como uma das alternativas para abastecimento de água potável, lavagem de roupa, e local de lazer da sociedade iguapense. No ano de 1842 foi aberto um canal para levar a água de uma pequena fonte, chamada Fonte da Saudade para o Mar Pequeno, desviando as águas de seu antigo curso por onde corriam ao Rio Ipiranga (atualmente Largo Comendador Luiz Álvares da Silva, onde está situada a "Praça dos Maçons"). Em julho de 1843, por meio de uma subscrição, o procurador da Câmara mandou fazer na Fonte da Saudade uma parede de pedra e cal para servir de açude, com um cano colocado em altura conveniente para a passagem de água, e um tanque, também construído de pedra e cal, para ser usado na lavagem de roupa. Em 13 dezembro de 1843, estava concluída a obra na dita fonte, e iniciada uma mais ou menos semelhante em outra pequena fonte, a qual foi chamada de Fonte de Todos os Santos, sendo que, esta foi feita para evitar que qualquer morador da vila fizesse ali alguma obra, para uso particular da fonte de água. Na Fonte da Saudade foi empregado oitenta e cinco mil réis, tendo a Câmara contribuído com trinta mil réis, e o restante pelos seguintes vereadores: João Mâncio da Silva Franco, doze mil e oitocentos réis, além de quatro dias de serviço de um escravo; Bernardo Antônio Neves, catorze mil réis; Antônio José Pinto, sete mil réis; Antônio José Gonçalves, dois mil réis, e Manoel José Corrêa seu serviço como administrador, na importância de vinte mil réis, porém seria preciso construir os muros da caixa, no qual se gastaria de dez a doze mil réis, para impedir possíveis invasões e danos, bem como, se impedir o corte de árvores no morro para evitar a extinção das fontes naturais, principalmente em época de estiagem, porque, exceto o córrego da Fonte do Senhor, os demais são córregos de pouca água, e pode se afirmar que hoje estes não tem nem a metade de quando o morro ainda não era explorado. Nessa época os habitantes da cidade eram obrigados a buscar água para beber na Fonte da Saudade, concluída em 13 de dezembro 1843, ou na caixa d´água da Fonte do Senhor (conhecida como "locomotiva"), concluída anos mais tarde, em 26 de fevereiro em 1848, sendo que o encanamento de barro estava inutilizado, portanto estavam ainda nas mesmas condições do abastecimento de água potável como no ano de 1738, quando o local para buscar água potável e lavagem de roupas, era a Gruta do Senhor, concluída em junho de 1738. Somente a partir de 16 de janeiro de 1851, foram feitas melhorias no referido encanamento e entregues as obras das valas que conduziam a água apenas para a lavagem de roupas, mais próximo às casas dos moradores, concluídas em 8 de abril de 1851, não precisando recorrer a tais fontes.

As obras para o fornecimento de água potável à Vila de Iguape
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Uma das primeiras obras de necessidade que as autoridades desejavam aos moradores da Vila de Iguape, era trazer água potável mais próximo às suas habitações. Na descrição da localidade escolhida para a vila, na ocasião de sua mudança, o pequeno córrego nascia no sopé do morro do lado Noroeste, e corria para o Rio Ribeira sendo a fonte distante da igreja 1.600 metros aproximadamente. Anterior ao ano de 1692 as autoridades já falavam em melhorar o fornecimento de água potável, o mais próximo possível às habitações dos moradores da Vila de Iguape, porém, somente no dia 15 de janeiro de 1692, é que os oficiais da Câmara concordaram em mudar o curso do córrego e trazer água da Fonte do Senhor, por meio de uma vala, que passando próximo a diversas casas, ia em direção ao Mar Pequeno, no local conhecido por Ipiranga (atual praça dos Maçons). Após inúmeros pedidos de melhoria da distibuição da água da Fonte do Senhor, por parte da população da Vila de Iguape, os vereadores no ano de 1737 resolveram chamar concorrentes para a construção de uma caixa d´água ao pé do morro, e estando nesta ocasião o pelourinho em mau estado de conservação, como consta os livros da Câmara, foram lavrados editais chamando concorrentes para ambas as obras. Este serviço foi executado pelo capitão João Pereira Valle, no dia 1° de dezembro de 1737, ficando concluída e entregue à Câmara no mês de junho de 1738. No dia 14 de abril de 1847 foi proposto pelo vereador Antônio José Pinto, que fossem colocados tubos de barro sobre o antigo muro vindo da Fonte do Senhor em direção à vila, e se construisse uma caixa de pedra e cal no fim do referido muro, com quatro bicas para uso público, utilizando a água da fonte acima da caixa d´água do Senhor, no dia 26 de fevereiro de 1848 foi terminada e inaugurada pela Câmara para uso público dos habitantes da vila, porém o encanamento não durou muito tempo devido as grandes chuvas, sendo necessário seu reparo em janeiro de 1851. Devido as chuvas a água ficou estagnada em diversas partes da cidade, e a Câmara solicitou ao presidente da província de São Paulo, Vicente Pires da Mota, algumas medidas para melhorar a situação. O governo autorizou a abertura de valas para a saída das água estagnada, entre as diversas valas, mandou abrir uma partindo próximo a um lugar chamado "Tapera", em linha reta até o "Valo do Rocio" (atual Largo do Rosário). No dia 6 de março de 1854, a Câmara pediu ao governo, que autorizasse a construção de um chafariz no Largo de São Francisco (atual Praça Engenheiro Greenhalgh, popularmente chamada de "praça de São Benedito"), com encanamento que ligasse este com a Fonte do Senhor. Até esta data, os habitantes da cidade eram obrigados a mandar buscar água na caixa d´água da Fonte do Senhor ou na Fonte da Saudade, sendo que o encanamento de barro estava inutilizado, porém estavam ainda nas mesmas condições a respeito do abastecimento de água potável como no ano de 1738, tendo somente, mais próximo às suas casas a água necessária para a lavagem de roupas.

A nova Casa da Câmara e Cadeia
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No ano de 1826, a Câmara tratou de escolher um local para a edificação de uma nova casa, e depois de várias propostas ficou resolvido que o local seria na esquina da Rua do Campo (atual Rua 7 de Setembro), com a frente do edifício para o Largo do Rocio (atual Largo do Rosário), cujo terreno foi cedido por carta de data. A câmara em sessão do dia 21 de outubro do mesmo ano, mandou pagar a quantia de 76$800 (setenta e seis mil e oitocentos réis) ao proprietário, com o fim de cedê-lo para a construção da nova Casa da Câmara e Cadeia. No início do ano de 1827 a Câmara mandou demolir a antiga casa em que funcionava, a qual tambem servia de cadeia, tendo anteriormente recebido ordens a este respeito de diversos ouvidores, bem como portarias do governo, porém não havendo sequer outro prédio que fosse apto para abrigá-la, foi deixando de cumprir as ordens recebidas. Essa casa era de propriedade da Câmara, tendo sido construída pela população para este fim, em virtude da mudança da Vila de Iguape. A razão dessa demolição era para servir de local para a continuação da obra da nova Igreja Matriz, em construção, a qual não podia continuar porque a referida casa existia no lugar onde hoje é a capela-mor. Para conseguir essa mudança, a Câmara alugou um imóvel na Rua do Funil (atual Rua da Neves), do morador José Antônio dos Anjos, para as sessões da Câmara, pelo preço mensal de 2$560 (dois mil quinhentos e sessenta réis), e os presos foram transferidos para um imóvel que estava servindo de quartel para os milicianos (quartel das organizações militares). Em 7 de setembro de 1827, estando na Vila de Iguape, Comarca de Paranaguá e Curitiba, o Ouvidor-Geral e Corregedor interino da Comarca Joaquim Teixeira Peixoto, em casas de aposentadoria (prédio que abrigava, nos séculos XVIII e XIX, os aposentos para ouvidores, altos funcionários e nobres em viagem pela cidade), juntamente com Juízes Ordinários, alferes, oficiais da Câmara e cidadãos, se dirigiram ao Largo do Rocio (atual Largo do Rosário), para escolher o local que abrigaria a nova Casa da Câmara e Cadeia (edifício do período do Brasil colônia e parte do período imperial onde estavam instaladas os órgãos da administração pública municipal) e proceder um cálculo aproximado do valor para a realização da referida obra, foi decidido edificá-la na esquina da Rua do Campo (atual Rua 7 de Setembro), ao lado direito da Capela da Senhora do Rosário (atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos), tendo o largo do Rocio à sua frente. Foi demonstrado através de laudos que com três contos de réis, pouco mais ou menos, era possível sua edificação, o qual foi aprovado pelo Corregedor e oficias da Câmara e cidadãos presentes, em conformidade com uma planta apresentada por Euzébio da Cunha Paiva, mestre canteiro da obra da nova Matriz, sendo nesta ocasião pago pela Câmara a quantia de 10$000 (dez mil réis) pela referida planta. Em seguida começaram as obras, sendo pago os serviços pelo cofre municipal, porém, não admitiam grandes gastos, o que fez com que a Câmara recorresse diversas vezes ao governo provincial. A obra foi calculada inicialmente em 3:000$000 (três contos de réis), porém é impossível que fosse um cálculo exato em virtude das proporções do edifício. É certo que entre os anos de 1828 a 1854 foi dispendido cerca de 8:000$000 (oito contos de réis), pelas contas dos adminstradores da obra e dos procuradores da Câmara, neste espaço de tempo, verifica-se que a Câmara gastou pelo menos contos de e novecentos mil réis, não podendo precisar da soma exata por falta de esclarecimentos nas contas da Câmara. O governo auxiliou a edificação deste prédio com diversas quantias, sendo em 1825 com 800$000 (oitocentos mil réis), em 1842 com 600$000 (seiscentos mil réis) e em 1845 com 1:000$000 (um conto de réis). Assim sendo teria sido empregado 7:300$000 (sete contos e trezentos mil réis). Em sessão do dia 14 de janeiro de 1854, a Câmara informou ao governo que, para a conclusão desta obra, seria necessária a quantia de dez contos de réis, podendo ser concluído uma parte pela quantia de quatro contos. Até o ano de 1860, foi gasto mais de 18 contos de réis, porém a sua conclusão somente se realizou depois de 1890, e assim mesmo com modificação da primitiva planta, demolindo-se parte das paredes feitas, mudando-se a frente do edifício e deixando-se muito menor do que foi projetado em 1827.
A abertura do Canal do Valo Grande
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o transporte de sacas de arroz era feito em canoas até o Porto do Ribeira e dali eram levadas em carroças até o Porto de Iguape (Porto Grande), então para facilitar o transporto das sacas e também reduzir as despesas com fretes, decidiram abrir esse canal, com cerca de 3 quilômetros de comprimento[...]

A construção da Gruta do Senhor
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No dia 1 de dezembro de 1737, a Câmara de Iguape confiou ao capitão João Pereira do Vale, pelo preço de 190 mil réis, as obras de uma "casa de abóbada" na Fonte do Senhor, destinada ao abastecimento público de água na Vila, e mais a construção de um pelourinho, à época o símbolo da Justiça. Essa “casa abobadada” é a "Gruta do Senhor", que foi construída sobre a pedra na qual, reza a tradição, lavou-se a imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape para lhe ser retirado o salitre do mar, no ano de 1647. Essa casa foi construída de pedra e cal e possuía dois canos e um tanque no lado de fora para lavagem de roupa, sendo feita de modo que a água corresse sempre para fora da gruta, na direção de onde corria o Rio Ribeira. Protegia a gruta uma resistente porta de ferro. O capitão Vale comprometeu-se a entregar as duas obras até a Festa de Agosto do ano seguinte, as quais foram concluídas no mês de junho de 1738, e existe notícias de apenas dois consertos desde sua construção até o ano de 1890, na ocasião de estar na Vila de Iguape o Ouvidor-Geral, no dia 15 de março de 1740, juntamente com vereadores, fizeram uma vistoria na referida gruta, como consta no livro de Provisões do Ouvidor, citado no documento n° 14, como também, estando a porta da gruta arrombada, a Câmara no dia 8 de agosto de 1757 mandou consertá-la, ainda mais porque a "casinha" estava assentada sobre a pedra na qual fora lavado o Santo de Iguape. Determinou também que, como a intenção "dos Devotos que aqui chegão he tirar pequenas partes della, seria prudente que a chave estivesse sempre a disposição do Procurador da Irmandade do Senhor para satisfazer a requizição dos Devotos, recomendando não consinta que alli se lave ninguém, afim de não se perder uma devoção tão conhecida e arraigada no coração dos fiéis". A "Gruta do Senhor" é um monumento de forma hemisférica, ostentando no alto de sua cúpula, uma cruz de ferro, tendo uma porta que dá entrada ao seu interior, situado em plano inferior ao nível do solo, por onde se desce através de uma pequena escada de granito. Todos os anos afluem à Gruta milhares de romeiros que vão extrair lascas da pedra que, segundo afirmam, possuem poderes milagrosos. De acordo como a crendice popular, por mais que se retirem lascas, a pedra continua do mesmo tamanho; e, ainda, colocando-se uma lasca num filtro, ela cresce com o tempo. É a lenda da “pedra-que-cresce”, que intrigou até o grande escritor Albert Camus, Prêmio Nobel de Literatura, ao visitar a cidade de Iguape no mês de agosto do ano de 1949, acompanhado de Oswald de Andrade, Paul Silvestre, adido cultural francês, e Rudá de Andrade, filho de Oswald, além do motorista, cujo nome não foi citado, mas que foi apelidado por Camus, de Augusto Comte, por parecer com o filófoso francês.

veteranos da Sociedade Esportiva Palmeiras de 1973
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veteranos do Palmeiras no Estádio Municipal "Américo Mâncio", no ano de 1973. Em pé, da esquerda para a direita: o goleiro Renato (cortado na metade - primo do inesquecível Enéas da Lusa), Tremembé, Savério, Barros, Lima (o Garoto de Ouro), Gariba, Dias, Gil Carioca, Salvador e uma pessoa não identificada. Agachados: Aquiles, Gildo, China, Miltinho, Julio Português, Bececê e Odilon (também conhecido como Cardosinho).

vapor Iguape
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No dia 29 de outubro de 1919, a Companhia de Navegação Fluvial Sul Paulista inaugurava o vapor "Iguape", construído nos estaleiros da empresa na cidade, sob a direção do mecânico-armador José Antônio. Houve grande festa na inauguração, com a presença de autoridades e do povo em geral. Esse vapor dispunha de ótimas acomodações para vinte passageiros de primeira classe e durante mutos anos foi empregado na navegação fluvial na região.

cruzador Tiradentes
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O cruzador Tiradentes, foi o único navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil em homenagem ao Alferes da Cavalaria Joaquim de Xavier, ou Tiradentes, protomártir de Independência. Foi construído no estaleiro Armstrong de Elswick, em Necastle-on-Tyne, Reino Unido, sendo lançado ao mar em 1892. Quando estourou a Revolta da Armada, em 1893, encontrava-se docado no Dique Mauá em Montevideo (Uruguai), sendo incorporado a Esquadra Legal, fiel a Floriano Peixoto, como sua capitânia. Em abril de 1894, participou do ataque ao Encouraçado Aquidabã, em Santa Catarina. Integrou em 1896, uma Divisão Naval comandada pelo CA Júlio de Noronha, composta também pelo Encouraçado Aquidabã, e pelo Cruzadores Republica, representando o Brasil na Revista Naval passada pelo Presidente Glover Cleveland, por ocasião da Exposição Internacional de Chicago. Sob o comando do Capitão-Tenente José Nunes Belfor Guimarães, em 1899, teve presença de destaque na questão República do Cunani, república surgida no atual Amapá, fronteiriço ao território francês da Guiana. Em 20 de janeiro de 1913, zarpou do Rio de Janeiro, conduzindo o Sr. Ministro da Marinha e sua comitiva, a fim de tomarem para no translado dos restos mortais das vitimas do Encouraçado Aquidabã, do cemitério de Angra dos Reis para o monumento em Jacuacanga, tendo regressado a sua sede em 21 do mesmo mês. Participaram também das homenagens o C Rio Grande do Sul e os Cruzadores-Torpedeiros Tupy e Tamoyo. Em 13 de agosto, foi colocado a disposição da Superintendência de Portos e Costa pelo Aviso n.º 1309. Em 1916, foi transformado em Aviso Hidrográfico. Já em 1917, foi rearmado como Cruzador em virtude do Aviso n.º 2067, de 30 de maio de 1917, sendo incorporado à Divisão Naval do Norte, então comandada pelo Contra-Almirante João Carlos Mourão dos Santos. Foi submetido a Mostra de Desarmamento em 1919, passando seu casco a ser usado como Pontão, para o transporte. Em 5 de julho de 1925, naufragou na praia de Ipanema, em São Francisco do Sul (Santa Catarina).
(IRFM) Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo
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Em 1921, o lendário Conde Francisco Matarazzo, italiano que fez fortuna em São Paulo, implantou em Iguape uma filial de suas conceituadas Indústrias Reunidas. Para gerenciar essa indústria na cidade, foi encarregado o major Francisco Firmino de Pontes Oliveira (filho do capitão de igual nome, que em Iguape exerceu a função de tabelião por várias décadas). Firmino, filho, entre outras atividades, foi vereador e capitalista. As Indústrias Matarazzo situava-se próximo do Valo Grande, mais precisamente na Rua São Miguel, no antigo nº 5, e ainda hoje existem, bastante mal conservadas, suas instalações, destacando-se o gigantesco prédio de tijolos expostos e a alta chaminé, que domina o cenário. As atividades da Matarazzo na cidade eram essencialmente comerciais. A filial de Iguape, em seu armazém, vendia variados produtos, tais como: sal, querosene, gasolina, farinha de trigo, sabão, velas, fósforos, sacaria, etc. Também comprava, em grande escala, tanto arroz em casca quanto beneficiado. Possuía grande e produtivo engenho de arroz, do qual, durante muitos anos, foi encarregado o sr. Luiz Correa. Possuía também serviço próprio de navegação fluvial e marítima, de onde se destacavam o paquete "Montenegro", durante anos comandado pelo capitão-tenente Antônio de Brito Lima, e o iate-motor "Alayde". Quanto aos funcionários da Matarazzo, a empresa empregava em sua maioria pessoal de Iguape. Como os auxiliares de escritório Cyro Sant’Anna, Satyro de Oliveira e o então jovem Pedro Coutinho (prefeito de Iguape, de 1948 a 1952), Appio Augusto Rocha, além de dezenas de outros que desempenhavam diversas atividades.
Em 1929, em virtude de se transferir para a Capital, o major Francisco Firmino passou o cargo de gerente da Matarazzo para Franco Manfredi, que aqui chegou no dia 25 de julho daquele ano. Contudo, Manfredi gerenciou por menos de um ano; já em 7 de abril de 1930, chegava em Iguape, no vapor "Iraty", Theodoro Cervone, o novo gerente da Matarazzo em Iguape. Infelizmente, o sonho da Matarazzo em Iguape não deu certo. Atravessando então avançado processo de decadência, a cidade não conseguiu comportar uma indústria desse porte. A Matarazzo acumulou prejuízos sucessivos por uma década, até que decidiu fechar sua filial em 1935, abandonando, inclusive, todas as suas máquinas e equipamentos. Foi um duro golpe no processo de industrialização de Iguape. Em 1939,no mesmo prédio foi instalada a famosa Indústria de Pesca "Pirá", grande marco na industrialização da manjuba em Iguape, que funcionou até a década de 1960.
A construção da caixa d´água da Fonte do Senhor
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Até meados do Século XIX, o povo de Iguape buscava água diretamente na Fonte do Senhor, também chamada de Fonte de Cima. Houve um tempo, em fins do Século XVIII, em que chegou um ouvidor, o qual, atendendo aos reclamos das gentes, ordenou a construção de um aqueduto que trouxesse a água para mais perto da vila. Em 14 de abril de 1847, o vereador Antônio José Pinto apresentou um projeto, para que a água da Fonte fosse encanada e construída uma caixa d'água no final do antigo Aqueduto, com quatro bicas de ferro, ficando um registro fechado para encher de água a caixa da Gruta do Senhor quando fosse preciso, passando esse encanamento pela frente da Gruta. O próprio vereador foi até a Fonte, acompanhado do cidadão Manoel José Correa, tendo ambos observado que "a agoa podia vir encanada em tubos ou telhões e coberto desde o lugar do morro onde era tomada até aquelle lugar em que deve servir ao publico"[...]
Dessa forma, parte do Aqueduto, que havia desmoronado, deveria ser reconstruído. Essa despesa foi orçada em 600$000 (seiscentos mil réis) para cal, pedra, tijolo e mão-de-obra. A Câmara aprovou a idéia e deu prioridade à obra, decidindo que nenhuma outra seria iniciada enquanto a canalização da água da Fonte não fosse concluída, o que deveria acontecer até outubro de 1848, conforme contrato assinado com Manoel José Correa, que ficou como encarregado. No dia 26 de fevereiro de 1848 foi terminada e inaugurada pela Câmara para uso público dos habitantes da vila. O preço total da obra ficou em 650$000 (seiscentos e cinquenta mil réis). Essa caixa d'água, após concluída, devido à sua forma bojuda, era chamada pelo povo iguapense de "Locomotiva". Foi construída com a frente para o Mar Pequeno e, durante mais de cem anos, abasteceu a população da cidade, sendo afinal demolida pela prefeitura em 1976, juntamente com o Aqueduto, perdendo-se para sempre dois monumentos de incontestável valor histórico.
A "Caravana Santista"
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Fundada em 1938 por um grupo de católicos da cidade de Santos, a famosa "Caravana Santista" marcou época em Iguape. Durante muitos anos, foi a responsável pela novena em louvor ao Senhor Bom Jesus de Iguape e Nossa Senhora das Neves. Traziam os músicos; cuidavam de todos os detalhes. Ficavam hospedados no "Hotel São Paulo". Em 1958, doaram ao Santuário uma cópia, em tamanho menor, da imagem do Senhor Bom Jesus, que sempre sai em procissão no Revelando Vale do Ribeira. Mais tarde, a "Caravana Santista" adquiriu, em comodato, da Mitra Diocesana uma área de terras em frente à Escola Estadual "Prof. Veiga Júnior". Ali foram construídos apartamentos para os componentes da "Caravana". A Caravana deixou de exixtir por volta de 1986, na medida em que seus membros iam falecendo. Leiam este interessante texto do escritor iguapense Francisco Trigo Martins, com suas lembranças da Caravana: "Foi numa tarde do dia 2 de agosto. Acompanhado de uma irmã, fomos receber a "Caravana Santista", que vinha abrilhantar a Festa do Bom Jesus. A "Caravana Santista" fazia a viagem em duas etapas: vinha de trem até a cidade de Juquiá, e depois até Iguape, por via marítima. Eu deveria ter nessa época dez anos. O vapor "Bento Martins", de passageiros e cargas, construído de chapas galvanizadas, era impulsionado através de uma grande roda de palhetas instalada na popa da embarcação; festivamente enfeitado de bandeirolas, atracou no "Porto Grande". Havia um vai-e-vem de carregadores de cargas e bagagens e marinheiros amarrando os cabos da embarcação, colocando as pranchas para o desembarque. Naquele instante, a Banda Musical, que se fazia presente ao evento, começou a tocar. Estávamos a uma certa distância daqueles acontecimentos, deslumbrados com tudo o que acontecia à nossa frente. Primeiro, desembarcou o Bispo Diocesano, seguido pelos demais passageiros, juntando-se à pequena multidão que os aguardava, incluindo a Banda Musical e o prefeito municipal, que, num breve discurso, os saudou, desejando a toda comitiva uma feliz estadia em Iguape. A passagem da comitiva era aplaudida pelo povo nas ruas onde passava e pelas pessoas que se apinhavam nas sacadas dos sobrados. Aos poucos, a pequena multidão foi se dissipando. À exceção do bispo, freiras e seminaristas, que se hospedavam na "Casa Paroquial" (ou "Casa do Padre", como era também conhecida), os demais seguiram para o "Hotel São Paulo". Acompanhamos a "Caravana" até o Largo da Matriz, onde nós nos desligamos. Achando ter cumprido nossas obrigações, retornamos à nossa residência. Essas "Caravanas" eram lideradas pelo Bispo Diocesano, de Santos, trazendo em sua companhia padres, freiras, seminaristas, músicos e simpatizantes. Infelizmente, tudo isto acabou deixando saudade! O fim da encantadora "Caravana Santista" aconteceu com a paralisação dos vapores "Vicente de Carvalho" e "Bento Martins", com a abertura da Rodovia Régis Bittencout (BR-116), e a criação da Diocese do Vale do Ribeira. A Diocese foi criada em dezembro de 1974, e, em 16 de fevereiro de 1975, Dom José Aparecido Dias foi ordenado bispo, assumindo a Diocese de Registro."
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- Gruta de Nossa Senhora de Lourdes
- O Rio Ipiranga
- A construção da Igreja Matriz
- Rua Direita (atual 9 de Julho)
- Fonte da Saudade
- As obras para o fornecimento de água potável à Vila de Iguape
- A nova Casa da Câmara e Cadeia
- A abertura do Canal do Valo Grande
- A construção da Gruta do Senhor
- Igreja de Nossa Senhora da Conceição
- lancha SETE
- Esporte Clube Primavera
- veteranos da Sociedade Esportiva Palmeiras de 1973
- vapor Iguape
- cruzador Tiradentes
- Lancha UM
- vapor "Izabel"
- (IRFM) Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo
- A construção da caixa d´água da Fonte do Senhor
- A "Caravana Santista"
- vapor "Vicente de Carvalho"
- vapor "Bento Martins"
- Casa de Fundição
- Museu Histórico e Arqueológico
- A Igreja de São Benedito e o Pátio das Casinhas
- A grande seca de 1879 que assolou o Vale do Ribeira
- Fundação da Vila de Subauma
- Emancipação do Distrito de Ilha Comprida
- Golpe Militar de 1964: O plano de guerra dos EUA
- Aprendizado agrícola “Dr. Bernardino de Campos”
- Diploma de honra: Iguape ganha prêmio de "melhor arroz do mundo"
- Agência dos Correios e Telégrafos de Iguape
- Os afrescos da Basílica do Senhor Bom Jesus de Iguape
- O aparecimento da imagem do Bom Jesus no ano de 1647
- Escultura da imagem de Jesus Cristo crucificado
- Grupo Escolar de Iguape
- Posto de Puericultura "Barão de Iguape"
- EEPG Prof. Eulálio de Arruda Mello
- O primeiro Boi Tatá no Carnaval Iguapense
- Sítio Arqueológico "Caverna do Ódio"
- "Apontamentos relativos a Aleixo Garcia"
- "Municipio de Iguape – estudo scientifico"
- Usinas nucleares Iguape 4 e Iguape 5 na década de 80
- Ernesto Guilherme Young & Família
- Engenho Central Casavecchia
- "Diário de uma viagem mineralógica pela Província de S. Paulo no anno de 1805"
- Porto de Iguape (Porto Grande)
- "Historia de Iguape"
- "Historia de Iguape"
- "Esboço Historico da Fundação da cidade de Iguape"
- "Subsídios para a historia de Iguape e seus fundadores"
- "Subsídios para a Historia de Iguape - Mineração de Ouro"
- "Quem era o bacharel degradado em Cananéa?"
- outeiro do bacharel
- Cruzeiro da Igreja de Nossa Senhora das Neves
- O Largo do Rosário
- O Largo da Misericórdia
- O "Funil de cima"
- Quatro Cantos
- O antigo Largo da Matriz
- Obelisco do IV Centenário da cidade de Iguape 1538 - 1938
- Festival Revelando São Paulo "Revelando Vale do Ribeira"
- Ponte "prefeito Laércio Ribeiro" acesso a Ilha Comprida
- Construção da ponte "prefeito Laércio Ribeiro"
- O "Correio velho"
- Encenação da Via Sacra com Roberto Collaço
- Sobrado dos Toledos
- Marujada
- Hospital Feliz Lembrança
- Bairro Matias
- Bairro Porto do Ribeira
- bairro Icapara
- Travessia Iguape-Rocio
- Trilha ecológica do Morro do Espia
- A construção da estátua do Cristo Redentor
- Imprensa da época
- Apresentação do Tiro de Guerra - 1949
- Vultos iguapenses
- Galeria dos Prefeitos
- Fé e Romarias
- Carnaval e seus foliões
- Estuário Lagunar do Mar Pequeno
- Futebol
- História de Iguape
- O Porto de Iguape e o histórico da navegação no Rio Ribeira
- Igreja do Rosário (Museu de Arte Sacra)
- Campo de Aviação e seu histórico
- Rio Ribeira da nascente à foz
- Caminhada na Estação Ecológica Juréia-Itatins
- Memorial do Mar
- Basílica Bom Jesus de Iguape
- Fonte do Senhor
- História de Iguape (álbum temporário)
- Centro Histórico atual
